quinta-feira, 27 de junho de 2013

Será que é válido confiar em metroviários?

Hoje na porta do metrô Capão Redondo tinha um maluco com uma caixa de som entregando um jornalzinho, com aquele "Chega de sufoco" que os funcionários do Metrô adoram usar.

Eu não sei. Não confio muito na coisa quando ela é movida pelos metroviários. Eles já são concursados, têm emprego público garantido. Isso por si só já é algo que é invejável pra quem é empregado pelo setor privado. E tem mais.

Uma vez no Facebook vi um maluquinho desses antes da greve reclamando. Não lembro exatamente os números, mas eram uns numeros bons e eles ainda queriam mais. Era algo do gênero: ganhamos um salário abaixo da linha da pobreza de uns R$3,200 e queremos R$3,400. Ganhamos hoje um vale refeição de míseros R$21,00 por dia e queremos R$25 (pra sobremesa?) e por aí vai.

Que miséria boa. Eu mal ganho 10 reais de VR. Todo dia passo fome.

Uma greve por isso? E o pior: eles ainda diziam que eles estavam lutando pelos seus direitos, e que se eu, que ganho menos da metade que ele ganha quisesse eu poderia decretar greve no meu trabalho. Fuck. Se eu fosse funcionário público com chance zero de ser demitido, até eu entraria em greve, né bonitão?

E hoje eles estavam aqui convocando um protesto na frente do metrô do Capão. Na boa, vai trabalhar, cambada de vagabundo. Já ganham bem pra cacete e acham bonito ficar parando a cidade pra ganhar VR de vinte e três pratas.

Nesse manifesto eu caio fora, obrigado.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A parte de mim que morreu há 4 anos.

Há quatro anos uma parte de mim morreu...

Michael. Tudo começou como quase todo mundo, primeiro um "eu curto ele", depois um "sou fã desse cara", mas pra mim foi muito mais que isso. Michael Jackson foi um exemplo pra mim, alguém que eu seguia os passos, alguém que me inspirava.

Ele me ensinou a ser forte. Ter um pai como Joseph Jackson não deve ter sido fácil. Assim como ter um pai como o meu também não foi fácil. Eu via como o Michael tinha sido forte, tinha sobrevivido a uma criação rígida, com um pai que o humilhava, o chamando de fracassado, inútil. Um pai que pegava no pé, mas se não fosse por toda essa rigidez e, acima de tudo, se não tivesse sido forte o suficiente para superar isso - e não usar como uma desculpa para tratar com violência seus filhos Prince, Paris e Blanket - ainda tratar os filhos com amor e carinho incondicionais é um exemplo que eu sempre tive. Quando ter meus filhos quero ser igual o Michael.

Me ensinou a ser original, e construir seu próprio estilo. Nisso, Michael sempre foi um gênio. A luva prateada em apenas uma mão (Billie Jean), o mafioso nos bailes estilos anos vinte (Smooth Criminal), o mundo único da capa do Dangerous que dispensa comentários, ou mesmo o rancho quase místico Neverland. Uma mente sem barreiras para a criatividade. Pensar no impensável, idealizar, mesmo pegando elementos de algo que adorava, como o Fred Astaire, e criar algo além disso, o estilo Michael Jackson. Me inspira na minha profissão.

Me ensinou a tomar cuidado com jornalistas, especialmente os sensacionalistas. Me ensinou a tomar cuidado para que seu sucesso não o faça ser uma máquina de dinheiro, como ele que sempre se recusou a ser marionete do Tommy Mottola, ex-presidente da Sony, sua gravadora. Infelizmente Michael depois da sua morte virou uma mercadoria, games, músicas inéditas, shows. Como a própria Katherine Jackson, sua mãe, disse na época do funeral: Isso tudo vai virar um circo (comercial) depois da sua morte. E virou.

E ele, indiretamente me fez conhecer o budismo. Outra coisa que hoje em dia não me imagino sem. Mas essa é outra estória!

No domingo estava assistindo um documentário da galera que estava fazendo aquele "The Immortal Tour" do Cirque du Soleil. Difícil não se emocionar. Embora nunca tenha conhecido o Michael, eu era mais que um fã. Ele era um amigo que eu nunca tive. Alguém puro como eu, que eu conseguia enxergar a pureza nos olhos. Ele nunca foi pedófilo. Com um pouco de pesquisa é fácil de descobrir que as alegações de 1993 foram armadas pra conseguir arrancar dinheiro dele, e as últimas também tiveram o mesmo desfecho. As pessoas vêem o que os jornalistas querem que vejam, infelizmente.

Mas eu pensava que aquilo seria a reviravolta dele, sabe? Pensava que ia voltar a ver aquele Michael feliz, fazendo os outros felizes.

Porém, ele morreu.
Uma parte de mim morreu há quatro anos.
Mas outra se tornou imortal. =)

Você faz falta, Michael.

Viva, Japão!


Queria fazer algo sobre a minha experiência no Japão. Mas queria fugir dos clichês, fugir de mostrar apenas as fotos no layout! Por isso peguei os elementos mais fortes do Japão (Fuji, Sakuras e Peixes) e juntei tudo numa coisa só. Ficou até que legal! =)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O que é ser iluminado?

Agora há pouco eu estava ouvindo rádio, e tocou a música "Alagados" do Paralamas do Sucesso. Fui procurar a letra e me abismei que o refrão era "Alagados, Trenchtown, Favela da maré". Cantei errado minha vida inteira! Eu falava: Alagados, esprentchivaum, favela da maré". É como aquela música "Libera geral" da Xuxa que eu não consigo entender como no refrão ela consegue falar rapidamente três vezes "Libera Geral" e depois mais um "Libera" lento. Não adianta, esse "Libera geral" que ela fala rápido eu entendo ela falando "Pedra".

Agora entendo como essa música nunca fez sentido pra mim. "Pedra, pedra, pedra, então libera". Libera que pedra, cara? #chatiado

Mas, enfim. Paralamas, Herbert Viana, lembrei daquele épico comercial que passava, com a música do Raul Seixas, e fui ver no Youtube. Reparei no primeiro comentário de uma donzela chamada Karolina Albuquerque:


Calma Karol, não vou tirar uma com a sua cara, isso não é um blog de humor!

Mas uma coisa me chamou a atenção: "É um cara iluminado!".

Fiquei pensando, pensando, pensando, e aqui estão as conclusões que eu cheguei. Antes de mais nada eu não sei qual a crença do Herbert Viana, porém eu sou budista, então quero desmistificar alguns conceitos, explicando outros. E facilitando as coisas!

Todos nós temos uma natureza búdica, essa bondade inerente. Não adianta, é algo escrito em nosso DNA, está na nossa alma. Todos nós temos, só tirar dos nossos corações. E ela se manifesta em diversas crenças de outras maneiras, no fundo no fundo todas as religiões do mundo tem o mesmo objetivo. Só tem caminhos diferentes.

Herbert Viana teve aquele acidente péssimo, o Brasil se uniu em orações na época e ele conseguiu superar. Mais do que isso, talvez por ele ser uma celebridade, todos ficaram sabendo do seu esforço. Herbert superou um problema grande e ao invés de se isolar, levantando um pedestal e dizendo: "Ema, ema, ema, cada qual com seus problemas", ele inspirou muita gente de maneira direta e indireta.

Por isso que devemos ser gratos por tudo de ruim que nos acontece. Temos que ver as coisas ruins da nossa vida não como uma oportunidade de nós sermos melhor que os outros, mas de usarmos isso para estender uma mão de ajuda ao próximo, não acham?

Isso é ser iluminado, e isso independe de religião, dogma, seita, cor, sexo ou se gosta de funk carioca ou de Wilson Simonal. Uma coisa tão simples, né? Portanto a dica de hoje é, aproveite todas as coisas ruins que você superou como uma oportunidade única de ajudar o próximo a superar também. Vai que um dia uma Karol, como essa que comentou o vídeo acima, não será grata a você por ter ajudado?

Ser iluminado só depende de nós!

;)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A revolta pelos vinte centavos.

Subiram a tarifa dos transportes públicos em quase todo o país. Em São Paulo foi um reajuste de vinte centavos. A manifestação é claro, foi "demonizada" de início, mas como eu disse em outro post, as mídias sociais mudaram tudo.

Foi errado o vandalismo, mas vandalismo ocorre em diversos países. Ou você acha que aqueles levantes populares na Europa por causa do emprego são totalmente pacíficos? Ou mesmo as revoltas árabes para tentar colocar alguma democracia por lá? Sempre tem, querendo ou não.

Mas eu queria levantar outra questão. Uma questão que eu ouvi das muitas conversas que eu tinha com motoristas de ônibus. Esse é o ponto de vista deles, especialmente na questão da tarifa. E que depois, graças a alguns dados que saíram por aí, me confirmaram outras coisas.

A primeira é que existe de fato uma diferença entre antes da Marta Suplicy e depois dela. Mas não quer dizer que melhorou. Antes dela as empresas eram controladas por uma grande máfia (e continua sendo, qualquer motorista fala), e isso inclusive era um dos carros-chefe da propaganda dela: depois dela o transporte deu um salto de qualidade.

Vendo esse gráfico dá pra ter uma noção. Marta governou São Paulo de 2001 até 2004. Em 2001 era R$ 1,25, terminou em R$ 1,70.

O que os motoristas me contavam era que o que a Marta fez foi simples: primeiro deixou a máfia nas mãos de apenas quatro pessoas. Que são os líderes de empresas e consórcios como Consórcio 7, Transkuba, VIP, UniSul e todos aqueles adesivos que a gente vê grudado nos ônibus. Não sei se isso é verdade, mas é um ponto de vista do motorista. E, concentrando a liderança das empresas nessas quatro pessoas o lucro não seria tão grande e teria mais controle.

Mas aí aparentemente uma segunda coisa aconteceu: com exceção daquela empresa dos ônibus laranjinhas, a Cooperpam, as empresas diminuíram muito o salário dos motoristas de ônibus, o que transformou hoje em uma carreira muito similar de professores, salários baixos, jornadas inesgotáveis e estressante, afinal se um carro já é difícil de andar, imagina num ônibus carregando sempre mais um?

Resultado: existem até ônibus parados que não conseguem ir pras ruas por falta de motoristas. Muitos motoristas que conversei delatavam isso.

Logo, de acordo com esses motoristas, é um sistema que cada vez mais caminha pro seu fim. Dizem que o número de motoristas é cada vez menor. Tudo para pagar menos e sobrar dinheiro para esses quatro grandes chefões das empresas de ônibus em São Paulo.

Porém, eu sempre me perguntei: Tá, se a tarifa acompanhasse a inflação, ela seria de R$ 2,16, não de R$3,20. Pra onde estão indo esses R$1,04?

Usando meio a filosofia do Zeitgeist Addendum, a resposta que tenho é como no filme "Money is debt, debt is money" (Dinheiro é dívida, dívida é dinheiro).

Uma vez tive acesso a um interrogatório de um grupo de malucos que ajudaram a criar essa Crise Econômica Mundial, e eles, debochando, diziam: "O problema não somos nós agindo de maneira anti-ética lucrando rios de dinheiro em cima da economia, e sim o seu governo que não cria limites para que nossa atuação seja menor".

E devo dizer que a coisa toda não é muito diferente daqui, em diversas áreas. O governo hoje disse que teria que tirar de outras áreas o dinheiro pra custear. Porém o lucro dos empresários continua exorbitante, como eu vi nessa matéria que confirma o que os motoristas me falavam. E uma vez que é setor privado, e levando em conta o "lucro Brasil" por meio da ganância de tantos, eu fico pensando onde está dito que o transporte público é considerado público mesmo.

É uma máquina de fazer dinheiro cujo destino é incerto. Campanhas políticas? Lobby? O Kassab no final do governo comentou isso. E a vida caminha nessa. Políticos seriam perfeitos se defendessem mais os interesses do povo do que os de meia dúzia de empresários. Mas infelizmente aqui, nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia, esses mesmos grupinhos andam muito próximos, e tem hora que ainda pergunto: haverá esperança?

terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos e mais protestos.

Revolução!

Não achava uma hora melhor apropriada para toda essa onda de protestos como agora. E existem dois argumentos contra que são muito usados. Primeiro que é movido por algum partido político, provavelmente em oposição ao governo. Bom, sinceramente, todos são contra o governo, seja PSDB, seja PT ou seja PQP. E apoio ele não ter nenhum partido.

Grande parte desses jovens são apartidários e acho que essa é uma das maiores tendências de hoje. Não adianta, se os dois maiores partidos são ladrões, não existe crença em algum que seja ético. E tem ainda aqueles aproveitadores, que carregam bandeira do PSTU no meio das passeatas e querem transformar naquele festival de bandeiras igual é coisa da CUT. Nesse momento que as pessoas deviam mostrar unidade não de partido contra partido, mas do povo inteiro contra o governo, pois os dois maiores partidos são os maiores exemplos de lobby e corrupção.

E o segundo maior argumento é que é apenas contra a tarifa dos transportes. Não! Talvez no começo sim, mas hoje não mais. Você vê mesmo pessoas com diversos cartazes diferentes, reclamando da Copa, violência e tudo mais. Só que a própria pluralidade do protesto que acaba dando um tiro no pé, e os jornalistas pra facilitar divulgam como se fosse protesto de apenas aumento na tarifa quando não é.

Uma coisa engraçada que estou vendo é que estamos vendo uma nova mídia surgindo. Jornalistas nasceram com aquele ideário libertário, de ajudar o povo divulgando notícias. Mas jornalismo são atrelados a empresas, e empresas sempre são podres, muito podres. Divulgam o que querem e do jeito que querem. Aquela ideia de liberdade é bullshit hoje em dia, e a maior prova é o grande número de opiniões divergentes do que a imprensa divulga que as pessoas compartilham por aí via ustream, instagram, twitter e afins.

Outra nova discussão é se em pleno século XXI e em uma sociedade democrática devemos ter uma instituição de policia militar. A Polícia em caráter militar é uma polícia meramente política, que defende os interesses do estado em países não democráticos. Aqui no Brasil usamos o mesmo termo, uma vez que ela foi herdada dos tempos de ditadura. Porém, o modelo internacional de polícia militar seria algo similar à Polícia Estadual (PE).

A diferença é não ter uma estrutura militar, e empregar outros meios, especialmente na questão de manter a ordem. Tem tantos criminosos em Nova Iorque como em São Paulo, e lá policiais usam arminha de choque pra parar os vagabundos e aqui usam rifles. Basicamente ao invés de chegar na base das balas de borracha, chegar organizando a rolada toda de uma maneira mais pacífica, e deixar a parte mais radical pros pelotões fortes, como a SWAT lá e o GARRA aqui em São Paulo. A maior prova tá aí: depois que eles decidiram não usar meios de repreensão as manifestações foram relativamente pacíficas. Alguma dúvida?

Mas uma coisa ainda me deixa encucado: Vai funcionar essas manifestações todas?

Aí que eu acho que o papel da imprensa internacional é mais que necessária pra ajudar a acelerar as coisas. A anistia internacional e a ONU caíram em cima pedindo que os protestos machucassem menos e prendessem menos. Acha que isso não está queimando a imagem do Brasil lá fora justo agora que o mundo inteiro olha pra gente?

Algumas coisas estão começando a me dar nojo. Primeiro é abrir o Facebook e ver essas menininhas que estudaram em UniNada da vida posando sorrindo pra fotos. Eu posso estar sendo chato, mas pra quê posar de gatinha com cartaz enquanto o mundo tá quebrando lá fora? Acho que as redes sociais podem (e devem) cumprir um papel muito mais importante: ser uma mídia independente, especialmente agora que está pressionando de tal maneira deixando em dúvida o poder de grandes conglomerados.

O segundo é que eu acho difícil ter uma mudança realmente forte. Não estou querendo tirar as esperanças dos manifestantes, eu apoio completamente o povo ir às ruas e apoio inclusive que quebrem tudo. Os reais engravatados cheios da grana (e nem tanto os políticos, mas os empresários responsáveis por tantos lobbies nesse país) estão ainda dentro de suas BMW observando de longe a situação toda. Talvez se o modelo empregado fosse igual de países desenvolvidos, limitando o lucro dos empresários, e por lei obrigando a distribuírem melhor e renda e diminuir os impostos. Viu? Não precisamos de levantes comunistas, precisamos de um capitalismo justo.

Porque esse levante não ocorreu antes? Simples. Hoje temos uma elite bem mais forte do que há anos atrás. Quando uso o termo "elite" não estou falando de pessoas endinheiradas - continuamos um bando de pé rapados que vivemos na casa da mãe - mas pelo menos temos estudo. E com as redes sociais, temos chance a uma opinião. E opinião cada um segue a sua, mesmo que aja um "bem comum".

Resumindo: mesmo que você more no meio do Grajaú, tenha ido lá na sua UniNada e "aberto os olhos", você já pode ser considerado de elite, mesmo que more no meio da favela do Horizonte Azul. Mesmo até que você não tenha feito faculdade e saiba fazer outra coisa na internet do que ficar mandando aqueles recadinhos cheios de memes ou indireta "prazamiga" que estão dando em cima do seu namoradinho no "Feice". E isso foi graças ao acesso de conhecimento e informação. E essas mesmas pessoas se organizam em número cada vez maior pra fazer algo acontecer.

Quem é pobre mesmo está pouco se lixando pois infelizmente a cabeça deles está muito fechada em chegar em casa cedo e assistir a novela das oito. Mesmo gente de classe média é assim. Gente velha é assim também. Mas como eu disse, estar dentro do grupo "elite" não tem nada a ver com poder econômico, tem a ver com pura e simples capacidade mental e opinião própria. E ainda bem que essa elite cresceu.

Espero que continuem tudo. Infelizmente o buraco é bem mais embaixo. Mas o objetivo maior é fazer com que a palavra "político" realmente faça por merecer e defenda os interesses do coletivo. É pedir demais?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"Time and memory frozen in crystal".

Acabei de terminar Final Fantasy XIII-2. Já escrevi sobre o XIII aqui e umas primeiras impressões do XIII-2 nesse outro. Agora que eu terminei acho que tenho mais como opinar, inclusive sobre o enredo.

Eu gostei muito do Final Fantasy XIII. Uma das coisas que eu mais gostei foi a gama de personagens cativantes. Tem a Lightning, que é a protagonista e a fodona ignorante, o Snow metido a herói, Sazh inseguro e triste, a Vanille que é a doce de batata-doce, o Hope que é irrelevante (sempre tem um que não tem importância alguma em qualquer estória!) e a Fang que é a madura e inteligente.

No XIII-2 você só tem a Serah (que você salva no final do XIII) e o Noel Kreiss. E de maior relevância tem a Yeul, Lightning (que aparece em raríssimas vezes, pois ela tá em Valhalla mandando tudo pros ares) e o Caius Ballad. Mas a Serah não tem nada de especial. Não passa de uma protagonista feminina "padrão". A dubladora dela inclusive tinha momentos que ela não parecia dar emoção nas falas dela, não sei se era pra mostrar que ela amadureceu ou algo do gênero.

Já o Noel (se fala "Nôl") é o que dá mais tempero. Até a voz dele é mais empolgante e... Não, ele não quer comer a Serah. Ele gosta da Yeul, que a pronúncia é similar a "you". Foda se estivesse sem legenda, quando o cara gritava: "I'm gonna save Yeul", você não sabia se ele falava "Yeul" ou "You".

Agora pra mecânica de jogo. Muita gente reclamou para que o jogo não fosse linear igual ao antecessor. Eu gostei dessa linearidade do primeiro, e acho que até aquelas quests do XIII deixaram ele bem menos linear no final. Já o XIII-2 ele é menos linear, embora que obviamente você deve seguir uma história padrão pra chegar ao fim do jogo. Mas você pode ir visitando os mundos em tempos diversos, como ir pra Yaschas Massif em 10 AF e depois em 100 AF e ver o que mudou em cem anos.

O sistema de luta mudou pouco. O Crystarium ficou BEM melhor e possível de se upar sem sacrificar muito tempo. O sistema de monstros é complicado no começo mas depois dá pra pegar a manha. Basicamente os monstros que você pega supre a necessidade do terceiro integrante no grupo, já que é sempre o Noel e a Serah. E os monstros podem ser o que você quiser, Ravager, Synergist, Commando, etc.

E as lojas estão bem mais fáceis. Agora é tudo na Chocolina. Muito mais fácil, e ela é bem humorada, hehe. Sempre quando vou comprar eu faço questão de ouvi-la. Temos minigames, temos quests e pontos de exp e dinheiro de maneiras menos escravocratas do que era no XIII.

Agora ao enredo. Spoilers!

Gostei do começo, Serah deitada lá na cama, com sua saia de colegial japonesa e a roupa dela por mágica muda. Noel se apresenta, mas você só fica mesmo sabendo a rolada por detrás dele lá na frente, depois de passar por Academia.

Você vai pulando de mundo em mundo procurando a Lightning, e descobre que se você altera o passado, altera o futuro, e vice-versa. Não que isso vai ser algo muito relevante, mas é um detalhe interessante. O primeiro personagem das antigas que você encontra é o Hope, que cresceu e está comendo uma gatinha chamada Alyssa. Aí começam as perguntas: Hope tinha 14 e dez anos depois você encontra ele, com 24, em Yaschas Massif 10 AF. Até aí faz lógica, né? Mas porque diabos você encontra ele de novo em Academia 4XX AF? Dá uma desculpa esfarrapada que ele esteve hibernando.

Mas pelo menos ele dá explicação. Você encontra o Snow também em Sunleth Waterscape 300 AF, só que ele está apenas 2 anos mais velho, e não 300! E não explica como ele passou esse tempo todo só envelhecendo dois anos, ao invés de estar puro hoje pós-decomposição.

Eu não gostei do final. Legal aliás que tem vários finais, mas o "oficial" deu corda já pra continuação que será lançada em breve. Ver a Serah morrendo com música pop é pra deixar mais light? Ficou bizarro.

E aqui, a minha cena favorita! Foi tão bom revê-las, eu chorei, hehe.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

15 anos, suicídio.

Eu sou um grande admirador do Michael Jackson. Fiquei arrasado quando ele morreu. Mas hoje, pensando um pouco, acho que deveria agradecer ao Michael. Ele era a base da minha vida até aquele momento, sua pureza, sua sinceridade, seu histórico com um pai duro e sendo alvo de bullying na escola. E Michael, indiretamente, me apresentou ao budismo Shinnyo. E sou muito grato a ele. =)

(Longa estória. Mas quem me conhece, sabe)

E ontem, uma notícia bombou. E obviamente a mídia como sempre iria cair em cima. Parece o karma da família Jackson, infelizmente. O Michael sofreu muito com isso, e isso faz com que nós, fãs, odiemos a mídia e esses jornalistas sensacionalistas.

Mas fiquei pensando aqui. Claro que vão aparecer mil e um boatos, já tem gente dizendo que foi decepção amorosa e por não ter ido a um show do Marylin Manson. Os motivos não importam tanto, mas que coisa é essa de suicídio tão cedo, né?

Bom, não vou dizer nada né...

E o primeiro comentário das pessoas é: "Jovem, bonita e rica". Como se isso realmente importasse, e francamente, acho que isso apenas causa problemas. Muitas pessoas têm mesmo esse anseio de ter dinheiro, serem ricos, mas quanto mais eu vejo sobre, mais vejo que isso é uma grande maldição. A menina é filha de um ícone mundial, não consegue levar uma vida normal, e mesmo quando tenta, a mídia cai em cima.

Orei por ela hoje. Essa coisa de suicídio é muito triste. Espero que, se for verdade, que passe logo e ela volte a dar seu sorriso mais e mais vezes. =)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Doppelgänger - Prólogo

Já fazia mais de vinte anos que meu irmão, Arch, tinha morrido. 
E quase dez que a Val, a garota com quem me casei, também faleceu.
Eu pensei que enfim teria um momento de paz, que finalmente eu teria uma vida normal.
Mas eu estava errado.

Um país, abalado economicamente, sofrendo diversas ameaças, e sem um líder carismático, não enxerga alternativa senão chamar um dos seus heróis do submundo da inteligência.

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy 

Estaria novamente pisando na Europa. O local que destroçou minha vida, e que fazia anos que não pisava mais. Em outras palavras: um território inimigo.

I took the wrong road
That led to the wrong tendencies

Disponível para ser caçado nas ruas de suas cidades por um bando de malucos que fariam qualquer coisa pra acabar com o resto do legado do meu irmão mais velho.

I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme

Revivendo amores, inimigos, antigos chefes e as memórias que jurei a mim mesmo que as superaria. Eu tinha sido chamado pra uma missão que ia muito além de qualquer coisa que imaginava...

On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

...Acabar com um mal que eu mesmo ajudei a criar, ainda nos tempos em que trabalhei na Inteligência.

WRONG

Aeroporto Charles De Gaulle
9 de outubro de 2012 - 21h05 

“Um momento, senhor”, disse o funcionário do aeroporto.

Eu sabia que aquilo era arriscado. Mas era só uma bendita escala! Não acho que aconteceria algo de ruim. O único problema de eu pisar na França é que eu não poderia por conta da Émilie. Ela seria do tipo que deixaria uma pessoa no aeroporto pronto para me pegar caso pisasse lá.

Porém, ela tinha morrido. Se suicidado, na verdade. Não achei que daria algum problema. Foi aí que o funcionário do aeroporto veio com três homens grandes e pediram para que eu os acompanhasse. A única opção que se passava pela minha cabeça era: Se a Émilie havia deixado alguém avisado pra me pegar.

“Aguarde um momento aqui, senhor”.

Parecia uma cela aquilo. Merda. Foram os três minutos mais longos da minha vida. De lá não teria pra onde fugir, simplesmente um carinha podia chegar com uma arma e dar um tiro na minha cabeça. Franceses malditos... Eu sabia que eles um dia iam me pegar, cedo ou tarde.

“Monsieur Al? Desculpe te trazer até esse lugar, sei que não é dos mais confortáveis, mas não poderíamos nos dar o luxo de te perder”, disse um senhor de nariz avantajado, falando em francês.

“Desculpe, senhor, mas poderia falar em inglês?”, eu disse.

Yes, absolutely”, ele respondeu, com um sotaque puxadíssimo “Seu francês deve estar enferrujado, entendo. Primeiro, quero dizer que é uma honra falar com uma lenda como você. Mesmo depois de anos do senhor de exilar, muitos ainda têm um senhor como um mito. Mas o motivo do meu contato é outro. Temos um sério problema”.

Na hora eu fiquei mais tranquilo. Virei o rosto, olhei firme pro narigudo e tirei um cigarro que estava na mesinha. Pedi fogo pra acender o cigarro.

“Vocês tem milhares de malucos pra fazer esse serviço. Não precisam de um cara como eu. A velha não quer que eu me meta nessas coisas de novo”, respondi, tragando fumaça do cigarro.

“Não, monsieur. Esse caso é muito perigoso. Temos um outro prodígio. Nossos melhores homens não puderam fazer nada contra ele, e sabemos que ele está solto na Inglaterra”.

“O seu inglês é muito ruim. Então eu vou usar uma palavra da sua língua que descreve todo o seu serviço de inteligência:”, bati na mesa com fúria, tomei um ar e gritei: “INCOMPÉTENT!”.

O narigudo levou um susto. Se inclinou pra trás e olhou pra mim. Dava até pra ver que seus olhos estavam lacrimejando. Suas mãos tremiam, e ele não sabia o que fazer. Ele se recuperou um pouco, e tirou da pasta um envelope com fotos. Me entregou sem falar uma palavra.

Eu abri o envelope e tomei um susto com o que vi.

“Isso é... Impossível!”, respondi.

O funcionário da polícia francesa ficou mudo me olhando. Acho que ele não tinha se recomposto ainda da fala de surpresa que soltei. Foi aí que concluí a conversa, pegando minhas coisas, e indo pra saída:

“Entendo. Bom, foi culpa minha ele estar andando solto por aí. Acho que é meu dever também parar ele. Pode deixar. Eu voltarei em novembro”.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Auto-retrato.

Eu sempre quis fazer um auto-retrato meu em formato mangá. Na verdade a vida inteira, nos mais diversos estilos. Mas dessa vez resolvi levar a coisa mais a sério, procurar umas referências legais e botar a mão na massa.

Na verdade a referência eu já tinha. Eu gosto muito do character design do game Dissidia: Final Fantasy, e da sua continuação, Dissidia 012 - Duodecim. Eu tava jogando, aliás. Mas eu parei porque tava ficando meio chatinho.

Eu gosto muito do traço e da maneira que as artes foram feitas. Se você conhece os personagens e suas maneiras, só de você ver até mesmo as poses você vê que tem tudo muito a ver.



Acima são as artes originais (foda-se, eu gosto do Shatotto e coloquei ele alí no meio. Baixinho invocado! Hehe). Então resolvi fazer um "Alain Dissidia Final Fantasy Style". Mas eu detesto meu traço. Não que eu consiga fazer algo muito diferente, mas quando penso que cheguei perto, vejo que ainda estou um bocado longe.

Praticar mais. Mas olha aí o que saiu:

sábado, 1 de junho de 2013

"Como você tá vivendo?"

Esses dias estava conversando com uma amiga no Whatsapp e depois de perguntamos como estávamos, comentei que estava bem. Ela perguntou onde eu estava trabalhando e eu disse que estava desempregado.

Nessa hora ela comentou: "Nossa, mas como você tá vivendo?". Na hora me soou como se eu tivesse um família pra sustentar ou filhos. Como se pudesse ser despejado amanhã por atrasar o aluguel.

"Ué, normal. Só não tenho dinheiro pra ficar passeando, mas em geral, estou tranquilo!".

Claro que sinto falta ás vezes de ter uma graninha. Ficar sem nada pra fazer é um saco. Parece que perdi seis meses da vida, mas isso é fase, apenas. Em janeiro fui a várias entrevistas, por exemplo. Mas teve meses como abril que acho que fui em nenhuma. Não foi falta de mandar currículo, obviamente.

E é tranquilo até viver "mais com menos". Acho que seríamos pessoas muito melhores se tirássemos proveito dessas coisas ruins da vida. Acho que cresci muito na vida do que se estivesse trabalhando fixo. Aprendi a dar mais valor a coisas que não dava valor antes, aprendi até a cozinhar!

Então a resposta é: "Sim, até que tá dando pra viver". =)

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