terça-feira, 10 de março de 2015

Moscou contra 007 (1963)


Oba! Mais um! Não estou indo na ordem, é apenas que calhou de passar dias depois do Dr. No.

Outro clássico. O pessoal da EON não tinha ideia do sucesso que ia fazer 007 Contra o Satânico Dr. No, e dobraram a verba pro próximo, e filmaram Moscou contra 007. É o único com esse título em português que não começa com "007". Mas não é só nisso que ele é diferente.


Nele temos a primeira aparição de Q! Com a atuação lendária de Desmond Llewelyn. Ele ficou como Q até sua morte, o último filme que ele fez foi justo no ano que faleceu, em 1999 (007 O mundo não é o bastante). Ele parece a Susana Vieira, eu nunca vi a Susana Vieira jovem, sempre a vi velha. O Desmond também, acho que nasceu velho, porque nunca o vi jovem (hue!).

E a atuação dele é bem discreta também, não tem o quê de rabugento que seu personagem tem ainda. Entrega uma maleta com moedas de ouro escondidas, uma faca, gás lacrimogêneo se abrir de maneira errada, e um rifle portátil. Bem útil!

Durante o filme Bond usa um código em forma de diálogo pra saber quem é amigo ou não:

"Você tem fósforo?"
"Eu só uso isqueiro."
"Melhor ainda."
"Só quando funciona."

Isso fica muito repetitivo no filme, esse discurso acontece umas quatro ou cinco vezes, enche o saco. Mas é uma característica da época pra manter o espectador sabendo também quem é amigo ou inimigo.

A sinopse é uma das que mais mostra a tensão dos tempos da Guerra Fria. O MI6 descobre que a SPECTRE (apresentada no filme anterior) quer roubar um objeto chamado Lektor, que é capaz de decodificar sinais usados pelos serviços secretos. Para isso, Ernest Stravo Blofeld (creditado no filme como o ator "?") manda a número dois, Rosa Klebb e Kronsteen atrás de Bond. Muita gente vai fazer a referência direta ao Austin Powers, mas na verdade é Austin Powers que é uma das paródias desse período clássico de James Bond. Hoje damos risada, mas teve um tempo em que isso era bem temível. Esse é o arqui-inimigo de Bond, Blofeld (ao menos nesse filme):


Quem diria. Um gatinho. Mas pra gente que conhece a série, é normal.

Mentira, hahaha! Isso é tudo que mostra do Blofeld. Na paródia do Austin Powers ele virou o Doctor Evil (só pra constar!).

Mas o vilão que mais é relevante é o subordinado, o Red Grant. O único cara que conheço mais loiro que o Thor (mano, até a sobrancelha do cara é loira. WTF?). Faz a cara de típico soviético, malvado e incrivelmente forte. Ele por um momento chega até a ajudar o Bond (na cena do casamento cigano, por exemplo), mas protagoniza junto de Bond a melhor cena de porrada da série, na minha opinião.


O Grant tinha sido treinado na elite da SMERSH, uma outra organização soviética que caça agentes. Tem até uma cena que mostra os treinamentos que o cara faz, artes marciais e pãs, e até uma hora em que a Klebb pega um soco inglês e dá na barriga dele, e ele não move um fucking músculo. Por isso, por muitos críticos, é tida como a luta mano-a-mano mais complicada e até pesada de Bond. Tem um trecho dela aí acima.

E claro, com maior orçamento, o filme tem muito mais EXPLOSÕES!! EU QUERO VER SANGUEEEEEE!


E a Bondgirl?

Puxa. Primeiro vou só mostrar uma foto dessa deusa:


O nome da personagem é Tatiana Romanova, que ganhou vida na pele da belíssima atriz italiana Daniela Bianchi. Toda Bondgirl é única, se a Honey Rider (Ursula Andress) era o tipo garota inocente, a Tati (para os íntimos, tipo eu) é uma soviética que tem como missão espionar Bond.

Só que claro, ela conhece o cara, e resolve ir pro lado dele. Tudo bem que ela foi forçada pelos malvados para trabalhar pra eles, então ficar com Bond seria ao mesmo tempo uma garantia dos loucos da SPECTRE não a matarem, e ao mesmo tempo uma boa foda também à noite pra dormir gostoso.

Mais uma foto dela pra embelezar meu tão feio blog, hahaha:


É uma excelente atriz, a Bianchi! E como sempre, tem uma sensualidade muito sutil. Tem uma cena que eles estão no trem e ela pergunta ao Bond se a roupa está legal (ela tava com uma camisola azul super sexy) e Bond, com suas falas terríveis (são mesmo! Gente, o roteirista parece que fuma alguma coisa, só pode) solta uma pérola:

"Gostou?", Tatiana pergunta, com a tal camisola do amor (créditos do nome: eu).

"Adorei, fica muito bem em você", diz Bond.

"Vou guardar o resto para a Inglaterra", diz Tatiana.

"São quatro em ponto, sabia?"


"Não é elegante pra se usar à tarde?", Tatiana diz, FAZENDO UMA SUPER CARA DE CAI NA MINHA ARMADILHA, BOND! Cutucando a onça com vara curta, ahaha. Depois ela ainda cutuca: "Nem pra lua de mel? Se não for, eu tiro...", e começa a tirar uma alça da camisola. Mas não mostra nenhum peitinho, claro.

(eu me imagino nessa cena. Na verdade, eu não consigo nem me imaginar na cena. Eu provavelmente ficaria com uma cara de "Oh meu deus, o que eu faço agora?" com os olhos esbugalhados. Mas aí que James Bond, poderia falar absolutamente QUALQUER COISA, solta a pérola:)

"Acho que estamos nos desviando da rota...". ENTENDEU, NÉ? Desviando da rota. Aí mostra uma cena rápida de uns quatro segundos das rodas do trem em movimento, talvez pra disfarçar os gemidos, porque rolou muita rola e pirocagem. Quando volta a cena tá os dois fumando aquele cigarro que sempre cai bem num pós-sexo.

Realmente, é de chorar de rir. Talvez isso tenha sido muito sensual. Em 1963. HAHAHAHA!

Cada Bondgirl é diferente, mantiveram isso bem leal ao livros nos filmes. Romanova é dessas que mais parece ter o Bond na mão do que tudo. Existem outras durante a série que também são assim, não se deixam abalar pela piroca secreta de sua majestade. Mas nem por isso são menos apaixonantes. <3 p="">

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