quarta-feira, 29 de maio de 2013

A natureza búdica que todos temos.

O Buda no final da vida ensinava que as pessoas todas tem uma natureza búdica inata. Deve ser por isso que o budismo sempre pregou que o objetivo máximo - que é ser um Buda vivo - é possível de se alcançar nessa vida.

O próprio Buda deixou diversos ensinamentos. Muitos deles foram compilados muitos anos depois do seu falecimento, até então eram passados de forma oral.

Ter uma natureza búdica tem como uma das receitas principais se libertar do ego. E nosso ego aparece das mais diversas maneiras. Uma forma prática de se libertar do ego é agindo em prol do próximo, pelo menos nisso acredito que você estará livre de mais da metade do ego que existe dentro de nós.

Porém, desenvolver essa natureza búdica, na minha opinião, não significa que o estado de Nirvana - a iluminação - seja como algo carimbado em todos, algo que seja igual para todas as pessoas. Seja a pessoa de uma natureza mais tímida, ou de mais personalidade mais esquentada, todos têm uma natureza búdica.

Eu acho que devemos considerar muito a quebra de estereótipos que existem hoje em dia. Temos a tendência infeliz de julgar que uma pessoa tatuada seja um marginal, ou que uma pessoa que só veste terno tenha um nariz muito empinado pra ouvir qualquer coisa a não ser a si mesmo.

Acredito que a natureza búdica seja essencialmente uma bondade que não vê caráter. E se pararmos pra pensar, é bem verdade que todas as pessoas tem uma natureza búdica dentro delas. O maior exemplo é que desde pessoas que estão dentro de um estereótipo social, como também aquelas que são "marginalizadas" ambas tem uma bondade imensa.

Não vivemos mais nos tempos de Branca de neve e os sete anões. Disney mesmo já provou que os sombrios também têm coração, com o Jack Skellington, que teoricamente, seria alguém taxado de "vilão". E Buda já falava disso há milênios.

Acho que a natureza búdica começa com essa bondade que todos nós temos. Acredito que essa bondade é algo humano - pode ser algo instintivo afinal o homem só se desenvolveu pois isso o salvou, trabalhar em comunidade - pois por mais diferente que a pessoa seja, ela sempre irá preferir a bondade (exceto é claro que ela seja um psicopata) do que ser uma pessoa má sempre.

E quando desenvolvemos ela dando esse primeiro passo de bondade com os outros, pronto. Um dia chegará ao nível de um verdadeiro Buda.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

De novo você, vinte e cinco.

Eu só sabia chorar. Chorava a ponto de soluçar.

Acho que o troco veio anos depois, né? Acho que senti um pouquinho da tristeza que fiz você sentir nesse mesmo vinte e cinco de maio, há quase dez anos atrás. Me senti destroçado. Me dediquei a uma coisa que acreditava com toda a minha alma.

Toda a tristeza e desafios que passei, em meio a tantas tristezas eu achava que teria apenas uma única felicidade. "Felicidade" era o nome mais exato da coisa.

E quando precisei de uma palavra de conforto, só levei mais e mais críticas. Inclusive meus pais. Disse pra minha mãe que estava triste, e a resposta dela foi: "Tá triste, seu vagabundo? Vou te dar um motivo pra você ficar triste de verdade daqui a pouco!". Jeitinho feminino da minha mãe...

E todo mundo conseguiu. Menos eu. Foi uma sensação muito similar a quando eu fui reprovado no TCC e a sala inteira passou.

Nesse momento, me sinto maior lixo da face da terra.

domingo, 26 de maio de 2013

25 de maio de 2013

É cara, tem hora que parece que é a pedreira inteira que está nas nossas costas. =/

Acho melhor esquecer.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Querem cancelar o bolsa família?



Muita gente anda compartilhando esse vídeo acima.

E os comentários são óbvios. Povo que tem seus empregos dizendo que: 1) O povo que usa o bolsa família não sabe trabalhar e vive mamando nas tetas da Dilma. 2) Povo pobre não sabe priorizar comida e prefere dar R$300 numa calça que nem quem tem dinheiro compra.

E aí os comentários são diversos, entre eles que o Bolsa Família deveria chegar ao fim.

Eu acho que tem alguns filmes que a gente vê que acaba chocando de tal maneira que não sai das nossas mentes. Quando assisti ao filme "Garapa" de José Padilha, foi em meados de 2009. Mal teve divulgação, embora qualquer pessoa que critique os programas de auxílio ao governo deveria ver ele e pensar muitas vezes antes de falar a besteira. Essa cena em especial me chocou muito.

Muita gente que eu vi criticando moravam em grandes cidades. Pode ser que existam pessoas que realmente mamam porque querem nas tetas do governo, isso acontece em qualquer país que tem isso. Acho que as pessoas do Brasil precisavam viajar mais, conhecer e ler mais, antes de sair criticando qualquer coisa por aí. Pessoas que infelizmente são alienadas nas suas próprias vidas medíocres e não conseguem ampliar esse pensamento minúsculo que julga que um programa desses - que mal consegue ajudar quem realmente precisa - deva terminar por conta de um comentário sem nexo que foi ao ar na tevê.

A fome e a miséria é uma coisa muito mais real que todos imaginam. O problema é que parece que, uma vez que o país está crescendo, a tendência das pessoas seja de "esconder" os males, assim como fazem os países desenvolvidos. Ou você pensa que não existam sem-tetos no Japão, que nos Estados Unidos o crime é zero ou que na Inglaterra todo mundo tem uma vida cheia de mordomias? Infelizmente, não. Combater a pobreza é uma das coisas mais complicadas no mundo exatamente por isso: as pessoas parecem achar justo a desigualdade, e não dão a mínima se a pessoa do lado passa por necessidade.

Claro que não se deve terminar o Bolsa Família. Independente do partido político que o tenha criado, estamos lidando com pessoas que têm suas famílias e filhos morrendo de desnutrição e fome, isso num país que tem um dos maiores PIB do mundo. É fácil dizer que o Bolsa Família não presta quando temos uma senhora que quer comprar uma calça jeans de trezentos reais pra filha. Mas e pros milhões que passam fome no nordeste e não sabem o que fazer com as chuvas que nunca vem?

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gostos musicais contraditórios!



Esses dias eu baixei uma coletânea muito boa do Raça Negra. Sim, Raça Negra. Nem eu sabia que eles tinham tanta música, e música boa. Nos tempos que o samba não falava apenas de bunda, e a música sertaneja não falava apenas de bebida.

Eu gosto bastante deles. É difícil ter uma música que eu não saiba cantar, mesmo hoje depois de tanto tempo! Lembro que o primeiro CD que meu pai comprou no nosso - até então - inovador aparelho de som com um tocador de CD junto foi esse que tem a música acima. Ele comprou um CD do Raça Negra e eu comprei um CD dos Cavaleiros do Zodíaco. Ambos, aliás, eu tenho até hoje.

Difícil arranjar uma música apenas para colocar aqui. Acho que, assim como alguns poucos cantores/bandas brasileiros como Roupa Nova ou Lulu Santos, são aqueles fósseis super antigos que continuam ainda fazendo um sucesso danado.

Enfim, tem que admitir né! Eu gosto bastante, hehe.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Final Fantasy XIII-2

A Square começou com essa modinha depois do final triste sem o casal Yuna e Tidus no final do Final Fantasy X. E mais uma vez, repetiu a dose criando uma continuação de um dos seus capítulos.

Eu queria terminar o jogo, mas vi que ele é maior que eu pensava, hehe. Então vou falar dele agora. Eu gostei muito de Final Fantasy XIII. Já escrevi sobre. Resolvi dar uma chance para sua continuação, o "treze-dois".

Nele, você continua exatamente de onde termina o XIII, depois que Cocoon é salva com o sacrifício da Fang e Vanille e depois que a ninfeta da Serah encontra sua irmã, a Lightning. Você passa o Final Fantasy XIII inteiro para salvar a Serah, e no XIII-2 basicamente você controla a Serah que quer salvar a Lightning. Simplesmente o contrário, hehe.

O sistema de lutas continua ótimo. Esse coisa de "paradigms" é genial e ajuda a melhorar a luta ao mesmo tempo que cria muitas possibilidades de táticas. Achei que o crystarium facilitou mais e ficou mais dinâmico, e esse sistema de ter seus próprios monstrinhos pra lutar é uma boa sacada. E ele teve uma sacada que animou muito a galera que era tirar a linearidade, que sinceramente, não achei um aspecto ruim de Final Fantasy XIII. Gostei do jogo do jeito que era. Só elogios.

E mais uma vez, a Square arrasa no roteiro. A Square é quase uma Disney japonesa, eles já provaram com Kingdom Hearts juntando os cabeludos de Final Fantasy com Pato Donald e o Pateta. Não me fez chorar igual em alguns momentos do FF13, mas em alguns me emocionaram bastante. Várias viagens no tempo, locais diferentes, e o que acho mais legal é que os dois protagonistas - a Serah Farron e o Noel Kreiss - são como um passado distante (Serah) e um futuro distante (Noel) e os dois devem trabalhar juntos no tempo que existe no meio deles - o futuro da Serah e o passado do Noel. Enfim, só jogando pra entender.

Acho que se tenho uma reclamação é com as vozes. Tem dubladores que são ótimos, a Alli Hillis gostosa continua arrebentando na voz da Lightning, e esse tal de Jason Marsden manda muito bem na voz do Noel. Mas a Laura Bailey, que faz a voz da Serah, ficou muito a desejar. Não sei se ela estava realmente cansada de fazer a voz dela ou se ela queria pela voz dar uma amadurecida na gostosinha da Serah. Faltou emoção em diversas partes.

Mas a vida prossegue. Será que o Noel irá passar a mão na Serah e deixar o Snow chupando dedo? Só o tempo dirá, hehe.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

As novas arminhas de plástico.

É muito interessante ver esse novo debate que tá rolando sobre essas armas que podem ser feitas com impressoras em 3D. Antes de mais nada é mais do que óbvio que eu sou totalmente contra a indústria de armas e inclusive a fabricação de armas.

Mas está tocando tanto na ferida os protótipos do maluco Cody Wilson que é impossível não falar sobre. As maiores manchetes são que elas podem ser perigosas ao serem disparadas (podem explodir na sua cara, hehe), são possíveis de passarem em detectores de metais, quebram leis (e impostos) sobre o porte de armas e algumas outras coisas.

Como eu já disse, sou totalmente contra. Mas podemos destacar uns fatos. Esse é um mini-documentário feito sobre essas novas armas de plástico:


Eu gosto muito de uma frase que ele usa no final, que seria ótimo se pudéssemos voltar o mundo aos anos 90 e ficar por lá. Pois o problema maior foi a internet. Uma vez desenhada a arma, os arquivos vão ser dispersados igual as fotos da Carolina Dieckmann pelada. Não tem jeito (mas eu prefiro a Scarlett Johansson pelada!).

Um outro fato é que isso mexe com uma das maiores indústrias do mundo: A indústria da guerra. Uma indústria que lucra bilhões com a venda de armas, que sustentam desde os tiroteios em escolas americanas, como o tráfico no Complexo do Alemão. Armas usadas tanto pra homens de países desenvolvidos e pintos pequenos, como também para malucos de guerrilhas do terceiro mundo.

E, conforme o tempo vai passando, não vai demorar muito para que esse projeto da arma fique perfeito. Ainda tem umas falhas como é mostrado no documentário, mas vai mexer com uma indústria que desde lá atrás com a fundação da Colt dificilmente se abalou. Muito pelo contrário! Foi o motor de guerras e continuam causando muitas mortes por aí. Afinal, independente de ética, estamos falando de uma mega indústria, que visa o lucro, não importando seus meios. Basicamente uma indústria que lucra com mortes.

Não tenho dúvidas que logo o pobre Cody vai morrer num "acidente de carro" misterioso, seja patrocinado pela indústria de armas ou pelo próprio governo. Ou patrocinado por ambos.

O Brasil mostrou-se um dos países que mais baixaram as arminhas que não atiram água. Muita gente põe o Cody como o grande criador dessa coisa toda, mas sinceramente, ele não fez lá muita coisa na minha opinião. São impressoras em 3D, e armas hoje em dia não é preciso ser um expert para desmontá-las e imprimir seus componentes numa impressora em 3D. E ao mesmo tempo, munição hoje em dia evoluiu muito desde a pólvora que os três mosqueteiros usavam nas suas carabinas.

Traficantes fazem bombas caseiras com fertilizante e pólvora de fogos de artifício. Armas estão disponíveis aí pra qualquer um fazer, infelizmente. A diferença é que traficantes compram facilmente, seja pela fronteira do Paraguai, seja pelos próprios mercadores de armas (que obviamente tem lá uma ajudinha da indústria de armamentos) ou mesmo por meros vídeos no Youtube. Mas talvez a aparência ameaçadora e a grande convicção desse jovem de 25 anos tenha provocado o governo americano assim como Julian Assange o fez.

Ou você acha que se fosse para fins militares não faria de Cody Wilson um herói patriota assim como foi Samuel Colt? Melhor darem uma pensada melhor nissaê pessoal.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Existe limite pro bizarro?


Quem é blogueiro lê blogs também. Eu assino vários, eu mesmo me perco no meu netvibes. São de amigos, coisas que achei na internet, sobre design, tudo. Esse post está estacionado há um tempo, mas acho que vou publicar agora.

Antes de continuar, vou tratar de um assunto de gente grande.
Se você é criança, vai pra outro lugar, como esse.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A primeira namoradinha.

Esses dias lembrei da minha primeira namoradinha.

Era uma donzela portuguesa chamada Petra. Foi tudo muito rápido, começamos amiguinhos e quando fui ver, ela já estava colada em mim e eu chamando ela de querida.

Eu gosto do nome. Acho que se tiver uma filha vou considerar muito esse nome. É a versão feminina de "Pedro", do latim, Petrus. Por incrível que pareça não lembro muito dela, acho que é porque eu era um pirralho na época. Mas a menina era uma boa pessoa. Virou fã do Sephiroth (do Final Fantasy VII) e perdemos o contato.

Começou a se chamar de "Heir of Sephy", ou algo do gênero.

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