quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Vovô.


Nesse último dia dos pais passei com uma pessoa bem especial, meu avô.

Vô Chico sempre foi uma pessoa que eu só conhecia pelo telefone. Só tinha ido visitá-lo quando era moleque uma vez. Depois quando tinha uns dez anos no casamento da minha tia. E hoje, adulto, eu vou sozinho mesmo.

Meu avô de princípio pode parecer uma pessoa bem ranzinza. Mas ele, do jeito dele, se mostra uma pessoa muito mais bondosa do que aparenta. Meu avô me ensinou a ser uma pessoa boa no mais essencial: a base, sem que as pessoas percebam.

Acho que isso é meio genético. Um dia meu avô disse que quando eu era criancinha, eu mal devia ter uns 4 ou 5 anos, ele estava conversando com meus pais e disse: "Nossa, me deu uma sede agora". E disse que eu saí do colo da minha mãe e voltei com um copo d'água, óbvio, pingando tudo no meio do caminho pois era criança e não tinha muita coordenação. Meu avô ficou abismado comigo que, mesmo tendo apenas quatro anos, tinha percebido ele falar que tava com sede e eu ter ido buscar água espontaneamente.

Ele tem muitas estórias. E sabe que eu gosto de ouvir cada uma. Por mais que eu ouça eu vejo que careta mesmo é essa minha geração, a geração dele fez muito mais coisa, ousada ainda mais, tinha mais coragem. Hoje todo mundo é bundão. Inclusive eu.

Quero ser um avô pros meus netos assim como você é um grande avô pra mim!

Avô é pai duas vezes. E passar o dia dos pais com meu avô foi duplamente legal. =)

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