sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Doppelgänger - A história dentro da história (5)

“Vem, vem! Vem aqui, rapidinho!”, chamava a jovem Agatha, abrindo a porta da sua casa, e chamando Jan, o rapaz mais gatinho do último ano.

Agatha fez sinal pra ele esperar enquanto ele tirava a pesada jaqueta ao entrar em casa. Enquanto isso ela deu uma corrida por entre os cômodos, procurando saber se alguém estava lá. Não tinha ninguém, seus pais haviam saído.

Com uma cara peralta puxou Jan para a escada, e ambos subiram. Agatha foi apressada abrindo a porta do seu quarto. Sua casa era de uma abastada família de Roterdam, cujos pais tinham muitos negócios no porto da mesma cidade. Agatha tinha tudo do bom e do melhor, e havia experimentado muitas coisas que o dinheiro poderia oferecer. Mas ainda não havia experimentado o que o dinheiro não podia te dar. Pelo menos não até aquele momento.

Ela era apenas uma garota de treze anos. Mas muito curiosa por tudo o que a vida pode proporcionar.

Empurrou Jan pra sua cama, tirou-lhe os sapatos, desabotoou as calças, tirou a cueca e, por fim e não menos importante, suas meias. Agatha detestava transar com alguém com meias, achava ridículo aquilo. Porém, naquele momento ela era virgem, e estar na cama com o mais gatinho da escola era uma coisa para poucos. Justo Jan, que era meio holandês e meio latino – todos diziam que seu pinto era enorme. E, de fato, era.

Agatha rapidamente foi de boca. Era a primeira vez dela, ela era apenas uma adolescente. Mas tinha curiosidade. De primeira, adorou o cheiro da virilha. Sentia o cheiro dos hormônios atiçando ela, deixando ela fora de controle, e gostou muito do sabor – embora no começo fosse um pouco estranho, pois aquilo parecia palpitar a cada movimento da boca dela. Ficou uns seis minutos chupando o jovem, nem ela sabia se era daquele jeito, mas os gemidos do rapaz ficavam cada vez mais altos.

Jan, quando viu que Agatha havia se erguido e começado a tirar a roupa tentou ajuda-la. Mas foi rapidamente repreendido:

“Opa, tira a mão daí. Quem manda aqui sou eu”, disse Agatha, que sempre achou interessante ser uma espécie de dominatrix.

Seu corpo não era totalmente formado aos quatorze, mas era bem próximo da maturidade. Mas mesmo assim ela não conseguia resistir à curiosidade. Colocou uma camisinha no pênis de Jan, e fez a famosa posição de cowgirl nele, montando nele.

Quando o pênis entrou na sua vagina pela primeira vez ela ficou assustada. Levou um susto, e uma pontada de dor dominou sua vulva. Por um momento hesitou. Aquilo doía muito mais do que ela pensava, e ela imaginara que fazer sexo no final das contas não parecia ser tão prazeroso quanto imaginava. Doía, e muito. Simplesmente suas pernas haviam travado, e sequer a cabeça do pinto dele havia entrado nela.

Naquele momento os olhos de Agatha lacrimejavam. Ela se perguntava porque tinha que doer tanto? Parecia tão fácil vendo as outras pessoas fazendo. Simplesmente suas pernas haviam travado, e foi aí que o jovem Jan passou a mão no rosto dela, enxugando as lágrimas e sorrindo pra ela. Colocou a mão na fina cintura dela e foi abaixando vagarosamente. E lentamente seu pênis foi entrando em sua vagina.

Agatha levou um susto com a quantidade de sangue que saiu. Tinha ouvido que era normal um sangramento na primeira vez, mas será que naquela quantidade era normal? Todo o ventre de Jan estava vermelho. Mas ainda assim os movimentos continuavam, Jan, apesar de um adolescente com espinhas, ainda era um gentleman.

Dentro, fora, dentro, fora, dentro, fora. Agatha viu que deveria relaxar seus músculos vaginais, e, enfim, depois de alguns minutos se entregou ao prazer. Todo aquele sangue agora estava misturado com a lubrificação da sua vagina, com aquele líquido branco cobrindo o pinto protegido de Jan, que como todo jovem, parecia ter um fôlego interminável.

O jovem Jan estava em êxtase. Eles ainda mudaram de posição umas quatro vezes, e Agatha viu que não apenas curtia dominar, como também gostava de ser dominada. Aquela sensação de dor inicial fora enfim esquecida e ela, logo na primeira transa já estava mais que convicta:

Minha nossa, eu adorei isso! Como vivi sem isso até hoje?, pensou Agatha.

E, obviamente, depois de alguns minutos, Jan gozou. Ele caiu suado do lado, e teve até que pegar bastante papel pra limpar a sujeira que ficou depois que tirou a camisinha. Ambos haviam chegado ao paraíso.

Agatha nunca mais transou com Jan. Dois dias depois já estava experimentando outro. Ela gostava era de guiar, e com o incentivo certo, fazer todos os rapazes usarem o máximo da sua capacidade, seja qual fosse. Agatha era uma mulher, e tinha desejos como qualquer outra mulher, mas não entendia porque a sociedade criticava tanto que ela como mulher tivesse tais desejos.

Ela via aqueles discursos de feministas, e via que elas eram muito mais mal resolvidas que ela. Agatha não precisava de discurso contra os homens. Ela só precisava dos pênis deles. E talvez uma boa pegada também. Achava uma idiotice mulheres levantarem bandeiras de “direitos iguais”, uma vez que ela sempre fora muito abastada, e tudo o que ela quis ela sempre trabalhou muito e conseguiu.

Mas ela sabia como a sociedade funcionava. Porém, ironicamente, nenhum dos rapazes que a havia comido comentavam o quão quente ela era na cama. Talvez um ou outro, mas entre os círculos das próprias garotas todas diziam que Agatha era a que menos transava. Ledo engano. A cada semana era no mínimo quatro transas. Ela tinha uma autoconfiança muito forte. E sabia que esses discursos feministas eram nada menos que choradeira das que se achavam inferiores aos homens. Ela era mulher, e não era inferior. E, acima de tudo, quem fazia o destino dela, era ela mesma.

Um dia, dois anos depois, Marlene, uma colega da sua sala, resolveu criar um grupo na sua escola para divulgar ideias feministas. Durante uma aula de educação física, em pleno verão, Marlene veio convidar Agatha para se juntar ao seu grupo.

“Nem fudendo vou entrar nisso!”, disse Agatha, de maneira bem rude.

“Vai entrar sim! Você é mulher! Você tem que se unir a nós e defender nossos direitos nessa sociedade machista e idiota!”, disse Marlene, imperativa, aos berros.

Agatha detestava mulheres. Ela não se via como mulher, muitas vezes. Quando via feministas, tudo o que Agatha conseguia ver era um bando de pobre coitadas. Para Agatha o preconceito só existia na mente de quem diz que é atingido por ele. Você pode ser mulher, negro, asiático ou anão que, a partir do momento que você abaixa a cabeça pra alguém que te critica ou ridiculariza, aí sim você está se sujeitando ao preconceito. Se você quiser ser melhor, lute para isso, e ela sabia lutar pelo que acreditava, e deixava ninguém dizer que ela não poderia fazer algo. Agatha não precisava de um grupo de pessoas lutando por ela. Ela fazia seu destino.

E foi isso que Agatha disse para Marlene. Marlene deu um tapa no rosto de Agatha. E Agatha fechou o punho de quebrou o nariz dela num soco. Um golpe firme de uma mulher contra o feminismo.

Haviam os boatos de que Marlene anos depois foi trabalhar no Partido Comunista. Mas nunca conseguiu uma posição de respeito dentro dele.

Já Agatha viajou pelo mundo, conheceu pessoas, transou como nunca com muitos homens, afinal, ela adorava sexo.

“Nossa. Interpol? É a primeira vez que eu fodo com um cara da inteligência”, disse Agatha, nua, enrolada com o cobertor e segurando a credencial do homem que havia transado com ela.

“Puxa, você descobriu. Me dá isso aqui. Você é muito bonita pra se envolver com algo tão nojento como a Inteligência”, disse o homem.

“Ei, bonitinho”, disse Agatha, com um olhar sério e sensual, “Me coloca aí dentro, que você vai que em pouco tempo vou virar a melhor agente que já viram”.

E de fato, Agatha virou. Em poucos meses e depois de completar várias missões difíceis, ela teve uma ascensão meteórica. E conheceu Arch. E entrou no Sector 9. Aquilo era o mais alto que ela poderia chegar, ela era uma agente perfeita. Mas depois do expurgo e assassinato de Arch, Agatha ficou entediada.

Arch sempre fora o carro, e Agatha o cachorro que corria atrás. Ela não sabia porque, mas sempre corria atrás do carro. O que ela faria se alcançasse o carro? Nem ela sabia. Mas ainda assim, ela corria atrás. Quando Arch morreu, não havia mais nada para correr atrás. Ninguém para superar.

Então Agatha, entediada, se envolveu com outro negócio. Virou uma das maiores traficantes de arma mundiais. Ela tinha empresários de armas nas mãos, traficantes na América Latina ao seu serviço, terroristas árabes, separatistas, mercenários, tudo. E pelo seu conhecimento dentro da Inteligência, ela sabia como fugir.

E durante muitos anos nenhum detetive a pegou. Só havia uma pessoa que poderia pegá-la: Arch. Até o momento que seu irmão mais novo, Al, a prendeu. E ela viu que o irmão mais novo era um gênio, exatamente como o mais velho fora.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Doppelgänger - #42 - Azul ou prata?

Nezha estava com adrenalina muito alta, a falta de memória o estava fazendo ficar confuso e brabo. Ar se recompôs e mostrou a mesma foto que mostrara pra ele horas antes, no mesmo dia.

“Você sabia que eu existia. Eu não havia sido aceito pelo homem que minha mãe, Émilie, havia se casado. Mas ainda assim eu vivia com parte da gorda herança do meu pai e com uma pensão da minha mãe, nada me faltava. Mas uma pessoa também cuidou de mim, mas nunca disse quem realmente era. Me tratava como um irmão mais novo, mas na verdade ele era meu tio”, disse Ar.

“O quê? Al cuidou de você?”, disse Nezha, abismado.

“Sim”, disse Ar, “Achar Al sempre foi difícil, nunca se sabe com que identidade ou em que país ele mora. Acho que ele mente pra muita gente sobre quem ele realmente é. Mas eu, todos conheciam Arthur Blain. Eu era uma criança comum, de apenas doze anos. Era só puxar meu cadastro escolar que me achariam. E você foi, e você estava tão maluco que achou que eu fosse o Al, e tentou me matar”.

“Tentei te matar?”, perguntou Nezha, chocado.

“Mas aí o Al apareceu”, disse Ar, sentando-se na cadeira e abrindo seu laptop, “E você virou pra ele e disse: ‘Me faça sentir vivo novamente!’ e os dois começaram um confronto físico, destruíram quase todo o local onde eu morava, mas no final o Al conseguiu imobilizar e você caiu inconsciente. Você era base de um experimento”.

“Cara, isso é uma viagem muito estranha. Se você inventou isso, tá sabendo contar muito bem”, disse Nezha.

“Você ficar tanto tempo adormecido, mais os medicamentos, causaram imensos danos no seu cérebro. Veja essa ressonância”, disse Ar, mostrando uma folha com exames de Lucca, e os de uma pessoa normal, “Os lóbulos da memória foram altamente danificados, mas algo deveria ser colocado ali. Usaram um computador potente e preciso, por meio de impulsos elétricos colocar algo ali. Neurônios se comunicam por impulsos elétricos, o que é teoria pra muitos, é eficiente pra outros. Mas não poderiam deixar você como Lucca. Você era um corpo sem alma, um guerreiro sem memórias, e suas memórias e o poder de influência que você tinha eram tão grandes quanto do Arch. Mas sem suas memórias, você era apenas um pedaço de carne. Resolveram então fazer um experimento, colocando uma persona diferente, mas que tinha uma ligação forte com todos, principalmente Arch”.

“E quem seria?”, perguntou Nezha.

“Ludwig Schultz”, disse Ar.

“E quem é esse aí, porra?”, disse Nezha, enfurecido.

“Você não conhece? Nossa, realmente apagaram sua memória, Lucca!”, disse Ar, surpreso.

“Fala logo quem é esse Ludwig Schultz!”, gritou Nezha.

Ar pegou um cachimbo. Não gostava fumar, apenas pra relaxar, ao contrário de Al que era um fumante convicto. Nezha tentava pensar, tentar achar quem era esse homem, mas não achava. Sua cabeça estava muito confusa, e toda aquela história parecia roteiro de um filme de ficção barato. Imerso em drogas? Perda de memória? Transplante de persona? Giancarlo Lucca? Isso não parecia real.

“Ludwig Schultz...”, disse Ar, soltando a fumaça do cachimbo, “Foi o tutor de Arch. Foi o grande mestre do meu pai. Mas a simulação da persona dele, embora fosse experimental e simulada por um computador, acabou criando um segundo Schultz que, ninguém sabia o porquê, odiava Al com todas as forças, e o queria morto”.

“Cara, que viagem do cacete! Se é isso tão verdade então, porque eu não sou esse tal Schultz? Nem sei de quem se trata!”, respondeu Nezha.

“Eu te disse que o Al te deixou desacordado, não? Ele te levou de volta e novamente você foi imerso em coma, e retiraram a persona do Schultz e criaram uma artificialmente, implantando memórias na sua mente. Criaram esse espanhol que você acha que é. Por isso você lembra que tinha um carro em 1996. Qual era o modelo do carro, Nezha?”

“Era um Fiat Doblo azul”, respondeu Nezha.

Ar pesquisou na internet e mostrou. Fiat Doblo foi lançado apenas em 2000. Mas ele sabia que pessoas que passaram por lavagem cerebral entravam em contradição muito facilmente nas memórias apagadas e inseridas. Após mostrar a foto e virar seu laptop de volta pra si, Ar repetiu a pergunta, mudando o foco:

“Um Doblo, certo? E qual era a cor?”, perguntou Ar.

“Era prata”, respondeu Nezha, convicto.

“Há segundos você respondeu outra cor. Tem certeza?”, questionou Ar.

“Sim, era prata, não tenho dúvidas”, disse Nezha.

Era tudo o que Ar precisava saber.

“Me diga, depois de descobrir tudo o que o Al fez com você, destruindo seu passado, você ainda vai ficar do lado dele?”, perguntou Ar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Porque tinha que ser logo você?

Foi paixão à primeira vista. E já fazem uns cinco anos.

Eu lembro que a minha primeira reação ao ler o que você escrevia, há muitos anos, foi um bocado decepcionante. Via uma mulher deprimida, que não se dava a chance de amar ninguém, e eu sabia que desde aquele primeiro momento que nada mudaria a sua cabeça.

Teve aquela sua amiga, que me jogou um balde de água fria, e me indicou fortemente a nunca mais nutrir esse sentimento por você. Pois eu não conhecia você. E ela disse que você era uma pessoa sonhadora, e que era feliz assim. Sonhar, sonhar, sonhar. E talvez nunca ver a realidade de nada se concretizando.

Já eu, era o choque da realidade. Eu não queria sonhar com você. Eu queria você do meu lado, real. Com todas as imperfeições. Com todo o seu gênio difícil e teimoso. Mas também com seu gênio de fazer o bem sem falar nada a ninguém. Mas naquele momento já era tarde. Nós já tínhamos uma ligação forte, e durante muitos dias eu fiquei triste nesses quatro anos. E nesses quatro anos fui atrás de outras paixões, outras mulheres que pudessem cobrir esse buraco enorme dentro do meu coração que te espera, mas nada dava certo.

Inconscientemente tinha o medo de você continuar a aparecer nos meus sonhos. Porque simplesmente eu te amava, mas eu sabia que você nunca me amaria. Nunca. Eu sentia pela sua indiferença comigo. Sentia pela distância. Sentia pelos foras que você sempre me dava, mesmo quando tudo o que eu queria era ficar do seu lado, quietinho. Ó destino! Quem me dera se eu fosse um cara loiro, que morasse em outro país, ou que tocasse Beatles, ou ainda que fosse rico. Amor não enche a barriga, não tenho muita coisa a oferecer.

Durante quatro longos anos eu fugi. Toda vez que eu via meu coração sendo tomado pelo sentimento por você, eu lembrava do que essa sua amiga havia me dito: "Ela nunca vai ficar com você". Muitas vezes me perguntava que amigas cruéis são essas que pareciam querer manter você imersa no seu mundo de faz de conta e nunca incentivar você a enfim buscar um amor real.

Um amor que você consiga se encontrar. Um amor que não seja idealizado. Um amor que você conheça a pessoa, e não seja um dos muitos que você só viu uma vez na vida e elegeu como sua cara-metade. Eu hesitei muito, mas em algum momento eu pensei: "Ela tem suas imperfeições, é verdade, mas ainda assim, eu não consigo viver longe dela. E aceitaria todas essas imperfeições. E seria talvez o cara mais feliz do mundo, pois mesmo sendo imperfeita, seria perfeita pra mim".

Eu sabia desde o começo da sua resposta. E num ímpeto de desespero da minha parte, eu menti. Disse que eu não ficaria com você sob hipótese nenhuma.

Eu lembro que eu derrubava lágrimas escrevendo isso. Mas chorava porquê? Durante meses a fio foi sendo indicado o estômago. Mas foi indicado porquê? Meu estômago doía toda vez que pensava em você. Mas doía porquê?

Simples. Porque eu fui amar justo você.

E antes da sua viagem eu fui com toda minha coragem falar dos meus sentimentos pra você. E tudo o que eu recebi foi uma risadinha irônica que ficou gravado na minha cabeça como a cena mais dolorida que vivi na vida: "Hahaha! Mas você sabe que comigo não deve nutrir esperanças, né?".

Não. Tudo o que me moveu e move é isso. Esperança.

Acho que muitas músicas descrevem o sentimento que tenho por você.

Como posso eu simplesmente deixar você ir embora? Simplesmente deixar você partir sem deixar rastros? Porque nós compartilhamos o riso e dor, compartilhamos até mesmo as lágrimas. Você é a única que realmente me conheceu por inteiro.

Não quero estar de fora, aonde está você? Eu tive que ir embora, mesmo querendo ficar. Agora eu sei. Eu sei que eu fui embora mas agora eu quero você de volta pra mim...

Minha vida cigana me afastou de você, por algum tempo que eu vou ter que viver por aqui longe de você... Longe do seu carinho. E do seu olhar. Quem me acompanha, já tem muito tempo penso em você a cada momento. Sou água de rio que vai para o mar, sou nuvem nova que vem pra molhar: essa noiva que é você.

E corro pro ônibus, querida, enquanto ando, penso em nós, querida. Eu faço uma pequena oração pra você. No trabalho, eu apenas faço hora, e durante a minha parada pro café eu faço uma pequena oração pra você.

E eu acho que é isso que chamam de tristeza. Eu poderia usar o tempo em minha mãos para estar ao seu lado, rindo como crianças, vivendo como amantes, retumbando como trovão sob os cobertores. E eu acho que é isso que chamam de tristeza.

Sim, tem músicas cafonas. Mas fazer o quê? Amor é cafona... Mas é sincero. É do meu coração.

Eu não estou confundindo as coisas. Acho que nunca estive tão lúcido quanto estou agora na minha vida. Eu estaria pronto pra me jogar nesse desconhecido, e mesmo que fosse para dar de cara na parede, eu teria coragem de me jogar sim.

Mas poderia dar certo também! Pois acima de tudo o que me move é essa esperança. Esperança não apenas de que você me escolha, mas também que juntos superaremos todos os obstáculos, não porque temos dinheiro, ou porque eu não seja o homem dos seus sonhos.  Mas sim que se unirmos nossa amizade com amor, o céu será o limite, e teremos um ao outro.

O que mais me dói é pensar porque tinha que ser logo você? =(

sábado, 25 de outubro de 2014

Metroid Prime 2: Echoes

Sim, o jogo é muito velho! O jogo é de 2004, e eu só jogava ele de vez em nunca quando pegava ele pra jogar na biblioteca do Senac, onde estudava. Quando abri o jogo agora, uns sete anos depois que joguei pela última vez, vi que eu tinha jogado umas três horas de jogo. Mas não hesitei e apaguei e comecei do zero de novo.

Eu sou um super fã da franquia Metroid (SAMUS SUA TESUDA MARAVILHOSA VEM COMIGO LOIRA DELICIOSA!). Meu primeiro videogame foi um Super NES, com o game Super Metroid. Porém, essa paixão pela Samus Aran só veio na fase adulta: eu tinha muito medo de Metroid. O que mais me aterrorizava era essa tela inicial do game com essa música:



Eu lembro que eu chamava a Samus de Metroid (os metroids na verdade são esses bichinhos gosmentos e verdes com garrinhas que está flutuando enclausurado aí nesse vídeo acima), e morria de medo. Mas depois já adulto, eu vi que esse era um jogaço, e não demorei muito pra emular a versão do NES e do Gameboy pra colocar as mãos! Em 2002 eu comprei Metroid Prime pro Gamecube, que eu terminei umas seis vezes... Incluindo 100% no modo normal e difícil. Jogo quando gosta é assim mesmo!

Só que eu não consegui comprar o Metroid Prime 2, na época virou uma febre de Playstation aqui em casa e meu sonho afundou junto. Mas como sonho a gente tem tempo pra realizar (mas ainda assim devemos realizar!) enfim joguei agora Metroid Prime 2: Echoes.

Metroid Prime 1 já foi algo que deixou todos boquiabertos. Muita gente dizia que daria muita merda a Nintendo confiar uma das mais famosas franquias para um estúdio americano que disse que transformaria o jogo de plataforma em tiro em primeira pessoa. Mas o jogo foi muito premiado, provando que trabalho bem feito pode ser feito até por homenzinhos verdes de Marte que, se for feito bem, povo vai gostar.

O Prime 1 manteve vários elementos clássicos da série Metroid. A "bolinha" (Morph Ball), os tiros (Power beam, Wave beam, Ice beam, Plasma beam), as roupas (Varia Suit, Gravity Suit) entre outras coisas. Eu acho isso uma tática incrível quando você quer mudar o jogo totalmente como foi a proposta da Retro Studios. Mantendo o antigo, você mantém os fãs das antigas, e apresenta aos novos o que ele teve pra ter tanto sucesso.

Se tivessem lançado o Prime 2 antes do 1, eu não tenho dúvidas que todo mundo ecoaria um: QUE BOSTA. Especialmente os fãs das antigas como eu. Porque mudou muita coisa, muitos itens, ficou mais desafiador, e quase não tem elementos clássicos da série. Ficou um jogo puramente Retro Studios. Mas, ainda bem que foi lançado depois do 1.

Difícil é ver algo ruim. Acho que isso dos tiros acabarem é um saco, o Light Beam e Dark Beam. Se bem que, durante o jogo, foram raras as vezes que fiquei sem munição. Achei a Dark Suit muito feia, mas isso é compensado pela Light Suit, que parece feita pela Apple:


E achei alguns chefes ou estupidamente fáceis, ou ridiculamente difíceis. São quatro chefes apenas, e, por exemplo, tinha do Chykka, o segundo chefão, que era MUITO difícil. E depois o próximo chefão é o Quadraxis, que é MUITO fácil. No Prime 1 todos eram MUITO difíceis! Do Flaghra, até o Metroid Prime. Mas enfim, jogo nota dez mesmo, conseguiu fazer o impossível, tornar o que era perfeito ainda melhor. ;)

E ainda de primeira eu consegui 82% o game, e consegui ver a Samus sem roupa sem armadura, aqui olha!

Com dez anos de atraso, mas antes tarde do que nunca! =D

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Doppelgänger - #41 - Giancarlo Lucca.

“Lucca, sente-se aí”, disse Ar.

Nezha sentou-se. Aquilo parecia um escritório de um grande empresário. Mas ainda assim era apenas um dos muitos escritórios que Ar usava. A vista da janela dava para Waterloo. Ainda estava no centro de Londres.

“Agora é a sua vez de cumprir o trato. Quem diabos é esse Lucca?”, perguntou Nezha.

Ar tirou da prateleira um grande fichário. Ficou ainda alguns minutos em silêncio depois da pergunta que Nezha havia feito. Aquilo parecia uma eternidade para ele, mas Ar parecia vasculhar algo naquele fichário. Quando achou, sem ainda dizer uma palavra, mostrou pra Nezha.

Era uma folha com muitos dados, parecia uma ficha completa. A foto era muito parecida, exceto pelo cabelo, que era maior e jogado pra cima. Nezha tinha um cabelo bem curto, raspado, estilo militar. Via que na ficha a pessoa tinha as mesmas habilidades dele. Habilidades de espionagem, sabotagem, armas, interrogatório e disfarce. Seu nascimento era 10 de novembro de 1963. Também não batia com a de Nezha, que era 11 de outubro de 1973.

O nome no topo da ficha era bem claro: Giancarlo Lucca.

“Você foi o braço direito do meu pai, Lucca.”, iniciou Ar, “Porém, depois que meu pai foi acusado de traição e assassinado, você era o próximo da lista a ser caçado. Porém, antes de a Inteligência te achar, você foi atrás de Al”.

“Eu fui atrás do Al? Mas porquê? Isso não faz sentido!”, perguntou Nezha.

“Al estava tomado pela cólera e queria se vingar de cada um dos que foram responsáveis pelo expurgo e morte do irmão mais velho dele. Entre setembro e outubro de 1995 vocês se encontravam quase que diariamente, e você revelou a ele onde estavam muitos dos que trabalhavam com o Arch no Sector 9”.

“Impossível... Em 1995 eu... Merda... Não consigo me lembrar de nada!”, disse Nezha, como se estivesse sendo acometido por uma dor de cabeça.

“Mas a sua história não acaba aí, Lucca”, disse Ar, “Em 1995 ainda você, pelas condições onde você morava, você acabou contraindo uma pneumonia muito forte, e foi hospitalizado em estado terminal. Você estava mais morto do que vivo, e Al usou todos os recursos para te manter vivo. Te deixaram imerso em drogas durante quase cinco anos. Cinco longos anos você praticamente vegetou. E tentaram recriar suas células com células-tronco, radicais livres e outros medicamentos. Você era quase um Frankenstein deles”, disse Ar.

“Nossa... Mas eu, que estranho, eu me lembro vagamente de algumas coisas, como o carro que comprei em 1996, a viagem que fiz pra Irlanda em 1997... Isso que você me conta deve ser mentira!”, disse Nezha, avançando contra Ar, agarrando-o pelo colarinho, empurrando-o na prateleira.

“C-calma”, disse Ar, sendo sufocado por Nezha, “Só que eles não contavam com uma coisa, em abril de 2000 você fugiu! Você parecia um maltrapilho, tinha uma aparência terrível, e estava tão drogado que não conseguia falar nada com nada. Mas você nunca havia deixado de ser quem você sempre foi”, disse Ar.

“E QUEM SOU EU?”, gritou Nezha, furioso.

“Um... Grande es... Espião”, disse Ar.

Nessa hora Nezha largou Ar, que caiu no chão, ofegante.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Coisas legais que notamos em eleições.

Essas eleições tão um saco.

Ok, todo ano é um saco, gente que defende com unhas e dentes candidatos que no fundo não vão mudar porcaria nenhuma, seja Aécio, seja Dilma. Vai continuar tudo a mesma bosta, pra que gastar saliva ainda como se um fosse a solução do país? Pessoas são obrigadas a escolher o menos pior.

Mas uma coisa que eu gosto muito é que enfim estão contestando uma coisa que acho que deveria ser proibida há tempos: pesquisas de boca de urna.

Não tanto a questão dos resultados na urna, que também saíram nada a ver com as pesquisas. Mas sim que juntando os votos brancos, nulos e quem absteve, temos nada menos que 37 milhões de pessoas que teve seu voto não computado.

Eu sou uma das pessoas que mais levanto a bandeira não de algum partido, e sim de acabar com voto obrigatório. A vida prova: quando pessoas são obrigadas a fazer alguma coisa, sempre fazem merda, já dizia o comediante John Oliver (e sim, já elegemos um rinoceronte! Depois falam do Tiririca).

Sem o voto obrigatório sobraria mais dinheiro, só iria votar quem quisesse, porque o problema não é votar, mas as consequências de você não votar. O governo te tira vários direitos, incluindo o de tirar o passaporte por algo que deveria ser meu direito - e não dever.

Outro ponto que queria falar é que todos diziam que jovens defecavam e andavam pra política. Vieram as manifestações de julho do ano passado, e todo mundo agora tá achando que Facebook é local de protesto ou militância, seja partidários do PT ou PSDB.

Sabe, eu vejo um lado bom também, enfim as pessoas estão tendo consciência política. Uma coisa que me destrói o coração é gente dizendo que só vota em quem, por exemplo, está bem nas pesquisas, pois acham que se votarem em outro seu voto valerá nada. A urna está lá pra registrar a sua escolha. Marina Silva, por exemplo, era uma candidata nanica em grande parte das eleições de 2010, e ficou com um surpreendente terceiro lugar absoluto.

O importante não é se a pessoa vota no PT ou PSDB. O importante é a pessoa votar de maneira consciente. Eu se fosse político preferiria receber uns trinta votos de pessoas que conhecem minha proposta do que milhões que são Maria-vai-com-as-outras.

É só abrir Twitter ou Facebook pra ver a bagunça: todo mundo tem no mínimo um amigo que defende PT ou PSDB com unhas e dentes. Daqueles que posta vídeo, reportagens, links, ataques, de vinte em vinte minutos (e normalmente tem de um a três likes. Já deixei de seguir vários...).

Para esses, eu tenho um recado do Dollynho que achei genial:


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Doppelgänger - #40 - Não existe outra opção.

Victoire estava sozinha. Al estava em algum lugar do mundo com seu mestre. Agatha e Nezha estavam presos, provavelmente sobre a acusação de atividades ilegais de espionagem. Ar estava solto. E logo ela estaria presa também, mas não sabia em quem confiar. E esse tal de Neige? Ela não tinha opção, pelo menos se fosse ele, era melhor arriscar do que ficar parada lá esperando a polícia chegar. Pelo seu telefone Neige ia dando instruções pelo GPS no celular da francesa.

“Siga essa rua até o semáforo, depois vire”, dizia Nezha enquanto Victoire andava a passos curtos e rápidos. Logo ela estava dentro do DLR, os monotrilhos das docas de Londres rumo à Tower Gateway. Em mais ou menos vinte minutos já estava muito próximo à Torre de Londres, o castelo medieval conservado no centro da City londrina. Mas o local do encontro era relativamente próximo dali.

Copper’s Row... pensou Victoire.

“Eu estou aqui. Estou com um moletom cinza e estou de touca aqui sentado”, disse Nezha pelo celular. Victoire foi então ao seu encontro.

Na hora que Neige viu Victoire, ele abaixou a touca revelando seu rosto. Era um rapaz branco, aparentemente jovem, com um cabelo loiro-escuro, olhos pretos, e óculos. Seu rosto tinha um desenho de barba bem rala, como se tivesse ficado alguns poucos dias sem fazer. Parecia um nerd comum, não uma pessoa tão capaz dentro da Inteligência.

“O DLR estava meio lerdo, né?”, iniciou Neige, “É tão pertinho Canary Wharf daqui... Foi quase meia hora”.

Victoire sentou ao lado de Neige. Tinha uma pistola na sua bolsa, que apontou para Neige, escondendo-a por baixo do seu sobretudo.

“Quem faz perguntas aqui sou eu, seu idiota”, disse Victoire, enfática, “Quem diabos é você? Esse sotaque... Você é americano?”.

“Calma, calma, por favor, não atire. Sou realmente amigo, confie em mim”, acalmou Neige, “Sou da Carolina do Norte sim, sou especialista em computação, ou como outros me intitulam, um hacker dos bons”.

“Qual sua filiação?”, disse Victoire, empurrando ainda mais a arma em direção à cintura de Neige.

“NSA”, respondeu Neige.

“E da onde você conhece o Al?”, perguntou Victoire.

“O Al é meu amigo, tô falando sério! Escuta, acho que quando virem que você não está naquele prédio vão mandar policiais em todo perímetro. O Al pediu pra cuidar de vocês, mas foi difícil encontrar vocês. Eu já perdi dois, portanto preciso que confie em mim, senão vai ser mancada com meu amigo. Do outro lado da Trinity Square tem um táxi esperando. Ele sabe as instruções e pra onde tem que levá-la. Eu vou te encontrar lá, mas preciso te colocar num lugar seguro antes, pois o Ar e a polícia estão atrás de vocês... E como você bem sabe...”, disse Neige, olhando para um muro, onde havia uma câmera, “Londres é o local mais vigiado do mundo. Vá com extremo cuidado”.

“Como posso saber se posso confiar em você?”, disse Victoire.

“Simples. Não tem outra opção”, disse Neige, mantendo a postura séria.

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Agatha estava sendo interrogada. A clássica cena entre quatro paredes, um imenso espelho, uma mesa, cadeira, e luz. Muita luz. Estava algemada.

“Estão faltando dois, holandesa”, disse o oficial, “Onde estão Victoire e Al?”.

“Devem estar por aí, oras. Eu não sou grudada com eles, não sei se deu pra perceber”.

Agatha já havia trabalhado na Inteligência. E sabia como interrogatórios funcionavam. E durante alguns minutos conseguiu enrolar bem o oficial novato. Foi aí que entrou na sala outro interrogador. E Agatha conhecia muito bem.

“Dawson. Pegou o primeiro voo pra cá?”, disse Agatha, num tom de deboche.

Dawson deu uma risadinha amarela.

“Temos algumas regalias, Agatha, você sabe”, respondeu Dawson. O mesmo que estava no encalço deles na Itália.

Capitão Dawson tirou uma foto da carteira. Mesmo com o mundo cheio de tecnologia, ainda era saudosista e gostava de revelar fotos. Era uma selfie de um casal que Agatha não os reconheceu de pronto. Dawson explicou quem era.

“É meu filho Jack, e sua esposa, Rose. Isso faz poucos anos, quando eles noivaram. Mas não mudaram muito não”.

“Nossa! O Jack cresceu e ficou um gatinho. E essa mulher dele também é bem bonita. Sem dúvida vai ter netos muito bonitos, Dawson. Parabéns!”, disse Agatha.

“Obrigado! Mas sabe que, se fui chamado aqui foi pra tirar de você algumas respostas, né Agatha?”, disse o capitão.

“É... Eu já temia isso”.

O capitão Dawson desligou o microfone da sala. Tirou o paletó, colocando na cadeira e olhou firme para Agatha, sentada na cadeira, algemada.

“E você bem sabe que nós da Inteligência não somos muito diferentes na hora de obter informações. E faz um bom tempo que não pratico meu esporte favorito...”, disse Dawson, com o rosto desfigurado pela raiva, sedento por um pouco de sangue.

“Seu esporte favorito... Tortura?”, respondeu Agatha, com um tom de cinismo.

“Exato, minha cara. Exato”.

“Mas já aviso de antemão que realmente não sei nada. Se encontrar o Ar me deixou surpresa, encontrar a polícia foi mais inesperado ainda. Se você analisar os fatos pelos fatos vai ver que estar aqui era a última coisa que passou pela minha cabeça, Dawson. Pode me torturar o quanto quiser, que não tenho como dizer nada, pois realmente não sei”.

“Vejamos...”, disse Dawson.

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A porta do camburão se abriu e ele desceu. Uma pessoa estava apontando um carro, um luxuoso BMW. Ao entrar, ele deu de cara com ninguém menos que Ar.

“Lucca, obrigado pela sua ajuda”, disse Ar.

“Ar... Eu só fiz isso por um motivo e você sabe muito bem”, respondeu Nezha.

“Sim. Eu sei. Eu vou te mostrar toda a verdade sobre quem você é e o que fizeram com você, Lucca. Vamos comigo para minha central. Você não vai se arrepender”, concluiu Ar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Como respeito aos gays ajudariam os héteros?

Antes de mais nada, eu sou homem e hétero, e essa visão é de uma pessoa realmente sem preconceitos que tem muitos amigos(as) gays e não vê problema nisso. Quero trazer à reflexão algo que há muito venho observando na sociedade.

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O primeiro ponto que queria discutir é o machismo. Sim! O machismo. Essa merda que causou mortes, estupros, violência, discriminação, e que muitas pessoas ainda acham que é preciso ser macho antes de ser homem.

Mulheres, crianças, homossexuais, muitas pessoas são alvo do machismo. Mas o que quero discorrer aqui é que machismo é muito danoso para homens também. E que talvez estejamos vendo o embrião de uma transformação social muito boa, tal como foi na década de sessenta com o estouro do feminismo.

Homens evoluíram muito pouco em comparação ás mulheres. Mas, graças ao movimento feminista, e os ecos até os dias de hoje, os homens mudaram bastante também. Hoje em dia existe muito respeito, não existe mais casamentos forçados, e por mais que muitos neguem, casais nos tempos de hoje se relacionam de uma maneira muito diferente do início do século. Óbvio que existem milhares de coisas para se melhorar, mas o movimento feminista não beneficiou apenas mulheres - os homens mudaram também. Ao ponto de a coisa ser tão natural hoje em dia que a geração com mais mão de ferro já se foi, e coisas que eram naturais lá atrás, hoje são inconcebíveis.

No meu último trabalho eu trabalhava com dois caras, de mais de quarenta anos. Eu achava engraçado como eles não aceitavam a cultura gay em ascensão hoje em dia. Eu aceito, e nem por isso sou um. Mas o fato de "aceitar" era algo terrível e nojento pra eles, e aí vi o enorme desfiladeiro que divide as gerações.

Porque eu, hétero, devo apoiar o movimento gay?

Tudo está no problema sério do machismo. Não falo do machismo de pedreiro de chamar a mulher de gostosa na rua, essa é apenas a ponta do iceberg, mas sim como o machismo engessa a nós homens, que temos que seguir um padrão de comportamento, e caso não seguirmos somos alvo do próprio machismo de diversas maneiras - e mesmo vindo de mulheres! Existem muitas mulheres tão machistas como homens, isso é inegável e conheço umas doze. Doze mil.

Quer ver um exemplo? Eu sou um homem que se emociona. Eu choro, oras. E chorar nunca me fez sentir atração por homens, uma coisa não tem nada a ver com outra. Pode parecer algo bobo, afinal sempre um homem chorando na tevê causa uma certa comoção, mas a minha questão é: homens tem tantos sentimentos quanto mulheres, não deveria haver a comoção, deveria ser algo... Natural!

O homem mudou muito com o movimento feminista. E talvez daqui a uns 30 ou 40 anos, veremos o quanto homens mudarão com a ascensão do movimento LGBT. Poucos homens devem saber, mas o padrão de homem musculoso (que inclusive muitas mulheres curtem) foi algo criado no movimento gay. Até então, ser másculo era ser extremamente magro. Pode ver as fotos na década de sessenta ou setenta. Foi uma estética criada por gays e posteriormente adotada por héteros. E as influências boas não acho que se limitariam apenas ao aspecto da aparência.

O machismo, por exemplo, me impede de ser um homem com sentimentos. Lágrimas nos olhos não definem com quem quero passar a noite. Mas espero que daqui a alguns anos olhem pra trás e vejam que o machismo além de ter causado violência contra a mulher e agressão contra gays, também engessou comportamentos masculinos que faziam parte de nós o tempo todo. E acima de tudo, aceitar isso nunca vai ditar se você gosta de xoxota ou piroca.

Por isso vejo o movimento gay e mesmo sendo hétero, eu torço muito por eles. E quem sabe daqui a alguns anos daremos risada do discurso de pessoas como Levy Fidelix, e não ficaremos estarrecidos como é hoje em dia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Doppelgänger - #39 - A reviravolta

Victoire do alto do prédio, com um sniper, estava com a cabeça de Ar na mira. Ela era uma especialista em armas, além de combate. Embora suas habilidades no mano-a-mano fossem do mais alto nível, suas habilidades como atiradora de elite eram insuperáveis. Usar um PSG era mais confortável pra ela do que a calça legging que estava usando.

Ar ficou algum tempo mudo depois de encerrar a ligação. Seu rosto tinha um singelo sorriso, mas mostrava preocupação, por estar levemente cabisbaixo e olhando pros lados, tentando raciocinar.

“Agatha, onde está o Al?”, disse Ar, direto ao ponto.

“Eu não sei. Mas quem deve fazer perguntas aqui s...”, disse Agatha, que foi interrompida pelo Ar: “Não, não, não... Onde está o Al, vamos, me diga”.

“Nós não sabemos”, respondeu Nezha.

Ar ficou um tempo calado. Mesmo na mira de uma sniper ele parecia estar no controle de tudo. Mas ao mesmo tempo parecia apressado por algum motivo não aparente.

“Vocês são o de menos. Não posso agir com um cara como o Al solto por aí”, disse Ar.

Nessa hora o barulho de sirenes era ouvido, e Agatha sentiu um frio na espinha. Cerrou seus olhos e torcia para que não estivessem indo pra lá. Porém, o som ficava cada vez mais alto e nítido: policiais estavam indo pra lá.

“Vamos, Agatha. Se você me falar onde está o Al eu posso salvar a pele de vocês. Dentro de poucos minutos essa praça vai estar cheia de policiais para pegar vocês”, disse Al.

“MERDA, VICTOIRE! ATIRA NELE!!”, gritou Agatha, no microfone.

Victoire virou o rifle pra cabeça de Ar na hora. Seu dedo já estava no gatilho e pronto para disparar, quando Ar olhou pro prédio onde Victoire estava. E logo, Ar estava olhando para o andar onde Victoire estava. E momentos depois, os olhos de Victoire encontraram os de Ar.

Esse olhar... Não, não pode ser. Que sentimento é esse? Porque estou sentindo esse frio no estômago, essa tristeza? Droga, droga, droga... O tempo tá passando, preciso dar um fim nele logo, mas esse gatilho... Emperrou? Não!, pensou Victoire.

Não está emperrado, o que é isso?!, pensou Victoire.

Meus olhos estão ficando embaçados. Assim não vou conseguir mirar. E o ar-condicionado nem está ligado aqui, o que diabos está acontecendo! Preciso atirar nele logo!, pensou Victoire.

Nessa hora Victoire viu que não havia nenhum problema com a luneta do sniper. Seus olhos estavam lacrimejando, e uma lágrima caiu.

Não consigo atirar... Esses olhos, essa feição, parece a pessoa que eu amo! Eu sei que não é, mas isso parece um pesadelo! Eu jamais conseguiria matar ele... Ele parece muito o Al!, pensou Victoire.

“Bom, isso cuida dela”, disse Ar, irônico, “Agatha, última chance, é tudo ou nada: onde está o Al?”.

Agatha ficou calada encarando Ar. Ela não tinha pra onde correr. Ficou uns 30 segundos assim. O suficiente para que a polícia chegasse na praça.

Quatro viaturas da Força tática real e duas viaturas da polícia londrina estacionaram na frente da praça e despejavam uma tropa armada que estava indo em direção de Agatha e Nezha.

Era tarde.

Merda... Victoire não atirou porque? Será que o Ar mandou alguém lá?, pensou Victoire.

“Parados aí! Mãos para o alto! Aqui é a polícia!”, gritou o policial.

Agatha e Nezha levantaram as mãos. Ar permaneceu no mesmo local, de braços cruzados.  A holandesa não acreditava que isso estava acontecendo. Justo quando estava tão perto de por um ponto final nessa história, uma reviravolta dessas acontecer. Um grupo de policiais foram na frente dela e checaram pra ver se ela portava alguma arma, e logo Victoire estava de joelhos no chão junto de Nezha.

E quanto a Al? Ambos estavam preocupados. Será que esse treinamento vai durar quanto tempo? Quem é esse “mestre” que ele queria se encontrar? Mais do que nunca eles precisavam da ajuda de Al, e ele não estava lá.

Foram algemados e levados ao veículo para serem escoltados. Antes de entrarem o inspetor de polícia os encarava, e disse num inglês cheio de sotaque escocês:

“Vocês estão sendo presos por desobediência, traição e atividades ilegais. Seu status era ‘disavowed’, todas as suas atividades não estavam sendo monitoradas nem ao menos autorizadas. Foi difícil pegar vocês, mas enfim conseguimos. Já para a delegacia! Precisamos ter uma conversinha”.

Agatha não acreditava. Aquilo parecia um pesadelo. Tudo estava arruinado. Ar havia ganhado, ele é muito superior, mesmo sendo uma criança perto deles. Ar era um moleque de apenas vinte e quatro anos, mas incrivelmente inteligente, um prodígio.

Observando pela pequena janela do camburão, Agatha via Ar ainda os fitando, de longe.

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Victoire não sabia o que fazer. Seus amigos estavam sendo presos e ela não sabia o que fazer. Provavelmente ela seria a próxima. Foi aí que seu celular tocou.

“Victoire, sou eu, Neige. Eu estou bem próximo de você, preciso que siga as instruções para se encontrar comigo. Confie em mim, vamos dar um jeito nisso”.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Você criança teria orgulho de você adulto?



Esses dias tava ouvindo aquela música da Whitney Houston:

"I believe the children are our future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they possess inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be"


(rá! Acharam que era qual música? I'll always love you?)

Eu quando era moleque sempre quis ser adulto. Mas não sou dessas pessoas que sente falta da infância, minha infância foi muito dura e, embora não tenha me faltado nada na questão de sustento, meus pais foram muito rígidos comigo e não consegui fazer a coisa mais importante de quando se é criança: ser criança.

Mas o mesmo tempo eu tinha vários sonhos de quando fosse adulto. O primeiro era ter o cabelo que eu me sentisse melhor. Eu detestava cortar cabelo, e meu pai, num dos ataques dele, quando eu tinha uns nove anos me levou pra cortar cabelo e disse que "era hora de eu virar homem" e mandou fazer um corte jogado pra trás, pois era "de homem"...

Eu lembro que cortei o cabelo chorando até dizer chega, porque meu pai queria que eu, com nove anos, já fosse um adulto, e nem o cabelo que eu queria me deixava escolher.

Eu me sinto muito bem com crianças. Não tenho muito o sonho de ser pai, mas entre ir pra uma balada com música alta, tudo escuro, sem espaço pra andar e ir pra uma festa de criança com bolo, refrigerante e salgadinho, essa segunda vai ser sempre minha opção favorita! Ser adulto é muito chato.

Normalmente em festas de crianças hoje em dia eu aproveito pra ser a criança que meus pais nunca deixaram eu ser. Só dá eu, de quase dois metros, correndo, pulando, comendo doce. Eu me sinto muito bem! E as crianças não ligam não, acho que me vêem como um adulto meio criança por dentro.

Quando era moleque, eu ia pra festas de crianças e eu era proibido de brincar, tinha que ficar plantado do lado dos meus pais vendo as crianças correndo, pulando, fazendo bagunça, e isso sempre me machucou muito. E se eu desse uma escapada pra brincar de esconde-esconde que seja, quando chegasse em casa era surra na certa por desobediência.

Talvez seja por isso que eu sempre entendi o Michael. Gostaria de ter minha Neverland também pra voltar a ser Peter Pan. Se eu tiver filhos vou obrigá-los a brincar, é muito triste quando se é criança não poder ser criança.

Mas acho incrível o dom de adultos de complicar as coisas. Quando eu era criança a gente se apaixonava e pronto. Hoje em dia tem que mostrar se tem carro, se tem casa própria, se tem dinheiro, ser loiro.

Quando se é criança, a gente fica com raiva e briga. Quando adulto a gente engole e fica com aquilo remoendo dentro da gente.

Quando se é criança a gente tem amigos. Quando adulto a gente só sabe ir pra casa e dormir e dá a mínima pra ninguém.

Acho que o segredo é ser como na música da Whitney Houston: "Deixe as risadas das crianças nos lembrar de como nós éramos". E acho que essa simplicidade que é o segredo da felicidade. =)

Afinal, em que momento da vida esquecemos isso?

Doppelgänger - #38 - It's all about the money.

“Bom, esses rapazes atrás de vocês vão garantir que vocês não se mexam. Não querem causar comoção pública aqui no meio de Canary Wharf, né?”, disse Ar.

Agatha sentiu o cano da arma nas suas costas.

“Ar, porque logo aqui no meio da praça? Você previu que o Löfgren ia morrer?”, disse Agatha.

“Não. Aquele lá é descartável como os outros que vieram antes dele. Na verdade eu estava planejando que vocês iriam encontrar com ele. Foi de propósito que eu coloquei o Löfgren ligado a todos aqueles bancos. Entendam que o sistema que eu criei é muito maior do que apenas aquilo”.

“O quê? Não é apenas o Löfgren?”, perguntou Nezha.

“Não, existem muitos outros”, Ar deu um riso cínico, “Eles são muito úteis. O mercado financeiro é muito fácil de se manipular. E de diversas maneiras. Dinheiro hoje vale porcaria nenhuma, por mais que esteja circulando. Porém, as pessoas continuam aí presas e pessoas como nós conseguem agir sem problemas por aí”.

“Ar... Você é um terrorista!”, disse Agatha, com fúria no rosto.

“Bom, isso é apenas um título que vocês me deram. Eu só mexo os pauzinhos. Mexeu com as empresas, diminuiu o lucro desses empresários imbecis, toda a ação deles fica algo muito fácil de se prever. E eu gosto de brincar com esses países. Já quebrei vários bancos, dei poder a outros, tudo isso usando meramente o capital. Sabe, meus agentes estão presentes em todos os bancos, sabendo de todas as ações, e mesmo que seja uma economia forte, eu posso destroçar com um mero comando. Fazer dinheiro hoje em dia é muito fácil, e se você quebra o elo certo da corrente, todo o resto desmorona”.

Ar virou o iPad e mostrou que estava acessando um aplicativo de mapas. Estava na Europa, mostrou a tela pra eles rapidamente e voltou a falar.

“Vamos ver com quem eu vou brincar agora. Vejamos... Ucrânia! O leste europeu é uma grande fábrica de prostitutas pra esse lado. Loiras e peitudas. Vamos mover alguns milhões para um grupo separatista, mandar uma mensagem pra alguns fabricantes de armas pra venderem armas pra eles, e vamos pedir pra empresas de petróleo entrar em contato com eles em off pra eles causarem alguma bagunça por lá. Vou criar uma desestabilização lá pra jogar alguns empresários que quero ali”, disse Ar.

“O que... Petróleo?”, perguntou Nezha.

“Sim. Tem muito dinheiro lá. Não sei exatamente o que vai acontecer, mas com o interesse nos recursos de lá podem tentar de tudo: desde uma revolução interna, como um ataque terrorista, tudo sobre o pretexto de sanar a sede imensa dos empresários. It’s all about the money. E vamos ganhar nossa comissão. Mas se eu me encher, eu posso quebrar eles também, tudo vai de acordo com o meu humor ou com que país eu quero brincar. Meus muitos agentes vão tomar conta de fazer as coisas acontecerem”.

“Seu patife! E como nenhum governo nunca se mexe contra você?”, disse Agatha, elevando a voz.

“Simples. Eles sempre dizem que isso é culpa do mercado financeiro, uma vez que as empresas podem falir ou ganhar lucro. Por isso nunca me culpam, sabe o porquê? Tudo é apenas um jogo. Fazem as transferências, vendem ações, criam boatos, promovem algo em especial. Vendem mais ações, enfim. É um mercado muito sensível”.

“Mesmo assim, não acho que apenas assim você consegue fazer essas coisas”, disse Agatha.

“Um bom mágico não revela os seus segredos”, ironizou Ar.

“Esses agentes da Legatus devem fazer parte de uma rede, todos são interligados”, disse Agatha.

“Sim, isso é óbvio. São realmente muitas pessoas, e no fundo o Legatus é apenas mais uma instituição financeira como qualquer outra. São contatos entre as empresas, muitas vezes feitas com espiões industriais, isso é uma parte do esquema. Nenhum CEO sabe da existência dos agentes, e todos eles estão em cargos de extrema importância em diversas dessas empresas, bancos e agências”.

“Mesmo assim, isso é muito pouco. Existe algo a mais aí!”, disse Nezha.

“Conseguimos fazer dinheiro a partir do nada, como qualquer instituição financeira. A diferença é que o dinheiro não fica no Legatus rodando em juros, enriquecendo. Esse mesmo dinheiro é investido contra e a favor de empresas. Elas podem denunciar, mas não denunciam por um simples motivo”, disse Ar.

“Pft... Essa eu entendi. Se uma empresa é ajudada hoje a derrubar um rival, ela mesma não tem porque reclamar se no outro dia o mesmo for feito contra ela. Logo, os empresários estão mesmo nas suas mãos, Ar. Realmente... Genial”, disse Agatha.

“Bingo! Acho que o nosso maior trunfo na manga foi quebrar o sistema financeiro americano há quatro anos. Todo mundo põe a culpa em calote das pessoas, mas não foi nada disso. Quebramos um banco forte, pois sugamos todo o dinheiro dele e repassamos para um maior. E ambos estavam sob meu controle, queria mesmo era causar problema ao governo. A parte que desviamos foi muito maior do que daquelas dívidas de hipotecas... E se um banco quebra, bem... É o elo fraco do mundo financeiro. Uma reação em cadeia que todos os que dependiam daquele banco caem juntos. Um após o outro. Domínio geral, do dinheiro, da mídia, e do governo”.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Coloquem os babadores. Vamos ver as misses!

Pois é! Passou o Miss Brasil e eu aqui moscando.

É óbvio também que eu não perdi. Só acho que a cada ano a apresentação está pior. Esse ano ficou a Renata Fan (que tem uma empolgação falsa que é insuportável...), o André Vasco com um cabelo lambido pela vaca, e Patrícia Maldonado (sim, aquela que apresentava o jornal com o Faccioli em SP) que é outra que é mais perdida que cego em tiroteio. Poderiam colocar um pessoal mais empolgado, que manjasse mais... Tanta blogueira de moda e beleza aí gente, custa nada apostar. #fikdik

Pelo menos o nível das misses continua impecável. Ano passado eu elegi como a mais bonita a Miss Goiás 2013, uma senhorita chamada SILEIMÃ (????) Alvez Pinheiro. Claro, por ser tão bonita alguma coisa tinha que ser feia, no caso dela: o nome. Que mãe põe um nome desses? Vamos repensar os nomes bizarros aí gente, um dia sua filha pode ser miss.

Mas se ano passado o eixo sudeste/sul/centro tava fraquíssimo, esse ano parece que voltou com tudo. Vamos lá!


Vamos começar pela Miss Bahia, Anne Lima, uma magrelinha que agarrou meu coração por ter esse rosto angelical, um olhar sedutor e tudo isso espalhado num corpaço de 1,81m. Ela é quase do meu tamanho! Ou melhor, ela é do tamanho certinho pra mim (nossa, eu tô parecendo aqueles redatores da Playboy né? Provocativo sem falar baixaria, hehe).

Eu gosto de meninas magrelinhas, tipo "tábua", sabe? Acho que elas sabem ser sexy nas nuances, sem precisar de seios, nem nada. Acho muito legal quem sabe isso ao seu favor, e Anne usou como ninguém.

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Não é porque sou paulista, aliás, São Paulo, pelo menos a capital, é terra de tribufus. Ô lugar pra ter tanta mulher feia por metro quadrado, deus do céu. As bonitas aqui são disputadas a preço de ouro. Por isso, se você mora em São Paulo e busca beleza, desista: vá pro interior. Aqui a poluição afeta muito. Muita mulher feia!

Eu vi o Miss São Paulo esse ano, e foi ela pra quem eu torci do começo ao fim. E não é à toa que ela foi vice! Pra mim ela ganhou o meu segundo lugar também, a paulistana Fernanda Leme. Também é do tamanho que preciso: 1,82m! E como eu disse que interior de São Paulo é terra de beldades, a Fê (sim, sou íntimo!) é de Ribeirão Preto. O centro do estado é fábrica de musas... Nessas cidades tipo Araraquara, Ribeirão, o desafio é achar uma mulher feia na cidade. Digo porque conheço, e eu babei muito olhando as que andavam na rua, hein. Simplesmente não tem mulher feia. Vontade de trazer todas pra embelezar nossa capital de mulheres feias.

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Difícil vir uma feia do Rio Grande do Sul. Marina Helms, da terra da onde um amigo gaúcho me dizia: "Ih Alain, essas daí a gente balança a árvore e cai umas vinte dessas". DESCULPAÊ!! Mas essa é a dura realidade do país. Não tá fácil pra ninguém.

Aliás nesse Miss Brasil as loiras tavam com nada. Teve só duas, do Paraná e Rio Grande do Sul. Mas todo ano todo mundo vê dois estados: Minas e Rio Grande do Sul. E raramente esses dois decepcionam. Além de loira, bonita, ainda é inteligente: estudante de direito.

Marina Helms, seu namorado faz direito?
(essa piadinha é tão velha quanto a do Mario!)

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Rio Grande do Sul e Minas nunca decepcionam. A mineira da vez é Karen Porfiro, quebrando todos os estereótipos de beleza que Minas Gerais anda apresentando nos últimos concursos. Desperdício foi ela sair na primeira eliminatória, isso sim! Pois se a música diz que "Sou flamengo e tenho uma nega chamada Teresa", queria que minha "nega" se chamasse Karen Porfiro! Gente, o que é isso?

Olha, eu admiro muito negras que assumem o cabelo. Onde eu moro, embora tenha muitas pessoas com ascendência afro, todo mundo alisa até dizer chega. Até mesmo no Miss Brasil todo mundo alisa. Mas olha isso. Que personalidade, que beleza, e que vontade de chamar de minha e jamais desgrudar dela! Fazer borbulhas de amor e passar a noite em claro - dentro dela, é claro.

Ai dela se fosse linda assim e um dia chegasse em casa com o cabelo alisado. Já pra fora! Perde toda a personalidade o charme, além do rosto combinar muito bem, e esses olhos, deus do céu!

É Minas Gerais, né cara. Fábrica de misses do Brasil.

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Ano passado eu gostei muito da Miss Mato Grosso do Sul. E tô achando que eu devo ter uma queda por esse estado que faz fronteira aqui com São Paulo. Já é o segundo ano em que uma de lá chega no meu top, a estonteante Erika Moura.

Não foram apenas as pernas (embora tenham influenciado uns 70%), mas ela tem um rosto muito perfeito. É o tipo de mulher que eu chegaria e cantaria ela assim: "Nossa, você tem um nariz lindo, feminino e muito bem desenhado". Será que funcionaria? Acho que não. Mas eu gostei muito do rosto, um dos mais proporcionais e bonitos. Mas que não consigo tirar os olhos das pernas, ah, não consigo!

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A catarinense Laura Lopes mostra que mesmo vindo de um estado do sul não precisa ser loira pra ser linda. Eu achei um dos corpos mais bonitos, e com essa foto ainda lá nas praias do Ceará, fala sério...

Eu não acho que pra ser bonita tem que ser tanquinho. Essa aí eu quando vi no programa reparei como o corpo dela é delineado, por isso se você é mulher, e tem uma gordurinha a mais não se desespere ou se mate na academia. Olha aí como o corpo dela é "irregular" mas passa uma beleza. Eu acho muito sexy essa "barriguinha" que mulheres têm, na área do ventre. E ela tem cinturinha e um seio muito bonito (e os seios também, com todo respeito e admiração).

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Ela tinha o traje típico mais idiota. Não tirava a mão fazendo reverência militar. Mas a brasiliense Luiza Lopes, portadora de lindos e raros olhos verdes, é outra que tinha um charme fora do comum. É uma das que melhor sabia andar e se portar, e olha que muitas ali que são misses não sabem andar de salto.

Tem muita sensualidade em andar de salto, que sabendo usar, deixa qualquer homem maluco. E essa aí sabia dos paranauê!

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Um pouco acima eu disse que minha segunda favorita havia coincidido com o segundo lugar no concurso. A primeira, minha favorita, esse ano coincidiu também com a eleição. A cearense Melissa Gurgel não é do meu tamanho, tem apenas 1,72m, mas o namorado deve ser um dos caras mais felizes e satisfeitos do mundo (sim, ela tem um boi...).

Acho que eu e o Brasil inteiro nos rendemos à beleza dela. Ano passado eu não gostei da eleita de Rondonópolis. Meio feia, mas pelo menos era carismática. Eu vi a entrevista da Melissa no Agora é Tarde, com o Rafinha Bastos, que fez o mesmo que eu faria se estivesse na frente dela: babaria.

Achei ela completa: corpo, rosto e carisma. Difícil achar alguma assim, e olha que o Miss São Paulo já teve respostas digamos... Irreverentes, como essa.

Acredito que esse ano o Brasil tem muita chance no Miss Universo com a Melissa. Pelo menos minha torcida essa aí já tem. E olha que faz uns dois ou três anos que não torço pro Brasil. Mas essa aí tem chance.

Só mais uma foto desse colírio que é Melissa Gurgel. Meu blog é o mais bonito do Brasil com essa linda, não acham? ;)


Que corpo! Dá até vontade de não usar, só pra ver se conserva mais tempo assim, hehe.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Diário de Fotógrafo #23 - Festa de crianças!

Fotografia é prática! Há um tempo fui na festinha do Tomaz, meu priminho, que fez uma festa temática do Chaves. Essas situações são sempre ótimas pra poder praticar, é um local seguro, e sempre uma câmera dessas chama a atenção, e o pessoal sempre posa pra foto, especialmente molecada.

Separei algumas pra mostrar como o tema festa faz mudar ângulos de foto, iluminação e cores, pra deixar tudo condizente com o tema.







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