sábado, 2 de fevereiro de 2013

Uma cultura etílica diferente - Parte I

Eu quero falar de algumas coisas que poderiam muito bem ser colocadas em prática no Brasil, especialmente no que diz respeito ao consumo de alcool.

Primeiramente, não sou desses que é contra o consumo. O problema não é o alcool, o problema é de quem bebe. Se pessoas bebessem de uma maneira racional não teríamos tantos problemas. O alcool é presente na sociedade mundial de diversas maneiras - e na Europa, por exemplo, se não fosse sua presença, provavelmente hoje ela seria habitada por animais, pois graças ao alcool o ser humano foi sobrevivendo também.

Vou comparar duas culturas com a que mais tenho contato: Inglesa e Brasileira. Como um bebe diferente do outro.

Existe uma teoria muito forte que pessoas de ascendência ariana tem mais resistência à bebida. Isso não é racismo, isso é ciência. Muito se dá pelo fato diferente de que os europeus faziam para purificar a água para consumo: juntar alcool. Com isso, geração após geração, foram adquirindo uma maior resistência a essa substância. Não é algo que aconteceu na Africa, por exemplo, onde as pessoas lá tinham o hábito de ferver a água para torná-la própria para o consumo.

Pessoas na Inglaterra bebem, e bebem MUITO. Se brasileiro, fraquinho na bebida como é, bebesse a mesma quantidade, você veria as cidades virarem palcos de pandemônios. Muita gente chama alguns pseudo-pubs de São Paulo como "Pubs", quando não passam de baladinha que servem Fosters ou Guiness.

Entre num Pub legítimo bretão ou escocês aí você vai ver a diferença. Eu vou citar o Wetherspoon porque você encontra ele até no Heathrow (então mesmo se tiver de escala, vai conhecer!).

No Brasil, o alcool é muito relacionado como uma via para se chegar no sexo. Porém, estamos falando da Inglaterra, um país onde é impossível você deixar alguém bêbado. Tinha dia que eu ia no Wetherspoon tomar café e depois de passear o dia inteiro eu voltava lá, e via AS MESMAS PESSOAS BEBENDO AINDA. E eles ficam bem, conversam, vêem futebol, as mulheres ficam fofocando e as coisas vão indo. Eles tem uma capacidade de beber incrível e invejável.

Tente embebedar (por meios legais!) uma britânica e levá-la pra cama. EU DUVIDO. Você tem que ter ideia, não adianta! Elas não são fáceis como ir pra qualquer Morrison ou O'Mailley aqui em São Paulo.

Mas um Pub é uma área pra se relaxar, beber uma cerveja depois de um dia de trabalho, bater um papo com os amigos (embora muita gente, como eu, vá sozinha também), ver a liga inglesa, mas acima de tudo, relaxar. Não tem nem música (e isso eu adorei! Odeio esses Pubs que são baladinhas).

Não são lugares pra ficar dançando "bracinho pra cima, bracinho pra baixo". É bem masculino isso, tenho que admitir (homem que dança demais em balada ou quer pegar a menina fazendo uma média, ou é muito viado! Quase todos que conheço só vão em balada quando querem arrumar sexo gratuito, de resto...) mas nem por isso os Pubs ingleses deixam de ter pessoas. E o mais engraçado é que grande parte dão pessoas são ingleses e... Casados! Homens e mulheres! Não sei, não cheguei a conversar com todos, mas a grande maioria tinha esse perfil. Saíam do trabalho e iam pro Pub. Bebiam umas cervejas, sentados em cadeiras, viam uma tevê, esperavam a hora do rush passar e pegavam o Underground (metrô) até suas casas. Segunda a sexta.

Acho que isso é interessante pra comparar. Sonho ainda em um dia ter um Pub desses de verdade em São Paulo. Pub baladinha é um saco! Quero um lugar pra beber uma cerveja boa, ver a rodada do futebol e comer uns sanduíches bons com preços em conta, sem uma música tagarelante no meu ouvido e meninas com periquita assada querendo dar.

Viva os Pubs ingleses!

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