terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2014 foi espetacular por quê...

Hoje é um novo dia, de um novo temp...
Não! Eu quero a música de ano novo da Dolly:


Feliz ano novo, vai começar de novo. 
Só com bons pensamentos, vem viver esse momento de felicidade, de fé e boa vontade! 
Para que seu dia-a-dia, seja sempre harmonia! 
DOOOOOLLY! Dolly Guaraná, DOOOOOOLLY!

Ahhh! 2014 acabando. E que ano! Em 2013 eu me entrevistei (porque eu sou louco mesmo! E eu falo sozinho em inglês, o que é pior ainda) e em 2012 o ano não acabou (chupa, povo maia!) e em 2011 foram 11 êxitos de 2011. E estamos de porta com o ano de 2015. O ano em que meu humilde blog completará em dezembro nada menos que... Dez fucking anos.

O que você fez na vida que durou dez anos? Eu lembro que o fallen Pegasus (na época que era Pegasus Wings na finada Weblogger do Terra) nasceu justo em dezembro de 2005. O ano que eu terminei o colegial e tudo o que eu via na minha frente era incerteza. O blog, naquele primeiro post, carregava esse anseio do que aconteceria na minha vida daquele momento em diante, em que eu tava saindo da adolescência e entrando na fase adulta. Aconteceu muita coisa? Coisa pra caralho. E o foda é que tenho registro, tenho provas, e o blog acabou servindo também pro segundo objetivo: não ficar com esse feeling de que o tempo está passando muito rápido. O tempo passou na sua medida, na sua velocidade.

E agora, dez anos. O blog que nasceu naquela febre de blogs de 2005, onde cada um fazia seu espaço, vendo hoje o mesmo perdeu espaço para Twitter, Tumblr e Facebook da vida. Mas o blog tá aqui firme ainda, e espero que a Blogger não venha a falir e que consiga chegar aos 20, 30, e por aí vai. Porque se em dez anos ele não foi abandonado, por falta de posts é que não vai (em janeiro ainda chego a 1500 posts. Vai falar merda assim na casa do caralho)!

Como hoje é retrospectiva, vou chutar o balde e falar no meu dialeto mesmo, hahaha! Palavrões são necessários, não me venha com seu puritanismo, porque não existe nada melhor pra enfatizar algo do que um palavrão na hora certa, hehe.

2014 foi um ano bom porque...
...Viajei três vezes pro interior!


A primeira foi no Carnaval! Eu lembro que o dia que peguei a estrada foi justamente no meu último dia na última firma. Fui lá eu com a minha mala até o Tietê e passei o Carnaval com o vovô e brincando com a pirralhada. Sim, sei que muita gente aproveita pra dar aquela afogada no ganso (a.k.a. sexo), mas eu comi ninguém. E foi muito mais divertido do que se eu tivesse comido!

Depois teve aniversário do meu priminho Tomaz em agosto e hoje, estou chegando da terceira ida pro interior, passando o Natal com meu avô. Se eu gosto de ir? Eu amo ir! Ficar no meio do mato, sem sinal de celular, comendo e dormindo o dia inteiro. Ar puro, cerveja e uma molecada pra eu voltar a ser criança. Precisa de mais alguma coisa?

2014 foi um ano bom porque...
...Laços de amizade foram estreitados!


Vou dar dois exemplos só. Mas obviamente que foram muitos! Tenho uma amiga que ficou entre a vida e a morte nesse ano, a Renata. Ela teve uma crise de bronquite que quase levou a sua vida, e a deixou em coma durante vários dias. Eu até aquele momento a tinha como uma amiga normal, mas quando fiquei sabendo fiquei muito triste. Pedi pra encontrar com ela e fui ao hospital com um imenso buquê para ela.

Hoje a Rê é uma baita amiga do peito. É uma pessoa que eu tenho como muito especial, e daquele momento pra cá ela renasceu, como o próprio nome dela significa. É uma outra pessoa, e tenho certeza que continuará firme como sempre demonstra ser.


E outro exemplo é o Peter! Meu amigo britânico, veio dar um passeio no Brasil com sua esposa, e eu fui lá ver ele em Santos. Foi um dia ótimo e lindo, muito som, ótimos passeios e muita conversa. Ele é funcionário da Shinnyo-en UK, e não tínhamos muito contato porque ele tava sempre na correria. Foi num dia em que tudo deu meio errado, e eu achei que não conseguiria chegar em Santos que foi um dos dias mais memoráveis desse ano de 2014 ao lado dessa figura que eu tenho uma simpatia sem limites.

São apenas dois exemplos, mas teve muitas outras inúmeras pessoas que ganharam mais espaço em meu coração. Se eu ficar citando aqui um ou outro vai ficar triste porque não citei, então sintam-se abraçados, porque amo cada um de vocês!


2014 foi um ano bom porque...
...Revivi o amor, mesmo que tenha resultado em nada.

Bom, estamos no final do ano, e eu aprontei muito com essa donzela esse ano. Não vou citar nomes, mas não gostaria de deixar isso off the records porque simplesmente não vale a pena. Foi algo que vivi, que me fez repensar a vida, que me fez pensar no que um sentimento de fato é, e que provavelmente me fará pensar muito ainda por um longo tempo.

Vou resumir.

Há quatro anos atrás, Alain gostava de uma menina. Que fique claro que meus sentimentos são coisas puras mesmo, jamais seria cafageste. Só que uma amiga dessa menina deu um banho de água fria há quatro anos atrás, me disse que essa menina nunca ficaria comigo, e que era pra eu esquecer isso e nunca mais nutrir um sentimento por ela.

Durante quatro longos anos eu fugi desse sentimento. Tentava buscar outras paixões, mas nunca nada dava certo. E sempre me vinha na cabeça: "Mas e se eu tivesse tentado algo com ela? E se essa menina me desse uma chance?". Foi aí que em meados do ano passado eu comecei a ver ela com outros olhos. Mas eu sempre parava e pensava: "Não, isso é errado! Não devo nutrir sentimentos por ela, pois ela nunca vai ficar comigo!". E começava a ver defeitos nela.

Dizem que o amor é cego. De fato, é. A gente só vê os defeitos da pessoa depois do divórcio. Mas eu via os defeitos dela, que são muitos, assim como os meus também. E por um momento eu pensei: "Mesmo com todos esses defeitos, você ainda aceitaria ela? Você ainda gostaria de andar junto dela, compartilhar a vida com ela, estar ao lado dela pro que der e vier?".

E a resposta do meu coração foi: "Sim, eu ficaria com ela mesmo apesar de tudo".

Mas aquele fantasma dessa amiga dela de quatro anos atrás ainda rondava minha mente. "Ela nunca vai ficar com você! Ela nunca vai nutrir nenhum sentimento por você!". Se fosse um filme, provavelmente a minha próxima frase seria: Eu me declarei pra ela, e ainda apesar de tudo, estamos juntos e felizes. The End.

Mas não! Estamos na realidade, e as coisas não são tão simples como em Hollywood, hahaha.

Eu de primeira não me declarei. Pelo contrário. Eu sabia que ela tinha suspeitas dos meus sentimentos por ela, mas eu fiz uma coisa muito feia. Muito mais feia do que o Bill fez com A Noiva em Kill Bill. Eu menti. Disse pra ela que não sentia nenhum sentimento por ela, e que sob hipótese nenhuma nesse mundo eu ficaria com ela. Eu errei, provavelmente essa mentira será algo que tenho certeza que até o Enma Dai-ô lá no mundo espiritual vai citar no meu julgamento quando eu morrer, e sei que vou pagar o preço dessa mentira infeliz pelo resto da minha vida. A verdade era que eu estava perdidamente apaixonado por ela, e quando eu disse isso menti pra mim mesmo pensando que uma mentira contada se tornaria verdade e os sentimentos iriam pro beleléu.

Mas eles não foram. Na verdade, só foram ficando mais intensos. Eu tinha vergonha de nutrir isso por essa menina. Isso na minha cabeça era errado, um sonho idiota que nunca se realizaria. Mas os Budas sabem o que fazem. Eu lembro que eu tinha prometido pra mim mesmo que, se eu elevasse pra daikangi eu iria contar pra ela. Mas eu não me elevei, e tive que contar do mesmo jeito. E a reação dela foi a esperada, um "não".

E isso desencadeou diversas coisas, que continuam ricocheteando até hoje. Ficamos sem nos falar, brigamos feio mesmo, trocando xingamentos um contra o outro, ironias, e eu sei que eu disse coisas horríveis pra ela, que afetaram não apenas o sentimento que existia, como nossa amizade. Isso eu errei, errei feio, e tenho muita vergonha disso e me arrependo profundamente. Ficamos um bom tempo sem nos falar, e hoje, por vergonha, não consigo nem falar com ela direito. Só consigo pedir desculpas pela forma idiota que eu agi nesse ano, causando tanta tristeza pra ela, seja pelos meus sentimentos, seja pelo meu jeito de agir.

Não vou entrar nos méritos do sentimento. A verdade é que eu ainda gosto dela, vou fazer o quê? E talvez esse sonho tenha sido simples premonição do que vai acontecer cedo ou tarde. O que vai acontecer? Eu não sei. Mas isso foi algo que aconteceu esse ano, e que definitivamente não deveria ficar fora do registro.

2014 foi um ano bom porque...
...Fiz as pazes com o André!


Bom, esse eu disse que foi um dos acontecimentos do ano!

O André e eu éramos como unha e carne. Éramos grandes amigos mesmo, mas por conta de uma burrada minha acabamos brigando... E ficamos todo aquele período final da faculdade até bem depois dela sem nem mesmo citando o nome um do outro.

Esse ano achei que deveríamos dar uma trégua nessa briga, fui pedir desculpas pela idiotice que havia feito, muito pela imaturidade e idiotice da minha parte mesmo, e naquele reencontro pacífico parecia que esses anos todos de distância nunca haviam existido, parece que éramos amigos assim como éramos há seis anos atrás. =)

E estamos aí! Obrigado André por ter me perdoado, pela nova chance e, acima de tudo, pela amizade renovada! Foi uma das melhores coisas desse ano!

2014 foi um ano bom porque...
...Teve o Saisho Homa em Cusco (e eu estive lá)!


Eu já falei muito sobre o que foi essa cerimônia linda aqui.

Eu não queria ir. Sabia que teria muita carga espiritual e eu sou um grãozinho de areia na palma da mão do Buda. Sou um zé ninguém que mesmo pra se levantar pede ajuda pros Budas, quiçá ajudar numa cerimônia dessa.

Mas vou falar algo que não está nesse link, que é gratidão. Eu nunca achei que eu fosse merecido de nada nessa vida. Sério mesmo. Meu pai sempre me criou pra eu me considerar um lixo do lixo como ser humano, e eu sempre me considerei isso. Mas desde que entrei na Shinnyo-en, e fui conectado a esse grande coração dos budas, muitas vezes eu me pergunto: porque eles botam tanta fé em mim, se eu sou a última pessoa que me daria uma chance?

Nunca fui um grande realizador de coisa. Tem gente por aí que me acha o máximo, mas eu sempre me achei um bosta. E ainda me acho. Mas quando a gente acaba envolto por essa compaixão imensa dos budas, é como se recebêssemos um empurrão pra frente e, mesmo que por um momento inicial não achemos que conseguimos fazer isso, a gente descobre forças da gente não sabe da onde e vai lá e faz.

Eu recebi muitos presentes incalculáveis desde que virei praticante Shinnyo. Ir pro Japão em 2012, no ano do centenário da fundadora, pro Saito Homa (que já é um em um milhão que são chamados) é algo que eu sei que mesmo que eu pratique por uma vida inteira jamais conseguirei retribuir. E, como se não bastasse o fórum do ano passado, e agora ajudar nessa cerimônia de Saisho Homa, a primeira na América do Sul, é mais uma pra listinha das coisas que vou conseguir retribuir nunca. Mas agradeço muito aos Budas por toda a força e proteção. E se quiserem ler mais, só ler no link!

2014 foi um ano bom porque...
...Foi o ano da Grande Felicidade!


Em 2012 foi o primeiro, pra daijo. Em 2013 foi kangi. Em 2014 daikangi. Será que 2015 será o do reinô?

Eu não canso de dizer o quão eu sou feliz em ser budista, e quanto mais ainda sou feliz em ser um praticante Shinnyo. Eu tô nem aí, vou falar da minha felicidade pros quatro cantos, hehehe! Porque é sincero, é verdadeiro, me completa. Budismo é algo que eu acho que eu procurei nas minhas incontáveis vidas passadas, e eu sinto que agora que eu encontrei é onde eu quero ficar pra sempre - pelo menos até que eu morra, no mínimo.

Acima de tudo eu agradeço muito à imensa compaixão dos Budas por me permitirem e me confiarem por ter chegado aqui. Mesmo apesar de todas as inúmeras e incontáveis falhas. Eu, por mim, jamais me viria merecido, ou jamais pensaria "eu mereço estar aqui porque superei isso, isso e aquilo", não!

Caminho budista é um caminho altruísta. E eu sempre quis ser altruísta, mas nunca achei uma maneira que eu também seria protegido. Pensava que ser bonzinho só fazia se dar mal, mas hoje eu vejo o quanto de coisa boa eu recebi por ter me jogado de cabeça, foi sempre muito a mais do que eu oferecia pros outros, por mais que eu tentasse me esforçar pra ajudar o próximo, o presente que vinha era sempre muito maior, mesmo que eu esperasse nada em troca.

Agora em janeiro farão apenas cinco anos que eu me tornei budista. E sei que tem muita gente que pratica há décadas e não está nesse "nível", mesmo que eu deteste usar essa palavra. Primeiro porque acho que isso é só ego besta. Uma coisa que detesto ouvir é pessoal se vangloriar, dizendo que chegou nesse nível por esforço próprio, quando eu sei que nada, absolutamente nada teria sido superado se os budas não apenas estendessem uma mão de ajuda, mas um pé, uma cabeça, um corpo, tudo. Tudo é graças aos budas, tudo, tudo, tudo. Eu não fiz nada. Se Shinnyo-en fosse um ensinamento fraco, nada disso teria acontecido. Mas é uma das poucas escolas budistas que nos ligam mesmo a esse tal de Shakyamuni, que mantém viva essa chama mesmo depois de milênios, de um Buda que não veio ensinar apenas meditação ou mantras, mas sim uma coisa riquíssima chamada bondade.

"Uma árvore pode balançar e ser levada pela rajada. Mas uma árvore firme aguenta todas as rajadas e se mantém firme. Isso é ser daikangi".

Não tenho dúvida que se não fosse por toda a ajuda, sem dúvida esse ano teria sido um dos piores. Por exemplo, ficar o ano inteiro sem emprego: isso nos deprime, nos faz questionar se escolhemos a profissão correta, dá raiva do governo, e tudo mais. Mas sempre existiu algo maior que me levava minhas dores, que me acalentava, que me dava forças pra seguir em frente apesar de tudo. E sempre me dava esperanças de um futuro melhor, e que isso tudo tinha um motivo, mesmo que no momento não consiga entender por eu ser egocêntrico.

Eu sozinho jamais teria chegado aqui. Tudo o que passei é gratidão eterna e imensa aos Budas, e sei que quaisquer dificuldades que eu enfrentar na vida, por piores que sejam, sei que eles estarão do meu lado, e que eles me darão forças para sempre seguir em frente. E em gratidão a essa bondade imensurável, prometo que continuarei ajudando mais e mais pessoas, me esforçando e tentando fazer os budas orgulhosos e confiantes em mim. Darei o meu melhor!

Namu shinnyo!

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