sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Karma

Gosto de caminhar pra pensar na vida. E esses dias lembrei de uma reportagem que vi há anos sobre o "Marlboro Man", e sua morte.

Ele, curiosamente morreu com uma doença pulmonar, e suas ultimas palavras foram sobre exatamente contra o cigarro - uma coisa que ele ajudou a vender muito, e virou um simbolo de masculinidade. Homens queriam ser o Marlboro Man, e mulheres queriam dar pro Marlboro Man.

Acho interessante pois isso é um exemplo de como conceitos budistas são bem fortes, independente da crença, local ou qualquer coisa. A lei da causa e efeito, a lei do karma.

Não quero criticá-lo, ele já teve uma morte sofrida o suficiente, e tudo o que posso fazer é oferecer preces sinceras pela sua alma. Apenas quero exemplificar como essa coisa de karma é forte, e que no fundo ele não é ruim, pois podemos purificá-lo quando temos esse insight, e salvar muitas vidas à nossa volta.

Hoje em dia tem muitas pessoas que acham que ser malvado é legal. Muito é pelo estereótipo de "anti-herói" que se espalhou por aí. A diferença é que as pessoas querem ser "malvadas" esperando que o mundo lhes dê de volta bondade, quando não é preciso ser um gênio da matemática pra entender que uma coisa jamais levará á outra.

Nessa hora que o conceito budista de "eu verdadeiro" deve ser explorado. Deixe que aquilo de melhor em você apareça. Não estou dizendo que pessoas extrovertidas sejam melhores que introvertidas, ambas tem qualidades. Assim como pessoas racionais também têm tantas qualidades quanto pessoas emotivas. Quando vejo pessoas que são "malvadas" por escolha, tudo o que vejo é superficialidade. Pessoas que se deixaram ser influenciadas, carecem de suas verdadeiras personalidades porque resolveram adotar a de outro (e ainda assim, um péssimo exemplo).

Karma também acredito que diga respeito sobre o que você atrai pra você mesmo. A partir do momento que você vai acumulando bom karma, por meio de atos bondosos, pessoas boas também são atraídas, e com elas, boas vibrações.

Veja o exemplo do próprio Marlboro Man. Depois de anos influenciando pessoas pra fumar, foi justamente no momento da sua morte que ele se ligou que aquilo era errado, e por meio das suas palavras não duvido que influenciou muita gente por aí a não colocar nem mesmo o primeiro cigarro na boca. Não penso nele como uma pessoa que influenciou pessoas pra um hábito ruim, e sim aquela pessoa iluminada que ele se tornou ao mostrar para pessoas os verdadeiros malefícios daquilo que era ruim. E assim, purificou seu karma e o de incontáveis outros através de gerações, não acha? Agora temos um motivo pra admirar esse rapaz, de uma maneira diferente, na minha opinião.

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