sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Bleach

Não, esse não é um post sobre alvejante. O blog é meu, quem manda aqui sou eu, e vamos falar de nerdices!

Esses dias tava dando uma limpada nos meus mangás e vi minha inacabada coleção de mangás do Bleach, lançadas no Brasil pela Panini Comics (diga-se de passagem, os melhores tradutores do Brasil, na minha opinião). Eu só tenho até o tankobon número 47. Justo no final da saga do Aizen. Fiquei um tempão todo sem saber o desenrolar da rolada, e vi na internet esses dias o final.

Sempre achei Bleach bem legal. Não é um mangá revolucionário, existem algumas sacadas meio diferentes, mas é boa e velha saga do herói que 98% dos mangás shounen tratam. Pelo menos o protagonista, o Ichigo, tem muitos dilemas existenciais e fraquezas. Não é um Seiya que nunca perde, ou um Ash Ketchum que só se fode, mas não é um carinha apelão.

O autor, Tite Kubo tem um traço e pelo visto o cara tem muitas referências. Como todo bom shounen, embora tenha muita briga, muitos poderes, muito sangue, muitas víceras, tem uma característica muito presente neles: humor. E vendo as duas sagas, a da Soul Society e a de Hueco Mundo, a receita não mudou muito, o que mostra que o autor não arriscou uma receita nova. Pelo menos por enquanto.

A receita de Tite Kubo é básica: sempre começa com uma invasão. Na primeira saga é a Soul Society, indo atrás da Rukia que foi sequestrada (isso é spoiler? Esse mangá é tão velho...). Em Hueco Mundo tem uma invasão também, pra salvar a siliconada Orihime.

Depois que eles invadem, aparece alguém na turma que é muito engraçado. Na Soul Society era a dupla Hanataro/Ganju. Muitas vezes eu rachava o bico lendo o mangá e vendo as mil e uma confusões na sessão da tarde que eles aprontavam! Em Hueco Mundo o papel cômico fica na pele da fofinha Nel e seus "irmãos". Aliás, um baita ponto pra tradução em português, porque colocaram a Nel com sotaque caipira, pois parece que em japonês ela fala com sotaque da região de Touhoku.

Durante a invasão sempre bate com dois tipos de inimigo: um falatrão e um sério. Na Soul Society o falastrão era o lendário Kenpachi Zaraki (e a fofinha Yachiru!). Em Hueco Mundo era o Grimmjow. O carinha sério (e muito badass) em Soul Society era o Byakuya Kuchiki, com um dos meus bankais favoritos. Já em Hueco Mundo era o Ulquiorra com aquela cara de anal.

Embora existam algumas diferenças bestas, basicamente é essa a receita dos roteiros. Eu queria falar dos personagens, mas Bleach em trocentos personagens... E cada um tem um jeito, embora suas personas repitam muito. Mas eu gosto das referências que o autor usa. Tite Kubo gosta muito de usar termos em espanhol. Não apenas com o Chad, um dos protagonistas, mas em Hueco Mundo todos os Arrancars tem comandos em espanhol pra despertar suas ressureción (quem leu esse parágrafo e não conhece o mangá vai falar: hã?).

Os Quincy tem muitas palavras do alemão. E os Vizards, vi algumas referências em inglês. Sem contar os Shinigamis, com seus nomes poéticos de bankai. Por exemplo, o Mayuri Kurotsuchi tem bankai (bankai é tipo o "poder máximo") o Konjiki Ashisogi Jizô (金色疋殺地蔵):


Parece que os Shinigamis são verdadeiras homenagens à cultura japonesa. Esse por exemplo é traduzido como "Jizô Dourado Ceifador de Pernas". E no ataque esse monstro gigante em forma de Jizô (o bodhisattva budista) além de tudo tem veneno mortal que infecta tudo. É uma licença poética do autor que mantém aspectos típicos japoneses no roteiro. Achei bacana.

E bom, eu me emociono também, hahaha. Sou um cara bem manteiga derretida e me emociono até em mangás. A parte que eu mais gosto é logo no final da saga da Soul Society quando o Ichigo vai salvar a Rukia bem no momento da execução!


O que? Foi emocionante! T__T

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