segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cusco 2014 - Dia 2

12 de setembro
Acordei às 6h40 para fazer ablução de água fria e desci pra tomar café no hotel. Como estava com muita fome, comi três omeletes, mais algumas frutas e pães.

Pegamos o ônibus às 9h30 para Saqsaywaman. É bem perto de Cusco, diga-se de passagem. Apenas alguns minutos de ônibus, o problema mesmo é que é uma ladeira imensa. E é possível ver toda a cidade de Cusco no caminho. Muito lindo.


Quando cheguei em Saqsaywaman, passamos pela chancela de checagem e entramos. Ao ver aquelas rochas, todas muito bem desenhadas e enormes senti uma imensa sensação de já ter estado lá. Eu acredito em vidas passadas, projeção astral, mesmo sendo coisas que não são inerentes no budismo. Mas parecia que naquele momento muitos esperavam meu retorno, mesmo que eu não conseguisse fazer outra coisa a não ser chorar em ver que eu estava lá. Via aquelas rochas e não conseguia conter as lágrimas. Sabia que esse dia ia ser realmente repleto de emoções.

Como somos jovens ainda, e no amanhã venceremos, fomos ajudar nos preparativos para a cerimônia de Saisho Homa no Peru. Era minha primeira missão foi com um pequeno machado quebrar algumas madeiras para queimar durante o serviço religioso.

No começo foi bem complicado. Muito receio e hesitação. Mas com o tempo fui pegando a prática, e por ser um exercício de força, transpirei um bocado no processo.


Depois fomos arrumar as lamparinas pra cerimônia e logo após almoçar. Não consegui comer muito, ainda estava me acostumando com a comida local, e foi um pouco complicado. Disse que estava sem fome - o que era verdade também.

Depois voltei e ajudei meus amigos a colocar uns fios delimitadores para as cadeiras dos espectadores. E mais ou menos umas 14h40 a líder da Shinnyo-en, sua Santidade Shinso Ito entrou em Saqsaywaman. Ela estava muito cansada, a vi apenas de longe num primeiro momento, mas meu coração se acelerava, como se fosse a primeira vez que a via.

Chorei. Lágrimas caiam sem que eu notasse. No ensaio também chorei bastante. Parecia que a cada aperto de mão que ela dava mais eu sentia que aquele gesto pequeno estava criando harmonia pela paz, para um mundo melhor.


Ficamos assistindo o ensaio, e todo aquele cansaço e mal estar parecia ter sido jogado fora. Ficamos até pouco antes do anoitecer fazendo gohoshi.

Na volta encontramos a Iti, jantamos com ela Pollo Assado e fomos tomar um café numa cafeteria próxima. Demos muitas risadas e depois andamos por Cusco. Fiquei triste em ver uma mulher pedinte com uma criança naquele frio daquela cidade. Deve ser muito difícil aquela situação. Fomos no Starbucks buscar um café pro Kodama (escrevemos “Kodaminha” com direito a um coraçãozinho!) e depois enfim fomos dormir. Amanhã tem mais!

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog