quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como se fosse uma gota d'água, descobrindo o que é o mar azul. (2)

Eu tentava procurar essa felicidade. E vi que uma pontinha grande dessa felicidade vinha de ajudar os outros com todo o meu coração. Fazia oração todos os dias (e ainda faço), mas uma paixão por uma garota que eu não poderia me apaixonar causou muitos problemas.

E eu, ao invés de tentar resolver conversando, negava aquele sentimento. De fato, eu não queria. Nunca quis, nem quero, mas meu coração ficava palpitando. Logo, acabei discutindo com ela, pois ela havia iniciado um namoro com um cara e só havia me falado quando os dois estavam firmes já. Isso me magoou também, essa falta de consideração da nossa amizade, mas também aproveitei isso como uma deixa pra fazer o que eu já queria - cortar relações.

Mas óbvio, não rolou. Aquilo era uma solução superficial.

E fiquei segurando aquele sentimento, até que veio o assento de elevação em maio desse ano. Achava que com uma determinação firme, a mesma determinação que eu tinha me faria elevar. Mas não foi. Me senti um bosta. Todos torciam por mim, e tudo o que eu queria fazer era chorar.

Não queria mais frequentar o templo. Fiquei arrasado quando a elevação não aconteceu. Parecia que não estava correspondendo às expectativas de todos.

Mas ainda assim, quando chegava em casa, eu continuava orando. Como, se estava decepcionado com a religião? Demorou apenas dois ou três dias. Um dia, voltando do templo, eu ouvia o goreiju num bottom que tinha ganhado. E, vi claramente o dia quando não consegui a elevação, e como se a câmera subisse, vi os pais Shinnyo chorando. Chorando mais até que eu por eu não ter me elevado.

Foi aí que eu vi que eles choravam quando eu chorava. Ficavam felizes quando eu ficava feliz também. E teve muita compaixão por eu não ter conseguido. Se eu tinha conseguido em maio teria sido bem pior, e hoje dou graças aos Budas por ter me acontecido aquilo. Aprendi a lidar com a frustração justamente quando experimentei uma das maiores frustrações da minha vida. Foi difícil, foi duro, muito complicado. Abalou minha fé e tudo o que eu acreditava. Mas vendo hoje, ainda bem que aconteceu.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Como se fosse uma gota d'água, descobrindo o que é o mar azul. (1)

Mal terminou um, começou outro.

A primeira coisa me falaram foi tenha gratidão quando acontecer coisas ruins. Só não me explicaram bem quando nutrir essa gratidão.

Quando voltei de viagem, em dezembro do ano passado, havia experimentado uma imensa felicidade. Viajar para o Japão e depois para a Inglaterra tornaram meu ano de 2012 único e inesquecível. Na minha vida, pelo menos até hoje, tive alguns momentos de grande êxtase de felicidade - mas sempre reparava que depois desse imenso êxtase, vinha também muitas dificuldades.

E foi assim. O começo desse ano foi dificílimo. De fato, havia gastado o dinheiro quase que todo na viagem para a Europa e Japão, aquele emprego antigo não me animava mais, mas o que mais dificultava era que ele era longe, e um lugar cansativo de se chegar todos os dias. Gostava mesmo era de passear pela Paulista, descer a Alameda Casablanca ou tomar um Starbucks ali na Alameda Santos com a Campinas.

Mas estava sem emprego, dinheiro contado que mal dava para sustentar até então as minhas maiores dívidas: pagar trinta reais mensais no meu portfólio online, taxa de manutenção do servidor e mais sessenta reais que gastei todos os meses na Catho, que não conseguiu me arranjar emprego no final das contas. Ainda assim eu pedia a compreensão da minha mãe: "Mãe, eu só queria dinheiro da condução pra eu ir pro templo".

Sabe, muitas vezes eu passei fome. Saía de casa com pouco dinheiro, comia umas bolachinhas que tinham no meu templo budista e voltava no ônibus com o estômago roncando faminto. O jeito era ver o lado bom da coisa, aprendi a dar mais valor ao dinheiro. Eu tinha um teto, comida em casa e banho quente, mas fora dela eu tinha que me virar.

Lembro também que era péssimo quando as pessoas vinham me perguntar: "E aí, conseguiu emprego?". Eu não sabia o que acontecia, ia para entrevistas, mas nada. Claro, o país, o mundo estava passando por muitas dificuldades desde a crise que começou lá em 2008 com o Lehmann Brothers.

Quando o telefone tocava, torcia para ser entrevista. E todo dia, eu mandava pra pelo menos dez empresas boas. Nada.

Eu sabia que eu estava em dificuldades, mas eu olhava ao meu redor. Tinha uma amiga que tinha sido demitida de uma firma anterior por ter problemas de epilepsia, e um outro que também tinha trabalhado comigo e não tinha conseguido trabalho ainda. Mesmo assim, eu orava por eles conseguirem trabalho, e que eles conseguissem antes de mim. Quando eles vinham me perguntar se eu estava bem, eu os confortava, dizendo que aquela situação logo ia acabar, e eles iam enfim conseguir emprego em breve, e pra não se preocuparem comigo.

Uma reforma acontecia em casa, tinham dias muito complicados, um deles inclusive enquanto trocavam o telhado acabou chovendo, e molhou muitas coisas em casa, me causando um imenso desespero. Ficava no Facebook e via que muitas pessoas sofriam, e eu, já que tinha disponibilidade de tempo, ajudava todos. Seja ouvindo, seja aconselhando, diversas pessoas.

Ficava feliz em fazer as pessoas felizes. E vi que pra isso não precisava de muita coisa, exceto tempo. E estando sem emprego, tempo era o que mais tinha. Logo, usava meu tempo quase que exclusivamente para conversar com as pessoas. Muitas conheceram o budismo graças a esses esforços, e alguns continuam firmes praticando até hoje os ensinamentos do Buda Shakyamuni.

Foi num e-mail que recebi que apareceu uma vaga de emprego, e aí essa estória se complementa com a de Chicago.

Nossa vida não é linear, então vamos juntar as peças.

sábado, 26 de outubro de 2013

Roughs - Portraits #1

Retratos de diversas pessoas! =)






sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Doppelgänger - #6 - Um novo começo.

11 de novembro

"Al, você se lembra do incidente que aconteceu dois dias atrás?".

"É óbvio".

"Soldados da SAS atacaram um bunker, assassinando o nosso maior cérebro em operação. E isso virou nosso pesadelo. Ao traçar a rede inteira de Ar encontramos que uma pessoa em comum dos dois pode nos dar respostas".

"E onde ela está?"

"Em Nieuw Vosseveld, uma prisão de segurança máxima nos Países Baixos".

O helicóptero estava pousando suavemente em Vught, ao sul da Holanda. Dele, saíram o novo Al acompanhado de Rockefeller.

"De agora em diante vou mudar seu codinome. Você será agora Nezha (那吒), e vou lhe dar um briefing da sua missão. Você deve entrar em Nieuw Vosseveld por um túnel secreto que escavamos. Você entrará no pavilhão B, onde deve procurar nosso contato. Lembrando que você não deve ser visto por hipótese nenhuma, caso contrário nossa missão estará em sérios apuros".

Levaram Nezha até a entrada do túnel. De fato, não havia muita regalia, ele fedia a esgoto, mas parecia bem seguro.

"O túnel é apenas ida. Para sair de lá você deve trabalhar em equipe com nosso contato lá dentro. Muitas pessoas estão atrás desse contato que você também está atrás, entre eles os próprios terroristas que agiam com o Ar. Não sabemos quando eles vão atacar ou se eles já estão lá, logo tome extremo cuidado".

"Mas essa pessoa que eu tenho que resgatar é alguém preso?"

"Temo dizer que sim!", disse Rockefeller.

Dali em diante era sem volta. Nezha entrou no túnel.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Analisando a técnica.

Ontem postei aqui uma outra arte.

Depois que passei o verniz fiquei analisando a minha técnica como mudou com o tempo. A primeira das deusas que eu fiz foi a Athena:


A Gabi, uma amiga minha na época que viu o desenho lembro que ela comentou que estava muito suave a trasição dos planos, parecia quase que um sfumato. Essa primeira pintura foi a primeira vez que tinha me aventurado no pastel seco.

Lembro de ter mostrado para uma das minhas amadas mestras, a professora Dagmar, e o comentário dela foi que eu não usei a real técnica do pastel seco. Disse que era errado eu passar no dedo e depois passar na pintura, pois o esquema era usar camadas.

Basicamente a gente tem lá um estojo com 12 cores de pastel seco, por exemplo. Se usarmos apenas aquela paleta de cores ficaríamos extremamente limitados. Todo pigmento ele só existe com camadas ou misturas.

E isso faltou bastante. Dá pra ver aqui:


Por outro lado, o único lugar que minha professora elogiou foi a parte do cabelo. Ela disse que eu devia arriscar mais, misturar os tons diretamente no papel, usar bastante o blending (borrar), inclusive nas partes mais claras.


Ontem fiquei analisando a minha Hestia que finalizei. 

Pra quem não viu ainda, é essa aqui:


Eu lembro que no começo eu tinha muito receio de escurecer a pintura com o método que a professora indicou na época. E, de fato, pintura no pastel é ao contrário de outras técnicas, primeiro você trabalha o tom claro e vai escurecendo. E saber usar o branco faz toda a diferença.

Eu poderia citar qualquer ponto do desenho aqui, mas vou citar o cabelo, já que a Dagmar elogiou tanto o cabelo na Athena sem sal acima.


O branco está lá para pegar um pouquinho do tom abaixo dele e realçar. E como cabelo tem essa característica de refletir meio que como uma linha, fiz desse jeito.

Eu poderia ter usado o marrom direto, mas a modelo tinha um cabelo um pouco claro, puxado pro castanho médio. Ficou até meio ruivo com a camada de vermelho e amarelo que passei por cima, mas mesmo assim gostei do resultado final. Não ficou ruivona, claro.


Por fim, eu adoro fazer céu. Nuvens eu ainda estou aprendendo, mas acho que estou chegando lá. A ideia era fazer o sol se pondo sobre uma vegetação atrás dela, por isso os tons vindo do branco, passando pelo amarelo, vermelho, azul, lilás e... Preto. Céu é muito gostoso de se fazer, eu gosto de dar uma viajadas nele (só ver as minhas outras pinturas pra entender do que estou falando).

Bom, a imagem fala por si só. =)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Hestia.

Fiz uma nova pintura! Demorei bastante essa vez. Eu tinha deixado a Hestia e sempre empurrava com a barriga na hora de fazê-la. Esses dias pensei que tinha enfim encontrado a minha Hestia, a deusa grega protetora da família, do fogo que protege as casas, e da arquitetura.


Como eu já disse, as deusas que eu pinto são um caso à parte. São mulheres que eu admiro profundamente, e me influenciaram bastante, por isso em homenagem a elas eu as pinto como deusas gregas. Já fiz todas as olimpianas (Athena, Afrodite, Hera, Afrodite, Demeter e Ártemis). Além das três moiras, que são além das olimpianas. A Héstia é mais uma pra listinha.

Bom, como eu sei que ela não acessa isso aqui, posso falar em quem me baseei, e falar um pouquinho do processo da coisa toda. A pessoa base que tirei foi uma amiga minha, meio francesa e meio japonesa, a Saaya! =)

(eu tenho sorte é de ter umas modelos muito bonitas, isso sim!)

Parando bem pra pensar não achei tão parecida, mas tudo bem. A Saaya é uma gracinha de menina, mas como 98% das mulheres, só sabe posar em fotos... Sorrindo.

Nada contra, eu sei que isso mexe com auto-estima das mulheres e tal, mas eu admiro muito um sorriso de Monalisa. Ou até mesmo um olhar sério, tem algo mais sexy que isso? Mas a Saaya o que eu mais me recordo é essa vivacidade dela, o auto-astral, e esse jeitão de ser uma pessoa de bem com a vida que ela sempre mostrou. Esse sorrisão dela vai ficar guardado na minha memória pra sempre, mesmo a gente se conhecendo na Inglaterra e agora ela estar indo morar no Japão!

Acho que o maior valor da Hestia, como deusa, é ter esse acolhimento. A Saaya pelo menos foi isso pra mim, especialmente quando eu fiquei mal em maio desse ano. Volta e meia ela me escreve, e mesmo que tenhamos ficado um tempo ínfimo juntos (alguns dias e olhe lá) foram o bastante para entender o quão memorável ela era. E querendo ou não, graças à tecnologia, continuaremos em contato.

E como não queria colocar o sorrisão dela aberto como é na foto, tive que tirar da Saaya o que mais ela tem característico. Dei pra ela um sorriso de Monalisa, discreto, mas que mostra essa qualidade dela, uma menina amável e excelente amiga.

Pensando bem, até que ficou parecido!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Plantar a semente.

No último domingo o Mancha, um amigo meu, me chamou para participar do II Fatec Games Day, em São Caetano. Foi difícil chegar lá, não conheço nada do ABC e muito menos sabia que meu caminho até a Fatec consistia também em passar no meio de nada menos que Heliópolis.

Cheguei bem tarde, muito por conta do horário de verão, perdi a hora de dormir, acordei ás 10h (acho que fazia uns dois ou três anos que eu não acordava tão tarde!), mas já passavam das 11h no horário novo. Queria ter ido mais cedo já que tinha o dia livre, mas valeu cada minuto lá.

Participei de uma palestra com Edgard Damiani. Ele manja muito de filosofia e psicologia, e vou ser sincero que admiro muito palestras como a dele que abrem um bocado a mente. Quem me conhece sabe que sou fã de carteirinha de caras como o Cortella e o Boff. Tem um link de uma dele na Campus Party sobre psicologia e games. Não assisti essa, mas se é dele, deve ser interessantíssimo.

Queria fazer um paralelo com budismo.

Bom, na palestra dele, ele se virou pra sala, que devia ter aproximadamente umas vinte pessoas, e disse: "Vocês conseguem entender que pra 99% das pessoas no mundo a vida se resume a acordar, comer alguma coisa, ir pro trabalho, comer, jantar, tomar o remedinho e dormir. Ok, talvez eu esteja exagerando nessa do remedinho, mas vocês fazem parte dos 1% que em algum momento questionaram: 'porque eu faço isso tudo? Porque as coisas são assim?'. Talvez eu esteja exagerando, mas 98% das pessoas seguem a rotina e nem se perguntam: 'o que existe além disso?'".

Isso era algo que eu sempre pensei. E, sinceramente ainda estou pensando. E espero continuar pensando. Minha pergunta que eu fiz pro Edgard na palestra foi: Essa sementinha do questionar, você sabe como ela é criada e de onde ela nasce?

Eu usei esse termo 'sementinha' sem querer. O pobre Edgard não sabia responder, mas como eu mesmo disse pra ele, na filosofia é muito mais válido perguntas do que respostas. Mas na volta pra casa que parei pra pensar.

No budismo, especialmente os de tradição Mahayana (grande caminho) como a Shinnyo-en que pratico, diz-se muito que a iluminação deve ser compartilhada. E que somente nós nos iluminamos quando iluminamos os outros. Mesmo se, sei lá, nos colocarmos no lugar do Buda Shakyamuni, o príncipe Siddartha Gautama, ele sozinho procurou a resposta para o sofrimento humano, meditou e peregrinou durante anos e... a achou a resposta meditando embaixo de uma árvore bodhi há dois mil e quinhentos anos.

Diz a lenda que ele, ao adquirir a iluminação, os deuses vieram implorar pra ele para que ele compartilhasse da sua iluminação com o mundo. O que vem depois varia de acordo com teólogos budistas. Uma versão diz que ele foi se encontrar com os outros monges (bikkhus) que estavam em práticas ascetas extremas igual a ele, e ele compartilhou as respostas que ele encontrara.

Uma outra versão, que eu acho bem interessante também, é que o Buda tentou compartilhar o que ele sabia com uma pessoa ali próximo do bosque onde ele conseguiu a iluminação, e a pessoa o ignorou. Mas ainda assim ele não desistiu, e encontrou os monges que faziam as práticas ascetas extremas que haviam expulsado o pobre Sidartha do clube deles, e foi dado assim o primeiro giro da roda do dharma.

Budismo muitas vezes é quase que uma psicologia que vai bem além da própria psicologia. Incrível como a alma do ser humano não mudou nada desde as primeiras palavras que o Buda falou, há dois mil e quinhentos anos atrás. Assim como no budismo acreditamos que somos velas, que ao compartilharmos da nossa chama para iluminar outra vela, a nossa chama não se apaga e nem diminui, acredito que isso é válido para todas as coisas da vida também.

De fato, muitas pessoas vivem num mundo limitado. Mas ainda assim, nos dá felicidade quando fazemos os outros pensar por si próprios - uma premissa que o budismo também prega. O ato de se tornar um iluminado não tem nada a ver com subordinação total a um deus, ou algo do gênero. É um processo de autoconhecimento e muito treinamento árduo para conhecermos a nós mesmos, nossos complexos (como Jung falava) e sermos os mestres das nossas próprias mentes.

Edgard, o palestrante, não soube responder a minha pergunta se essa sementinha que brota nas pessoas que questionam tem uma origem. Mas depois de meditar um pouco, encontrei no budismo a resposta. O Buda foi a única pessoa lá atrás que conseguiu acender sua vela sozinho. Desde então, essa chama (compaixão) foi passada de mestre budista em mestre budista até hoje. E acredito que todos nós que buscamos isso somos um pouquinho mestres também, e temos a possibilidade de iluminar os outros, já que nós estamos com essa vela nas mãos agora.

Acho que achei uma resposta, ao menos um pouquinho satisfatória. Esse despertar só pode ser oferecido por uma pessoa já desperta. Somente uma pessoa que pensa é capaz de fazer com que a outra questione. Um mestre não ensina sua filosofia para seu aluno, e sim dá instrumentos para que ele desenvolva a sua própria. Já dizia Bruce Lee! (não estou brincando! Ele falava isso mesmo!)

Se aceitar ou não, vai da pessoa. É como a pílula vermelha do Matrix. A diferença é que ao entender o sofrimento, você vira o mestre da sua mente conhecendo suas fraquezas e pontos fortes, e as coisas que te abalavam antes não te abalarão mais, pois você conhece a origem e sabe cessá-la. E assim... Vive melhor! =)

Viva, Reino Unido!

Continuando a tradição, aqui está!


Sinceramente não queria fazer algo muito poluído. Londres tem pontos interessantíssimos para se mostrar, e é uma dureza ter que escolher. Mas gostei muito do resultado final!

Londres sempre morará no coração de Sir Alain. =)

domingo, 20 de outubro de 2013

Doppelgänger - A história dentro da história (2)

A guerra é suja.

Desde o estabelecimento da ONU logo após a Segunda Guerra o mundo parecia enfim estar respirar paz. Guerras não tinham mais o pretexto de fazer com que a tecnologia fosse melhorada. Esta experimenta seu ápice hoje, e o maior exemplo disso é o grande salto que ela deu, mesmo com os conflitos locais que ocorrem até os dias atuais.

Porém o que poucos sabem é que o que temos hoje em dia é resultado do muito dinheiro rolando por aí. Dinheiro que patrocina as descobertas e teorias feitas no começo do século XX. Porém ao mesmo tempo em que eles criaram um método pacífico, capaz de trazer paz à humanidade sem causar nenhum grande massacre, é com o custo de que essa mesma riqueza consiga circular. Começou então a existir dois governos em cada país, o público e o privado.

Antes as guerras eram custeadas pelo governo. Hoje elas são patrocinadas por empresas. E não existe maneira de ir contra isso, pois todos nós somos movidos pelos interesses dessas mesmas empresas. Existe liberdade, mas a mesma liberdade é silenciada por essas mesmas empresas: um grupo de aproximadamente 11 pessoas que têm o mundo em suas mãos.

A guerra é suja, meu amigo. E ainda mais suja, pois é tingida com o mesmo verde de esperança das notas de dólares. Um pode ganhar três ou quatro mil dólares por mês, mas tenha certeza que tem alguém acima dele que está ganhando bem mais. Muito mais.

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Ele não podia respirar. Gritava e gritava. Aquela energia se reverberava pelo local. Seu rosto estava dentro de um saco de pano. Seus braços e pernas amarrados numa cadeira que parecia ser feita de aço. O homem na sua frente pegava um pouco de água e jogava na sua cabeça, impedindo-o de respirar.

Imagine o pânico da tortura. A morte é algo muito mais pacífico do que isso.

O saco se enchia de ar e esvaziava colado em seu rosto. Desespero. A água criava uma camada de pano úmido, que grudava e tinha o mesmo efeito de respirar com um plástico sobre a narina. O ar não entrava, e a pressão fazia seu nariz arder em chamas, dolorido.

O homem vestia uma jaqueta com marcas conhecidas. Era possível ver um grande "Hard Rock Café" nas costas. Parecia um bocado irônico. O torturado nunca foi contra capitalismo, coitado. Queria mesmo era que pelo menos aquela grana toda fosse mais bem dividida. Uma vida de miséria, a oposição a essa miséria. Miserável não é o que não tem dinheiro, mas sim o que não pensa. Ou o que deixa que essas empresas da própria mídia manipulem o seu pensamento.

O homem desatou o capuz dele, com um puxão. Aí era possível ver o estrago. Suas narinas sangravam, e seu rosto tinha diversos ferimentos, resultantes dos golpes de cassetete e joelhadas. Seu olho esquerdo estava inchado, e o direito um pouco também. Ele olhava pra cima, pra luz alaranjada que iluminava do teto e procurava uma esperança. Seus olhos enxergavam ao redor, mas não conseguiam ver. O enxergar sem ver.

O torturador colocou a mão no ombro e olhou pro seu estado, como se visse uma obra prima que havia acabado de esculpir. Ele via com orgulho a resistência daquele homem. Mas ainda estava apenas começando. Ele tirou uma faca do seu bolso, pequena, e apontou pra ele.

"Puxa, você é um dos que eu mais tenho orgulho! Tá inteirão. Mas esse seu olho aqui tá tão inchado que acho que você não precisa mais dele".

O torturado viu então a faca chegando cada vez próximo. Aquela bola roxa no olho esquerdo, cheia de sangue, doía sem nem mesmo tocam. Ele pegou o dedão e apertou-a firmemente, fazendo o globo ocular aparecer.

Seu olho estava vermelho. A dor o fazia lacrimejar, além do grito de dor. Por mais que ele olhasse para os lados ele ainda se questionou "Por quê?". O torturador olhava pra ele com um singelo sorriso em lábios, e com a faca na mão foi se aproximando do olho do homem ferido.

E em apenas um golpe, uma estocada no olho. Caía aquela gosma branca sobre o rosto, enquanto o torturador ia descendo ainda mais a faca. Ela cortava, e o corte parecia ser muito mais profundo do que realmente era. Parecia que estava cortando seu rosto inteiro em dois. Qualquer tipo de tortura seria bem melhor que aquela. O torturador se divertia, mas não dava sinais de risada. Era um maníaco sádico que não dava a mínima pra nada.

Ao tirar a faca, o rosto do homem caiu. A sensação era muito estranha, além da dor que era terrível. A sensação de estar enxergando com aquele olho e depois perdê-lo era muito estranha. Ele apenas sentia o músculo da pálpebra do olho perfurado que por mais que piscasse, parecia que havia algo ferroso, mas ainda assim não conseguia enxergar nada.

* Esse é um relato da tortura que meu irmão mais velho Arch sofreu, pouco antes de morrer.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Violência contra a mulher

Ontem caiu de eu sem querer assistir ao Casos de Família no SBT, da Christina Rocha.

O tema era violência familiar. Assunto delicado por si só, ainda mais se for pra ser discutido na tevê na frente do Brasil inteiro. O foco era uma esposa, casada com um homem que, nas próprias palavras da Christina Rocha pode ser definido como um... Crápula.

Além de bater na esposa, ele ainda admitiu na tevê que fazia isso. O mais interessante foi a resposta que a própria apresentadora deu nele, o programa em si foi bem interessante, mas o clímax foi exatamente quando ela falou "Mas sua esposa na entrevista disse que você bate nela", e a esposa, temendo represália do marido, simplesmente se levantou e saiu do programa.

E como a própria Christina Rocha disse: "Só Deus sabe o que esse homem vai fazer com essa mulher quando chegar em casa". Nossa. Impossível não esperar pelo pior.

É esse vídeo aqui.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Roughs - Artistic Nudes #1

WARNING - Maiores de 18, por favor.

Sim! Eu gosto muito de desenhar mulher pelada! Óbvio que eu admiro muito a beleza feminina, mas eu gosto também de analisar a anatomia. Sempre fazia desenhos e estudos anatômicos com corpos masculinos, mas cá entre nós, desenhar homem é fácil quando você é um. Tô sempre me deparando no espelho e sempre vendo um peladão quando vou me trocar, então conheço as proporções, formato do corpo, etc.

Quem estudou anatomia sabe que os livros, especialmente pros desenhistas, se resumem a mostrar anatomia masculina. Ok, questão de músculos, ossos, é bem válido, mas e sutilezas do corpo? Comecei a perceber que todas as mulheres que eu desenhava saíam como... homens.

Aí o jeito foi analisar. Como não tenho a disposição mulheres para ficar posando pra mim peladas (mas aceito se alguma se propor, com todo o respeito) o jeito pra estudar proporções femininas foi buscar fotos de mulheres peladas.

Eu gostaria de colocar as fontes, mas vou ficar duas horas até achar todas. Só vou colocar a fonte da primeira porque eu lembro, o resto nem me lembro da onde tirei. Eu gosto muito das modelos do Black Alley. Além de asiáticas, são lindíssimas. Uma pena porque que é difícil de praticar efeitos de luz em sombra. Fotos eróticas, feitas para você, punheteiro, são fotos com luz homogênea, não tem a sensualidade da sombra, pois o que importa é mostrar o corpo o mais claro possível.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Quetzacoatl

(Eu ainda fico penando pra escrever esse nome!)

Muito bem! Lá estava eu jogando Final Fantasy VIII, e uma das primeiras Guardian Forces que você pega se chama Quetzacoatl. Lembrei que esse nome é em homenagem a um deus asteca, mas naquele momento só sabia disso. Fui então pesquisar.

Achei então uma arte asteca dele. Essa aqui:


Sinceramente? Não gostei muito. #chatiado

Queria fazer uma coisa mais tchans. Comecei a botar a cachola pra pensar. Li que ela é representada como uma cobra imensa com asas que devora seres humanos. Bonito. Claro que se você pesquisar no Google Quetzacoatl vai encontrar umas outra artes, que parecem muito com Digimon diga-se de passagem, tipo um Metal-Seadramon com asas.

Lembrei da cobra naja. Sempre achei que dariam umas boas asas, e ia ficar um negócio bem estético. Foi aí que saiu o primeiro rascunho:


Comprei a última edição da Computer Arts tupiniquim e vi lá algo que me inspirou. Uma reportagem sobre pintura digital. Não tenho tablet, mas tenho um belo dum mouse e a ferramenta smudge do Photoshop. Comecei o trabalho na segunda, e finalizei hoje.

E aí, deu pra quebrar um galho?


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pronto para virar papai ou mamãe?

Nas minhas andanças na internet achei isso:


Uau! Claro que o aplicativo é fake. Mas um aplicativo para atestar se você é capaz de ter um rebento e criá-lo. Que tenso, hein?

Eu a vida inteira morri de medo de ter filhos! Fiquei anos na terapia por causa disso. Acho que foi muito pela criação dos meus pais, especialmente meu pai, sempre jogava na cara que eu era uma imensa e inacabável dívida, que a vida dele teria sido bem diferente se ele não tivesse se casado cedo, que se arrependia da gente ter nascido e tudo mais.

Enfim, a culpa era minha de ter nascido, já que houve uma cópula há mais de vinte e cinco anos, hehe.

Acho que é por isso que eu tenho medo - e muitas vezes até evito - fazer sexo. Ok, eu tenho medo de pegar alguma doença também, ainda mais com tanta menina por aí trepando sem camisinha com quem mal sabe o nome. Medo de deixar alguma menina por aí barriguda, afinal, vai que, né?

Todo mundo diz que eu seria um ótimo pai, mas prefiro escapar pela tangente dessa. Um no máximo e olhe lá, e também quando eu estiver lá com meus quarenta anos, afinal sou homem! Não tenho a temida menopausa. Espermatozoides sempre vão estar aqui.

Enfim, ao abrir o vídeo, se tivesse um aplicativo real desses, a primeira resposta seria "No", definitivamente.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Doppelgänger - #5 - Pétalas de laranjeira.

10 de novembro

Victoire não conseguia ver nada. Seus olhos estavam inchados de tantas lágrimas. Ela ficava abraçada ao caixão daquele homem que ela amou tanto. Amaldiçoava tudo e todos, e dizia pra si mesma que isso era a última coisa que ela queria que acontecesse.

Pouco depois Rockefeller chegou. Ainda amparado por muletas foi caminhando tristemente até o caixão de Al. Ele sabia que ele jamais era o alvo, o alvo era Al. Foi por isso que tudo aquilo tinha sido feito, uma vingança pessoal há muito tempo planejada por uma pessoa que - ironicamente ou não - era como se fosse um irmão gêmeo.

Muitas interrogações ainda estavam na cabeça de todos. Quem é Arthur, conhecido pelo codinome Ar? E porque ele, mesmo sendo muito parecido com Al, o chamava de "irmão"? Será que o próprio Arch voltou do mundo dos mortos? E se veio, veio justamente para matar seu querido irmão mais novo? Nada parecia fazer sentido.

Ar estava preso. Estava numa cela sozinha em alguma cadeia de segurança máxima da Inglaterra. Poucas pessoas vieram ao funeral de Al. Poucas flores. Poucos sorrisos. Muitas lágrimas.

Rockefeller se aproximou do caixão, mas não foi próximo da pequena janelinha que mostrava o rosto de Al. Ele não suportaria ver isso. Um homem de terno e óculos escuros se aproximou e entregou a ele uma pasta, com muitos papéis. Mal ele teria tempo de descansar, mas deveria desmembrar logo toda a gangue de Ar. Pela morte do seu companheiro, Al.

Rockefeller havia perdido o irmão mais velho e o mais novo.

Parecia karma.

Ele foi dar um abraço de consolo em Victoire, e não pode deixar de ver o rosto de Al. Foi aí que Rockefeller levou um susto. Cutucou Victoire, que o ignorou e continuou em prantos. Ele se aproximou e cochichou algo no ouvido da mulher que levantou e olhou pro rosto de Al naquela janelinha. Ela ficou abismada e parou de chorar. Olhou para Rockefeller e ficou com aquele ar de dúvida na cabeça.

Foi aí que seu telefone tocou.

Depois que falou nele, o desligou. Aquele era um sinal mesmo do que acabara de ver.

"Vamos, Victoire. Amanhã embarcaremos para uma nova missão".

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Arte moderna ou arte pré-escolar?

Eu lembro muito de um discurso do Picasso que, para desenhar de maneira mais simples e elementar possível um boi, ele foi simplificando ao máximo o desenho e registrou as etapas:


Parece algo muito fácil hoje, não? Dizem que o próprio Santos Dumont ao ver um aviãozinho de papel voando ele comentou: "Depois que se cria o avião fica até fácil fazer uma dobradura de papel sair voando por aí!".

Hoje, nas minhas andanças na internet achei isso aqui.

Parece que desafiaram uns historiadores de arte se eles sabiam diferenciar arte moderna e arte pré-escolar, feita por crianças e guache. E muitos deles ficaram confusos! Pois é.

Eu não vou discutir isso agora. Nem vou achar que é ruim um artista X usar um estilo abstrato, por mais infantil que seja. Acho que ideia dos artistas era isso mesmo, popularizar a coisa toda. Reduzir a complexidade da arte até um nível infantil e primitivo, mas sem perder a complexidade da coisa e acima de tudo a técnica.

Mas vale fazer o teste! Essa molecada manda muito bem no guache, isso sim!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Doppelgänger - #4 - The Newmarket Incident.

9 de novembro

Lá estava eu. Jogado no chão, com o "Ar" segurando meus cabelos, me fazendo olhar diretamente nos seus olhos. Ele estava bem diferente, cabeça com cabelo raspado bem rente e uma barba a fazer. Meu corpo doía ainda por causa do capotamento do carro. De súbito eu tive uma crise de tosse, com Ar me segurando na frente do meu rosto me puxando pelo cabelo. Ele sacou uma Desert Eagle e apontou pra minha cabeça.

Foi aí que ouvi alguém gritando.

"Flash out!".

Um brilho imenso tomou conta da sala. Nesse momento Victoire chegou ao local junto com algumas ambulâncias. Era ninguém menos que a SAS invadindo aquele galpão velho em Newmarket. A sorte é que era Newmarket, uma cidadela tão pacata, não chamaria tanto a atenção da imprensa.

Victoire estava desesperada, ela queria entrar, mas os soldados britânicos a pararam. Foi aí que ela ouviu um barulho de tiro de dentro do local. Ela deu um grito e começou a chorar. Quatro soldados saíram segurando Ar, que estava sendo detido naquele momento.

A garota realmente temia pelo pior. Atrás dela médicos tomavam conta de Rockefeller - ainda ferido pelo capotamento.

Foi aí que Victoire viu uma das coisas mais aterrorizantes da vida dela. Um corpo sendo carregado, com um ferimento grave na cabeça. Naquele momento pois mais que os soldados da SAS fossem fortes, não conseguiram pará-la, algo deu uma força pra ela que empurrava a todos na sua frente.

Enquanto ela se aproximava correndo, tudo parecia em câmera lenta. Os médicos tentando ressuscitar, aplicando massagem cardíaca e nada. Sangue continuava a sair do corpo. O globo ocular estava destroçado, e ele parecia que não dava sinal que ia voltar. O capitão Frost olhou para seu companheiro de farda e fez um sinal negativo com a cabeça.

Victoire se aproximou, e viu o corpo de Al inerte, estendido no chão.

Al estava morto.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Making of - 11 Faced Avalokiteshvara

(Avalo... what?)

Avalokiteshvara. Ou do sânscrito, "Senhor que olha para baixo". No chinês, Guanyin e japonês Kannon (観音). É um bodhisattva, um ser iluminado que usa toda sua capacidade para guiar os outros à margem da felicidade. Ele é o bodhisattva da compaixão, uma das figuras centrais do budismo e muito famoso, especialmente no Japão!

Avalokiteshvara. From sanskrit, "Lord who looks down". In chinese, Guanyin and japanese Kannon (観音). He's a bodhisattva, an illuminated being that uses all his capacity in order to guide others to the true happiness. He's the bodhisattva of compassion, one of the major figures in buddhism and very famous, especially in Japan!

(sim! É ele que os caras da Yakuza tatuam nas costas!)
(yes! He's the one that Yakuza guys tattooed on their backs!)

Eu já queria postar um guia de como é feita uma pintura a pastel, e dessa vez, eu fotografei todas as etapas do processo. Sou praticante do budismo da Shinnyo-en, e embora eu tenha um mestre budista que além de tudo é um grande artista, é difícil não se inspirar em sua obra. Já pintei outras figuras budistas, mas demorei a fazer o Avalokiteshvara. Motivo? Existem trilhões de formas dele. Mas como a forma dele que tem na Shinnyo-en é o Avalokiteshvara de Onze Faces, fui googlar sobre.

I wanted to make a guide about how pastel painting works, and on this time I made some pics of the process. I'm a Shinnyo-en practitioner, and although I have a buddhist master that is also a great artist, it's hard to don't get inspired on his works. I've painted another buddhist figures, but I took a while to paint Avalokiteshvara. Why? Because there're trillions of different manifestations. But once the manifestation that we use on Shinnyo-en is the Eleven Faced Avalokiteshvara, I tried to google it.


Com a figura de base pronta, o próximo passo foi rascunhar. O rough base foi esse abaixo, onde já deixei separado onde seriam as sombras, o cenário e posição dos elementos.

With the base figure chosen, the next step was making some roughs. The base rough is bellow, where I already had draw where would be placed the shadows, the background and the elements positions.


É importante fazer esse desenho para se ter base de onde pintar depois. O desenho aqui é basicamente um guia na hora que você passa pra tela, não apenas na hora de fazer os traços, mas também na hora da pintura. Depois, com a ajuda de um lápis sangria, passei pra tela de pintura os traços essenciais, sem as sombras.

It's important making this rough to have some base to paint later. This drawing is basically to guide you through the painting, not just when you're making the borders, but also while painting. After this, with a red chalk pencil, I drew the basic lines at canvas, without shadowing it.


Faça do plano de fundo para o plano superior. Do claro para o escuro. E eu aconselho que detalhes que exigem branco, deixe pro final. O branco sempre acaba desbotando, ficando mais fraco com o tempo se você não passa o fixador. Vamos ver o processo da coisa toda:

Paint it from the background to the foreground. From the light tones to the dark tones. I recommend you that all details using the white chalk, leave it to the end. The white pastel often gets bleached, becoming weaker with time if you don't use the fixative varnish. Let's watch the whole process:






Uhul! Os últimos detalhes (com os olhos, etc) eu coloquei com lápis de cor mesmo. Eu uso um estojo com 12 cores do pastel, e a vantagem dele é essa, misturar os tons até conseguir o que você precisa. Eu já me acostumei, além de ser sempre um bom desafio fazer essas nuances. O resultado final ficou assim:

Woohoo! All the last details (like eyes, etc) I drew it with colored pencils. I have a regular 12-colors pastel box, and a good advantage is this, mixing the tones until you get what you need. I'm already used to it, and is also a good challenge making those color blending more smoothly. The final result is this one:


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Roughs - Monstros #1

Eu normalmente ando com bloquinhos de papel. Isso foi um hábito que eu adquiri na época da faculdade, fazia isso muito pra sempre ter onde praticar o que eu mais gosto de fazer desde que eu tenho sete anos: desenhar!

Gosto de fazer de tudo. Desenhos de cabeça, adaptações, de memória e observação. Gosto também de desenhar mulheres nuas, mas não vai ser hoje que vou postar as minhas meninas peladinhas aqui, hehe. Queria começar essa seção nova do blog com desenhos de monstrinhos que eu faço. Muitos de cabeça, como também alguns que já vi em games, animes, etc.







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