terça-feira, 30 de abril de 2013

Não. Faça o que eu mandar.

Na adolescência achava que já podia tomar minhas decisões. Meu pai chegou dizendo que eu devia fazer engenharia, afinal essa era o sonho dele. Eu detestei a ideia logo de início. E foram brigas intermináveis até eu insistir em fazer Design Digital, afinal a internet é a minha área. Mas sentia que ele no fundo estava louco pra me ver dando mal e chegar em mim, apontando o dedo, dizendo que eu era um inútil que só trazia dívidas, como ele nunca escondeu que eu fosse.

Se eu fosse tão ruim assim, era uma despesa interminável, só desobedecia e trazia nojo pra ele, custava ter usado uma camisinha?

Mesmo hoje me sinto preso numas amarras terríveis, e olha que já estou chegando aos trinta anos, logo logo. Ou como ele sempre fazia, me envelhecendo. Tinha dez anos? Logo logo tá com quinze. Tem quinze? Logo logo tem vinte, e na sua idade eu já tinha casa própria e filhos.

Tempos mudaram, né?

A última foi uma viagem que pintou ai. Ele disse que, se eu tivesse com emprego eu não iria. Como se eu, que estou desempregado (só um detalhe) não tivesse a chance de conversar com meu chefe e negociar alguns dias, mesmo que descontasse da folha de pagamento.

Por incrível que pareça se eu estivesse desempregado até lá, de acordo com ele, eu iria "de boa".

Sinceramente, meu pai tem uma boca terrível. E mesmo com o apoio dele da boca pra fora, ainda tem muita chance de tudo dar merda. E se ele fala que não, nossa, dá muita, muita merda. São uns espíritos chatos que andam com ele que eu tenho que tentar conviver com.

Mas sempre é isso, é sempre assim e não tem discussão. Ele repete o mesmo argumento vezes e mais vezes, tenta explicar, mas nunca é capaz de mudar de ideia.

Recebi um sesshin dizendo que essa viagem vai ser ótima, vou aprender muito, lidar com pessoas diferentes e terei um crescimento incrível. Mas pro meu pai, é: "Se tiver trabalhando, cancele".

Cara, tem hora que cansa dessa vida. Sério mesmo. Eu tenho uma amiga, uma senhora de cinquenta anos, que me disse que ela perdeu diversas oportunidades boas por causa de veto dos pais dela. E ela me aconselhou a sempre ter responsabilidade e fazer minhas próprias escolhas, porque depois que o estrago de obedecer está feito, o tempo já passou e estarei velhinho sem nunca ter feito nada na vida.

Meu pai sempre foi, e acho que continuará por muitos anos como o meu maior karma. Me sinto muito como o Tidus lutando contra o Jecht em Final Fantasy X. Tidus é o filho do maior prodígio e super fodelão Jecht, e ele não consegue chegar muito aos pés do seu pai, mas tem uma hora que ele tem que lutar contra ele.

E Jecht, é o chefão final.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lara Croft como um ícone feminista.

Parece irônico isso que estou escrevendo. Justo Lara Croft. Reza a lenda que quando os malucos da Eidos criavam seu modelo tridimensional para o primeiro jogo, um dos modelistas exageraram de propósito nos seios para ver como ficava, e o diretor aprovou. Ficou a clássica Lara que todos conhecem:


O que acontece é que mesmo tendo inúmeros fãs, a Lara nasceu como um ícone sexual. Ela sempre fora essa mulher, armada até os dentes, caçando lobos, ursos ou homens malucos em Veneza (pilotar o barco no Tomb Raider II era divertidíssimo!). E a receita continuou praticamente a mesma, acredito eu (eu não joguei nada depois do Tomb Raider III), pelo menos pelo visual, sempre se manteve.

A questão aqui é como é retratada o conceito feminino. Uma mulher intocável, sem sentimentos, que só sabe atirar e os peitos nunca balançam quando pula por aí. Ok, vamos admitir que a capacidade gráfica da época limitava bastante (inclusive nesse último item), mas aquela Lara sempre passou essa ideia de ser invencível, intocável.

Até que ela mudou:


Terminei ontem o atual Tomb Raider, o de 2013.

Temos enfim uma Lara com menos peito, e mais cérebro. E mesmo assim totalmente apaixonante, diga-se de passagem.

A Lara antiga que me perdoe, mas eu prefiro muito mais essa. E não é pela beleza gráfica, mas pelo desenvolvimento mais humano da personagem. Antigamente, as pessoas tinham uma noção meio machista das personagens femininas. As retratavam com pouca personalidade e muitas armas. Eram algo como "one man army" (exército de apenas um homem). Foi assim com a Samus Aran de Metroid, ou a Jill Valentine de Resident Evil.

Dá pra sentir essa vibe nos primeiros minutinhos do game, ou mesmo nesse trailer que resume a coisa toda:


Nesse game a Lara começa como uma simples arqueologista que o máximo que tinha ido era dar uma rolês em Picadilly Circus (sim, ela sempre foi britânica!). Logo no começo do jogo (é sério! Não é tão spoiler) ela com fome tem que matar um sãopaulino veado pra poder se alimentar. Acerta ele com uma flecha e fica com dó de dar um golpe final no bichinho. Totalmente diferente da antiga que atirava sem dó em tudo o que se mexia, ficou mais humana.

Sem contar que ela tem vários desafios, como salvar a melhor amiga (uma japinha gatinha chamada Sam Nishimura), seres sobrenaturais (como em todo Tomb Raider) e claro, escapar da ilha.

Mas o interessante é o desenvolvimento dela como personagem. A hesitação na hora de matar a primeira pessoa (que tenta inclusive estuprá-la) ou os ferimentos em seu corpo que causam muita dor. Você começa controlando uma menina mimada abastada, e depois dela superar, e provar que as mulheres podem tudo, uma verdadeira sobrevivente nasce. Como de praxe, é um jogo muito cinematográfico.



Nunca achei mulheres fracas. Muitas das coleguinhas da pré-escola me batiam quando eu era moleque, hehe. E ainda digo mais, ás vezes acho que é mais um "bloqueio social" em cima das mulheres que as tornam fracas, exaltando nelas apenas o lado "meiga" ou "bonita" delas em detrimento da força física.

Só precisam mesmo de um empurrão, se defenderiam tão bem quanto os homens. Existem registros históricos tanto de mulheres que se disfarçavam de homens para lutar em guerras (até o Valdisnei fez filme disso), ou mesmo damas que formavam batalhões apenas femininos na antiguidade. Mulheres não apenas dotadas de músculo, mas de ótimos cérebros, que deixavam muito marmanjo pra trás. Porque essa característica entrou desuso, virando até mal vista pela sociedade hoje?

Pois é exatamente o que a Lara Croft nesse novo Tomb Raider prova. É engraçado até no meio do jogo você ouvir diálogos dos carinhas (homens) falando coisas do gênero: "Aquela vadia acha que pode ir andando por aí matando nossos bróders. Quando pegar aquela biscatinha vou dar uma lição nela!", isso momentos antes de você pegar uma flecha e enfiar na garganta dele.



Você não consegue, por exemplo, ir na base da porrada com os soldados do jogo. Mas agora a Lara é uma personagem que cresce, que supera seus medos e dificuldades, e não é o tipo de mulher que tem medo de estragar as unhas ou o que os outros pensariam dela por ela ficar pulando de penhascos, enfrentar mortos vivos, descer correntezas, e ficar naquela pose de "eu sou intocável" como era antigamente. Ela tem medo, tem sim, mas ela os enfrenta. E isso a torna um ícone feminino muito louvável, rompendo aquela fragilidade feminina de sempre ser a ser salva, nunca a que vai salvar alguém.

O jogo é excelente, mas o que mais me impressionou foi a mudança dessa característica da miss Croft. E se engana quem pensa que se a mulher fica assim fica menos "atraente" pra nós homens. Sinceramente, você, homem, qual escolheria pra tentar conquistar o coração? A Lara Croft, a heroína que luta contra lobos, soldados, clima hostil e prédios pegando fogo, ou a Sam, a donzela em perigo amiga da Lara que você tem que salvar no jogo?

Olha, vou ser sincero, essa Lara é apaixonante. ;-)
Onde fica a Inglaterra mesmo?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Será que toda religião pode ser considerada salvadora?

Sou um amante da teosofia. Eu sempre acreditei que nós teríamos uma responsabilidade como pessoas de respeito mútuo as crenças. O problema mesmo é quando, infelizmente, algumas se dizem mais do que as outras. Por isso, sempre achei que nunca teria uma religião propriamente dita, mas que teria um lado espiritual.

Antes de entrar na Shinnyo-en, e no budismo, eu tinha uma ideia de que o conceito de Nirvana era perfeitamente aplicável em qualquer religião do mundo. Dava pra ver que haviam pessoas que tinham um alto grau, seja na igreja católica, protestante, islã, judaísmo, etc.

Por exemplo, um padre deveria praticar a renúncia às coisas mundanas e especialmente ao todo material efêmero da vida. Praticar a meditação e orações, tentando entrar em comunhão unindo seu pneuma com algum nous superior. E para desenvolver tal coisa, deveria ser um grande mestre na empatia (do grego: em paixão, em sincronia com o outro).

Podemos substituir a palavra "padre" por qualquer coisa. Que tal "rabino", "pastor", "mulá", "monge", etc.

As religiões do mundo tem muito em comum. E se você se dedicar com bastante empenho, você conseguirá também chegar num estado de plenitude. O que infelizmente acontece é que as pessoas infelizmente ainda têm uma necessidade imediata, quando não é assim que a coisa funciona. Tem que se dedicar, é como limpeza em casa: deve ser feita com uma certa regularidade, pois mesmo que você não perceba, você está sujando e voltando.

Toda pessoa tem seus altos e baixos. O papel da religião é fortalecer a pessoa, tornando-as mais íntegras e fortes. E existem pessoas que conseguem ter essa noção sem religião também, o que também é algo muito admirável! São pessoas que independente das crenças, conseguem levar uma vida com ética, felicidade e são tão corretas quanto muito fiel por aí.

Pessoas pensam que religião é algo sobre submissão a algo invisível quando não percebem que suas práticas refletem na melhoria do ser humano, em ser mais solidários e amigos com seu próximo, ser íntegros e justos. Quem sabe no dia em que as pessoas tomarem conta disso o mundo não cria um pouco mais de paz?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Em busca da margem da felicidade.


Dificilmente um desafio que é para você, é pro outro.

Acho que, nesse caminho para a iluminação, talvez tenhamos em frente um desafio. E isso difere das nossas personalidades ou valores. E quando enfim superamos isso, acho que podemos dizer que chegamos lá.

Todo mundo tem uma fraqueza. Uns é família, outros são amores. Outros podem ser estabilidade de emprego, ou mesmo alguma coisa bem cara que conquistou. Podem ser irmãos que tem problemas, ou pessoas orgulhosas que não valorizam o trabalho em equipe. Podem ser pessoas que querem proteger a próxima e não sabem o que fazer quando perder o que devem proteger, ou pessoas que devem aprender a serem mais fortes, a se virarem melhor. Ou ainda pessoas que não conseguem ficar sozinhas, ou pessoas que faltam de fé.

Não exista talvez um desafio único para todos, assim como pode ser que pessoas tenham 2, 3, 10 desafios pequenos - mas igualmente complicados. Tudo depende de karma.

Mas acima de tudo, você adquirir o despertar, significa que você superou isso. Imagina para uma pessoa que, vamos supor, seja solitária e com um coração orgulhoso. Pode ser que essa pessoa esteja sozinha, mas ela deve compreender que mesmo que as pessoas ligadas a você estejam distantes, cada um tem um objetivo em comum. E que essa pessoa, antes orgulhosa, esteja na verdade ajudando o próximo, pavimentando sozinha um caminho para os outros passarem, pois ela no momento é mais forte.

Eu cheguei a esse insight esses dias. Pode olhar ao seu redor. Quando as pessoas conseguem superar esses desafios internos, vejam o crescimento como pessoas que eles têm. Até mesmo você. Pode ser que seu medo seja de qualquer coisa, mas quando você encara seus anseios, e supera-os de frente, você caminhará um passo a mais para ser o mestre de sua própria mente.

Como se todos nós tivéssemos um caminho nebuloso na nossa frente. A outra margem é a iluminação. Se nós abrirmos o caminho a nossa frente, em linha reta, superando tudo, conseguimos chegar lá. Mesmo que superemos apenas essa linha reta de adversidades, nós tocamos essa iluminação.

Por isso, desafie-se. =)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Incidente de Boston + Atores de Crise

Estava lendo isso que um camarada meu enviou (valeu, Felipão!).

Sempre nesses atentados temos terreno amplo para as adoradas conspirações. Eu não acredito muito em conspirações, as coisas têm sim um motivo, o que difere é o foco que a mídia dá. Mas sempre um dos motivos sempre são válidos e verossímeis.

A última que tá rolando é de um rapaz, em algumas fotos chocantes, que saiu de cadeira de rodas seria um tal de Nick Vogt. Ele, que já tem um problema sério de amputação, seria um dos atores que estavam encenando nessa tragédia de Boston. Como o próprio site mostra, é tolice pensar nisso, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Mas pesquisando a fundo, fui atrás do termo que eles chamam de Atores de Crise (ou Crisis Actors). Parece que são pessoas que são pagas para encenar em alguma tragédia. Pode procurar no google, vai desde uma menininha loirinha no massacre em Sandy Hook, como uma mulher que aparece em um julgamento e depois atua de novo no massacre de Sandy Hook.

Parece que essa coisa de atores de crise pegou. Eu não sei, embora isso seja bem interessante. É difícil julgar pelas fotos com resolução baixa, e ao mesmo tempo numa sociedade ditada por valores estéticos similares, cada vez mais ser "único" é sinônimo de "feio".

Como disse o Felipe, aqui estamos para o início de mais um Freak show. Cenas dos próximos capítulos.

sábado, 13 de abril de 2013

Parem de falar do Feliciano, por favor!

Revolta! Depois que eu vi um camarada meu, pseudo-jornalista que compartilhou uma dessas inúmeras imagens rodando a internet sobre "Feliciano não me representa", vi que o infeliz buraco é bem mais embaixo.

Não vou falar sobre os revoltadinhos de internet, que adoram falar que tudo isso é uma puta falta de sacanagem. E claro que a mídia vai cair em cima, fazendo rios de dinheiro e literalmente defecando e andando para o que Feliciano fala.

Não vou falar do racismo dele, ou das declarações contra gays. Todo mundo tá cansado de saber que isso é errado e feio, muito feio.

Queriam que ele pedisse a renúncia. Feliciano, em seu direito, não pediu. Qual a solução? Todo mundo começou a colocar fotos de "Feliciano não me representa", querendo criar algum tipo de comoção na internet - e justo para o Marco Feliciano, que está também defecando e andando pra isso.

Tantas coisas mais úteis poderiam ser feitas com essa energia toda!

Sempre que temos um problema, devemos atacá-la na sua raiz. Dizem que a única defesa nossa é o voto, e insistem que devemos votar melhor para evitar isso. Mas existem coisas muitas podres no sistema eleitoral, que ao invés de trazerem um pouco de justiça, causam mais insatisfação no povo.

Primeiro que é a bendita obrigatoriedade de voto. Em um país que viveu em ditadura por séculos (ou vocês acham que Portugal nos tratavam bem?), justo quando consegue um vislumbre de democracia, obriga as pessoas a votarem. Isso não soa irônico? E aí, o nego que quer simplesmente ter um domingo em casa coçando o saco e vendo a Eliana, tem que ir pra uma escola nos cafundé e votar no Tiririca. Achei mais que válido a eleição do Tiririca. Quer uma maneira melhor de protestar contra o voto obrigatório do que elegendo um palhaço?

Segundo, é o sistema, que é falho.

Eu não sou fã de presidencialismo. Dar plenos poderes pra um bando de malucos, com a chance mínima de impeachment, terem a chance de fazer o que bem entendem por quatro anos? Aí o carinha vai ter que mostrar serviço, caso contrário, cai e vem o próximo, que vai ter mostrar serviço em dobro pra manter a imagem boa do outro governo.

Mas parlamentarismo parece não funcionar na América. Talvez as pessoas ainda tenham algum bloqueio, pois no resto do mundo é assim, e funciona bem.

Estamos acostumados a pensar o sistema inteiro com deputados, senadores, governadores, presidentes, que deixamos de pensar numa nova possibilidade de arrumar isso. O maior exemplo tá aí:

Para eleger um deputado federal em São Paulo, é necessário pouco mais de 300 mil votos. Marco Feliciano recebeu pouco mais de 200 mil, mas aí entra os votos em legenda, os outros candidatos do partido dele que só receberam voto da mãe e da esposa, entre outros fatores. A ideia é sugar cada voto possível.

Por isso que diversos candidatos sempre estão lá, como o Ivan Valente.

Parece algo sério, não? Mas e se questionarmos e perguntarmos se isso é justo? Feliciano está lá e não conseguimos tirar ele, pois mesmo com a galera gritando aqui querendo que ele saia, essa mesma "democracia" o protege. Isso também não soa irônico?

Democracia não vem de deimos (pessoas) e kratos (poder, e não o protagonista do game God of War)?

Enfim, o cara tá no direito dele, tá numa comissão minúscula que tem tanto poder quanto o síndico do prédio vizinho, o país não vai mudar sem ele, e muito menos ele mudará o país, nem nada do gênero. Deixemos as pessoas em suas devidas mediocridades, por favor. Se até ele admitiu que é uma comissão medíocre, e vendo o histórico dela, de fato ela é tão decisiva nos rumos de um país quanto o tiozinho que quer café.

Resumindo: é nada.

O sistema é podre, parceiro, já dizia o Capitão Nascimento. Se fosse um sistema de governo mais justo, sem dúvida conseguiríamos tirar uma pessoa como ele fácil fácil. Voltemos a nossa programação normal, com pessoas compartilhando imagens de desapoio ao Feliciano, e achando que assim podem mudar o país.

Bullshit.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"We live, to make the impossible possible!"



Terminei Final Fantasy XIII. De fato, a galera da Square Enix tá de parabéns. Eu não vou fazer igual todo mundo e ficar criticando o jogo por ele ser linear demais. Na verdade, aquelas "Missions" depois que você entra no capítulo 11 de fato deixa o jogo com jeitão de RPG, mas são opcionais (exceto a 21 até 25, acho), mas ainda assim, é um Final Fantasy e merece respeito!

Eu terminei Final Fantasy I e Final Fantasy II, ambos remakes para o PSP. São ótimos! Clássicos são clássicos, e se você só vive desses jogos novos, é como comparar filmes como "Os Vingadores", "As branquelas" ou até mesmo "American Pie" como a nata do cinema sem ver clássicos como "O Poderoso Chefão", "Metrópolis" ou "Laranja Mecânica".

(a diferença é que games pra serem clássicos são da década de 80, até meados da de 90. Não é como cinema, que é mais antigo hehe)

Essa frase do título é uma das últimas do jogo, logo antes do último chefe, o estranho Orphan.

Enfim, chorei no fim (mesmo eu já sabendo como terminava), adorei o jogo inteiro (até as partes mais chatas apenas pra ir upando o personagem) e posso dizer que ele é único, divertido e bonito. E em especial pro trabalho das dubladoras. Nenhum dos protagonistas ficou sendo interpretado por alguém com menos proeza, as vozes boas ajudaram a torná-lo épico. Em especial a Ali Hillis (Lightning), Troy Baker (Snow) e a Rachel Robinson (Fang).

Agora é hora dos spoilers/comentários do jogo!

Eu gostei, mas tio, eu tenho umas dúvidas.

Qual a importância da Jihl Nabaat na trama? Ela aparece como a fodona, prendendo todo mundo, e depois que você chega na Nautilus ela... SOME DA ESTÓRIA! Especialmente depois da batalha contra o Barthandelus.

Só eu que achei que o melhor momento pro Hope despertar o Eidolon dele era naquele momento em que ele conversa com o pai?

O Orphan é o Barthandelus depois que ele cai na piscina? Se isso é verdade, porque golpes de água não são a fraqueza dele?

A Fang e a Vanille tinham mesmo que se sacrificar? =(

Vida no espaço.

Eu adoro primeiro de abril! É um dia onde mentirinhas são aceitas socialmente, e muitas até que são muito engraçadas. Desde que a internet é internet, ela é um veículo grande para espalhar hoaxes, ou na nossa pura língua tupiniquim: boatos.

Esse ano um dos que mais gostei foi do Google Analytics. Além dessa surpresinha nesse link mostrando que tinha como você exportar seus dados de visitantes por meio de disquetes, cd-rom e até papiro! Mas o mais legal era que tinha uma informação fake, na parte que mostra de que lugar do mundo estão vindo seus visitantes, mostrando que haviam alguns vindo da Estação Espacial Internacional.

Falando na ISS, achei um usuário muito legal no youtube, contendo vídeos de como é a vida no espaço. Incrível mesmo. Um dos que eu achei mais legais é o de como de barbear no espaço, essa tarefa que tantos homens detestam (como eu).


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aprendendo com toda possibilidade que aparecer.

Temos que admitir, quando coisas ruins acontecem na nossa vida a gente cresce. Depende muito da maneira que você encara, claro, mas a gente sempre acaba crescendo quando enfrentamos de fato a coisa.

Estou sem emprego desde que voltei de viagem, em dezembro. Foram as férias que nunca tive, sozinho, andando por aí, como eu sempre quis. Aproveitei muito! Sem dúvida ficarão na memória para sempre. Mas assim quando voltei, veio essa pequena "crise".

E já estamos no meio de abril (nossa!) e somente fui a algumas entrevistas, sem nada concreto ainda. Mas não posso negar que aprendi diversas coisas, e posso dizer hoje que essa vivência dinheiro nenhum no mundo traria.

Uma das muitas coisas é saber lidar com o orgulho. Todo mundo tem. E ás vezes ele é até sadio. Quando voltei da viagem pensei que seria fácil arranjar um emprego novo, afinal diversas empresas vieram no ano passado atrás de mim, mesmo eu já estando empregado. Tive que pedir uma ajuda pros meus pais em diversas coisas. E eu não estava pronto pra isso.

E isso me consumia de alguma forma. Até que, por meio de um sesshin, descobri que isso era um orgulho besta que me impedia de ser humilde o suficiente pra receber ajuda dos outros. Eu nunca negaria ajuda a uma pessoa, mas quando você tem que ser ajudado são outros quinhentos.

Outra coisa é ter fé. Mesmo eu enfrentando diversos problemas, as pessoas ao meu redor ainda pareciam ter problemas piores que os meus. O que eu fazia? Eu orava. Orava de coração mesmo, implorando aos budas pra ajudarem essas pessoas, nem que eu tenha que ficar sem emprego por mais tempo, mas que eu fique, para que eles possam receber no meu lugar.

E saber esperar. Como várias pessoas me falaram, o que é pra ser meu, vai ser. Ás vezes foi obra do destino não ter conseguido esses trabalhos que eu fiz entrevista ou enviei currículos até agora. O jeito é torcer, e continuar nas orações. =)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Achalanatha, o imóvel


Já é o segundo Achala que eu faço, hehe. Acho que aqui posso dividir com vocês o processo até chegar nesse resultado.

Eu já tinha feito uma arte digital dele. Ele está ali no topo do blog, grandão. Eu queria fazer mais um, só que dessa vez no estilo mais de pintura. Então, fui pesquisar as formas de representar o nosso amigo que chupa limões. Achei diversas, entra elas uma me chamou a atenção, que está no Metropolitan Museum of Art.

É uma pintura dele numa mandala, pintada por volta do século XV. O Achala em esculturas em geral não podemos ver a sua cor, por ser de bronze. Nas pinturas ele em geral é colocado como azul, numa cor bem escura. Foi daí que eu tirei a cor, não tem nada a ver com o Avatar de James Camerron.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Porque essa crise na Coréia do Norte parece mentira?

Como todos, estamos bem apreenssivos sobre essa crise que tá rolando lá na República Democrática da Coréia. Mas, não sei porquê, essa crise toda me cheira tanto quanto aquela desculpa esfarrapada pra se invadir o Iraque. As "armas biólogicas" que supostamente o Saddam Hussein tinha em seu poder.

Vou eleger alguns fatos que acho que sustentam bem isso.

1) É um dos países mais fechados do mundo: É fácil apontar um dedo pra alguém quando ninguém pode entrar lá pra dizer o contrário. E outra, se governos em si já são estruturas fechadas para o povo em geral, quem dirá o governo de um país fechado como a Coreia do Norte. Não existe ninguém pra discordar e dizer algo para defendê-los.

2) Esses vídeos são verdadeiros? Sabe, esses vídeos como esses não são difíceis de se fazer. Junte algumas fotos, pegue uma música aleatória e uma koreana que saiba fazer esse drama todo na voz. Pronto! Você pode desencadear uma guerra com um simples Windows Movie Maker. E não apenas isso, até onde é verossímil que esses vídeos realmente são norte-coreanos? A imprensa é suja, e ela faria qualquer coisa para vender. Eu tenho lá minhas dúvidas.

3) Como sempre, MUITA grana rolando. A economia de guerra é algo muito real de que se pensa. É um treco que dá dinheiro, muito dinheiro, e empresários da guerra estão nem aí. Guerras, milícias ou traficantes são suas maiores fontes de dinheiro. Não existe ética, e uma guerra é uma guerra: talvez até endivide um país, mas vai dar muita grana para os bolsos de empresários na área bélica.

4) Aproveitar um governo novo e fraco: Kim Jong-un acabou de assumir o governo. Tecnicamente ele é um moleque da minha idade que namora uma coreana bem bonitinha, por sinal. O momento mais propício seria esse para se invadir o país e acabar com isso. Ponha-se no lugar do Kim Jong-un: existe de um lado os velhotes que eram fiéis ao seu pai que manda confiar o país num moleque de menos de trinta anos. O clima não deveria ser dos melhores.

5) Alegações não provadas: Vi uma galera (jornalistas) dizendo que o país tinha um grande arsenal nuclear, e usinas de energia. Bom, não é preciso ser um grande gênio para se saber que com usinas de energia nuclear você consegue facilmente criar armas nucleares também. Ou você ainda acredita naquela ladainha que o Brasil não tem arma nuclear? Muita coisa não é divulgada pela grande imprensa, por isso ela fede bastante. Mas antes da invasão do Iraque, os Estados Unidos divulgavam vídeos de armas biológicas que o Saddam Hussein usava, e julgando pelo que acharam (que foi nada) e pela pobreza que o país vivia, eles completaram o objetivo deles que era o petróleo.

Vou me alongar um pouco mais nesse: a Coréia do Norte ainda é mais pobre que o Iraque. Sou do tempo em que os Estados Unidos vigiavam com satélites Moscou, e viam aqueles desfiles enormes com mísseis balísticos na frente da Praça Vermelha. Bullshit, tudo de plástico pra impressionar o povo. Mesmo hoje o armamento russo, herdado do soviético, é quase nada comparado com o Americano motherfucker.

E vai ser a mesma coisa, vão invadir dizendo que tem armas nucleares, e quando enfim vier a tona pro mundo, eles vão ficar com aquela cara de que foi "sem querer querendo".

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não fique compartilhando qualquer coisa por aí.

Tudo começou nesse vídeo:


Com um jeito bem humorado, essa carioca, a Luane Dias, mostra um sério problema de carência que as pessoas hoje em dia têm. Algo que já acontecia no Orkut, e no Facebook continua por meio do seu mural: pessoas inconvenientes.

Todo mundo tem um amigo que posta coisas inúteis. E sinceramente, até eu posto lá umas coisas inúteis volta e meia. Mas tem gente que exagera. Desde os compartilhamentos imbecis, como esses recadinhos de "Solteira e eu me amo", fotos de cachorros semi-mortos, músicas de jazz do século VI a.C., ou coisas que são simplesmente "engraçadas" (em geral do 9gag).

Nada contra quem compartilha algo. Ás vezes a gente acerta. Eu, por exemplo, tinha uma grande amiga da infância que não parava de compartilhar coisas como: "Tô tão carente hoje, snif", ou "Queria um abraço", "Espero que você esteja lendo isso e soubesse o quanto sinto por você". Ela conseguiu um namorado, acho que até devem ter noivado ou casado já, mas ainda assim ela devia continuar postando poemas, trechos de músicas, ou aquelas frases de amor próprio com foto do Johnny Depp.

Hoje? Ela saiu do Facebook, hehe. Acho que é algo meio natural, sei lá. Pessoas dão pra si mesmas "folga do Facebook" e vão naquela ferramenta de sair temporariamente. Mas depois voltam, simplesmente ficam apagadas no seu profile.

Para as pessoas que não detém de simancol, resta uma boa opção: desmarcar do feed de notícias essas pessoas sem noção. E seguir os conselhos da nossa amiga do vídeo: “Bota que tá solteira, que tá feliz. Caô. Não tá! Sabe que não tá! Termina suave.” “Rasgue as fotos. Chore. Mas não coloque no Facebook.” “Tudo que vai fazer bota no Facebook. Essa porra virou diário agora?” “Como você vai arrumar namorado se todo dia você só quer reclamar?” “Guarde sua vida pessoal pra você.”

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