sábado, 29 de novembro de 2014

Ser bom vale muito a pena.

O templo budista que frequento fica perto do metrô Ana Rosa. E, como sempre tenho que passar pela estação, volta e meia vejo deficientes visuais com dificuldades de andar na estação.

Existe uma associação para cegos perto da estação. Não é raro quando desembarco na estação eu encontrar e ajudar um.

Um dia desses quando saí da estação vi um grupo de cegos em fila andando no meio da rua Vergueiro, de frente a estação. Tinha muita gente na rua, mas ninguém movia um músculo, mesmo vendo o perigo que eles estavam expostos. Fui correndo e os ajudei, dei o braço e descemos até a catraca. No meio do caminho um homem passou e perguntou se poderia tirar uma foto minha levando os deficientes físicos, e eu disse que não teria problema. Ele depois confessou que era difícil ver alguém agindo assim hoje em dia, ajudando o próximo.

Ontem quando fui pegar meu ônibus pra voltar pra casa tinha uma grávida passando mal no terminal. Só tinha uma senhora transeunte que parou para ajuda-la, mas parecia que tinha comprado briga com os funcionários da empresa de ônibus. Parei, ofereci água e um doce que tinha na bolsa pra senhora grávida, e logo ela estava ficando mais corada, até leque eu improvisei pra abanar a grávida.

Perguntei se estava melhor, ela disse que sim, já sentada no ônibus. Eu disse que ia passar a catraca e ela pegou forte na minha mão chorando e disse: "Obrigado de coração. Que Deus acompanhe sua viagem".

Isso que eu fiz é muito, muito pouco. Mas a questão aqui não é a quantidade de pessoas que você ajuda, mas a sinceridade dos seus atos. Eu poderia ajudar mais pessoas? É óbvio que sim! Mas se todas as pessoas ajudassem uma pessoa que fosse, sem duvida teríamos um mundo melhor. Ajudar sem esperar nada em troca mesmo, sabe?

Deixamos de ajudar pedindo algo em troca. O obrigado em lágrimas da senhora grávida valeu pra mim mais que uma bolada na mega sena. ;)

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