quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Até mais, Madiba!

Eu lembro que em meados de julho disseram que o estado Mandela era grave. E semana passada ele faleceu.

É verdade que tivemos muitos grandes negros no século XX. Se por um lado tínhamos Martin Luther King Jr nos Estados Unidos que, embora tenha sido um país que boicotou o apartheid, tivesse uma política de racismo tão forte quanto, o mundo precisava de alguém que lutasse por isso no continente africano.


Uma coisa que achei engraçado quando visitei os Estados Unidos é que não existe mistura de etnias. Brancos casam com brancos e negros com negros. Não é como aqui no Brasil, onde é tudo bem misturado e isso é cultural nosso.

Vendo por um lado parece que tudo parecia destino mesmo. Se de um lado Mandela em algum momento provocou a revolta e até mesmo foi atrás de um preparo militar para depor o governo, foi justamente quando ele foi preso por mais de duas décadas que ele viu que o caminho era a não-violência. Ás vezes fico imaginando "e se ele não tivesse sido preso?". Muito provavelmente nem chegar aos noventa e cinco ele chegaria.

Claro que teve um lado político e econômico. O apartheid era lei de segregação. Países não compravam produtos da Africa do Sul, ou não participavam de competições esportivas contra a África do Sul. E isso resultou na pobreza, que afetou não apenas os negros, mas os brancos também. E quando pesou no bolso, os brancos tiveram que pensar duas vezes.

O racismo já é algo sem essa formalidade da lei: pela lei somos todos iguais, mas na prática não é bem assim que funciona, especialmente quando falamos de salários ou oportunidades. Racismo está presente em todos os lugares, e isso é bem triste, porque é tão duro e desumano quanto uma lei de apartheid.


Mas o apartheid caiu, a Africa do Sul elegeu democraticamente Mandela e agora caminha para aos poucos fazer justiça social. Óbvio que a molecada pobre de Soweto ainda está lá, na miséria. Mas o maior legado é esse: mesmo que seja apenas uma semente da união étnica, mas que ela cresça no futuro e se torne aquilo que o Mandela sempre quis: igualdade entre negros e brancos.

Que ambos tenham responsabilidade, que ambos tenham garra de correr atrás de um estudo, de uma oportunidade e de melhoria de vida.

E que cenas bonitas como essas de brancos e negros juntos continuem existindo não apenas na África do Sul, mas no mundo. Apesar de todas as dificuldades econômicas, ao ver cenas como as dessas fotos, justo no funeral do Mandela, a gente fica orgulhoso pela Africa do Sul, não é mesmo? =)

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