quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A importância da prática

Acredito que muitos curiosos acham que os conceitos budistas são fáceis. Pra muitas pessoas que eu explicava coisas como "As quatro nobres verdades" diziam: "Nossa, mas isso é bem simples e lógico. É facil fazer isso". Como diria Yusuke Urameshi: "Rapadura é doce, mas não é mole não!".

O estado de Nirvana não é algo carimbado nas pessoas. O Buda teve uma experiência, seus discípulos tiveram outra, eu estou tendo outra e você terá a sua particular também. Temos sim algumas diretrizes básicas de como chegar lá, mas o caminho somos apenas nós que percorremos.

Tudo isso porque muitas pessoas gostam muito de ler a teoria, mas menosprezam a prática. E budismo não tem nada a ver com esperar um milagre cair do céu, e sim arregaçar as mangas e você mesmo não apenas fazer seu destino, como desenvolver uma mente que lide com os problemas à sua volta.

Porém, para isso, cada coisa deve ser treinada por vez. Por isso a prática é tão importante. Quando pessoas me falam que praticam o suficiente, eu pergunto o que fazem, e falam apenas um ou dois atos por dia. Isso é um ótimo passo, mas de longe não é o suficiente. Tem que ser praticado diariamente, desde o primeiro bom dia, até o esforço que faz em não pisar no pé dos outros no busão de manhã, em sorrir pra moça que te atende no restaurante, em não pular no pescoço do seu chefe, etc.

Pessoas menosprezam a prática, ou são tão dominadas pelo ego que acham que a pouca prática que fazem é o suficiente. Repense isso e use todo o momento que tiver para agir com respeito, bondade e ética com os outros. Se cada um fizer sua parte, sem dúvidas o mundo vai melhorando de pouquinho em pouquinho. E mesmo que o mundo ao seu redor não aja te respondendo, não espere nada em troca. Tenha personalidade e entenda que atos bondosos falarão sempre mais alto que atos maléficos.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog