terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Como é um treinamento budista. #2

O segundo dia foi no sábado dia 25. Acordei às 6h e fui fazer abluções para purificação. O primeiro horário era ás 8h, mas novamente ninguém veio, todos disseram que viriam no horário da tarde, ás 15h. Fiz o treinamento sozinho às 8h e depois fui aprontar as coisas, comprando frios e pão para fazer lanches para oferecer aos convidados.

Como minha casa está em reforma, quem passou por reforme sabe: faz muita sujeira, em especial poeira. E com esse tempo quente, é impossível ficar em um local sem circulação de ar. E com o uso de ventiladores, joga muito pó.

Vieram três pessoas no segundo dia de abertura! Depois fiquei junto do Guilherme, meu amigo que veio no treinamento, jogando Kinect no Xbox 360. Naquele momento eu tive o que chamam de "momento de Buda".

Uma das orientações que recebemos era para fazer o Treinamento de Inverno como um Treinamento de Alegria. Em japonês, 寒修行 (Kanshugyo), onde 寒 significa "frio". Porém, dá pra se escrever esse mesmo Kan (寒) de Kanshugyo que significa "frio" como kan que significa alegria (歓).

E foi isso que senti naquele momento em que estava jogando videogame com meu amigo. Veio pra casa, participou do treinamento, e ficamos jogando Kinect Sports até tarde da noite, dando muita risada como há muito tempo não fazíamos. Foi ótimo (e eu no boxe sou imbatível, hahaha!!).

O domingo chegou e vieram dois amigos meus. Fizemos o Treinamento só que dessa vez eles trouxeram o lanche, um pão recheado e um delicioso bolo de caçarola. Depois disso fui pro templo correndo, pois tenho um amigo que veio do Paraná pra um curso e gostaria de conhecer o templo.

Lembro que, quando toquei a maçaneta da sala sair pensei: "Caramba, já passam das 17h. Até eu chegar no templo serão 19h, depois ainda tenho que apresentar o templo e depois mais duas horas pra chegar em casa. Mas algo dentro do meu coração dizia pra ignorar isso, fazer o esforço pelo próximo que os Budas cuidarão de mim enquanto cuido dos outros. E foi o que eu fiz.

Cheguei no metrô ás 19h e fiquei esperando-o, que ainda chegou bem atrasado. Descemos pro templo e ele conheceu, e gostou bastante, o que me deixou bem feliz! Na volta fui pegar ônibus no Jabaquara, que é meio zuado pela noite, e o motorista disse que existiam vândalos queimando ônibus da região ali do Capão Redondo, logo o ônibus só iria até aproximadamente dois pontos depois do que eu desço, pois depois dali seria perigoso, já que nem a polícia estava conseguindo acalmar os ânimos dos bandidos.

Embarquei entoando mantras e bastante grato pelo ônibus conseguir ir até além de casa. Cheguei em casa ás 22h e pouco. Tomei banho e fui dormir. Era o fim do período de abertura, e início do período do meio, de botar tudo o que foi aprendido em prática!

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