quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Doppelgänger - #8 - untitled.

O coração de Nezha ainda batia forte. Aquela cena forte ainda estava na sua mente.

Ele foi se dirigindo para a porta que o levaria para o subsolo. Não havia nenhum guarda no local, aquilo parecia algo muito estranho ainda. As celas estavam aparentemente vazias, e as poucas que haviam os presos solitários, os mesmos pareciam dormir num sono profundo.

Ao longe, viu a porta em que devia entrar. De lá, viu uma mulher saindo. Estava com roupas normais, e parecia se dirigir a uma escada. Nezha, ao invés de continuar sua missão, descer ao encontro da pessoa a ser resgatada, só parecia ter olhos para ela. E foi seguindo ela, subindo escadas, atravessando corredores. Ela parecia deixar todas as portas abertas, e todas elas ele ia ultrapassando.

De fato, uma mulher daquelas pareca ser algo muito suspeito num local como aquele.

O último corredor estava meio numa penumbra. Dele, via-se janelas que davam para visualizar todo o presídio. Mesmo assim, ela continuava andando, ereta, em frente. Nezha se agachou para passar desapercebido entre as janelas e entrou na última porta. Era a sala do diretor.

Móveis de madeira, carpete vermelho, luminárias. Aquilo parecia muito pomposo para o diretor do presídio de segurança máxima número um dos Países Baixos. Copos meio-vazios na mesa, servidos com whisky, e muitos livros. Nezha parecia dominado por uma grande tontura.

E naquele momento ele olhou pra frente. E viu a pessoa. Uma donzela oriental, de cabelo curto estilo Chanel, uma saia preta, cinto na cintura fina e uma blusa branca com um leve decote. Muito bem maquiada, era uma mulher lindíssima.

Nezha a olhava, e pensava: Eu te conheço de algum lugar. Aquilo não era um ensaio mental de uma cantada. De fato, aquele rosto lhe era familiar. E ela estava ali, na frente, olhando com os olhos negros e penetrantes para ele.

"Há quanto tempo, meu amor", a mulher disse.

"Você... Você me conhece?".

Ela sorriu e jogou seu cabelo com a mão. Deu um sorriso e se aproximou de Nezha, que com o corpo rígido, parecia não entender nada do que acontecia lá.

"Vamos fugir daqui, querido. Não acredito que você não lembra de mim! Eles devem ter feito algo com você", disse a asiática.

"Não, calma. Eu sei que seu rosto me é familiar de algum lugar, e sinceramente eu não lembro. Mas talvez eu esteja confundindo você. Preciso voltar, tenho uma missão", e Nezha se virou.

Nessa hora a mulher agarrou o braço dele. Nezha ficou parado.

"Lucca, meu amor. Eu te esperei por tantos anos. Como você ainda tem a capacidade de virar e sair andando".

Nezha parou naquele momento. Que nome era aquele? Sem dúvida ela estava confundindo. Mas aquela voz, e ela chamando-o daquele jeito parecia algo muito, muito familiar, como se eles se conhecessem e tivessem vivido algo. Era algo extremamente familiar aquela mulher, falando aquele nome, mas ele não se lembrava. De nada. Ele não sabia o que fazer. Estava paralisado.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Roughs - Chibi #1

Rascunhos que fiz de meninas em formato de mangá como se fossem criancinhas, caricatas, com cabeção e tudo. São desenhos de personagens infantis, algumas inclusive são caricaturas de amigas de verdade que curtem mangá e coisas do gênero! ;)

"Chibi" é em japonês "baixinho". É issaê, já sei que quando a Xuxa lançar o DVD dela em terras nipônicas ele se chamará "Xuxa só para chibi"!









segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eu e Siddartha. - #1

No fundo, eu sempre lutei pela vida.

Meus pais dizem que tentaram várias vezes engravidar. Sim, porque o homem acaba engravidando junto com a mulher também. Eram um casal jovem, vivendo ainda na casa da minha avó. Mas estava demorando, e eles já estavam casados há dois anos.

Parece que eles receberam uma visita de uma pessoa, que vou chamar aqui de "oráculo", porque não posso dar muitos detalhes assim publicamente. Mas existiu. E essa mulher parecia não ter nada, sequer documentos. Diziam ser uma mulher negra, que a minha tia, irmã mais velha da minha mãe, tinha achado na rua. Ela viveu alguns meses na casa da minha avó.

Dizem que essa mulher ensinou a família da minha mãe o caminho de Deus. Isso em uma família de retirantes que tinham uma crença firme católica. Eu estava na barriga da minha mãe, que fumava muito. Ela vivia alertando minha mãe para que parasse de fumar, e de fato, ainda na barriga da minha mãe tive que lutar pela vida, pois acredito que depois de tanto tabaco, a bolsa acabou estourando com todo o líquido amniótico, me deixando lá no útero, seco, e mais morto do que vivo.

Minha mãe tinha um enxoval imenso pra mim. Ela prometeu que, se eu nascesse vivo, ela doaria todo aquele enxoval pra alguém necessitado. Dizem que era um enxoval bem bonito. Fui pro hospital, com 24 horas praticamente seco e depois de uma cesariana eu nasci. Minha mãe sofria, chorava, se sentia sozinha naquele hospital com tanta gente desconhecida. Temeu sua morte mas acima de tudo a minha. Mas ainda assim nasci, um bebêzão grande e saudável.

Minha avó diz que quando eu nasci aconteceram vários milagres. Ela parou de fumar e se batizou dias depois, levando toda minha família materna junto. Penso que isso foi necessário para ter raízes espirituais mais fortes, mesmo que eu tenha virado budista.

Pouco depois que nasci, essa mulher oráculo disse que precisava ir pra rodoviária para ir embora. E deixou com minha avó muitas previsões do que aconteceria nos anos seguintes. Parece que havia uma previsão de algo, pelas palavras da minha avó, "grandes" para mim. Que eu não seria apenas o primeiro neto, mas que havia uma grande missão pra mim que até hoje eu não sei - minha avó diz que esses segredos que Deus provém, não se pode contar, senão Satanás distorce.

Só sei que minha avó ainda hoje quando me olha dá uma risadinha, como se soubesse de algo que eu não sei. =)

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Uma vez meditando esse ano fiquei pensando. A rainha Maya, mãe do Buda Shakyamuni, sofreu muito para fazer seu filho nascer. E dias depois, ela não aguentou e faleceu, deixando pra sua tia, Pajapati, criá-lo. Mas eu acho que o pequeno Siddartha deve em muitos momentos ter sentido a falta da sua mãe. Sinceramente, acho que ele pensou isso quando sentou embaixo da árvore Bodhi para meditar para alcançar a iluminação, algo como "E minha pobre mãe, que mal a conheci, que me trouxe ao mundo com todo o carinho e me deixou aqui? Tenho saudades, sinto falta do carinho dela".

Dizem que os budas passam por sofrimentos para que nós não passemos por eles. Eles fazem isso pela mais pura e simples compaixão. Perder a mãe ou perder o filho é algo muito triste, só quem passou isso sabe. Por isso hoje em dia, volta e meia penso no quanto o pobre Siddartha deve ter sofrido.

Nessas horas olho pra minha mãe e agradeço do fundo do coração por ela estar comigo viva e boa até hoje.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Saint Seiya e budismo.

SPOILERS ABAIXO!
Se você não viu ainda a Saga de Hades, não leia! 
Depois não diga que eu não avisei!

Eu estava mandando pra uma amiga os episódios de Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco) e lembrei disso aqui:


Na época que eu assisti a Saga de Hades eu já era simpatizante do budismo. Mas hoje, eu sou budista. E posso dizer baseado no pouco do que eu sei quais os elementos que o Kurumada (autor da série) usou para fazer esse capítulo da morte do Shaka de Virgem.

Pra quem não se lembra, o Shaka é dito no anime como a reencarnação de Buda, o homem mais próximo de deus. Porém, mesmo isso que parece óbvio dentro da crença budista (que nós renascemos), é algo meio controverso dentro do budismo. Isso tudo por um fator simples: Se você alcança a budeidade, você sai do ciclo de transmigração (o Samsara), já que você não tem que voltar na terra pra arrumar seus karmas, você vira uma presença eterna. É assim com o Buda histórico, e com os que alcançaram o nirvana antes e depois.

Elementos budistas


Uma parte que eu acho muito legal é quando o Shaka decide que vai morrer, e leva o trio de "traidores" para o Jardim das Salas (nome científico da Shorea robusta) Gêmeas. Em algumas tradições budistas é dita que o Buda nasceu e morreu nessa árvore. Não confundir com a árvore bodhi (Ficus Religiosa), que é onde ele alcançou a iluminação.

Saga se surpreende em ver que o Shaka tinha um jardim tão grande, e eles começam o quebra-pau. Shaka vê que o jeito é lutar sério, e aí ele abre os olhos pra aplicar o temível Tenbu Horin (天舞宝輪), sua técnica mais forte.

O golpe consiste em eliminar os cinco sentidos do condenado, deixando ele num estado vegetativo. Os sentidos no budismo tem um outro sentido, talvez pelo desuso que se teve dessa palavra, perdeu significados. Um significado é consciência. Exemplo: visão, seria consiciência da vista. E por aí vai.

Por isso que no budismo existem o sexto (intuição), o sétimo é a consciência mana, e no anime é o cosmo. A consciência mana é difícil de botar em palavra, mas se refere ao ego, a capacidade de pensar para si mesmo. Dizem que é muito ligado ao instinto de sobrevivência do ser humano, quando ele põe suas vontades acima da do próximo. Talvez seja por isso que eles falam tanto em "queimar o cosmo" no anime, que é basicamente você ter mais força interna para derrotar o seu adversário. Queimar o sétimo sentido!

Vou falar mais pra frente do oitavo sentido. Mas antes, queria dizer que o Tenbu Horin ás vezes parece uma punição forte pra pessoa para que ela desencarne e encontre a compaixão dos Budas. Claro que pro Shaka, sendo a reencarnação de Buda, isso é um bocado radical. Pois o próprio Buda ensinou para nós alcançarmos esse estado de plenitude em vida - e não quando passássemos dessa para uma melhor. E com todos nossos sentidos funcionando, de preferência, não como um morto vivo sem visão, olfato, tato, audição, etc.


O tio Kurumada (autor) pesquisou bem! 108 contas do rosário, corresponde ao 108 pecados no budismo, e também os 108 espectros de Hades. Uma pena que o rosário some depois da morte do Shaka, e só voltando a dar as caras quando o Ikki vai saltar pro Elíseos, quando ele mata os últimos espectros que faltavam. Mas é um elemento bem pesquisado. Ponto pro Kurumada.


A mandala! Quando Shaka sempre vai dar o Tenbu Horin aparece esse treco como fundo. Acho que o Kurumada se inspirou nas mandalas esotéricas do Mundo da Matriz e do Mundo do Diamante. Mas porque aparece? O que ela significa?

O treinamento esotérico é fechadíssimo, e pouquíssimas coisas nós sabemos. A mandala é um elemento do budismo esotérico, que é muito popular no Japão. Não sabemos o significado, exceto se um de nós fôssemos lá no pro Monte Kouya, ou o Daigoji e nos ordenássemos monges e mesmo assim teríamos que ficar de bico fechado. Mesmo assim, não teria como passar pros outros, exceto quem se ordenasse também e fizesse o mesmo voto de proteger os segredos.

Dizem que a pessoa que entra num treinamento esotérico tem que, com os olhos vendados, lançar uma flor de lótus sobre uma mandala dessas grandona no chão, e onde a flor caísse, de lá iniciasse o seu treinamento. A ideia deve ser tornar-se uno com todos os guardiões do dharma, bodhisattvas, vidyarajas presentes na mandala. E como vocês podem ver, não são poucos:


Como as pessoas usam o termo de "mundo do diamante" e "mundo do útero", as pessoas pensam que se trata de um mundo físico mesmo. Eu tenho algumas teorias sobre isso, mas se eu ficar deduzindo aqui, vai acabar confundindo a cabeça de vocês.

A passagem do Shaka
Dizem que quando o Buda faleceu, o mundo inteiro apareceu para encontrá-lo. Desde demônios, as montanhas, os seres celestiais e claro, seus aprendizes, todos estavam engolidos por uma tremenda tristeza. E, embora até esse momento, Seiya e os outros defecassem e andassem pelo Shaka, todos começam um chororô imenso, liderados pelo Mu de Áries.


Ninguém chorou pelo Aldebaran, que morreu episódios atrás. EU CHOREI PORQUE ELE É O ÚNICO CAVALEIRO BRASILEIRO!! Mas agora que o Brasil é um país desenvolvido, queria só ver! Todo mundo babando ovo e vindo pedir dinheiro pra gente.

Logo após isso começa um flashback, do Baby Shaka sentado meditando, e um Buda imenso em pé tendo altos papos com ele. Nele, o Shaka diz que viu vários corpos no Ganges, e que não entende como num país tão pobre as pessoas possam ser felizes mesmo com tantas dificuldades.


Segue o diálogo:

Parece que só nascemos para sofrer e nos lamentar. As pessoas vivem no meio de desgraças.

Shaka, isso te deixa triste? 

É claro, quem quer uma vida apenas de tristezas?

Você está enganado. Onde há tristeza há alegria. E o contrário também é verdade. Lindas flores nascem, mas eventualmente morrem. Tudo nesse mundo está eme eterna mudança, sempre em movimento, nunca é igual, tudo muda, e a vida do homem também é assim.

Mas se o nosso fim, a mote é inevitável, então talvez é a tristeza que reina nas nossas vidas. Mesmo quando superamos os sofrimentos, mesmo que busquemos o amor e a felicidade, no fim é a morte que transforma tudo em nada. Não entendo, porque os homens nascem nesse mundo, se é impossível desafiar algo tão completo e eterno quanto a morte.

Shaka, parece que você esqueceu. A morte é...

[ATHENA EXCLAMATION!!!]

...A morte não é o fim de tudo. A morte não é nada mais do que outra transformação.

Falar da morte do Buda é muito complexo. Existem duas escrituras canônicas sobre a morte do Buda, uma do budismo Theravada, o Sutra Mahaparinibbana, e o do budismo Mahayana, o Sutra Mahaparinirvana, ou simplesmente Sutra do Nirvana.

Existem diferenças sutis entre ambos. Se eu for falar aqui, vou ficar duas horas. Mas em uma coisa os dois são iguais: são IMENSOS e muito DENSOS. Mesmo quem se ordena monge dificilmente os estuda com afinco. A compilação Mahayana são de mais de trinta volumes de pergaminhos. Nem mesmo quando o Buda alcançou o Nirvana aos 30 ele tinha passado tantos ensinamentos.

E o Buda fala de diversos, diversos, diversos assuntos. Claro que é impossível pra uma pessoa falar tudo aquilo prestes a morrer, provavelmente foi compilado junto com ensinamentos que ele deu durante os cinquenta anos que ele pregou lá nas quebradas da Índia.

O Kurumada provavelmente pegou os trechos finais do Sutra do Nirvana pra falar sobre. Especialmente sobre seu discurso sobre a impermanência. O Buda no final da vida fala sobre essa ânsia que as pessoas têm de que a vida nossa não tenha desgraças, que acabamos nos estressando com um copo fora de lugar, ou algo bobo e criamos redemoinhos em copo d'água.

O sofrimento é essa vontade de que nada mude. Se nós entendermos que tudo a nossa volta está em transformação, e ao invés de tentarmos manter as coisas como eram antes e encararmos de frente e nós mesmos nos recriarmos a cada momento que seria o ideal. Você é o único responsável pela sua paz de espírito. Você não pode espantar as nuvens quando começa a chover, mas pode abrir um guarda-chuva e se adaptar à situação. E era isso que o baby Shaka não entendia. A vida é transformação, todo mundo está sujeito à morte. É tudo um ciclo, você morre e eventualmente volta daqui a pouco, tudo é transitório.

Tem a parte que ele conclui tudo, a partir dos 4m37s do próximo episódio:



Shaka, shaka!

Não se esqueça, a morte não é fim de tudo. Todos aqueles que nasceram nessa terra mas que depois foram chamados de homens santos conseguiram superar a morte.

Shaka, você se iluminar com essa verdade certamente você em sua agonia mortal se transformará num homem mais próximo de ser um deus.

Ah-há! Mais uma falta de pesquisa do Mr Kurumada. Mas não vou criticar ele, porque provavelmente ele não deve ter pesquisado tanto. Se estamos falando da morte do Shaka, nada melhor que usar ensinamentos do momento que o Buda morreu, não?

É verdade que os ensinamentos budistas, especialmente os Mahayanas, tratam muito de que a iluminação só é alcançada depois da morte. Mas no Sutra do Nirvana, o Buda diz que também é possível alcançar um estado de iluminação em vida. E não apenas isso, como dizem alguns pesquisadores e teólogos budistas que eu já li, um fator que difere muito é o conceito de "eu verdadeiro", sem se relacionar ao "ego" que todos nós temos. Mas isso é muito elaborado pra explicar (e nem eu entendi esse parágrafo que escrevi agora).


E aí aparece o Shaka assombração aparece pela última vez, para mandar um último salve pra galera:

As flores brotam e morrem.

As estrelas brilham, mas um dia se apagarão. Tudo morre.

A terra, o sol, a via láctea e ate mesmo todo esse universo, não é exceção.

Comparado a isso, a vida do homem é tão breve quanto o piscar dos olhos. 

Nesse curto instante homens nascem, riem, choram, lutam, sofrem, festejam, lamentam, odeiam pessoas e amam outras, tudo é transitório.

E em seguida, todos caem num sono eterno chamado morte. 

Muito bom! Ponto pro Kurumada.

Parece que ele copiou quase as falas do próprio Buda Shakyamuni. As pausas todas é pra mostrar e destacar a conclusão de tudo: é tudo transitório. Eu não acho que devo explicar muito, as falas dizem por si só. E, de bônus, ele manda um recadinho pra peituda Saori Kido, a deusa Athena:


No seriado existe o Arayashiki. E no budismo também. Mas aqui a confusão é tão grande que... tem que desenhar pra explicar mesmo. Mas acho que o Kurumada tinha uma ideia legal, só se expressou meio literal demais.

Qual é a dessa de Arayashiki?
No anime, o Arayashiki é o oitavo sentido. Foi esse recado que o Shaka mandou pra Athena escrito em pétalas de cerejeiras transgênicas (se a pétala é desse tamanho, a cereja deve ser do tamanho de uma maçã!).

Quando os cavaleiros têm que passar pro inferno, eles precisam chegar lá vivos, caso contrário Hades terá controle do espírito deles. Por isso, Shaka diz que para chegar no inferno vivo, somente é possível num estado na tênue linha entre a vida e a morte, e aí você queima seu cosmo e passa pro lado de lá... Vivo.

É óbvio que o oitavo sentido no budismo não tem nada a ver com essa divagação do Shaka. Já que o sétimo sentido no budismo é essa auto-compreensão, o oitavo é uma consciência reflexiva. Mas se parar pra pensar, faz algum sentido, subjetivamente. Veja esse vídeo em mais ou menos iniciando dos 7m10s:



Eu vou dar um exemplo dentro da obra genial de Ariano Suassuna, e assim mostrar como as religiões são parecidas! Especialmente cristianismo e budismo.

Segue a fala da Virgem Maria (Fernanda Montenegro):

Na oração da Ave Maria, os homens pedem para que eu rogue por eles na hora da morte. Eu rogo. E olho para eles nessa hora. E vejo que muitas vezes é na hora de morrer que eles finalmente encontram o que procuravam a vida toda.

(eu sempre choro nessa parte! Hehe)

E no filme mostra, foi justo na hora da morte que a Dora, por exemplo, vê que ela amava o marido, o padeiro corno, no final das contas. Só que não é apenas na hora da morte no budismo que a gente pode alcançar essa oitava consciência. O treinamento budista de refere a nós alcançarmos esse estado ainda quando estamos aqui, vivos.

Esse insight que é o arayashiki. É como se fosse uma super empatia, que tem junto com um entendimento pleno das coisas ao nosso redor, como se déssemos um valor para as coisas pequenas que vai muito além de compartilhar imagens de frases inúteis no Facebook.

O problema é que muitas vezes é justo quando estamos mais perto da morte que a gente fica com esse pensamento. Dificilmente pessoas conseguem viver com isso momentos antes de vestirmos o paletó de madeira. Entender que estamos bem, e estamos felizes hoje, que temos gratidão imensa pelo hoje, pelo agora, pelo que temos, pela pessoas que ajudamos, enfim. Esse valor às coisas boas e pequenas da vida. E isso faz parte do oitavo sentido. ;)

Deu pra sacar mais ou menos? =P

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Preparem os babadores, marmanjos!

Como eu adoro concursos de misses! Eu demorei pra postar, é verdade, mas é porque esse ano achei muito próximo o Miss Brasil com o Miss Universo. Antes tarde do que nunca!

Uma coisa que eu gosto muito é o desfile de trajes típicos. Pra mim só perde pro biquíni! É muito interessante ver como as meninas (e seus estilistas, principalmente) conseguem sintetizar uma nação, cultura inteira em apenas um vestido. É algo demais!

Vamos aos comentários das que eu mais gostei.


Não é porque eu sou brasileiro, mas uma das mais bonitas era a Jakelyne Oliveira. Digo isso por dois motivos. Primeiro o corpo dela. Sem dúvida foi uma das melhores no desfile de biquini. Corpo torneado, delicado, belos seios, bumbum na medida e esguia. A cor morena era um plus muito eficiente. Segundo: ela não é mineira. Sim, só o fato de ser a mais bonita do Brasil e não é nem mineira e nem gaúcha é um fato mais do que merecedor do quão única e brasileira ela era. Nota mil!


Eu acho que num concurso de misses é difícil ousar. Gabriela Kratochvílová fez isso com estilo. Eu adoro mulher de cabelo curto, e quando fica bem no rosto, eu me apaixono de primeira. Meu pai diz que se apaixonou pela minha mãe pelo cabelão grande que ela tinha, mas tenho que admitir que um cabelo curto bem feito deixa muito feminina, até outra pessoa! A tcheca aí mandou muito bem, me ganhou fácil.


Todo mundo sabe que eu adoro uma asiática! E no Miss Universo temos Tailândia, Japão, China, Malásia, Cingapura... Tantas escolhas difíceis! E cada uma era bonita do seu jeito. Mas a que eu dou uma estrela é a koreana Yumi Kim. Por muitos motivos! Primeiro, o corpo dela. Uma asiática com curvas e cinturinha de dar inveja em muita ocidental. Achei o rosto de sorrisos perfeitos, sensual sem ser vulgar. Eu faria muitos koreanozinhos com ela sem dúvida! E esse traje típico, desculpem os outros países asiáticos, mas o hanbok dela quebra qualquer quimono por aí.


Normalmente ao pensarmos em russas imaginaríamos louras. A anfitriã desse ano, Elmira Abdrazakova, com esses olhos e esse cabelo é difícil não adentrar nessa piscina límpida de beleza. Pena que não foi muito longe na competição, acho que esperavam uma loiraça, mas com essa beleza toda, fala sério! Precisa de água oxigenada?


Falando em loira, tinha que escolher uma loira favorita! A belga Noémie Happart! Normalmente loiras tem cara de pornstars (especialmente se for americana, desculpaê!), mas essa aí tem cara de rainha. Que olhos são esses, deus? Tem mulher que fica feia séria, e tem mulher que fica feia sorrindo. Quem tem Facebook sabe, tem mulher que não sabe fazer outra cara a não ser mostrando os dentes, ficando mumificadas lá com um sorriso falso bêbada em balada. Mas a Noémie é linda séria e tem um sorriso na medida certa. Um dos mais bonitos da competição!


A peruana Cindy Mejia tem uma beleza comum de latina. Eu gostei muito! Ela parece muito a brasileira, e acho que essa beleza vai rivalizar muito com a beleza latina já estabelecida. Parece muito brasileira, ia fazer sucesso lá nas Europa!


Das árabes a que eu mais gostei foi a libanesa Karen Ghrawi. Cabelão preto, olhos grandes e marcantes, nariz fino e rosto triangular. Lindíssima! Ela tem um olhar muito penetrante, mesmo que o resto não chame tanto a atenção.



POLAND STRONG!! Paulina Krupinska é a beleza de adulta com um toque de criança levada. Eu gosto muito das polonesas! Difícil de ver um país que só tem gelo formar tanta mulher bonita e com os mais variados biotipos. Jeito de cowboy num corpo de mulher!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Doppelgänger - #7 - Алексей Санкт-Клэр.

O túnel caía dentro de um depósito dentro do presídio. Munido de alguns equipamentos, Nezha entrou. No mapa eletrônico que ele tinha, ele deveria passar por dois grandes corredores. Naquele momento ele estava num pequeno depósito de materiais de limpeza. O cheiro era bom, mas ficar parado ali ia valer nada.

"Não se esqueça que você não deve de maneira alguma ser visto. Vou averiguar quem são as pessoas que entraram. Encontre o nosso contato imediatamente!", disse Rockefeller via rádio.

Nezha foi abrindo a porta lentamente. O clima dentro de um presídio de segurança máxima não é o dos melhores. Além do fato de ter os mais perigosos presidiários do país lá, ainda é um lugar extremamente seguro, muito bem policiado e com diversas câmeras de vigilância. Mas Nezha estava lá para uma missão, e devia completá-la. Ao terminar de abrir ele passou pela porta, viu que estava justamente embaixo de uma das muitas câmeras de vigilância.

Mas ela, estranhamente, não estava funcionando.

Não havia ninguém. E as câmeras pareciam desligadas.

De início Nezha se assustou. Mas continuou prosseguindo no corredor, virando à esquerda e encontrando uma grande porta. No topo via-se escrito "REFTER" em letras garrafais. Abriu a porta sorrateiramente e se deparou com um refeitório completamente vazio.

Foi andando lentamente e pegou sua pistola com silenciador. Apenas por via das dúvidas. Foi ao passar do lado de uma mesa que viu algo que o aterrorizou.

Um homem alto e forte agachado de costas. Ele parecia fazer algo no chão, pois um líquido vermelho estava emergindo dali. Ele parecia sussurrar uma música em francês...

"Quelques fois je dis des mots bizarres
Quelques fois je parle trop
Et tu me regardes et mon coeur tombe à l'eau

Quelques fois je ris à contretemps
Tu n'y comprends rien du tout
Et tu me regardes étonné tout à coup"

Ao se aproximar Nezha foi tomado por um enjoo. O homem estava com uma faca, desfigurando o rosto de um dos guardas da prisão, cantando baixinho essa música romântica.

Seu estômago embrulhou ao ver a cena. Mesmo sendo um agente de alta patente, não pode suportar ver aquela cena. O homem que estripava a pessoa ouviu o barulho dos passos de Nezha recuando, e virou a cabeça.

Ele vestia uma imensa máscara de palhaço sorridente. Continha algumas gotas de sangue espirrado. Portava uma faca de cozinha. Somente algo poderia ser concluído vendo aquela cena: aquele cara era um grande lunático.

Do nada uma granada de fumaça apareceu no local, explodindo. O gigante com a máscara entrou na fumaça, mas saiu do outro lado sem encontrar ninguém, e ficou confuso.

Já saindo do refeitório, Nezha estava sendo puxado por um homem grande, cabelos pretos grisalhos, barba por fazer, olhos pretos e pele branca levemente bronzeada. Devia ter pouco menos de um metro e noventa, e vestia o traje policial igual aos outros guardas.

"Você está bem, garoto?", perguntou o homem.

Nezha estava em choque. Só aquela visão de ver todos os orifícios, o crânio coberto de sangue, os olhos soltando a gosma branca e toda a carne mostrada já era algo horrível por si mesmo. O homem continuava a balançá-lo, tentando fazê-lo voltar a si. Depois de um tempo Nezha enfim voltou, e olhou atentamente para o homem na sua frente.

"Meu nome é Al... Alexei. Alexei Sankt-Kler. Pode me chamar só de Alexei. Sou o seu contato aqui, sou um agente duplo disfarçado", respondeu.

"O que... O que diabos era aquilo?", questionou Nezha, atônico, tremendo.

"Aquilo é algo além da sua imaginação. É um dos noBODIES, um grupo de malucos liderados por Ar que fazem uma baguncinha por aí. Mas fique tranquilo, aqui estamos salvos. Aquele cara é retardado igual uma porta".

"Você disse, 'nobody'? 'Ninguém'? Ora, e você, quem é?"

"Acredite garoto, aquilo é apenas o começo. Vi um veículo estranho entrando no presídio há alguns minutos. Acho que eles já adentraram e fixaram sua base aqui".

Nezha ficou em pânico. Parecia muita coincidência. Justo quando ele entrara pra resgatar uma detenta apareceu isso. Um grupo de lunáticos sem líder invadindo o local.

"Tome. Esse cartão de segurança vai te dar acesso ao subsolo um. Me encontre lá em...", Alexei gemeu de dor. Uma dor imensa nas costas o pegou de surpresa.

"Alexei... Você está bem?".

"Ah... Que merda. Odeio essa velhice. Mas vá na frente, garoto. Estarei em contato com você pelo rádio. Nos vemos lá na frente".

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

The Thieves

Quando desembarquei em Londres no ano passado, duas coisas me chamaram a atenção. Primeiro era que em todo lugar e a todo momento tocava Little Mix. Poxa, não vou mentir, eu baixei o CD delas quando pisei no Brasil, virei fã das vencedoras do The X-Factor bretão.

A segunda coisa que eu mais via era propagandas no tube sobre o The London Korean Film Festival. Eu gosto de cinema asiático, embora não seja sempre que eu veja. Já fui em muitas mostras no Centro Cultural Vergueiro, mas em Londres eu perdi, por um simples motivo: esqueci completamente de ir. E tinha sessões até no Odeon, eu acho, ai na Trafalgar Square.

Um dos filmes que eles mais faziam propaganda se chamava The Thieves, com um poster que me chamou muito a atenção por causa dessa koreana bonitinha de azul e pernas de fora da arte dele que parecia muito bem feita.


Koreanos e seu plano de dominação mundial! Eu baixei o filme e coloquei no meu celular, e assisti nesse fim de semana no ônibus.

Nossa. Uma coisa que eu fico abismado é como o mundo é grande. E como aqueles países asiáticos ainda parecem viver num mundo maior ainda do que a gente imagina. Acho que é muito esse estigma de nós ocidentais acharmos que todos eles são iguais, mas é em filmes desses que a gente vê a imensa diferença cultural. Por isso que é divertido adicionar no Facebook pessoas de Taiwan, Koreia, Japão... Enquanto a gente tá aqui filando a boia, eles estão aprontando mil e uma confusões na Sessão da Tarde.

O filme embora seja koreano, tem muitas línguas no meio. Japonês, Chinês e inglês são as coadjuvantes. E as atuações são sensacionais. De que água bebe esse povo, Deus? Acho que a gente se acostuma muito com as atuações de filmes ocidentais, com muitos closes de rosto, muitas feições baseadas em nuances, e quando a vê atores mais expressivos (mas que não ficam ridículos) a gente para pra pensar se nós ocidentais deixamos de atuar bem.

Óbvio, o filme é um blockbuster koreano. Parece que vendeu muito bem lá. Mas todo mundo sabe que não é apenas isso que vende um filme. Roteiro é sempre bem vindo, por isso depois que terminei de assistir não pude deixar de comparar com o mais óbvio: 11 homens e um segredo. Só que com mulheres muito mais participativas.

Tem algumas cenas de ação, mas isso não me atrai mais, ehehe. Foram bem feitas, mas é difícil ver um filme que não faça uma cena de ação boa, por isso eu prefiro julgar outras coisas. Eu gostei muito da fotografia. Os cenários vão desde bunkers dos ladrões, até os mais luxuosos resorts.

Agora vamos pras atuações!


Gostei muito da Kim Hse-soo (Pepsee), e... Não, ela não é a de camisa azul e belas pernas magrelas. A Pepsee (acima), aliás, é bem zuada no filme por ser a ladra "meio velha", e vendo os dados dela, a atriz já é um pouco velha (40 anos), mas ainda assim, eu comia fácil. Eu daria um Oscar pra ela na cena que o furgão que ela está algemada cai na água. Essas cenas mais assim mesmo com toda a segurança tem que ter bala na agulha pra fazer, e eu admiro muito!


E como atuação masculina, eu gostei muito do protagonista, o Kim Yoon-seok que faz o Macao Park. Os homens em si não achei que tiveram uma atuação muito extraordinária, as atrizes roubam muito a cena, exceto o Macao Park. Ele só demora pra aparecer no filme, entre mais ou menos no segundo quarto do filme. Faz o tipo chefão do crime, mas é caído de amores pela Pepsee (acima), e fica nesse dilema o filme inteiro, que dá até um ar de "meigo" pra ele, ao contrário dos outros que são ladrões anti-éticos e blábláblá. Personagem mais "humano" e interessante.


Outra atuação que chamou a atenção foi a da mestiça Angelica Lee (Julie). E ela fala tipo... Umas três línguas. Koreano, Chinês e inglês. Ela no filme é uma policial que trabalha como ladra de jóias pra descolar uma grana extra (NÃO TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM, GENTE!). O legal da atuação dela é ficar mudando entre o aspecto ladra e policial. Vale a pena reparar nela! É impressão ou ela é a cara da Audrey Tatou?

E por fim, e a dona das pernas torneadas à moda koreana?

É a Jeon Ji-hyeon (Yenicall). Ela faz uma atuação mediana, mas as acrobacias que ela faz são dignas de nota dez... Se fossem feitas por ela mesma. Com certeza era uma dublê! Mas as caretas dela no filme são as melhores.

Foto dela? Bem... Pesquisando o nome dela (전지현) só achei fotos quentes dela. E como esse é um blog de família, eu vou postar as fotos das belas pernas magrelas dela mais comportada que achei:


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Only in New York

Fazia tempo que não ia no cinema!

Resolvi me arriscar na 37ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo. Vi a programação e tinha um filme rolando no Cine Livraria Cultura que parecia muito interessante só pela sinopse. Chamava-se Apenas em Nova Iorque.

(Sim, foi o único que eu vi. Na outra semana estava com muita coisa pra fazer, e na passada, tive uma diarréia que me derrubou...)

"Um jovem palestino aceita se casar com uma judia para que ela consiga o Green Card". Só isso pra mim seria roteiro de um drama. Ledo engano! É difícil ver um filme que eu tenha dado tanta risada como esse! É comédia pura!

Até o segundo terço do filme, o filme gira em torno desse dilema do século XX pra muito homem: nossos pênis que choram por sexo (essa fala é do filme!). Acontece que o Arafat (Ghazi Albuliwi) é um jovem palestino nerd, morador da Grande Maçã e cuja única diversão é a velha masturbação. Até tenta umas prostitutas, mas ele sempre ejacula antes, o que torna seu drama ainda mais cômico aos olhos de fora.

Aí que você adiciona algo naquela sinopse que eu coloquei em cima que faz todo o sentido: "Um jovem palestino aceita se casar com uma judia, para fazer sexo com ela, para que ela consiga o Green Card". Pois sim, santos roteiristas, a opção que dão para ele fazer sexo é com um casamento de fachada com uma judia pra que ele possa enfim tirar o atraso. Só eu que achei isso muito forçado por mais que o cara esteja na seca?

O filme é cheio de brincadeiras em cima do tradicionalismo judeu e árabe! Por exemplo, Arafat faz de tudo pra satisfazer a Miki (Einat Tubi), sua esposa judia, até mesmo comprando comida kasher, cumprimentando ela com Shalom pra cá, Shalom pra lá, e até vai fantasiado de rabino pra uma festa á fantasia. Eu quando via isso pensava "Nossa, só em filme isso!".

Tinha algumas cenas que ele inclusive falava algumas brincadeiras que nos faziam pensar. "Pessoas me olham na rua pensam que sou um homem-bomba!". Algo assim. Dá risada quando você vê, depois você pensa.

Roteiro nota dez! Fotografia mais ou menos (não dá pra inovar muito em comédia romântica).

Comédia romântica? Detesto e tenho muito preconceito. Sou contra isso, porque isso é lavagem cerebral pras mulheres, devia vir com uma cartilha cada filme dizendo que aquilo é F-I-C-Ç-Ã-O. Tô cansado de mulher achando que vai cruzar com o Ewan McGregor na rua. Ele entrou pro grupo de (agora três) filmes de comédia romântica que eu aprovo: PS: Eu te amo, Doce Novembro e agora, Somente em Nova Iorque.

Bom, agora os spoilers!
Spoilers! 
Não leia se não quiser saber do final!

Puuuuxa, não queria que eles terminassem juntos, hehe. Mas acho que o diretor queria fazer isso por dois motivos: primeiro pela aceitação do público em geral. Ficar juntos e final felizes sempre vendem muito mais (exceto Titanic).

Segundo, porque isso mostra que pessoas podem deixar diferenças de lado para viverem felizes.

Arafat consegue seu sexo fácil. Ele demora pra conseguir levar a Miki pra cama, mas consegue. Ela no fundo se apaixona, e o romance que ela já tinha (sempre tem um ex-namorado pra atrapalhar!) ela deixa de lado pra ficar com o árabe narigudo.

Bonitinho até! =)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A diarréia.

Sim. Começou na terça como um pequeno mal-estar, e na noite da própria terça caí em febre. Na quarta estava indo ao médico, que depois de um soro com pouco de buscopan e plazil, já estava pegando o busão de volta pra casa.

Na quinta eu estava até bem. Mas na sexta atacou.

Minha mãe acho que pegou uns traumas. Ela mesmo dizia sempre que se eu vou no médico é porque eu estou realmente muito mal. Acho que vocês se lembram das pedras no rim que eu sobrevivi no começo do ano. Acho que a pobre da minha mãe pensou "Putz, se ele está indo no médico pela segunda vez na semana só deve ser coisa grave, só deve ser uma apendicite!".

Bom, eu já tive várias crises de cólicas intestinais. As piores que tive foram em 2001, onde curiosamente médicos pensaram também que poderia ser apendicite, mas nem no estômago era - era na bexiga, de um péssimo hábito que eu tinha de segurar a urina! Hahaha.

Mas nada que um soro resolvesse.

Na sexta cheguei no hospital e deixei a carteirinha na bancada. Esperava meu nome quando comecei a suar frio.

Eu sou leonino! Minha vida parece uma filmagem de filme, onde eu sou o ator principal, hehe. Somos bem teatrais por natureza. E eu, naquela cena que lembrava quando Bond bebe o veneno e vai pro banheiro, só que tudo o que eu tinha era a recepção, o suor frio e uma bonita lixeirinha metálica.


Vomitei. Mas pra quem estava com diarréia há três dias, e mal tinha comido algo em três dias, vomitei nada, embora a ânsia me fizesse quase vomitar meu pulmão e meu estômago juntos!

Aí apareceu uma médica bonitona. Ela parecia um pouco a Vesper Lynd (Eva Green) só que mais loura. Ela era gatíssima, magrinha, olhos verdes. Se eu a tivesse encontrado numa outra oportunidade, exceto eu estando com uma lixeira e vomitando num hospital.

"Você está bem?", ela perguntou.

"Ah...", disse eu suspirando depois do vômito, "...Agora eu tô!".

Mentira. Estava nada bem.

Vomitei de novo depois!

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