quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bunda mole.

Hoje teve uma situação engraçada. Encontrei uma amiga da época do colégio. Ela trabalha como cobradora de ônibus.

Ao encontrá-la fui sorridente perguntar como ela estava e ela me olhou com uma cara de cansaço e disse: "Estou bem, só estou com sono". De fato, ela estava trabalhando desde às 4h da matina. Deve ser dureza mesmo, então vi que não dava pra pegar muito pesado.

Começamos a conversar. Acho que pelo visto a única pessoa que ela ainda tem amizade talvez seja eu mesmo da época do colégio. Bom, a gente perdeu contato, embora sejamos muito amigos na época. Eu era o único que tinha orkut na época (pra vocês terem uma noção). Algo simples para manter o contato com alguém como é hoje, simplesmente adicionando no Facebook, na época não existia. Logo, perder o contato era algo inevitável. Pelo menos não chorei a toa! Hahaha.

Ela tinha muito a filosofia do "aqui que se faz, aqui se paga". E pela resposta dela a muitas perguntas que eu fazia, ela permanecia do mesmo jeito. Talvez um pouco mais ácida por ela estar morrendo de sono.

Eu não resisti e perguntei: "E eu, continuo a mesma coisa da época do colégio?"

E ela: "Sim. Você continua o mesmo bunda mole".

Isso não me afetou muito. Talvez antes eu ficaria triste se fosse há anos atrás. Mas hoje, sinceramente, não dou atenção. Mas acho que pesou um pouco porque ela gostava de mim, e eu na época não sentia nenhuma atração por ela. Acho que até hoje tem um tiquinho de ressentimento, embora nunca tenha havido uma declaração de fato, ou um oficial "não" ou "sim".

E acho que fiquei até feliz que continuo um bunda mole! Eu detestava ser isso, mas uma outra amiga disse que era pra eu continuar do jeito que eu era pra sempre. Acho que não a parte sobre ser bunda mole, mas uma pureza de caráter que o povo via em mim.

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