sábado, 28 de setembro de 2013

Pacote de fraudas

Esses dias fui comprar um pacote de fraudas pra uma amiga que vai logo dar a luz. Fui numa farmácia e perguntei o quanto era um pacote de fraudas. A atendente me levou pra seção e me apresentou. Vi aquele pacote pequeno retangular.

"Quero uns dois, por favor".

"Sim senhor. Dá quarenta e dois reais e vinte centavos".

Na hora me assustei. Pedi gentilmente pra ela cancelar uma delas. Fim de mês, dinheiro curto.

Mas vinte e poucos reais um pacote com apenas quarenta fraudas? Nossa.

Saí da farmácia quase marcando uma vasectomia.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Homens, vamos começar a babar!

Se eu adoro concursos de beleza? Claro! É sempre bom ver novas beldades. Claro que todos nós temos o sonho de casar com uma miss. Mesmo as mais feinhas já dão de dez a zero em muitas que passam na rua. Eu gosto muito do Miss Universo, mas o Miss Brasil é ótimo também para apreciarmos a beleza da mulher brasileira.

Normalmente eu sempre fico no aguardo do duelo entre Minas e Rio Grande do Sul. Mas nesse ano nenhuma delas me agradou muito. Esse ano pelo menos as morenas estão com tudo! Eu não sou uma pessoa que liga muito pro duelo entre louras e morenas no Brasil porque eu curto uma japonesa. E enquanto o Brasil não produz umas coisas como essa koreana aqui (PUTZ!), vamos seguindo com o que a gente tem mesmo, haha!


Nem Minas Gerais, nem Rio Grande do Sul, minha favorita esse ano é a de Goiás. É tão bonita que se tivesse nome bonito estragava: SILEIMÃ (???) Alvez Pinheiro, que na verdade é mineira de Uberlândia e tem minha idade. Dona de generosos seios (tem como não reparar?) eu acho que é a melhor candidata a miss se levarmos as condições técnicas: pernas na medida, barriga lindíssima, ombros curtos e os seios. Já falei dos seios?


Roraima. Quem diria! Lilian Bianca Matte é uma das de maior fotogenia que achei. Sabe posar muito bem nas fotos, além de ser bastante esguia. Sorriso na medida certa e, embora não tendo um corpo tão curvilíneo, ainda assim é uma magrelinha nota dez!


Ê Sergipão! O menor estado da nossa federação fabricou isso. Lisianny Nascimento Bispo, vinte aninhos e acho que representa muito a suruba racial que existe nesse país. Português comendo espanhol, comendo india, comendo africano, comendo italiano, enfim. Gosto muito dos traços faciais dela, além do bumbum. Outra característica que eu aprecio nela são os ombros larcos. Tem mulher que fica feio, mas o biotipo dela é excelente, pra compensar os ombros ela tem essa cinturinha. Onde fica Itabaiana mesmo?


Não tem como. Homens bonitos estão em São Paulo, as mulheres bonitas estão no Rio. ORAMA (????? Consegue ser pior que "SILEIMÃ") Valentim de Souza Braga Nunes Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga, além de entrar pro grupinho das que tem nome estranho, é grande. Claro que considere apenas o em negrito. Achei ela com muito charmosa! Gostei bastante.


Representando o Mato Grosso do Sul, Patricia Isabel Marchy Barbosa, típica menina do interior criada em contato com a natureza. Eu sempre defendi que a cidade de São Paulo tem muito tribufu muito mais pela poluição do que por outros fatores, e a Patrícia aí prova minha teoria. Que saúde!


Por fim, e não menos importante, Amapá. sabe, estados que não tem muita tradição esse ano achei que estão bem fortes. Já mostrei Roraima e agora mostro a amapaense Nataly Uchôa. Que jeitinho de boneca! Também pudera, dezenove aninhos. Ela adora k-pop, o que me faz ainda mais ter respeito por ela. Se não ganhar, será a miss geek! Uma das minhas favoritas também!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Livros 2013 #6 - A Concise History of Buddhism

Uma vez andando num sebo perto do meu trabalho encontrei esse livro. Primeiro eu adoro sebos. Sempre dá pra achar muita coisa que não se acha em qualquer canto. Eu ia muito no Sebo do Messias, mas como ele é um dos maiores sebos do Brasil, nele não se encontram tantas coisas raras por preços de galinha morta.

Nesse sebo tem uma prateleira só de budismo. Tirando os livros do Dalai Lama (que servem basicamente para aquele carinha do seu trabalho que é assistente e sonha em virar gerente), eu me deparei com alguns interessantes, entre eles, o "A Concise History of Buddhism", de Andrew Skilton.

Demorei pra ler porque teve uma hora que me com tanto conhecimento ao mesmo tempo tive que dar uma pausa. Por ser conciso até no título, ele não tem enrolação nem aprofunda muito. Conta basicamente a história do budismo, especialmente pós-Buda, e como chegamos no dia de hoje com as ramificações e o budismo como conhecemos hoje.

Gostei muito! Em especial o panorama que dá no budismo em outros locais. Ponto forte é que o autor usa termos em pali/sânscrito das coisas e ponto fraco é que... Ele usa os termos em pali/sânscrito. Digo é ótimo ler o termo dharmachakra no original, mas tem hora que o cérebro não processa e lê automaticamente e não se lembra que isso é simplesmente a roda do dharma.

Excelente leitura!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Encontros com minha avó.

Não pude postar porque peguei uma gripe forte essa última semana!

Pois é. Eu sempre passo o inverno sem nada de gripe, mas esse clima de setembro, com essas variações de temperatura, é dureza segurar as pontas! Caí na primeira semana, hehe.

Esse fim de semana encontrei com o Fábio, um amigo que tinha estudado comigo no colégio. Ficamos falando sobre tudo o que aconteceu nesses oito anos que ficamos sem contato. De fato, fiquei muito feliz por ele estar casado, ter seu próprio negócio e até um carro! =) Ele merece, e muito.

Era um dos meus melhores amigos do colégio, era aquele tipo de amigo que quando tínhamos um trabalho escolar difícil pra fazer e, normalmente eu ficava com todo o trabalho pra fazer sozinho, ele vinha e tomava junto a responsabilidade.

Falei que virei budista há três anos, e falei das viagens que eu fiz, inclusive o Japão. Eu gostei muito que ele me perguntava muitas coisas cabeludas, e sim, eu gosto de questões cabeludas! É ótimo pra exercitar a mente.

Ele me perguntou sobre como estava meu coração lá com todas essas viagens. Foi algo que eu demorei a entender, fiquei refletindo, e pensei como é complicado explicar essas coisas que apenas o coração entende.

Eu expliquei pra ele que sempre viagens com cunho religioso acabam sendo um bocado especiais. Foi assim no Japão, também minha primeira viagem internacional, e foi assim também em Chicago agora. Embora o Japão tenha sido muito especial, e nenhuma irá superar essa odisséia em 2012, Chicago também foi tão intensa quando. Especialmente o antes.

Revi esse post agora há pouco. Putz! Ainda bem que eu tenho esse hábito de escrever aqui, senão ia ficar complicado de lembrar.

Budismo é uma religião muito diferente. Nós temos que caminhar  e nos tornarmos um Buda. Mas para isso, temos desafios tão pesados quanto os que o próprio Buda histórico, o Siddartha Gautama, passou há dois mil e quinhentos anos. Isso por si só seria um motivo e tanto para que seja considerado uma religião baseada no pessimismo. Mas não é, tem uma imensa compaixão e proteção rolando: as coisas que você passa, é porque você pode superá-las.

Percebi que escrevi no ano passado que antes de eu ir pro Japão pedi pra minha avó consertar umas calças minhas. Eu tenho as coxas grossas e, embora a mulherada adore isso, é um grande problema porque as calças sempre rasgam com o atrito entre as coxas.

E quando cheguei de Chicago, dias depois fui fazer a mesma coisa, haha. Parece que sempre rolam uns encontros com a minha santa avózinha antes e depois das viagens, hehe.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 7 - Back to Brazil.

Desembarcamos pelas nove da manhã no GRU.

Sempre que eu saio por aquela área de desembarque do GRU, eu sinto como se um fardo saísse das minhas costas. Fui até a agência do câmbio pra trocar o dinheiro. Meu pai pediu para eu ir até Congonhas que ele me pegaria lá.

Fui comprar um ticket do Airport Bus Service para Congonhas então. Na espera do ônibus disse pra Denise o quanto estava feliz em estar de volta, e que pedia muitas desculpas por qualquer estresse que tenha rolado.

Não foi lá muita coisa, mas sempre nessas viagens eu sinto que cresço muito com cada pessoa que eu encontro. Acontece! Não acho que briguinhas entre amigos sejam ruins. O importante é estar lá para pedir desculpas, admitir que errou, e continuarem da onde pararam. Eu tenho muito a aprender, mas tenho ótimos professores como essa japonesa tampinha juntos de mim! =)

No ônibus, fiquei vendo a paisagem ali na rodovia de volta pra São Paulo e fiquei pensando. De fato, esse mundo é muito grande. Sabe, são pessoas que vivem em outros lugares, que até pouquíssimo tempo atrás jamais imaginaria que visitaria. Lugares que pisei, sensações que senti, paixões em cada país que pisei.

Mas além disso, comecei a refletir sobre tudo o que aconteceu até então. Recebi um convite pra participar de um fórum budista quando estava sem emprego, sem perspectiva de nada. Meus pais não gostaram da ideia, o futuro era uma incógnita. Aquilo tudo para qualquer pessoa seria uma grande oportunidade, mas pra mim naquele momento era um grande pesadelo.

Consegui um emprego inesperado. O visto americano, uma amiga disse que raramente eles dariam o visto pra mim com tão pouco tempo de serviço, mas ainda assim deram. A tristeza que passei em ver um grande amigo prestes a se matar um dia antes de eu embarcar, e toda a proteção e forças de ajuda que recebi lá. Não consigo ver tudo isso como a compaixão de todos os Budas para mim. Nada parece coincidência.

Eu via o céu de dentro do ônibus naquele momento. Fisicamente, eu estava sozinho. Mas eu nunca tinha me sentido tão abraçado por essa força dos Budas, que protegeram e guiaram toda a viagem. Pessoas de fora diriam "Nossa, mas você viajou de graça!", mas pelo menos pra mim, todas essas viagens com cunho religioso sempre significam mais. Ver os Budas, seja em cada céu de brigadeiro, cada flor, cada pessoa. Entender que talvez eu tenha uma missão, de transmitir um pouquinho disso tudo que aconteceu, e entender que tudo de ruim que passou me fortaleceu para que eu pudesse aconselhar mais e mais pessoas para que elas também superassem como eu.

Naquele momento, sentado no ônibus, eu chorei. Mas eram lágrimas de felicidade.

E pensar que há meses eu não via saída pra aquilo tudo. Por mais que dentro de mim dissesse "Calma, isso vai acabar!" o meu ego dizia que aquilo parecia algo eterno.

E esse meu amigo que me deu esse susto no dia da viagem? Mandei um e-mail pra ele. Ele me respondeu, e disse que tinha enfim conseguido um emprego, na segunda-feira que eu estava viajando! Muito bom, né? Não vou falar nomes, é claro, mas não consigo deixar de ver isso também como uma prova da imensa compaixão dos Budas.

Muitas pessoas vieram me dizendo "Nossa, mas você salvou uma vida! Impediu ele de se matar, e ele ainda conseguiu emprego!", mas não, eu fiz nada. No fundo, eu sou muito grato por ter ao meu lado uma força muito grande pra poder fazer exatamente isso: ajudar os outros mais e mais.

E agora? Pra onde eu vou agora?

domingo, 15 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 6 - Bye, bye, Chi-town!


Chegou o último dia! Ahhh. Quando vou escrevendo vou tendo todas as lembranças de volta de todos esses seis dias. É tão triste! Mas tudo que começa, tem fim.

No último dia nós não sabíamos mais onde ir. E como era o dia que iríamos pegar o vôo, sempre acaba sendo um dia difícil de conseguir fazer algo tranquilamente. De manhã fomos comer panquecas! Eu pedi uma simples com Maple Syrup. De lá, fomos até o trem para visitar o estádio de Baseball mais próximo, o do Chicago Cubs!

Eu não sou fã de baseball. Mas se aqui a galera reclama de que na hora do almoço só tem como opção do Tiago Leifert ou o Neto falando de futebol, lá baseball é a mesma coisa. Inclusive tem uns comentaristas ignorantes como aqui que brigam ao vivo na tevê. Esporte é esporte! Bom é levar tudo na esportiva!


O estádio é muito bonito. Inclusive no chão parece que o pessoal compra pedaços pra entalhar nomes.

Comprei uma bola de baseball com o nome de um jogador lá chamado Castro, me falaram que ele é o maior pontuador do time. De lá, voltamos para Fullerton e fomos dar uma olhada num teatro estilo Broadway que tinha lá. Não entramos nem vimos nada, mas valeu a curiosidade.

De lá, compras! Eu sei que muita gente que vai pra fora vai especialmente pra comprar coisas, especialmente quando vão pros Estados Unidos. Mas sinceramente, nunca senti falta de comprar coisas lá. Sou uma pessoa muito ligada em passear, conhecer os pontos turísticos, e me divertir com coisas simples. Ás vezes até mesmo uma ida ao supermercado ver os costumes locais é um passeio e tanto! Quando eu viajo pra fora dificilmente vou com a carteira cheia pra comprar coisas. Gosto é de gastar tudo em passeios! Conheço gente que vai pra Nova York e não vai na Estátua da Liberdade para ficar comprando iPhone por causa dos impostos de morar aqui na Dilmalândia.


Fomos na Best Buy. Eu queria muito comprar um iPad, e tinha dinheiro para tal. Mas aí eu pensei: "Se eu comprar um iPad, não vou conseguir comprar nada pra galera lá em casa". Quatrocentos dólares na versão mais barata dele, dá quase o mesmo preço que aqui, agora que o dólar tá caro. Decidi pegar um HD externo porque preciso pro meu Mac pra usar a Time Machine e achei também um leitor de cartões SD que eu esqueci de levar pros Estados Unidos.

Já tinha dado a hora do almoço e decidi enfiar o pé na jaca, e pedir um lanche daqueles "Supersize" no McDonald's! Só uma dica: não peguem o Quarter Pounder Habanero. É muito apimentado. Dessa vez eu peguei um de frango. Gosto das galinhas do McDonald's!

Passamos num supermercado pra comprar alguma coisinha pro caminho (como mais um litro de água pra mim e balinhas Altoids que são uma fortuna aqui no Brasil) e voltamos ao Hostel para pegar nossas malas e irmos em direção ao O'Hare.


O O'Hare é um aeroporto muito bem organizado. Gostei muito por ser fácil de andar por lá. O que eu achei muito ruim é não ter Wi-fi de graça. Sério, deveriam fazer uma convenção internacional pra que todos os aeroportos tivessem Wi-fi gratuito. Parece algo básico e simples, que inclusive no GRU aqui em São Paulo tem, mas aeroportos grandes como o Charles De Gaule ou mesmo o O'Hare só tem Wi-fi pago.

A gente pensa que Guarulhos é o ápice do aeroporto, mas quando você viaja pra fora você vê que o GRU não passa de uma rodoviária que estacionam aviões. Depois de Heathrow, Schiphol, O'Hare, Tokyo Narita e Frankfurt você vê como o sistema de aviação brasileiro é uma merda, e a culpa é da Infraero.


E ficamos andando por lá. Passamos pela segurança e ficamos no portão de embarque, onde comprei um óculos pra minha mãe, um moleton pro meu irmão e uma camisa pra Naiara.

Embarcamos de volta pro Brasil ás 21h30 do O'Hare.

E a saudade do local já batendo forte.

Preciso parar de ficar com essa mania de me apaixonar por uma menina em cada lugar que eu vou. Já foi uma chinesinha de menos de um metro e meio no Japão, uma francesa em Londres, uma loira quase do meu tamanho em Amsterdam e agora uma japonesa linda da minha idade em Chicago.

Espero voltar lá um dia. =)


sábado, 14 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 5 - No topo do céu.


Tomamos café e saímos. Como eu sou uma pessoa muito clichê, que faz passeios clichês (como Tokyo/Torre de Tóquio, Londres/Assistir James Bond, Amsterdam/Ver os moinhos), não poderia deixar de fazer o Chicago/Willis Tower.

Afinal, como eu, você pode não conhecer Chicago. Mas conhece a Willis Tower!

Mas decidimos fazer o passeio mais a noite por lá. Queríamos pegar a visão de dia, poente e noite da cidade. Fiquei triste de não ter visto Tóquio a noite, me falaram que é um baita dum espetáculo, especialmente da Torre de Tóquio. Londres eu cansei de ver a noite e me maravilhava com as paisagens. Chicago eu não ia deixar pra trás!

Logo, a primeira parada no dia foi... O Feijão.



É uma obra do indiano maluco chamado Anish Kapoor. Embora todo mundo conheça como "feijão", o nome é Cloud Gate, o portão das nuvens. Fica no Millenium Park, no meio do Loop. Aliás, andar em Chicago é super simples, são todas quadras fáceis de se achar, só vai na direção dos pontos cardeais. Vitrúvio estaria muito orgulhoso. Mas ainda assim, nos perdemos algumas vezes. Acontece nas melhores famílias.

O feijão é algo fora desse mundo. Eu quando vi aquilo parecia que aquilo era uma obra vinda de Marte, mas era simplesmente uma estrutura maciça fixada no chão e espelhada. Por causa do formato dela, reflete os raios de sol distorcendo-os. É um conceito bem simples, mas ficou genial!

De lá, eu disse pra Dê que queria ver aquela fonte imensa móderfaquer que dava pra ver do outro lado da cidade jorrando água. Eu sabia que era perto dali, a fonte do Buckingham Gardens. Tava tão quente que eu tava louco pra me refrescar, porque faz uma nuvem de gotículas de água que molhava até uns 20 metros da fonte! Mas quando chegamos, tiramos uma foto do jorro, e depois desligou. E não ligou mais. Ficou aquele jorro broxante.



O jeito foi ir pro Art Institute. A obra que eu mais gostei foi a do meu camarada Renoir. Eu adoro Renoir, ele é um pintor que me emociona a ponto de chorar. Nenhum outro faz isso. Eu chorei quando vi Jeanne Samary em Amsterdam. E chorei igual criancinha quando vi "As duas irmãs (No terraço)" dele. O jeito que ele pinta, as cores, os movimentos. Renoir é o pintor que eu vejo a poesia toda na obra dele, e toca meu coração profundamente. Era esse aqui:


Eu poderia comentar os outros quadros, mas só esse já tinha me valido a visita. Renoir, obrigado por existir! Um dia ainda gostaria de ter um talento único como o seu.

De lá, fomos tomar um Starbucks. Fui mal atendido e ganhei um "vale segunda bebida". Ah se a mania pega no Brasil, hehe. Dei pra Dê, que fez bom uso.



Fomos então para a Willis Tower. Pegamos o elevador (mais de CEM andares!) e depois de passar pela segurança, vimos um filminho que contava um pouco a história da cidade e de lá, enfim, o Skydeck.

Eu já estive em lugares altos. Mas aquele era nada menos que um dos prédios mais altos do mundo e... Eu estava no topo. Primeiro é a vista: muito ampla. E como ela é acima do topo dos prédios, os prédios ficam pequenos.

E, normalmente quando agente sobe num prédio comum de 20, 30 andares as pessoas parecem formiguinhas lá de cima. Mas acima dos cem andares, simplesmente você não vê pessoas! Tudo parece de brinquedo com carrinhos de controle remoto Hot Wheels. Tudo é incrivelmente minúsculo!

Indo pra lá eu tirei foto dessa escultura vermelha, perto da Willis Tower:


E, lá de cima, vi a mesma escultura vermelha. Ela ficou desse tamanho com a minha lente 70-300mm no zoom máximo! Lembrando que com essa camera eu consigo mostrar até o coelhinho na Lua:


Enfim, é como estar no topo do céu. Lá no local tinha uns murais com a história de Chicago (o que é muito interessante!) e uma lojinha de traquitanas.

Porém ainda faltava algo. O temível Skydeck. Isso nada mais é do que um vidro que transcende os limites do edifício. E dá pra andar nele! E tirar fotos. Até deitar. OU MESMO PULAR IGUAL UNS MOLEQUES SEM NOÇÃO FAZIAM.


Mas calma, não quebra. A sensação de você estar num dos locais mais altos do mundo e pisar num negócio dele, pra um cara como eu que tem medo de altura foi mil vezes pior que ir naquela roda gigante com a trava vagabunda. Cagaço!

Ainda foi foi único. Tinha uma mexicana peituda na frente que ficou mó cara com os pais posando. Quando chegou a nossa, foi difícil tirar fotos pelo medo! Mas mesmo assim, único. À noite, mais lindo ainda. Ficamos até umas 20h30 na Willis Tower e quando descemos, no meio do Loop, o centro econômico de Chicago... Estava tudo deserto e fechado.


Pra quem mora em São Paulo e está acostumado com quase tudo 24h, ou ao menos aberto até umas 22h... Foi surpreendente ver uma cidade como Chicago toda fechada, silenciosa e sem ninguém na rua depois das 20h da noite.

Como disse meu primo: "É Nova Iorque que não dorme, não Chicago! Em Chicago, se dorme!".



Fomos pra estação mais próxima e descemos em Fullerton. Comemos Dunkin' Donuts e voltamos para o Hostel. No meio tempo comi um hotdog fuleiro de um indiano 24h. Aqueles salsicha verde mizera mesmo. Eu ainda me pergunto como eu sobrevivi.

E depois vimos que o McDonald's da Fullerton Avenue era vinte e quatro horas. Da próxima vez vou lembrar disso!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 4 - Hanging out!



Acordei na segunda ás 6h. Desci pra tomar um café e encontramos nossos amigos.

O café da manhã do Hyatt era muito bom! Tinha uns sanduíches com aquele presunto americano redondo, panquecas (que eu comia com muito Maple Syrup!), um café com borra e uns sucos legais. Eu me empanturrava de manhã de coisa, gosto de tomar um café bem reforçado sempre.

Nos despedimos da dupla japonesa, o Hirano-san e o Nirei-san (a.k.a. Diego, quando ele descobrir que quem sugeriu esse nome ocidental fui eu, ele vai me matar!) com a promessa de que ele virá pro Brasil ano que vem. Talvez um bom sinal? Vamos cruzar os dedos, torcer!


De lá, fiz o Check-in e pegamos uma van que nos deixou na estação Itasca. Me despedi da americana bonitinha da recepção (uma das únicas pessoas magras em toda Elk Grove Village) e pegamos o trem até o centro de Chicago. Quando desembarcamos, precisávamos pegar o metrô mais próximo, mas ao sair da estação quase tive um treco.

Aquilo parecia um sonho! Os prédios eram muito altos! Desembarcamos no meio do "Loop" de Chicago, um dos maiores centros comerciais do mundo! Eu lembro que eu não sabia pra onde olhar, para o trânsito, para os prédios, para os rios, para as pessoas (magras!), enfim. Fomos até a estação Quincy e depois da ajuda de uns funcionários bem mal educados, conseguimos chegar ao Hostel, descendo em Fullerton.

Deixamos a coisa e fomos andar! Estava muito quente. Mas acho que fomos abençoados pela força dos Budas em nos darem um tempo ensolarado e gostoso pra andar. Depois eu vi a previsão do tempo e estava previsto chuvas justo pra quinta-feira. Segunda, terça e quarta seriam dias ensolarados. Sem dúvida um grande motivo pra ter gratidão - mesmo eu detestando calor.


O primeiro passeio foi Chinatown. Descemos meio sem querer por lá e eu queria ver se conseguia uma esposa. Mas depois de entrar na Chinatown e ver que estava com um cheio muito estranho, demos meia volta e fomos andando de volta, agora procurar uma loja de disco famosa que a Denichan queria conhecer, a Reggie's. De fato, muitas relíquias lá! E o clima da loja era muito interessante. Devia ter um bocado de coisa rara.

De lá, pegamos a Dezoito (olha como eu manjo dos esquemas!) e vimos que ela dava perto do lago. O Lago Michigan! Pegamos uma passarela loucona e chegamos do outro lado onde... Encontramos um estádio primeiro. O Soldier Field! Estava bem deserto, mas continuamos na direção do lado. Primeiro encontramos um rio, cheio de barcos. Depois eu vi que aquilo não era "um rio cheio de barcos", e sim um porto, o Burnham (Queimapresunto, "traduzindo") Harbor.

Vimos um grande aquário na frente e, do lado dele, uma das coisas mais inexplicáveis que já vi na vida.


Que lago é esse, minha gente?

E eu pensando que era tipo uma Billings da vida. Aquele lago é tão imenso que nem o outro lado você vê. E seria confundido com um mar se não fosse por um fator: a cor da água! E é limpinho, pelo menos aparentemente.

Ficamos andando numa plataforma artificial que tem o Aquário de Chicago de um lado e o Planetário do outro. Atrás do planetário tem até uma prainha! Sem ondas e com a água doce, afinal é Lago Michigan, não Mar Michigan!


De lá voltamos tudo até o Aquário. Sim. Eu ando pra caramba. E junto da Denise, que anda o dobro que eu, a competição estava arriscada. Se estivesse menos calor acho que seria mais justo para mim pelo menos, porque em Londres -5C eu andava bem mais rápido e sem ficar parando todo canto pra me abastecer de água.

Pegamos um barquinho até o Navy Pier. E enquanto chegávamos, ouvi um molequinho falando: "Look, Mommy! A giant ferris-well!". Uma roda gigante... Gigante (ok, a London Eye era bem maior)

Navy Pier é sensacional! Tem de tudo lá. É bem cheio, mas não a ponto de não conseguir andar. Vários daqueles binóculos pra ver o outro lado, brinquedos, a lendária Pipoca Garrett's (peguem o pequeno. Eu juro, eu peguei o tamanho médio e aquela birosca não terminava nunca e eu tava se saco cheio!) e... A Roda Gigante.


Quem me conhece sabe do meu medo de altura. Mas eu sou corajoso! Vou na London Eye, na Torre de Tóquio e, quando me disseram que iria pra Chicago eu disse que meu sonho era ir lá no topo da Willis Tower. A Roda Gigante deve ter nem um quarto da altura da Willis Tower, mas quando eu não sinto muita confiança na segurança do treco eu fico com medo. Na London Eye eu senti puramente o medo de altura, mas sabia que aquilo era seguro. No Emirates Air Line também. Mas aquela roda gigante tinha só uma trava vagabunda!

Depois do mico (ainda bem que foi com a Denise. Imagina se eu tivesse com uma gatinha e chamasse pra ir pra roda gigante e eu entrasse em pânico como entrei lá em cima?) voltamos pra procurar a estação mais próxima pra ir embora. Mas como estava moído, e minhas coxas assadas pelo suor e por ficarem roçando, pensamos que se andássemos em linha reta do Navy Pier encontraríamos uma estação cedo ou tarde. Mas foi só depois que eu pedi informação pra um senhor que vi que a estação mais próxima, Grand Red, estava na avenida parelela.


Voltamos ao Hostel, tomei um banho rápido e fomos para um barzinho de jazz!

De fato, a negada tocava bem! Mas só vimos duas bandas. Voltamos ao hostel - outra aventura, afinal a cidade não é muito amigável à noite. Inclusive no folheto do hostel pedia pra ter cautela a noite, e andar em grupo de preferência. Feels like São Paulo!

Mas, de novo, estávamos "abusando" da ajuda dos Budas, e chegamos sãos e salvos no Hostel. Simplesmente capotei, acordei no outro dia ás 7h10 (isso pra mim é acordar tarde), onde teria um outro passeio especial.

Willis Tower!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bunda mole.

Hoje teve uma situação engraçada. Encontrei uma amiga da época do colégio. Ela trabalha como cobradora de ônibus.

Ao encontrá-la fui sorridente perguntar como ela estava e ela me olhou com uma cara de cansaço e disse: "Estou bem, só estou com sono". De fato, ela estava trabalhando desde às 4h da matina. Deve ser dureza mesmo, então vi que não dava pra pegar muito pesado.

Começamos a conversar. Acho que pelo visto a única pessoa que ela ainda tem amizade talvez seja eu mesmo da época do colégio. Bom, a gente perdeu contato, embora sejamos muito amigos na época. Eu era o único que tinha orkut na época (pra vocês terem uma noção). Algo simples para manter o contato com alguém como é hoje, simplesmente adicionando no Facebook, na época não existia. Logo, perder o contato era algo inevitável. Pelo menos não chorei a toa! Hahaha.

Ela tinha muito a filosofia do "aqui que se faz, aqui se paga". E pela resposta dela a muitas perguntas que eu fazia, ela permanecia do mesmo jeito. Talvez um pouco mais ácida por ela estar morrendo de sono.

Eu não resisti e perguntei: "E eu, continuo a mesma coisa da época do colégio?"

E ela: "Sim. Você continua o mesmo bunda mole".

Isso não me afetou muito. Talvez antes eu ficaria triste se fosse há anos atrás. Mas hoje, sinceramente, não dou atenção. Mas acho que pesou um pouco porque ela gostava de mim, e eu na época não sentia nenhuma atração por ela. Acho que até hoje tem um tiquinho de ressentimento, embora nunca tenha havido uma declaração de fato, ou um oficial "não" ou "sim".

E acho que fiquei até feliz que continuo um bunda mole! Eu detestava ser isso, mas uma outra amiga disse que era pra eu continuar do jeito que eu era pra sempre. Acho que não a parte sobre ser bunda mole, mas uma pureza de caráter que o povo via em mim.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O registro de todos esses anos.

Eu lembro que no começo do blog ele era o meu point para reclamação. Naqueles posts de 2005, 2006 eram muito isso. Eu era um rapazinho em depressão profunda, brigado com meu pai, fazendo um curso que não gostava, e não preparado ainda para a vida adulta.

Pensando bem, mesmo hoje, sete anos depois, ainda me pergunto se estou pronto. Definitivamente o mundo não é o mesmo do que nossos pais viviam.

Em 2007 um professor lá no Senac perguntou quem na sala tinha um blog. Umas quatro pessoas levantaram a mão, incluindo eu. Ele na hora comentou: "Ah, mas você tem um blog pra quê? Pra ficar postando como foi seu dia?".

De fato, era basicamente isso que eu colocava, hehe. Fui pra um lugar "X", encontrei "Fulano de tal" e baixei o novo álbum do the Gazette.

A partir daquele ano comecei a parar de ficar postando apenas coisas pessoas e reclamações da vida e comecei a postar coisas que considerava úteis. Sempre fui muito ligado em tentar ser uma pessoa que minimamente sabia pensar, logo o blog virou lugar para que eu postasse coisas que não concordava na sociedade. Crítica social pura mesmo.

Foi assim 2007 até 2010. Aí veio o TCC. Essa fase eu vou resumir em um GIF:


Insira "Monografia" no lugar de "Cerveja". Eu definitivamente não lembro de nada. E estou feliz assim!

Mas de uns tempos pra cá eu não sinto mais na vibe de sentar aqui pra escrever reclamando de algo. Não quer dizer que não esteja acontecendo merda na minha vida, mas acho que pelo treinamento budista as coisas estão cada vez menos relevantes - um ônibus cheio não me estressa tanto quanto me estressava antes, por exemplo. E quase todas as outras coisas perderam a capacidade de me tirar do sério.

Se isso é bom? Isso é ótimo! Eu não tenho dúvidas que sem o treinamento budista eu estaria muito pior hoje. Ás vezes eu vejo alguns amigos que terminaram o colégio comigo, alguns dão dó. Muito gordos, sem cabelo e com ar de cansado. Ok, eu estou bem grisalho também, mas nem isso me estressa como me estressava quando eles começaram a brotar, há uns quatro anos mais ou menos.

Por isso estou nessa maré filosófica! Postar ou não postar? E se postar, o que postar?

sábado, 7 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 3 - A dor do parto é grande.

Ahhh eu tô maluco!!
O dia foi bem produtivo. Fomos para o templo logo cedo, e a fomos recebidos por um daqueles túneis estilo festa junina com muito entusiasmo. Fomos então para a sala do altar para o início das atividades.

Primeiro fizemos uma dinâmica para escolher o novo nome ocidental do Nirie-san, o vice presidente da Associação de Jovens do Japão. Elegemos dez nomes no total, porém a seleção final do nome ficou para mais tarde.

Depois, com a ajuda de Todd, nós elegemos várias perguntas que temos sobre a rotina do grupo de jovens. Desde questões relacionadas a permissão de ter relacionamentos amorosos dentro do grupo de jovens, como também como nutrir as pessoas com jeitos criativos de praticar.

Aponte com os cinco dedos! Aí nenhum volta pra você!

Nos dividimos em grupos e fomos para fora do templo, aproveitar o lindíssimo dia para discutirmos os pontos da discussão. Foi ótimo! Acredito inclusive que depois de participar de todos os grupos, acho que dificilmente cheguei a repetir muitas pessoas dentro do meu grupo.

Nesse grupo foi excelente porque tivemos a presença do Nirei-san novamente (ele estava presente no meu grupo também no dia anterior) e perguntamos como a Associação de Jovens lida, por exemplo, com a questão dos relacionamentos. Ele nos aconselhou que não devemos falar “não” pras pessoas não se relacionarem, mas que devemos deixar claro que existem responsabilidades, especialmente se houver problemas depois que terminarem.

Porém, o próprio Nirei-san ficou abismado e não soube responder perguntas sobre o que fazer quando tivermos pessoas no grupo de jovens envolvidos com drogas, por exemplo, pois é algo que é muito longe da sua realidade no Japão.

"Pedindo permissão para deixar o recinto, chefa!", "Permissão negada!".

Depois disso fomos almoçar pizza típica de Chicago e fomos para as atividades do período da tarde.

A tarde tivemos uma pequena palestra do Nirei-san sobre a sucessão do Torikai-san como próximo líder da Shinnyo-en. Fizemos algumas perguntas inclusive. Depois disso tivemos uma pequena palestra com o Hirano-san com ele explicando quem ele é, algumas atividades que ele faz no templo, e outras coisas.

Fizemos uma pequena pausa e voltamos para assistir a competição de depoimentos. Tivemos cinco competidores, e o vencedor foi o Havaí, com um depoimento que mostrava pra nós sobre o fato de graduar-se do grupo de jovens, e deixar as atividades para se tornar um seguidor veterano.

Fizemos a decisão do nome ocidental do Nirei-san, que ficou como “Diego” e ouvimos palavras finais do Qalvy, agradecendo todo nosso esforço e interesse em ter vindo ao Fórum da Associação de Jovens de 2013.

Tiramos várias fotos com nossos amigos e enfim voltamos para o Hotel.

A vida é isso. Estava com 25 e num piscar de olhos hoje estou com 35!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 2 - Que os jogos comecem!

Esse é o templo de Chicago. Ele é incrivelmente lindo!
O primeiro dia do fórum da Associação de jovens começou bem. Pegamos uma van até o templo de Chicago, onde depois de registrarmos a ficha para o sesshin, fomos para o altar. Fizemos a oração e depois participamos de uma atividade para quebrar o gelo.

Basicamente consistia em pegar duas coisas, seja da carteira, da bolsa ou mesmo das suas coisas que leva pra Shinnyo-en e mostra-las para as pessoas e contar a história. Eu mostrei o cartão que eu havia recuperado no dia anterior e contei a todos a história por detrás dele, e falei sobre a foto que tenho da Keishu-sama junto da minha bolsa.

Essas flores estavam num mercado em Elk Grove. Que cores!

Depois todos se apresentaram e disseram que haviam alguns convidados especiais, os japoneses e os dois brasileiros. A próxima atividade foi nos juntarmos nas nossas divisões e discutir sobre como poderíamos transmitir para os outros jovens se aproximarem mais do coração dos Sooya-sama e Ryodoji-sama. Foi interessante pois estávamos juntos com o Hirano-san, que é um jovem praticante do Japão.

Fomos então almoçar. Foram alguns sanduíches com tempero coreano. Meu estômago não estava tão acostumado, então acabei mais tarde tendo um pequeno desconforto intestinal, o famoso “pirirí”. Tive que me recuperar logo, pois depois do almoço chamaram o Hirano-san, Denichan e uma seguidora do Havaí para falarem como as três práticas, Otasuke, Gohoshi e Kangi, cada um, respectivamente. A Denichan usou inclusive eu como exemplo, quando fui coligado, pois eu entrei justo num dia de gohoshi no templo de São Paulo.

Diego! Diego! Diego! Diego!!

Depois disso nossa atividade foi nos separarmos em grupos e fomos para o lado de trás do templo de Chicago, onde ficamos sentado num gramado falando sobre as atividades do grupo de jovens.

Comentei com eles como é difícil não ter uma associação de jovens oficial, pois queríamos ter pais de linhagem jovens, fazer o treinamento da cachoeira Jataki, e outras coisas. Senti que as pessoas ao mesmo tempo que se sentiam muito gratas por terem uma associação de jovens oficial, eles também sentiam que poderiam ajudar o Brasil por meio de suas preces para que nós também pudéssemos um dia ter uma Associação de Jovens oficial.

"Precisa de mais alguma coisa? Sorvete, essa paisagem e esse céu lindo!"

Tiramos uma foto em grupo. Definitivamente, organizar sessenta e cinco pessoas numa foto não é uma tarefa fácil.

Depois voltamos para jantar, fiquei conversando bastante com o Qalvy sobre diversos assuntos. Achei engraçado quando uma jovem praticante de San Francisco veio até mim perguntando porque nosso grupo de jovens não era oficial, pois desde que ela entrou na Shinnyo-en o grupo em San Francisco já era oficial desde então.

Fiquei conversando um bocado com Sean, e depois pegamos o ônibus de volta. Tomei um banho e fui pra cama. Amanhã será o segundo round!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Chicago 2013 - Dia 1 - Home alone!

No capítulo anterior...

Feels like Kevin McCallister from Home Alone movies!
O voo foi tranquilo. Eu estava bem cansado, e enquanto eu assistia o comecinho de G.I. Joe - Retaliation, simplesmente capotei. Acordei uma vez no meio do voo e joguei um pouco PSP. Acho que pelo fato de eu ter trabalhado no dia anterior eu estava com facilidade pra dormir.

Chegamos no Chicago O'Hare às 5h30 aproximadamente e fomos para a temida fila de imigração. Que pra mim passou tranquilo, exceto pelo fato de que só tinham três agentes da imigração para um contingente que cabia num Boeing 777. Demorou muito, só fomos liberados depois das 8h. Três horas em pé.

O engraçado é que quando o funcionário da imigração veio perguntar o que eu tinha ido fazer, eu falei que vim participar de um fórum budista (I was invited to a buddhist forum here). Porém o som do "u" que pronunciei soou como "butt", que significa "bunda". Em outras palavras, o cara entendeu que eu tinha ido participar de um fórum "bundista", e depois de algumas risadas ele me ensinou como se pronuncia corretamente.

Adoro essas fotos com obturador no talo!
Encontramos Todd, um praticante de Nova York. Fui pegar dinheiro numa ATM próxima dali, porém me confundi na hora, e deixei acidentalmente meu cartão de crédito de Travel Money lá. Porém eu só percebi quando cheguei no Hotel. E lá vamos nós correndo para o O'Hare e torcer para que o cartão estivesse lá.

Óbvio que dentro de mim eu estava berrando e tremendo. Mas o pessoal dizia que eu passava mesmo assim uma tranquilidade. De fato, não gosto mesmo de ficar estressando os outros. Chegamos no aeroporto e o cartão não estava na máquina. Perguntamos aos arredores e ninguém tinha visto. Nem mesmo os oficiais da segurança. Eles indicaram que nós subíssemos e procurássemos o oficial chefe - um típico policial americano gorducho. E ele disse também que tinha achado nada, e que seria melhor eu cancelar o cartão.

Eu tinha um cartão de crédito de emergência. Poderia usá-lo. Mas aquele travel money tinha minhas economias todas em dólar. O policial gorducho indicou que fossemos no andar de baixo, e procurássemos no banco ao lado do caixa onde esqueci o cartão. Chegamos, explicamos toda a situação e uma senhora veio com o cartão em mãos, dizendo que tinham achado de fato e entregado no banco ao lado. Na hora eu não aguentei, chorei ali mesmo de emoção depois de todo o desespero que rolou, enfim algo que me acalmou.

Por isso esse povo é gordo!
Voltamos para nosso hotel depois de encontrarmos Hirano-san e o vice-presidente da Associação de Jovens do Japão, que foram convidados direto das terras nipônicas.

Tivemos esse primeiro dia livre. Fui junto com a Denichan explorar a cidade. Elk Grove Village é uma cidade basicamente onde se você não tem um carro tem que ficar se deslocando a pé, infelizmente. É uma cidade onde as pessoas estão tão acostumadas a usar apenas carro que as ruas são muito largas, muitas faixas de rolamento, e até mesmo as calçadas são raras. Pelo menos no estilo que encontramos no Brasil, em muitos lugares tivemos que andar em cima do gramado.

O dia estava bonito e ensolarado, fomos primeiro comer algo no Subway local e depois fomos ao templo da Shinnyo-en Chicago. Fomos recebidos pela Junko-san, funcionária do templo local, que foi conosco num tour super especial no belíssimo templo de Chicago. Visitamos todas as salas, desde o altar, até mesmo a sala onde controlam os vídeos. De fato, esse templo parece com o Ogen-in, só que bem menor! É belíssimo!

Uma das fotos mais fodas que já tirei. Adorei o efeito!
Depois disso Junko pegou seu carro e sendo bem gentil nos deixou num local onde havia alguns shoppings e supermercados. Comprei água e fomos andar pela região. Conhecemos as fontes, tiramos fotos e fomos fazer algo que é sempre interessante fazer quando temos a oportunidade de viajar para outro país: fomos a um típico supermercado americano! Uma coisa que me deixou bastante intrigado é o tamanho das coisas. Sempre tem coisas pequenas por um preço (por exemplo, US$1,39) e a mesma coisa em tamanho grande, ás vezes ultrapassando até mesmo o triplo do volume/peso custando míseros 20 centavos a mais.

Vendo as coisas por esse ponto de vista é fácil entender como é fácil as pessoas serem tão gordinhas nesse país. De fato, muita gente é bem gordinha!

Comi junto com a Denichan um Haagen-Dazs sabor Vanilla Beans. Fomos andando pela região, foi ótimo! Na janta comemos um hot dog e ela uma pizza numa lanchonete local no estilo baseball.

Voltamos para nossos quartos e dormimos. O primeiro dia do fórum estava pra chegar!

Tão quente que eu queria muito me juntar a essa molecada.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Jesus e Buda em um apartamento juntos.

Sem dúvida que os dois maiores expoentes das duas maiores religiões do mundo, cristianismo e budismo, ficariam com uma imagem cômica graças a uma ideia de japoneses malucos. Isso é Saint Young Men, um filme baseado num mangá de humor de muito sucesso. Tem um trailer bem humorado aqui:



Sinceramente, adorei a ideia, mesmo eu sendo budista e crescido numa família cristã! Acho que é um bom passo para trazê-los mais próximos da gente. De uns anos pra cá o homem vem passando por uma crise de consciência espiritual bem forte e interessante como nunca antes vista, e esse (e tantos outros, menos o Jesus Manero) são bons ícones dessa nova vibe!

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