segunda-feira, 31 de março de 2014

Essa histeria coletiva com uma pesquisa sobre estupros.

(toda hora escrevo "estrupo" no lugar de "estupro". Se escapou alguma, já peço desculpas!)

Eu não sou de comentar essas coisas aqui, mas sempre quando se pensa além da coletividade é algo válido. Isso é um exercício que eu adoro fazer e incentivo muito as pessoas a fazerem o mesmo. Seria muito bom se as pessoas pensassem além do que se vê compartilhado em Facebook da vida.

A notícia da semana é a da pesquisa que informa de Para 65% das pessoas, mulher que se veste com roupa curta merece ser atacada. Vi um número imenso das mais distintas pessoas comentando diversas coisas sobre isso. Mas alguns tipos clássicos me chamaram muito a atenção. Esse post é meio alfinetada, mas por favor, não sejam Maria-vai-com-as-outras. Eu mesmo estou fazendo esse post uma semana depois da notícia ter sido veiculada, porque pensar também leva tempo. Vamos por partes.

Homens são todos frouxos
Vi muitos homens comentando que mulher que se veste mostrando "as coisas" merecia ser atacada mesmo. Justo eles, que o único "ataque" (if you know what I mean!) que dão em mulher são em sonhos eróticos e olhe lá.

Não sei se falam isso pra provocar as feminazis de plantão, ou pra mostrar que são machões, mas um recado eu posso dar com toda a certeza para todas as mulheres: eles só falam da boca pra fora. Teriam coragem nem de comer uma égua no pasto (diga-se de passagem, um costume recorrente no interior. Porém, o pênis humano nem faz cócegas na égua, que tem que aguentar a giromba gigantesca do cavalo).

Primeiro: Facebook não é lugar de protesto. Considerando que as pessoas no Facebook têm uma linha telefônica e um computador, eles estão numa faixa de renda/escolaridade bem superior ao do nosso imenso país. Vejo muitos caras que adoram posar de pegadores, mas não passam de nerds babões que no máximo pegaram umas duas minas na vida e se acham. Isso sim é mais de 85% dos caras, sem dúvidas. Tudo bando de frouxo mesmo, nem sabem chegar na mina, e se namoram hoje em dia é muito mais mérito da namorada que correu atrás do que eles mesmos. Logo, podem ter certeza que eles fariam absolutamente NADA. Só da boca pra fora.

Homem que é o sexo frágil. Quando a sociedade vai entender isso? Lemos artigos de caras que falam que sexo é muito bom, grande parte deles escritos por caras que mal comeram alguém, sendo lidos por caras que comem ninguém ou quase ninguém. Também não estou querendo aqui levantar a bandeira que eu sou comedor e sei mais sobre sexo do que o camarada ao lado, porque sinto muito, não como ninguém há anos, também me incluo no grupo dos caras frouxos, e tenho nenhum problema com isso! Não preciso ficar mentindo por aí, oras!

Ter consciência sexual não anda junto com fazer muito sexo. Mesmo eu sendo homem, eu me dou muito mais o respeito do que exijo das outras pessoas. Isso não tem a ver com religião, nem com dogmas morais e sim, aceitação. Se eu não aceitar minha situação, do que adianta? Vou mentir pra quê?

Mas o problema minha gente, não é homem ser ou não frouxo, mas será que a sociedade não está dando muita ênfase em algo que nem todo mundo experimentou na vida? Aí claro que esse homem-frouxo-padrão ao ver uma pesquisa dessa, óbvio que ele vai falar: "É claro que merece ser estuprada!", mas na hora de estuprar, ele vai pra casa abrir o Redtube pra descascar uma vendo a Bibi Jones, Jinx Maze ou a Sasha Grey.

Portanto: Se você, mulher, está aí tirando foto mostrando as pechugas no Facebook falando que não merece ser estuprada, sinto lhe dizer, mas o nerd babão vendo isso o máximo que vai fazer é descabelar o palhaço vendo sua foto. Tudo frouxo. Ponto.

A problemática do estupro é muito maior que rede social
Acho que até hoje as mulheres têm aquele medo e estigma de encontrar algo semelhante ao Maníaco do Parque. Lembram dele? Quem nasceu depois vou dar uma relembrada: Lá nos idos anos de 1998, um rapaz chamado Francisco de Assis Pereira estuprava e matava mulheres no Parque do Estado, aqui na Zona Sul de SP. Eu era moleque, mas eu via o medo que isso causou, passava no jornal direto, e as mulheres morriam de medo de andar na rua.

Não estou dizendo que isso não exista hoje em dia nas grandes cidades. Mas o problema do estupro não é sua roupa provocante deixar alguém excitado na rua, minha senhora! No máximo o cara vai soltar um "nossa, que gostosa!", mas dando um chega pra lá ele vai pastar, como todos os pedreiros da sua cidade. Como eu disse, é tudo frouxo e cagão, a única mulher que ele vê são as do Redtube.

Vi muitas dessas feminazis chavistas levantando a bandeira, mas são as mesmas hipócritas que quando chega o final de semana, enchem o rabo de vodka e vão aos mesmos locais onde aqueles que elas mais criticam (os homens, claro) vão pra dar uns pegas: nas "baladsssss".

Queria ver se uma dessas feminazis trocaria sua vodka no sábado pra ir ajudar numa ONG que cuida de crianças que foram estupradas pelo seu pai ou padrasto. Queria ver se elas se preocupam com a adolescente de 14 anos que mora no interior do Piauí onde mal tem energia elétrica e é estuprada pelo coronel da cidade. Queria ver se elas se preocupam com a jovem de 12 anos que vai estudar e sofre em passar pelo porteiro porque ele fica olhando pra ela sedento por sexo. Ou então a dona de casa que mora na periferia da cidade, depois de ficar o dia inteiro passando, lavando e cozinhando pros seus cinco filhos, ainda ter que aguentar o "marido" ignorante que chega em casa a noite com o cu cheio de cachaça e faz ela transar à força com ele, mesmo ela querendo só dormir um pouco antes de levantar às 5h pra preparar o café das crianças. São vítimas que vão muito além das redes sociais, e são silenciadas.

Preferem postar revoltas no Facebook achando que vão mudar o mundo discutindo com as pessoas nos comentários. Por favor, vão gastar seu tempo com coisas mais úteis, senhoritas. Infelizmente, infelizmente mesmo, estupros são causados por tios, primos, padrastos e até pais. O carinha na rua ao te abordar no máximo vai levar seu celular, ou dar um tiro em você (mas isso, tanto homens quanto mulheres estão sujeitos).

Histeria coletiva é sempre uma merda. Povo vai replicando, compartilhando algo que acham que entendem, quando não vê que o problema não são homens (e mulheres!) que ficam falando que quem andar de decote tá pedindo pra ser estuprada, porque eu sinto muito, eles no máximo vão tocar uma punheta no banheiro pensando "no que eles poderiam ter visto".

Roupa insinua coisa pra ambos os sexos. Existem sutiãs com enchimento, assim como eu também tenho umas calças jeans que quando coloco me deixam parecendo ter um membro de 25cm (enquanto outras que eu coloco, parece que nem pinto eu tenho, lol). Não adianta, homens olham e mulheres olham também! E isso gente, é natural! Parte do desejo humano - que como qualquer coisa, a gente controla! Seja batendo uma punheta, seja indo num puteiro, ou mesmo vendo pornografia. Agora, chegar às vias de fato sem a consciência de ambos, dificilmente acontece.

Como eu disse, se essas feminazis ao invés de ficar compartilhando dizendo que o Brasil é a nova Arábia, porque não vão dar uma ajuda em ONGs que dão apoio psicológico a crianças abusadas no fim de semana, ou pelo menos ajudar na questão da consciência sexual, ou quem sabe orientar melhor os jovens a usarem camisinha?

Compartilhar esse tipo de coisa, considerando o público que usa o Facebook, é tão útil quanto dar like em foto achando que cada like vai doar vinte centavos para aquela foto de uma criança com um tumor no hospital. É um esforço que não vale nem o clique.

Vocês que compartilham foto com os peitos de fora e escrevendo besteiras por aí, podem ter certeza que dificilmente serão estupradas (dificilmente significa: probabilidade menor! Porém, todos nós temos que tomar cuidado em cidades do Brasil, gente!), considerando o meio onde vivem. Preocupem-se com as que realmente estão sendo estuprados agora e que podem fazer nada, sim? Fica a dica.

Usei referência de umas poucas que escreveram coisas geniais que vi por aí (incluindo Facebook). Essas sim, mulheres de verdade! ;)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Em nome do amor.

Eu quando era criança, gostava muito de assistir ao clássico do SBT, o Em nome do amor. Afinal, quem não lembra daquela abertura clássica? Todo mundo sabe cantar, vai, hehehe!


Eu matei meu lado romântico há alguns anos, mas volta e meia tem algumas coisinhas que até tocam no meu coração gelado (nossa, que discurso!). Porém, sou manteiga derretida, não tenho medo de admitir que me emociono, choro bastante e mesmo hoje em dia tenho lá umas meninas que sou interessado.

Não acredito em amor, mas nunca se sabe o dia de amanhã. Muita coisa não acreditava e meu ceticismo foi pro brejo pra muita coisa, hehe.

Mas eu gosto de ver como a abordagem das coisas mudaram um pouco nesses quase vinte anos. Esses dias estava mudando os canais e me deparei com um programa de reprises do SBT, chamado "Quem não viu vai ver", onde passou... Não! Não passou "Em nome do amor", mas passou um que achei interessante a ideia, chamado Esquadrão do amor (link).

Nesse episódio contava a história de uma donzela chamada Pamela, que gosta de um rapaz chamado Robson. Engraçado ver a mudança dela, uma menininha de dezoito anos, super tímida, criando confiança em si mesma, sabendo até como paquerar homens, nossa. Deram uma super escola pra menina!

Engraçado como é essa mudança na auto-confiança dela, o que achei mais legal. Vejo muitas mulheres, independente da idade, seja 20, 30 ou até 40, que tem uma auto-confiança da Pamela antes do tratamento de choque (se ver o programa, vai entender o que estou falando! hehe).

Tudo bem que não ficou perfeita, falta atitude, sensualidade e ainda estava um bocado insegura, mas com a confiança em si mesma melhorada, melhorou também a maneira de lidar com os homens.

Sei que muitas mulheres pensam nessa de que o homem que tem que fazer tudo, como se todos os problemas relacionados a relacionamentos recaíssem apenas sobre nós. Mas admirei bastante isso da mulher correr atrás, e hoje em dia eu pensaria, porquê não, né? E acima de tudo gostei da abordagem que ensinaram pra ela no caso de receber um possível "não" da paquerinha. Afinal, homens e mulheres estamos sujeitos a "não" como "sim". O que importa é seguir em frente, independente do resultado.

Normalmente o pessoal que pensa que o homem que tem que deixar de ser o nerd babão básico, mas ninguém pensa que existem padrões comportamentais nas mulheres que complicam na hora da paquera também (CALMA, FEMINAZIS!!), até porque, tem muita mulher desmiolada por aí que se acha, quando na verdade está fazendo tudo errado e só assustando homens ao seu redor, da mesma maneira que aquele nerd de espinhas e bafo de esgoto faz.

Afinal, nós homens podemos pedir um pouco de atitude na hora da conquista, né? Não é ser gostosa, e ser sensual não é se vestir como uma biscate. Conheci mulheres que me deixaram no chão apenas com um olhar. Sim, APENAS um olhar. Essas eu adoraria que ensinassem o macete pra algumas, porque sinceramente, tem mulher que dá nenhuma pista e quer que nós homens tenhamos bolas de cristal.

E pela reação dos homens, ser direta assim funcionou super bem! Pelo menos foi bem melhor do que quando nós homens somos diretos com elas, que resulta em: 1) virarmos apenas amiguinho; 2) elas viram as costas; 3) em casos extremos, chamarem a polícia pensando que somos maníacos apenas porque fizemos um elogio sincero.

Fica a dica, mulherada. Atitude, mano!

Doppelgänger - #15 - Disavowed.

"Merda... Me pegaram!", gritou Victoire ao sair do esconderijo.

Ela havia sido acertada no braço, com um tiro. Al correu e a colocou em seus braços, e a levou pra fora o mais rápido possível.

"Você vai ficar bem. Foi um tiro no braço. Vamos andando".

Agatha usou seu celular e pediu um carro, que já estava aguardando-os algumas esquinas longe dali. Os quatro entraram rapidamente no carro.

"Conheço um bom médico. Pode ficar tranquila, estamos indo pra lá agora. Al, eles eram soldados ligados à Interpol. Isso só significa uma coisa..."

"Fomos chutados pra fora do jogo", disse Al.

"Como é?", perguntou Nezha.

"Nos termos que usam, nosso atual estado é Disavowed. Significa que estamos oficialmente desligados, e qualquer ação nossa a partir desse momento é ilegal. Aqueles soldados não queriam nos matar, mas como tentamos nos defender, eles atiraram contra. Isso significa que temos um inimigo a mais", disse Agatha, enquanto rasgava um pedaço de pano pra amarrar no braço ferido de Victoire.


"Mas porquê isso do nada? Isso que eu não entendo. Deve ter acontecido alguma coisa", disse Al. Todos ali pareciam atônicos, exceto Agatha, que mantinha a calma, fazendo contatos, "Acho que não devemos parar agora. Se formos até o final vamos descobrir o que aconteceu para os agentes estarem atrás de nós".

Agatha virou seu iPad e mostrou que estava conversando via Skype com uma pessoa. Seu nome era Spirit. Não consegui ler o que estavam falando. Falavam em holandês.

"Esse é um amigo. Ele está devendo um favorzinho pra mim. Vamos visitá-lo em Amstelveen".

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A casa era bem comum. Seguia o estilo das outras casas da vizinhança de Amstelveen. Ao entrar na casa, vários pôsteres colados na parede, todos do famoso personagem de Will Eisner, o detetive Spirit. Aquilo parecia piada. Um homem de jaleco branco estava perto da entrada, sentado num sofá, veio em direção deles.

"Aqui está ela. Pode dar um jeito no braço dela?", disse Agatha, apontando pra Victoire. O médico foi até ela, e a levou para o sofá, onde alguns medicamentos já a esperavam.

"Esse é o Spirit?", perguntou Nezha.

"Não. Sou eu!".

Desceu um rapaz cheio de espinhas na cara, não parecia ter mais de dezesseis anos. Cabelo loiro bagunçado, um grande moletom da GAP e calças jeans azuis. Estava vestindo apenas meias. E pra completar o visual, ele vestia uma máscara preta no olho, similar ao personagem Spirit, do Will Eisner.

"Como vai Agatha! Se você veio até mim, significa que a coisa realmente está preta!", disse Spirit.

"Mas ele é um... Garoto!", disse Nezha.

Spirit se sentiu profundamente ofendido. Foi em direção de Nezha e deu um empurrão nele, assustando-o. De fato, ele parecia bem mais forte que a aparência.

"Quem disse que sou um moleque? Vê se enxerga, rapaz! É apenas a minha aparência, isso não tem nada a ver com a minha idade real", disse Spirit, que foi parado por Agatha, que colocou sua mão no seu ombro.

"Spirit, preciso de sua ajuda. Precisamos de uma pista inicial pra chegarmos num grupo de criminosos. Temos pouca informação, mas acho que você pode ajudar", disse Agatha, entregando uma pasta com os documentos que já tinham.

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Três horas se passaram. Spirit ofereceu comida e um café. Ele havia subido as escadas e não havia descido desde então. Todos estavam muito tensos. Victoire estava sentada, com o braço enfaixado. O médico havia saído já, a bala havia passado de raspão. Agatha estava assistindo tevê, e Nezha olhando o movimento pela janela. Al estava andando pela sala, em círculos, nervoso.

"O Spirit é um hacker de primeira. Ele consegue acessar tudo, inclusive dados do governo. Todos morrem de medo de fazer isso depois que ficam divulgando por aí que as pessoas que invadem são descobertas, mas isso tudo é balela. Ele invade tudo com o Ebony White, um programa que ele mesmo criou", disse Agatha.

Dez minutos depois, Spirit desceu com papéis.

"Puxa, parece que esse Ar fugiu da prisão!".

"O quê?", todos olharam para Spirit.

"Pois é. Um juiz de Londres o soltou. Provas falsas, foi a alegação. Isso foi ontem! É muita coincidência ele ter sido solto e vocês estarem em estado Disavowed. De fato, bem complicado achar informações sobre o Ar, mas achei ele associado a uma entidade estranha. Mas vocês vão ter que viajar, parece que a sede é na *****", disse Spirit.

"Certo. Quero os nomes!", disse Al.

"Legatus. Mas é um grupo muito fechado. Reuniões sempre pessoalmente, mas parecem estar ligados a algo bem mais podre. Eu preciso pesquisar ainda quem pode oferecer os contatos, mas por enquanto só posso garantir esse nome", disse Spirit.

Al pegou sua jaqueta, vestiu-a e foi em direção da porta. Ao colocar a mão na maçaneta, Victoire o impediu.

"Nós iremos para a sede. Quero que você fique aqui. Precisamos de alguém aqui. E outra", disse Victoire, com os olhos marejando de lágrimas, "Você está de férias, não? Vá encontrar seus amigos em Amsterdam, relaxe um pouco. Você não dorme há dias".

Al tirou a mão da maçaneta e olhou pra Victoire. Colocou a sua mão delicadamente no rosto dela e a puxou pra junto de si, dando-lhe um beijo. Uma demonstração de carinho que até a própria Vic estranhou, pois Al não era de ter essas ações espontâneas na frente dos outros.

"Volte viva. Estarei esperando aqui".

quinta-feira, 27 de março de 2014

Quando reencontrei a paixão da infância.

Esses dias estava na padaria, passei lá pra comer uma pizza, estava de saco cheio. Já estava sentado e comendo, quando vi uma pessoa chegar ao meu lado e pedir dois salgados para levar.

Na hora pensei "Nossa, essa voz me é familiar...", e quando viro, vejo a Natália! Natália era uma menina que eu era super apaixonado na sétima série. Ela era magrela e alta, mas tinha muita, muita personalidade. Tanto que ela só tinha amizade com os meninos, pois todas as meninas da sala a achavam uma magrela sem peito.

Mas o idiota aqui ficou CALADO, haha. Eu a vi, reconheci, mas ela tava muito diferente. Afinal né, mais de dez anos que não tinha sinal dela. Ela estava mais inchada, meio gordinha, mas o rosto e as sardas pareciam estar no mesmo lugar. Ainda estava bem bonita, mesmo assim!

Na fila dei um toque no ombro dela e perguntei: "Desculpa, você é a Natália, não?", e ela sorriu, virou pra mim e disse: "Eu lembro de você!". Bom, menos mal! Eu aqui todo grisalho, barbudo e maior que na época que nos conhecíamos. Mas aí toda a magia acabou quando veio a próxima frase:

"Só que eu esqueci o seu nome!". Hahaha! Batemos um papo rápido ali na fila, cometei se ela morava ainda no mesmo lugar, e ela disse: "Sim né, infelizmente", e perguntei como estavam as coisas, se estava namorando, noiva ou algo assim.

Ela casou e estava até com filho!

Não deu pra conversar muito porque ela estava com pressa. Mas foi ótimo revê-la! E ver que estava bem, apesar dos pesares (ela sempre foi bem ríspida, e isso não mudou!). Na volta pra casa fiquei pensando, e se eu tivesse namorado com ela?

Eu penso muito nessas possibilidades da vida, hehe. Parece besteira, mas acho que é um ótimo exercício. Depois que passa a sensação da paixão a gente imaginar como estaria as coisas se estivesse com ela. Bom, eu acho que com ela eu seria bem mais sério, e muito provavelmente já estaria casado e com rebentos. E não é porque ela já tem, mas sim porque eu me conheço. Sei que o que falta mesmo é a possibilidade, porque vontade não me falta. Hoje nem tanto, mas naquela época, com certeza.

Por essas e outras eu penso que eu adoro o presente, do jeito que ele está e até com o passado que me trouxe até aqui. ;)

terça-feira, 25 de março de 2014

Em busca de rescisões e gratidões.

Tem que buscar de todas as fontes, porque não tá fácil pra ninguém! Hehe.

Ontem fui na agência da Caixa atrás do saque do meu FGTS. Engraçado que a mulher que me atendeu disse que eu precisava do nome completo da funcionária do RH da empresa, e quando enfim consegui, o funcionário que me atendeu depois nem viu que tinha o nome dela lá. Vai entender!

Hoje também foi outro chá de cadeira, dessa vez pra dar entrada no seguro desemprego. No Poupa Tempo tinha uma funcionária dizendo que tinha que ir pro Centro de Apoio ao Trabalhador, que é tipo um lugar pra se procurar emprego, dizendo que lá estava mais rápido que ficar lá no Poupa Tempo. Sorte minha que levei um livro pra ler, porque cheguei às 10h lá, e só fui ser atendido às 14h. Sim, quatro horas! Até eu já estava cansado, hehe.

Mas eu gosto dessas coisas ruins. No fundo acho que as pessoas acham que a vida de um praticante budista é um mar de rosas, quando não é. O mar de rosas só aparece quando a gente pratica com firmeza, cem porcento do tempo, em todas as oportunidades possíveis. Budistas sempre lembrarão das dificuldades que superaram por meio da prática, e não eventuais "milagres" ou coisas do gênero.

E em muitas dessas oportunidades, o importante é a gratidão! Descobri que a gratidão é o melhor meio de polir isso tudo. Na verdade eu já tinha lido muito sobre isso, mas quando coloquei na prática que eu vi o quanto era precioso (valeu, Buda!). Sabe, esse sentimento de gratidão é ótimo, tanto por nós, quando vindo de outro.

Esses dias estava muito chuvoso aqui em São Paulo, e isso acaba criando poças nas ruas. Um dia desses voltando pra casa vi um ônibus vindo na minha frente e passando por cima de uma poça na rua, jogando aquela água bonita e escura na parede. Parece coisa pequena, mas agradeci muito aos Budas por não ter andado mais rápido e passado ali naquele momento, pois foi por questão de centímetros e um timing perfeito!

Talvez perguntem: "Tá, mas... E se a água tivesse espirrado em você?" Ainda assim agradeceria, oras! Pelo menos o carro não passou por cima. E se alguém perguntasse das marcas e do cheiro, eu teria algo ensaiado como "Puxa vida, jogaram água em mim cara! É mole isso?", mas no fundo, eu não estaria p* da vida com isso. Às vezes acho melhor mostrar que sou bem humano nisso pra não assustar as pessoas, hehe. Povo pensa que a gente é de ferro, mas de ferro mesmo é só o Tony Stark.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Porque praticar em comunidade é importante?

Eu lembro que eu tinha uma visão meio limitada do budismo no início, antes de virar praticante oficialmente. Eu era muito inspirado pela vida do Buda histórico, o Siddartha Gautama. Confiava nele, confiava nos ensinamentos dele, mas aquela ideia da comunidade de praticantes, da sanga (sânscrito: sangha) era muito abstrata pra mim. E não via importância, afinal a iluminação nos meus quatorze anos era pra mim, oras!

Depois de muito tempo saquei a importância dessa tal de sanga.

Se estamos em busca dos ensinamentos, a prática deveria ser algo feito isoladamente, não? Existem até algumas seitas budistas isoladas que somente tem como base meramente a meditação, e me pergunto lá o que de budista existe nessas seitas. Ninguém pratica sozinho. Nem mesmo o Buda praticou sozinho. Nem mesmo ele alcançou a iluminação sozinho. Então tem algo meio de errado aí.

O budismo só sobreviveu ao falecimento do fundador, Shakyamuni, pois existiu a sanga. Existiu a comunidade de praticantes que carregaram não apenas seus ensinamentos ou seu legado, mas sua bondade. O Buda aperfeiçoou o ensinamento dele ao compartilhar com os outros, culminando até o período Lótus-Nirvana, o ápice da sua sabedoria (e consequentemente, o final da vida também).

A sanga são as comunidades do praticante. Se o altruísmo está no cerne do budismo, é na sanga e fora dela que praticamos. Somos alvo do amor compassivo dos Budas e dentro da sanga temos como praticar também. Ofereceremos e recebemos ajuda quando praticamos em grupo, pois cada um ajuda o outro a alcançar a iluminação.

Quando penso nisso, vejo a imensa compaixão do Buda Gautama por criar isso. Não precisamos fazer o esforço incomensurável que ele fez para alcançar a iluminação, temos o darma, os ensinamentos expostos por ele, temos a sanga onde cada um de nós nos ajudamos e por fim o próprio Buda, que nos ajuda além das fronteiras espirituais. E tudo isso graças a um carinha que nasceu há 2500 anos cuja bondade ecoa mesmo depois de milênios.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Doppelgänger - #14 - ART DRAWN BY VOMIT.

12 de novembro

Hey Jesus, thank you for your pain...

Nezha estava acordando de um rápido cochilo. Aquela base era uma base temporária de Agatha, usada anteriormente para levar as armas e drogas do tráfico vindas do leste europeu para os países civilizados do oeste. Tudo era de ponta, parecia uma base que não tinha em nada devendo para as grandes de Langley, por exemplo. Tudo aquilo era subterrâneo, no meio da Holanda.

"Está liberado, Nezha. Daqui a alguns minutos todos se encontrarão no salão principal para as diretrizes da nova missão", disse o doutor.

"Obrigado. Antes, gostaria de encontrar com o Alexei. Sabe onde posso vê-lo?", questionou Nezha.

"Claro, por favor, me siga".

O doutor levou Nezha até uma sala descendo uma escada. Lá estava Alexei e uma mulher. Ele estava deitado e com sensores cardíacos no peito. As veias do seu braço estavam perfuradas, parecia um soro. Nezha ficou espiando pela janelinha da porta, e viu a mulher injetando um líquido amarelado no braço esquerdo de Alexei.

Foi aí que ele viu algo que o deixou aterrorizado.

As veias de Alexei pareciam saltar, e um grito enorme ecoou no corredor. A mulher, vestida com avental de médico parecia calma, parece que aquele efeito era esperado. Alexei, em dificuldades, emborcou seu corpo para o lado, ainda gritando de dor. Ele parecia dominado, dominado por um demônio. De súbito, começou a tossir com a cabeça virada para o chão, e as tosses começaram a sair com saliva, e momentos mais tarde, vomitou.

Um vômito de dor.

Nessa hora Nezha entrou. Sem dúvida Alexei estava sendo envenenado.

"Você! O que está fazendo com ele? Vamos!"

Nessa hora o vômito passou. Nezha ouviu bem baixinho vindo de Alexei: "Calma, calma". Os olhos de Alexei estavam vermelhos e lacrimejando, seu nariz estava expelindo um pouco de muco e sua boca, obviamente, suja por conta do vômito.

"Se você me soltar, posso explicar", disse a doutora, que foi solta por Nezha prontamente, "Eu sou Victoire, sou a responsável médica de nossa seção. Isso que injetei no Al era esperado. É uma droga para aliviar um pouco os efeitos do tratamento que estamos fazendo".

Então Alexei era Al mesmo. Mas porque simular a morte? Nada daquilo fazia sentido.

"Ah...", disse Al, limpando se rosto com um pano úmido,  "É a síndrome de Werner. Nezha, as células do meu corpo estão envelhecendo precocemente. Estou com cabelos brancos, e sou obrigado a usar protetores solar, mas minha pele está ficando manchada como a de um velho. Meus rins já estão quase incapazes de trabalhar, e meus órgãos internos são como os de uma pessoa de aproximadamente cinquenta anos".

"Vinte... Quase vinte anos na frente?", questionou Nezha.

"Sim. Por isso tenho dificuldades físicas em fazer muitos esforços. Esses medicamentos são para exatamente tentar retardar um pouco os efeitos".

"O efeito dessa última deve ser aterrorizante pra quem vê de longe, não é Nezha?", perguntou Victoire, "Essa droga que inseri nele é uma mistura de várias, foi criada cuidadosamente para frear os efeitos colaterais. O problema é que ela cria alguns anticorpos mais danosos, e havia muito perigo dele não sobreviver depois dessa injeção. Al estava entrando em um estado de severa apoptose".

"Apoptose?", perguntou Nezha.

"Células cometerem suicídio. É um tratamento experimental, temos que matar células velhas, uma vez que as células do Al estão envelhecendo. E isso é uma forma também de evitar que elas evoluam e entrem em metástase. Estamos colocando muitas células de crescimento no Al para criar novas células no lugar das antigas. O problema é que é difícil saber onde ocorrerá a apoptose. Nesse caso, a apoptose foi no..."

"...Coração", respondeu Al, quase sem ar.

Um princípio de infarto. Mas parece que o deus da morte não gosta muito de Al. Aquele que desde o começo da vida sempre sobreviveu, havia sobrevivido a mais uma. Aquela morte que foi simulada, agora se tornaria uma morte verdadeira.

Al estava colocando sua camisa e se dirigindo a porta. Ao cruzar a porta, Nezha o puxou pelo braço.

"Então você é o lendário Al mesmo. Eu não sei descrever a honra de trabalhar com você".

"Guarde os elogios pra sua namorada, garoto. Esse papo de lenda é uma bosta. Depois que você morre, já era, ninguém nem vai levar flores pra você. Eu tive foi sorte, teve muita gente melhor que eu que hoje estão mortas", respondeu Al, ríspido.

"Mas e eu? O que aquilo tudo significava? Porque aquela mulher falou que eu passei por uma lavagem cerebral? E quem era aquela japonesa?", perguntou Nezha.

Naquela hora, Al se virou pra frente de Nezha e acendeu um cigarro. Nezha parecia aguardar a resposta, e não entendeu aquela pausa imensa.

"Nezha, quem é você, só depende de você. Suas lembranças que te definem. Se você não se lembra, porque quer saber? Essa resposta só você pode buscar".

Naquele momento a luz se apagou. Tudo ficou escuro. Al na hora agarrou Victoire, abraçando-a, e agachando. A voz de Agatha ecoava pelo corredor: "É a Epsilon Force! Fujam todos!".

Um som de explosão foi ouvido vindo da entrada. Com tudo escuro, Al só conseguia pensar uma coisa:

"Merda...!".

sexta-feira, 14 de março de 2014

As aventuras dos últimos dias.

Esses dias que vi que fazia um tempinho que não postava, hehe!

Muita coisa aconteceu. Na verdade meus dias estão mega corridos. No feriado de Carnaval fui pro interior, encontrar minha família e meus dois primos fofuxos, o José Augusto e o Tomáz! =) Foi muito bom porque fazia um tempo grande que não encontrava com a tia Cláudia também. Foram ótimos papos em excelente companhia!

Na semana passada eu mal consegui descansar. Com meu pai em casa tive que fazer além do trabalho de casa (afinal, minha mãe trabalha também), tive que ajudar na mudança dos móveis e casa. Carregar pra cima das escadas estantes, escrivaninhas, criados-mudos e por aí vai. Na semana passada eu ia sempre dormir meio tarde.

E nessa semana, na segunda-feira, fui para uma jornada em Santos! Um casal de amigos meus, o Peter e a dona Keiko vieram passear no Brasil. Eles moram na Inglaterra, e estavam no porto de Santos a passeio.

Devo dizer que foi uma aventura! Pensei que chegar em Santos fosse fácil, e tecnicamente até é, meu problema mesmo foi sair de São Paulo numa segundona. Pegar o busão do Metrô Jabaquara me tomou umas duas horas, e isso porque saí de casa às 6h da matina. Acabei entrando em Santos por volta das 9h, e isso porque tínhamos combinado de nos encontrar às 9h no CONCAIS.

Cheguei meia hora depois. Mas foi ótimo revê-lo! Foi um passeio muito bom, deu pra conversar muita coisa que não deu pra conversar da outra vez. E, como sempre, senti imensa proteção dos Guardiões do Darma, pois estava um sol e um céu lindos. Eu não gosto, detesto sol, mas entre isso ou andar na chuva, eu prefiro o sol mesmo assim.

Eles levaram muito, mas muito café. Espero que a imigração inglesa não pegue! xD

E também no dia 8 dei um pulo com o pessoal do templo em Campos do Jordão. Cidade bem gostosa também! Não imaginava que fosse tão gostosinha. Engraçado que tinha um ventinho gelado, mesmo com o calorão que anda fazendo em São Paulo.

Na terça enfim fui pegar a rescisão do trabalho. Uma das únicas pessoas que eu fiz amizade na empresa foi a Tamara, uma moça que trabalha no RH. Pois ficamos quase duas horas falando de tudo! Foi uma conversa muito boa, gostei muito. E claro, pegar a papelada pra dar entrada no FGTS e no Auxílio Desemprego. Hoje era pra estar descansando, mas ontem fui pra um aniversário de uma amiga, e depois de dormir apenas umas quatro ou três horas, vejo que a "fronteira dos 25" está chegando, haha. Sem mais aquele super pique dos 18.

Até o equilíbrio está me faltando! É mole? =P

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