terça-feira, 29 de julho de 2014

Pra sempre, Jane Austen.

Hoje estava passando os canais e fui assistir ao Top Chef, na Sony. Depois que terminou, começou a passar um filme, que já pelo título eu já sabia que era legal: O Clube de Leitura de Jane Austen (2007).

Quando fazia inglês dois livros ganharam meu coração e respeito profundos. O primeiro foi Rebecca, de Daphne Du Maurier. Embora o título pareça ser um clássico romance, é um livro eletrizante sobre um maluco chamado Mr. De Winter e uma obcessão bizarra pela protagonista. O segundo, que me marcou mais, foi Orgulho & Preconceito, e me fez conhecer essa tal de Jane Austen.

O filme trata basicamente de uma senhora que se reune com mais cinco pessoas e discutem os livros da Jane Austen que, embora tenha sido uma das melhoras escritoras do mundo, só escreveu apenas seis livros na vida (dos quais eu só conheço três, Emma, Razão & Sensibilidade e claro, Orgulho & Preconceito. Mas só esse último que eu tenho, o resto eu li emprestado e nem lembro direito).

Mas acho engraçado como as pessoas encontram as respostas na Jane Austen pros seus problemas na vida. E o mais engraçado é que tem até tem um homem, e que NÃO é gay, o que me remove qualquer vergonha de ser homem, hétero, e ler Jane Austen. E Jane Austen até o ajuda a se dar melhor com gatinhas (ou gatonas, afinal ele está correndo atrás da cinquentona gatíssima Maria Bello).

E o legal é que além da Jane Austen ajudar as pessoas a acharem respostas para seus dilemas na vida, todos eles compreendem muito o jeito da Jane Austen, mesmo depois de séculos que ela escreveu seus livros. Eu gostei muito de uma conclusão que uma delas chega, dizendo que: "A Jane Austen sempre deu chance pros homens se explicarem. Imagina o que seria se o Darcy não tivesse mandado aquela carta pra Elizabeth Bennet?".

Tudo bem que fresco mesmo na memória eu só tenha Orgulho & Preconceito, mas foi um dos livros (e continua sendo) dos que mais me emociona profundamente. Tudo bem que quando li pela primeira vez achei mesmo o Mr Darcy um idiota, afinal a própria impressão da Lizzie nos dá isso, mas depois que ele se explica na carta, e prova que tudo era apenas uma grande confusão, foi um dos livros que mais me deram esperança desse julgamento que nós homens muitas vezes recebemos das mulheres. Queremos sim ter uma donzela do nosso lado, e muitas vezes na vida nem mesmo nós temos a chance de nos explicar, e acabamos sendo julgados e chutados para a pior classificação possível sem defesa.

E outros títulos dela me deixou mais curioso ainda. Alguém quer me dar "Persuasion" aí? ;)

E poxa, a Charlotte Lucas não era gay! Hahaha.

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