quinta-feira, 30 de abril de 2015

There is no heart without you.



Esses dias, depois do pedido de desculpa que te fiz, estava refletindo. E me lembrei de como era bom no passado.

Lembrei de como eu era feliz quando te via, especialmente quando você aparecia e me cumprimentava daquele jeito único que só nós nos cumprimentávamos, igual nesse desenho. Me deu saudade de ver você se preocupando comigo, de você mesmo na correria desenfreada do dia-a-dia aparecendo e tentando ainda assim me dar atenção nos minutinhos que tinha. Senti falta dos passeios. Senti falta de estar ali do seu lado, mesmo que quietinho, pois o que mais me fazia feliz não era se você tivesse sentimentos por mim ou não. O que me fazia feliz mesmo era ter você ali, perto de mim, de alguma forma.

Você virou um fantasma cujo rosto eu não tenho coragem nem de ver. Eu me senti um ser cheio de vergonha por ter nutrido os sentimentos, por ter chegado tão longe, e nunca as coisas terem funcionado. É como se o pensamento em você fosse o meu cilício, que não adiantaria mais aceitar que tenho esse sentimento, lutar por ele ou ainda tentar tirar ele do meu coração usando a força. Infelizmente eu cheguei num ponto onde eu sabia que não havia a possibilidade de dar um passo para trás. Ainda assim, eu apostei. E perdi, pois você não queria nada. Ainda me agarrando a alguma vã esperança, tentei uma segunda vez. E, novamente, caí. Você nunca quis estar do meu lado.

Não vou mentir. Sempre fui mesmo apaixonado por você. Mas esse amor foi evoluindo de alguma maneira todos esses anos.

Eu agi bem errado. Disse novamente aquelas coisas horríveis pra você, mas fiz isso por medo. Porque eu tenho tentado de todas as maneiras nesses meses te esquecer de alguma forma, por mais que meu coração no fundo dissesse que queria voltar a amizade, voltar a falar com você, voltar a ter aquela relação boa que tínhamos antes. Ah, como eu sinto falta daquilo! Por mais que eu fosse uma sombra, por mais que naquele momento eu escondesse meus sentimentos por você, eu era feliz pois sabia que você estaria lá.

Que jeito triste é esse de ter você longe dos meus olhos, e dentro do meu coração.

Agora, você pode até estar fisicamente, mas meu coração prefere ainda te evitar. Pois se eu voltar com a amizade, vou me apaixonar por você de novo, uma terceira vez.

Virei um prisioneiro de mim mesmo. Eu sei que se voltarmos a nos falar eu vou novamente cair de novo na mesma armadilha - e começarei a imaginar que existe uma chance, que existe uma esperança, que o sentimento é sincero, correto e puro.

E a questão não é o que move esse sentimento - que é sincero e puro, e nisso nós dois concordamos - mas sim a grande muralha que esse amor vai encontrar na frente. Uma muralha feita de tijolos de obstáculos, de falta de esperança e de vontade. Uma muralha feita com tijolos de dúvidas sobre o futuro, ou de suposições. Uma muralha intransponível, que lá em fevereiro tentei desesperadamente buscar uma chance de ultrapassar, uma chance de mostrar a esperança que tenho de ainda ter seu coração aceitando o meu amor.

O que é que vou fazer com essa liberdade, se estou na solidão pensando em você?

Eu era feliz naquela época, lá atrás. Mesmo que eu nunca tivesse me declarado, e tivesse medo de fazer isso pois desde o começo eu sabia sua resposta. Antes mesmo de qualquer fora que recebi seu. Nesses dois meses tenho tentado novamente fazer o que tenho tentado fazer nesses cinco anos. Buscar os aromas que sentia em você, em outras flores. Mas é muito difícil. Infelizmente você era você. Você era o sorriso que me alegrava, você era a voz que me acalmava. Você era a presença que me trazia serenidade. Você era o abraço que eu queria que nunca terminasse.

Eu sempre dava risada das outras pessoas que conheciam esse tal de amor. Achava que aquilo era exagero, coisa de tolos, e que esse tipo de coisa jamais seria pra mim. Hoje, sinto muita, mas muita falta de você. E sei que aquele amor que senti foi uma coisa sublime. Ao mesmo tempo, não posso voltar a falar com você, pois eu me apaixonarei ainda uma terceira vez. E toda vez está mais e mais difícil continuar vivendo com o "não", tanto por parte minha recebendo-os, como você que tem que buscar seus sonhos, e que ter um namorado agora só vai trazer problemas, pois você não tem tempo pra absolutamente nada.

Nesses quase três meses, senti sua falta em todos os dias, horas e minutos. Queria ter aquela certeza de antes de que você estaria lá. Mas quem não pode ir lá hoje sou eu. Pois, infelizmente, esse amor é como uma doença em mim. E o triste remédio é ficar longe de você, para ver se enfim acho a cura dessa enfermidade no meu coração.

Três meses, e está muito difícil de te esquecer.

De todas as coisas, somente tenho certeza de uma:

There is no heart without you.

terça-feira, 28 de abril de 2015

007 O amanhã nunca morre (1997)


É o melhor filme da era Brosnam. Mas não é o meu favorito, porque 007 contra GoldenEye ainda tem um espaço grande na minha preferência, mas não tem como negar que 007 O amanhã nunca morre é ligeiramente superior - as poucas coisas que o antecessor errou, esse acertou. Depois desse filme, na minha opinião, caiu muito a qualidade dos filmes de Pierce Brosnam. Desculpaê falar assim! Esperava bem mais!

Por isso eu ainda acho que 007 O amanhã nunca morre é uma versão melhorada de 007 contra GoldenEye pois em muitas coisas ambos são muito similares. Linguagem, velocidade do roteiro, vilão e até BondGirl. Vamos começar pelo começo?


O começo é bem similar ao do antecessor! James Bond dando uma de Rambo, ele sozinho contra um exército no meio da neve. E escapa num avião também! A diferença maior é que essa cena pós-gunbarrel não tem importância nenhuma pro que vem a seguir. É mais uma daquelas cenas mostrando um dia de trabalho comum depois que Bond bate o cartão como todos nós proletariados! Tem gente que é bom em fazer relatórios no escritório, Bond é bom em explodir coisas!

Estamos em 1997. E existe algo mostrado no filme que era a maior novidade na época, que hoje é... Super comum e trivial: GPS.


Não sei se é conhecimento de todos, mas GPS é uma tecnologia militar. É só hoje que você consegue usar no seu carro, pois até então era exclusividade das forças armadas. E a treta do filme, pelo menos até que o vilão fale do seu plano diabólico, é o medo de uma guerra acontecer entre China e Reino Unido. Pois esse localizador GPS havia sido bichado, e estava apontando outra direção para os tripulantes de um navio britânico que acreditava estar em águas internacionais.

Acontece que o navio acabava invadindo águas chinesas sem se dar conta disso, no mar da China Meridional. E o GPS dele apontava que eles estavam longe da costa ainda, só que ele acaba sofrendo um ataque, mas não do governo chinês, mas de uma broca muito louca vinda de um local desconhecido:


Essa coisa bonitinha simplesmente abre um rombo no casco, tritura algumas pessoas, afunda o navio e os sobreviventes acabam sendo fuzilados ali na água mesmo. No dia seguinte é estampado nos jornais de todo o mundo que a tensão entre China e Reino Unido se intensifica.

Só que, sem ninguém entender, um magnata da mídia dinamarquês, Elliot Carver, sabe de tudo antes mesmo que os serviços de Inteligência saibam direito o que rolou. Logo, começam a suspeitar que talvez ele saiba de algo que o MI6 não saiba, e mandam Bond descobrir o que tá rolando, e investigar como Carver sabe de tudo antes.


A pessoa mais próxima é a esposa de Carver, Paris Carver (acima), que além de ser uma socialite gostosíssima, ainda teve um rolo com Bond no passado (nunca apareceu em nenhum filme, só pra constar). E claro que mesmo ela sendo casada ela quer dar uma molhada no biscoito com Bond, pelos velhos tempos.

Essa é uma cena icônica pra mostrar como o sexo é mostrado na era Brosnam. Isso porque teve uma outra cena ainda super explícita com a professora de dinamarquês, logo do começo do filme, mas eu ainda prefiro essa cena pois é um pouco mais sutil, embora ainda assim mostre a bela lingerie que Paris Carver usava, junto com sua sensual cinta-liga:


Gosto muito da cena com o Q, como sempre, espetacular! Dessa vez apresentando um novo BMW, com controle remoto no celular Ericsson (que na época era uma marca boa). Fala sério, deve ser muito foda controlar um carro assim. Fica tipo um videogame:


E olha só quem é a BondGirl? Aliás, a Wai Lin (Michelle Yeoh) é uma BondGirl diferente de todas que apareceram. Ela é uma agente da Inteligência Chinesa, e ela tem uma relação de até uma certa rivalidade com Bond desde o momento que ela aparece. Sempre que Bond está num local investigando algo ela aparece no mesmo lugar também. Ás vezes causando problema, outras vezes apenas dando um susto mesmo.

A primeira aparição dela é muito legal também, na festa de anúncio dos satélites do Carver (abaixo). Eu adoro atrizes chinesas! Elas são como as japonesas, só que falam inglês bem, hahaha!


E são lindas também, Jesuis! Eu gosto mais dela do que a Lucy Liu, por mais que ela seja lindíssima também. A Zhang Ziyi tem uma beleza mais clássica chinesa, acho que a Michelle Yeoh ainda é insuperável, uma verdadeira dama do cinema asiático!

E como já disse antes, o carro é controlado pelo celular. Quando vi esse filme quando era moleque meu sonho era ter um carro que fizesse isso. Fala sério, quem não queria? Se viesse com esses foguetes e mísseis acoplados, melhor ainda:


É a minha parte favorita do filme! E mesmo a qualidade do filme, tem elementos parecidos e melhorados de GoldenEye. O humor continua bem sutil, mas o interessante é o caminhar da cena. A comparação que consigo fazer é com a cena do tanque em GoldenEye. Muita ação e explosões!

Quando Bond encontra a Paris morta, conhecemos o tal do Dr Kaufman. Esse personagem aparece pouco no filme, só nessa cena, mas é muito bizarro o personagem, haha. Ele é um doutor em tortura, basicamente, sabendo várias técnicas e tal. E o Carver, não sei se é ironia do filme, mas o objetivo dele é sempre estar divulgando as notícias de amanhã hoje - no caso, a morte de Bond no jornal, que seria morto naquele dia pelo Kaufman - e por ironia do destino nenhuma das notícias ele consegue dar, porque Bond sempre estava lá antes pra evitá-las.


Engraçado como Bond sempre escapa! Nunca o cara chega por trás e dá um tiro logo nele, hehe. Tem que ter um diálogo, um lero-lero, uma explicação, ou até contratar um doutor em tortura especializado em simular suicídios nos outros. Qual a dificuldade, meu deus? Faz parte do clichê.

Eventualmente Carver pega Bond e Wai Lin, e os dois escapam da maneira mais bizarra possível, que é ambos, algemados um ao outro pelo Carver, pulam do edifício dele da China rasgando o imenso poster dele com aquela pose estilo "Steve Jobs moderfóquer":


E depois os dois ainda algemados um ao outro tem que fugir do Carver, e pegam uma moto numa cena que é muito bem feita. Primeiro por conta da sincronia dos dois: é muito complicado fazer isso tudo numa moto em movimento. Segundo por conta do exército de gente que aparece, e tudo foi gravado numa favelinha na China. E terceiro é que são os dois que devem trabalhar juntos, pois estão algemados. Cada um fica com um braço no guidão da moto. Adoro essa cena também:


E temos uma atualização no arsenal!

James Bond sempre tem umas marcas registradas. Sua bebida é Vodka Martini (batido, não mexido), seu carro é Aston Martin DB5, e sua arma, sempre foi a Walther PPK, que ele troca logo no começo do primeiro filme com o M (antes Bond usava uma Beretta M 1934). E nesse filme, temos uma mudança na arma.


Wai Lin dá pra Bond uma arma que de acordo com a fala dele já havia sido pedida pro Q mudar. Sai a Walther PPK e entra a Walther P99. Diferente, mais robusta e pesada. Não sei, gosto mais da PPK mesmo, mais compacta, leve e fácil de usar. Esse treco é muito grande e não faz o estilo espião.

Ah, e sabe qual era o plano do Carver querendo explodir uma guerra entre China e Reino Unido? Ele queria tirar do poder os chefões da China para que ele enfim conseguisse instalar seu grupo de mídia no único lugar do mundo que ele não tinha chegado ainda: a China, afinal, lá tem censura e tudo é fechado lá. Carver quer o controle do mundo pela mídia, de todo centímetro do globo. Mas causar uma guerra pra isso tudo, bicho? Que radical...

E no final Bond vai enfim no tal "navio stealth" do Carver, que só é stealth pra radares mesmo, porque eu consigo vê-lo tranquilo a olho nu:


Bom, Bond aparece lá com a Wai Lin e ambos tocam o puteiro no navio. Cena clássica de explosões, sangue, tiros. A parte mais legal é a morte de Carver! A tal da broca submarina fica esse tempo todo sem nem aparecer no filme, e ela era parte do arsenal de Carver para causar essa confusão toda.

E Bond, bem... A usa! Liga a broca e joga em cima de Carver. Não mostra nada, claro, mas é uma morte bem cruel pro vilão:


Minha única questão é: se eu respirar oxigênio e libero gás carbônico, tecnicamente se eu fosse tentar dar ar pra Wai Lin não ia adiantar muito como Bond faz na cena, não? Porque o gás carbônico é venenoso ao ser humano, e quando eu expiro eu solto gás carbônico.

Sei lá! Mas ainda assim, faz parte do romantismo da cena. Bond desde o começo da cena insiste pra Wai Lin que ambos irão terminar a missão juntos. Já Wai Lin tava disposta a se sacrificar para salvar o mundo. No final todo mundo se salva, todo mundo fica feliz, e mais uma vez quando o mundo precisa de um herói, James Bond atende o chamado.

Eu já falei acima um pouquinho da BondGirl, mas deixar uma beldade como Michelle Yeoh de fora seria um pecado mortal! Eis a nossa amada Wai Lin:


Outra BondGirl completa! Viu só como vale a pena buscar talento além de beleza? ;)

Inclusive ela dispensou dublês em muitas das cenas perigosas! Realmente uma menininha sem noção do perigo. O que mais gosto dessa personagem é que ela até rivaliza em pé de igualdade com Bond. Ela é uma espiã também, e à sua maneira tenta ir buscar as pistas contra o Carver. E o caminho acaba se cruzando com Bond, e os dois resolvem se unir contra o inimigo comum dos dois países.


O que eu mais gosto nela? Autenticidade! Wai Lin está trabalhando tanto quanto Bond, e não abaixa a cabeça nunca pra ele. Como nessa cena da moto, acima. Cada um está com a mão do guidão da moto, e os dois devem abaixar a cabeça pro parceiro pra que ambos consigam o objetivo comum: que é fugir do Carver louco atrás deles.

E além de tudo, luta Kung fu! É bom não mexer com ela, que ela tem bala na agulha!


Ah, me dá um sorrisinho, vai! Quanto amor, meu deus! =D

Michelle Yeoh foi vencedora do Oscar® por essa atuação. O Oscar do meu coração®. Hahaha!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

007 Somente para seus olhos (1981)


Ê laiá! Que bela buzanfa no poster! Mais sensual que isso, só a desse outro filme. Outro filme magnífico de Roger Moore. Depois da viagem ao espaço (literalmente) que foi Moonraker, os produtores queriam um filme com uma trama menos viajada. E nada melhor que um filme baseado em vingança, afinal a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena!

007 Somente para seus olhos parece uma volta de um Bond mais original de Fleming. E isso já é mostrado logo na primeira cena. Um homem andando num cemitério com rosas vermelhas, parando na frente de um túmulo com um nome muito familiar para quem curte a série:


Um minuto de silêncio pra única mulher que colocou uma aliança em James "Fucker" Bond. A tumba da Tracy indica ainda o ano 1969. O ano em que foi lançado 007 A Serviço secreto de Sua Majestade. E ainda o epitáfio: "Nós temos todo o tempo do mundo", a frase que Bond diz quando chora a morte da sua amada.

Logo nesse comecinho de filme tem a volta temporária do Blofeld! Mesmo que ele não seja creditado, muito menos em nenhum momento ele se apresenta como Blofeld e tampouco mostra seu rosto. A EON não poderia usar o personagem pois estava em disputa ainda com aquela treta que deu nos direitos de 007 contra a Chantagem Atômica.


Mas quem é fã da série sabe que é o Blofeld. Parece que essa foi uma brincadeirinha do pessoal da EON, tipo um eater egg, tirando sarro dos processos que eles estavam levando pelos direitos do vilão Blofeld. Polêmica ou não, Blofeld é novamente morto, e sabe lá deus quando esse homem vai voltar.

O filme começa com a BondGirl, Melina Havelock, visitando seus pais. Quando ela vai entrar no navio dar de comer pro papagaio que o pai tem de estimação, o avião que a levou passa e metralha seus pais à queima roupa, matando-os. É uma cena bem chocante, ainda mais o olhar que ela dá na câmera depois de presenciar a morte dos pais:


De todas as Bondgirls, a Melina é uma das que mais tem profundidade de personagem. O filme gira todo entorno dela, por isso esse filme deveria se chamar "Melina Havelock - O filme", pois é por esse fato no começo do filme que nasce o sangue nos zóio da menina, e toda a vingança que ela trama pra pegar quem matou seus pais.

Melina era Camille Montes trinta anos antes!

No filme não tem o personagem M, o famoso chefe de Bond. Bernard Lee, o famoso ator inglês que fazia seu papel faleceu em janeiro de 1981, e parece que os diretores não acharam alguém a tempo de substituir, e colocaram o assistem de M, Bill Tanner, para dar as ordens pra Bond ir pra missão:


Só pra constar: Esse personagem não é um zé ninguém tapa-buraco. Bill Tanner é o assistente de M, e é um personagem que aparece em tantos filmes quanto M ou Q, só que sempre está em segundo plano pois ele é subordinado do M. Vários atores fizeram esse papel, e ele continua aparecendo mesmo nos filmes atuais, como em 007 - Quantum of Solace.

Se Melina está atrás de vingança, Bond está atrás do ATAC (Comunicador de Mira a Alvos Automático), um sistema capaz de controlar submarinos Polaris. E o que é Polaris? Polaris é um sistema de controle de submarinos com armas nucleares criado pelos ingleses.

Ele estava a bordo de um navio espião chamado St George (que estava disfarçado de pesqueiro) que foi alvo de um ataque e afundado. E aí começou uma corrida pra ver quem pega de volta o ATAC, se são os ingleses, ou os soviéticos, afinal todos querem armas nucleares, até minha vovózinha.

E aí que a história se cruza com a da Melina. Os pais da Melina estavam investigando onde o navio havia sido afundado. Por isso foram mortos.

Enquanto Bond investiga o esquema tem uma cena MUITO engraçada, que é acredito que um dos primeiros e únicos foras que Bond dá numa garota em toda a série:


Essa ninfetinha é Bibi Dahl. Bond pode ser o que for, mas não é pedófilo, hahaha.

Bibi Dahl é uma patinadora que é protegida de Aris Kristatos, o vilão do filme, empresário e informante da Inteligência que durante grande parte do filme achamos que ele é um cara bonzinho, mas no final acabamos descobrindo que tudo havia sido tramado por ele. Por mais que a menina realmente pareça ter uns quatorze anos, a atriz na verdade já tinha 23 anos na época!

E Bond, bem... Por mais que ela o provoque de todas as maneiras a reação dele é a mesma. A menina é louca pra que Bond "dê um jeito nela", mas Bond não vai fazer isso porque ele tem licença pra matar, não para fazer sexo com adolescentes, hehe. O vídeo acima é uma paródia da cena, com esses trechos dos famosos memes da internet!


A Melina consegue se vingar logo no começo do filme do cara que, de fato, matou seu pai (o piloto do avião que atirou). Mas o cara era apenas um laranja, e matar o assassino não ia pegar os figurões que estavam no topo. É nesse momento que as duas histórias de cruzam, Melina quer buscar a organização que matou seus pais, e Bond quer achar onde está o tal ATAC. E, como obra do destino, a mesma organização é o alvo de ambos.

Essa perseguição (vídeo acima) é uma das mais bem boladas. Primeiro porque é uma mulher dirigindo: normalmente sempre é Bond dirigindo. Tudo bem que ele pega o volante depois, mas começa e fica grande parte do tempo nas mãos da Melina. O carro até capota (e eles saem ilesos!), sem contar as manobras clássicas que só vemos num filme de James Bond.


Olha só quem temos de volta! O tiozinho bêbado de 007 contra o Foguete da Morte! Ele aparece num flash na cena de Veneza com o "tapete voador" no filme anterior. Nesse, ele fica desacreditado em ver as manobras que Bond faz em uma das cenas de neve que por muitos fãs é considerada a melhor de todos os filmes.

Logo depois que Bond descobre que na verdade é o tal Kristatos que ele pensava que estava ajudando ele e na verdade era o grande vilão do filme. Bond e Melina pegam um submarino pra ir investigar de uma vez por todas o navio afundado com o ATAC.


E, como sempre, tem TUBARÕES. Porque diabos os produtores gostam tanto de tubarões? Assim povo pensa que tubarões existem em todo centímetro de oceano desse mundo. Mas essa cena subaquática é muito boa pois predomina a tensão! É tudo escuro, são apenas os dois, pouco tempo de ar e, pra piorar, um maluco com uma roupa de mergulho parecida com a de um astronauta querendo, é claro, matar Bond e a Melina.

O filme não se chama "Somente para seus olhos" por acaso. Na verdade duas coisas que são muito usadas no filme são aqueles diálogos apenas com o olhar. Muitas vezes quando Bond e Melina estão juntos mergulhando eles se falam entre si apenas com expressões no olho.


E acho que um outro motivo do filme se chamar "Somente para seus olhos" é o quão deslumbrante são os cenários do filme. É o filme mais rico nisso, sem dúvidas. São florestas, neve, praias, montanhas, oceano... Realmente o filme é um show de coisas variadas e cenários que enchem nossos olhos. Realmente os produtores levaram isso bem à risca.

Essa cena acima é um pós-noitada de muita rola que Bond teve com a condessa Lisl von Schlaf, esposa de Milos Columbus, o corno, o antigo parceiro do Kristatos que Bond achava que era o vilão, mas na verdade Columbus acaba levando Bond pra pegar o Kristatos (tem corno pra tudo nesse mundo!). Essa cena da morte dela é bem tensa também, morta atropelada por um buggy numa praia (acima). Você nunca mais irá pro nordeste andar de buggy pensando na mesma coisa!


Essa cena (acima) é outra icônica. Normalmente essas cenas "no mercy" de Roger Moore são sempre muito bem boladas. Tem uma similar em 007 - O espião que me amava, mas com um carro foi a primeira vez. Era um dos capangas de Kristatos, e o carro fica justo numa ribanceira. E Bond dá um chutão com o pé e termina de enterrar o cara, morro abaixo.

Tem uma cena muito boa quando Bond está enfim pronto pra parar o Kristatos que está com o ATAC que Bond recuperou do navio afundado, e eles procuram na Grécia uma tal de igreja de São Cirilo Maria Joaquina. E Bond acha a tal igreja, e James se senta no confessionário e quem aparece do outro lado?


James Bond: "Forgive me, Father, for I have sinned."
Q: "That's putting it mildly, 007!"

Q aparece pra avisar o 007 que existem centenas de "igrejas de São Cirilo" na Grécia. Mas a cena é muito engraçada por causa do teor de humor que ela tem. Não é todo dia que vemos o Q (Desmond Llewelyn) vestido de padre ortodoxo!

E no final Bond enfim invade o esconderijo do Kristatos junto com a Melina e Columbus, em uma cena de escalada que eu teria muita dó do coitado do dublê. Mas dizem que eles curtem adrenalina e coisa e tal, né? Mas deus me livre ter um emprego desses!


Sempre parece que todos possuem um ditado sobre vingança. Um que Bond usa muito com a Melina é "Se você for se vingar de alguém, melhor cavar duas covas". E justo no final quando enfim Bond pega Kristatos, Melina aparece e tem o arco-e-flecha dela apontado pro cara que mandou matar seus pais:


Bond a impede de matar Kristatos, mas quem mata o vilão é o Columbus que estava atrás e joga uma faca nele. Bom, de qualquer forma você estava condenado mesmo, Kristatos, seja pela Melina ou pelo Columbus, hehe.

007 pega o ATAC e joga ele longe na montanha, quebrando-o em pedacinhos, uma vez que Kristatos ia negociar esse aparelho com o General Gogol, um camarada soviético que já apareceu em outros filmes, mas aqui ele não tinha muita importância. O próprio general quando vê que é Bond e ele quebra o ATAC, ele sai com um sorriso amarelo do tipo "Ok, beleza, foi mal ae!".


E no final, Bond tem uma "conversinha" com a baronesa (na época, primeira ministra) Thatcher. Impagável!

Enfim, eu adoro esse filme, e pra muitos é o melhor do Roger Moore. O filme é de uma qualidade invejável, especialmente trilha sonora e fotografia. Cenários maravilhosos, música empolgante e personagens bem profundos, como a Melina Havelock.

Falando na Melina, vamos tomar uma flecha do cupido dessa nossa arqueira e falar dela?


Eu acho a Melina Havelock (Carole Bouquet) uma atriz com uns traços tão bonitos, cara! Ela é séria, mas tem esse rosto retangular, além desses olhos mega expressivos, esse cabelão longo e o corpo bem esguio. Não consigo imaginar outra pessoa que reflita fisicamente uma personagem tão profunda como a Melina. Ela nasceu pro papel!


Como já falei antes, é impossível falar desse filme sem falar da Melina, que realmente rouba a cena. Acho que é uma das BondGirls que mais participam do filme, pois do começo ao fim ela tá ao lado de Bond investigando tudo, afinal, ela tem sede de vingança!

Isso sem contar que ela nunca se intimida por ser a única calcinha no meio de tanta cueca. Melina sabe lutar tanto quanto os caras no filme, ou até melhor! Armada com sua besta ela vai a caça de todos. E bom, e claro que depois de toda a luta contra o mal, temos um tempinho no final do filme enfim pra fazer um love merecido:


Tem alguns que não curtem a Melina Havelock. Mas pra mim, é uma das melhores BondGirls da história! Excelente personagem, atuação impecável, além de ter o melhor da beleza mediterrânea. Pacote perfeito!

sábado, 25 de abril de 2015

Pegasus Sanctuary


Começando as comemorações pros dez anos do fallen Pegasus! Apresentando o mais novo layout, contando toda a história dos visuais desse blog, todos unidos em algo como se fosse num santuário.

Esse é o Pegasus Sanctuary!

Eu já estava querendo há muito tempo criar um layout que mostrasse todos os outros layouts que já fiz pro blog. Mas não queria que ficasse apenas num grid chato e quadrado mostrando tudo como se fossem miniaturas, eu queria algo diferente.

Rascunhei muito até chegar nesse layout. O primeiro elemento, é claro, é esse pégaso enorme. É bem parecido com o do logo, aliás. Mas eu queria fazer com que o pégaso estivesse correndo para alçar voo. Por isso eu escolhi um pocotó tão dramático. O que quis mostrar com isso é que o blog continua firme e forte, e que esses dez anos só fizeram amadurecer e aumentar ainda mais a velocidade!

Eu queria brincar com a tipografia também. Gosto muito de designs que usam tipografia, e como esse é um blog, escolhi diversas frases, mini-textos ou termos que estão no blog, que foram ditos em algum momento, ou de coisas que me fazem bem.

Esse fundo dos raios é um formato bem inovador pra um layout. Percebam o formato legal que ele faz, como na miniatura acima. Como texto de web não dá pra fazer aquele box legal que dá pra se fazer em revistas, o jeito é desconstruir usando outros elementos, e no caso usei a arte da parte superior pra dirigir o olhar pro texto do blog.

E por fim, não menos importante, o layout possui trechos de posts, tem o pégaso correndo num desenho inédito que fiz e... Os layouts estão no fundo, é claro! Não deu pra colocar todos (são 46 contando esse. Alguém tem noção disso?) mas os principais estão ali. Incluindo no lugar de honra o primeiro layout do blog, o Pegasus Dreams pertinho da asa esquerda do cavalo alado.

Resolvi usar melhor o rodapé também. Lá embaixo vocês podem acessar os arquivos e uma lista com blogs de amigos meus. =)

sexta-feira, 24 de abril de 2015

007 contra a Chantagem Atômica (1965)



Outro nome complicadinho! Em inglês soa tão estranho como A view to a kill, mas nada que uma pesquisa não explique. 007 contra a Chantagem Atômica, e seu título original, Thunderball não significa um ataque do Pikachu de Pokémon. Menos ainda choque nos testículos. Thunderball era um nome popular que soldados americanos deram pra descrever uma bomba atômica enquanto testavam ainda no Projeto Manhattan. Uma "trovão dentro de uma bola", referindo-se ao grande flash que acontecia depois que a bomba atômica redondinha explodia.

O filme foi um dos únicos filmes da franquia que ganhou um Academy Awards (o popular Oscar). Esse filme foi vencedor na categoria melhores efeitos especiais, competindo com "A maior história de todos os tempos", um filme de 1965 contando a história de Jesus. Outro Oscar ficou com 007 contra Goldfinger com melhor Edição de Som (o Oscar mais sem graça, reservado aos filmes que o povo gosta, mas a Academia não curte) e outros dois prêmios pro atual 007 Operação Skyfall, com Edição de Som e um super merecido Oscar de melhor canção tema, obra de uma das melhores vozes da atualidade, a gordinha Adele. Quatro Academy Awards e contando!

O filme teve algumas tretas que o processo foram terminar só recentemente. Calma, vou explicar:


Parece que Ian Fleming havia escrito o roteiro de 007 contra a Chantagem Atômica baseado numa peça de teatro que ele havia escrito junto com Kevin McClory e Jack Whittingham. Ian Fleming adaptou os personagens e lançou como se estivesse escrito por ele. Thunderball era pra ter sido o primeiro filme de James Bond, mas por causa dessa treta aí acabaram adiando por anos. Fleming, o autor original, foi processado por McClory e tudo mais, e tiveram até que colocar na abertura do filme que foi baseado numa obra de Fleming, Whittingham e McClory, e não apenas Fleming (por mais que o livro só tivesse o nome dele).

Acontece que o filme foi um sucesso, ultrapassando até Goldfinger, o anterior. Só que McClory e Whittingham queriam os direitos da coisa, a fatia do bolo. E, enfim, em 1983, eles conseguiram verba e direitos de filmar a sua versão de Thunderball, agora com o nome 007 Nunca mais outra vez (Never say never again), cujo pôster está acima, com Connery de volta ao papel e até a Kim Bassinger como a Domino, a BondGirl.

E esse impasse dos direitos só foi resolvido agora, em 2013. Em 1997 a MGM comprou a Orion Pictures, e em 2013 a McClory Estate chegou em acordo com a EON devolvendo os direitos das marcas Thunderball, Ernst Stravo Blofeld e SPECTRE de volta pra EON. Ainda assim, "Nunca mais outra vez" não faz parte do cânon oficial da MGM/EON.

Agora com os direitos de volta às mãos da EON, curiosamente, depois de quase cinquenta anos vão lançar um novo filme chamado SPECTRE. Chega em novembro desse ano, novo filme de James Bond, com o Daniel Craig.

Bom, vamos falar do filme agora? O filme começa bem, com James Bond participando de um funeral e depois dando um murro na cara da viúva:


É uma cena bem chocante. James Bond batendo sem dó numa mulher. Porém, tudo faz parte da magia do cinema, e na mesma cena mais pra frente descobrimos que essa mulher tinha barba. E provavelmente tinha um pinto também (abaixo).

Na verdade a viúva era apenas um disfarce, tinha um homem lá, lutando contra James Bond usando saia e até salto alto. É uma cena tórrida, hahaha:


Hahaha! Duvida? Olhe com seus próprios olhos aqui.

O filme tem uma das bugigangas mais famosas, que até hoje é o sonho de muita gente ter um. Logo no começo, para fugir de uns bandidos, Bond usa uma exclusiva mochila a jato:


Alguém tem noção disso? E ainda mais porque o filme foi feito em 1965! Há cinquenta anos e nós ainda não temos uma dessas no supermercado. Que futuro de bosta nós vivemos, haha! Parece que os produtores do filme contrataram uma das únicas duas pessoas no mundo naquela época que sabiam pilotar uma belezinha voadora dessas, que tinha uma autonomia de voo que poucos minutos.

É mais um filme que conta com os vilões clássicos da SPECTRE, a organização terrorista antagonista da série. Aqui o vilão principal é Emilio Largo, o número 2. Mostra até uma cena com uma reunião bacana deles planejando como destruir o mundo. Se mudassem os diálogos, pareceria uma cena saída do Austin Powers:


O título em português é perfeito. Realmente existe uma chantagem atômica, pois mostra logo no início do filme duas bombas nucleares sendo roubadas e o próprio Emilio Largo pedindo 100 milhões de libras esterlinas em forma de diamantes para que as bombas não sejam detonadas. É um dos roteiros mais verossímeis da franquia, e depois que nós vemos o filme temos uma certeza: Thunderball é um filme bem pé no chão, bem realista. Até demais.

Engraçado que mesmo cinquenta anos depois a gente ainda vive com medo de algo exatamente assim acontecer, de bombas nucleares acabarem nas mãos de pessoas que irão usá-las para chantagear o mundo.


O filme conta com a primeira vilã (gostosa) da série! A maquiavélica Fiona Volpe, femme fatale, com seus peitões igual melões, uma agente da SPECTRE, que sempre tá junta de capangas pra surrar o Bond (ela tem classe, não sujaria suas mãos lavadas com Dettol).

Nem é preciso dizer que ela trabalha junto com o vilão Largo. Bond tenta usá-la para chegar até Largo, mas na verdade era o próprio Bond que era sempre usado por ela, que com sua genialidade sempre estava a um passo na frente de Bond. Exceto numa cena em um hotel onde Bond entra no quarto dela e a pega numa situação... Não muito vantajosa pra ela:


"Since you're here, would you mind giving me something to put on?"

E Bond dá apenas o par de sandálias pra ela, hahaha, com um risinho de "vou te comer daqui a pouco, sua danadinha", hahaha. Essa é uma das melhores cenas de toda a série! A cara dela é sensacional também!

Tem uma cena de briefing, onde ficam sabendo da tal chantagem atômica da SPECTRE, onde M chama todos os agentes 00. É curioso que Bond senta justamente na sétima cadeira (007, dã!), e é o filme que mais mostra os outros agentes 00 em toda a série, mesmo que nenhum deles tenham um importância relevante na história. Parece que o único que trabalha aí nessa bagaça é o 007.


Foco na tecnologia da época. Fita magnética, hehe!

O filme tem muitas cenas submarinas. Muitas. Mas não é chato, porque sempre tem uma música, uns sons abafados de baixo d'água, e coisa e tal. Difícil de escolher a melhor, mas vou ficar com a cena em que Bond se infiltra junto com os homens de Largo que estavam movendo a bomba nuclear pra ser usada e descobrem que aquele mergulhador (Bond) não é da turma deles... É uma cilada, Bino!


Tem uma outra cena sensacional quando Bond está jogando poker com o Largo. Como se não bastasse cada um estar de um lado diferente da rolada (o que já causaria muita treta), Bond ainda faz questão de humilhar o cara no poker.


Estão jogando um jogo que quem tiver o número maior vence. E Bond sempre vence por um, não importa o número Largo tire. Por isso ele fica com essa cara de bunda (acima) com a mão boa de Bond e as cartas.

Outro fato que eu não gostei muito é que a BondGirl, a Domino (acima), parece muito com a vilã Fiona Volpe. Poderiam ter colocado uma outra atriz, mais diferente. Na cena em que a Fiona Volpe morre eu pensava que era a Domino que havia morrido, pois as duas são muito parecidas. Aí saquei que pra diferenciar o esquema pode ser a pinta que a Domino tem no rosto.

E a trilha sonora? Yes, nós temos batata!


Quem assina a canção tema é olha só, um homem (sem ironia)! Tom Jones canta Thunderball. Li por aí que o cara desmaiou enquanto segurava ao máximo a última nota da canção! A música é bem legal, mas como se não bastasse isso, o resto da trilha sonora é muito bem bolada.

Isso parece meio óbvio nos filmes atuais que tem muita música de fundo, mas estamos falando da década de sessenta, e nem todos os filmes, especialmente os policiais, tinham tanta música de fundo. Mesmo os filmes de James Bond dessa época são muitas vezes dominado por apenas silêncio e as falas dos personagens.

007 contra a Chantagem Atômica foi além, e tem uma trilha sonora riquíssima, muito bem produzida por John Barry. Se ganhou um Oscar nos efeitos, eu daria um Oscar na melhor trilha sonora também.

Enfim, eu gosto muito desse filme. É o último de Sean Connery que farei a resenha (sim, já fiz todos do Connery!), e deixei meu segundo favorito no final. Sim, eu ainda prefiro Goldfinger na era Connery, mas por muito, muito pouco mesmo. 007 contra a Chantagem Atômica é muito, mas muito bom mesmo.


Achou que eu ia esquecer dessa vez da BondGirl? Dominique Derval, para os íntimos Domino (Claudine Auger), um nome forte pra uma mulher igualmente forte. Dá até arrepios só de lembrar dela!

A Domino é aquele tipo de mulher que você luta desesperadamente pra conquistar o coração dela. E quando enfim você chega lá, você descobre que era incrivelmente melhor do que você pensava, e ela te deixa no paraíso. Domino durante grande parte do filme fica evitando e dando botas em Bond até dizer chega. Ela, junto da Volpe, são duas mulheres que estão ligadas ao Largo, e Bond precisa de ajuda delas pra evitar que as bombas nucleares sejam detonadas.


E ela fica durante muito tempo sem se render a Bond e nem mesmo ajudá-lo pois ela é amante do Largo. O momento em que ela vê a furada em que ela tá metida é quando ela descobre que seu irmão havia sido seduzido pela Volpe, e depois morto por ela (vídeo acima), e isso desperta a revolta na mulher que resolve enfim colaborar com Bond pra pegar Largo no seu navio, o Disco Volante.

Alguém tem noção que, pelo menos nesse filme, o destino do mundo entrar em um colapso nuclear estava nas mãos dessa beldade aqui? Realmente uma mulher de matar!


Tem uma cena bem chocante (acima) que é depois que Largo descobre que ela o traiu, quando a pega com um contador Geiger, usado pra medir radioatividade, enquanto ela descobria em que lugar do navio o Largo esconde as bombas. Sim, ele a tortura queimando a menina com seu cigarro acesso e depois aplicando gelo na ferida.

Dois extremos, frio e quente, e é uma cena bem chocante, por mais que a câmera não mostre nada de maneira explícita. Se hoje eu vi e achei chocado, imagina lá em 1965?


Domino é uma BondGirl dona do seu nariz. Muita atitude. O filme tem muitas cenas subaquáticas, mas é papel da Domino nos deixar sem ar toda vez que aparece. E olha que a atriz, Claudine Auger, ela foi Miss França em 1958! Parece que a atriz tinha muito sotaque falando inglês, e tiveram que trazer de volta a Nikki van der Zyl, que dublou a Ursula Andress em Dr No de volta. Mas nem parece dublado! Foi muito bem feito.

Poxa, Domino... Tantos anos nos separam. Realmente eu nasci na época errada. Você poderia ser minha vovó. :(

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Uma verdade inconveniente.

"E aí cara", disse 'n', "Voltou a fumar?"

"Não me lembro de ter parado...", eu respondi.

"Porque tá com essa cara? Carinha de cachorro abandonado... Por acaso brigou com aquela japonesinha cabeçuda de novo?", disse 'n'.

"Cuida da sua vida", eu disse.

"Ha! Fala sério. Realmente aquele teste que você fez era certo mesmo. 'Sua mente tem medo de perder alguém', isso é a coisa que mais te apavora na vida, e agora que você enfim a perdeu, e tá aí", disse 'n'.

"Pra variar, você não ajuda em nada", eu disse.

"Ei, ei, ei, pera lá. No fundo você é muito parecido com essa menina sem sal que te deu esse fora. Ela também pelo que você me contou é super idealizadora de amor perfeito e tudo mais. E, ironicamente, quando ela enfim conseguiu um amor de verdade na frente dela, fugiu dando umas desculpas esfarrapadas. E você não é muito diferente. Você sabe como o mundo funciona, que não dá pra ficar nutrindo esse tipo de coisa, e que você deve tratar as mulheres como elas realmente valem: como lixo", disse 'n'.

"É fácil pra falar, difícil de fazer. Eu jamais conseguiria isso", eu disse.

"Por isso tu não pega ninguém. Não tenho dúvidas que se você tivesse feito o que eu havia dito, e tratado ela do jeito que eu havia mandado, ela teria caído na sua rede. Ao contrário disso, você pegou e se declarou pra ela, achou que a sinceridade do seu sentimento ia dar certo, e tá aí. Tomou no cu. Não satisfeito, voltou a falar e se declarou uma segunda vez, e ficou aí, chorando no dia seguinte inteiro", disse 'n'.

"Isso tudo foi a minha escolha", eu disse.

"Por isso mesmo! Escolha equivocada. O mundo não funciona como nos filmes. Se fosse assim, nesse momento você estaria curtindo com ela no meio do Caribe, só os dois, se beijando e se amando. Mulheres não estão prontas pra receber amor, elas querem amar quem elas querem amar, elas jamais dão margem para serem conquistadas, exceto se o boi for o que ela está afim. Você sabia desde 2010 qual seria o destino disso. Até aquela amiga dentuça e cheia de sardas dela te disse pra não ter esperanças, e você, acreditando nesse tal de amor achou que poderia ter um final feliz. Ponha-se no seu lugar, seu merda! Não me faça rir, Al! Não acredito que ainda existam homens babacas como você. O que você teria de oferecer pra ela, a não ser esse sentimento?", disse 'n'.

"Nada", eu disse.

"Essa menina é simples. Ela parece que viaja e sempre volta apaixonada por algum cara que contenha um pênis por aí. Parece que é o único requisito, mesmo até os mais canalhas que todo mundo diz que vale nada ela tá lá, se apaixonando. Como você me mostrou, toda viagem ela voltava apaixonada, pois era a fuga dela. Era nessas viagens que ela fugia de ser quem ela era, e aí ela acabava amando, que era uma coisa que ela nunca se deu a chance de fazer. Eu diria que ela realmente é uma desmiolada, porque isso é atitude de menininha de onze anos", disse 'n'.

"Olha, chega disso...", eu disse.

"Não, eu não terminei. Você sabe muito bem que a regra desse mundo é machismo. Você até disse que essa menininha aí não é machista, o que eu duvido muito, pois é mais que claro que um dos motivos de nada ter rolado é que você, assim como ela, não ter onde cair morto. Por mais que mulheres tenham suas carreiras hoje, ainda são machistas o suficiente pra buscar apenas um homem com dinheiro. No fundo adoram se dizer independentes, mas não passam de umas maria-chuteiras de qualquer carinha que ganha um pouquinho a mais elas vão lá, e sentam na pica dele. E isso porque no fundo vocês dois tem gostos e comportamentos parecidíssimos - inclusive os comportamentos ruins. Um parece realmente a alma gêmea do outro, até mesmo nos aspectos ruins, você é idêntico a ela", disse 'n'.

"Você tá querendo dizer que somos mais iguais do que tudo, né?", eu disse.

"Exato! Larga disso, Al. Já passaram quase dois meses e você ainda nem deu sinais que esqueceu essa menina. Já estamos entrando em maio! Escuta... Acho que isso é falta de foda. Quando você comer uma bucetinha e chupar uns peitinhos, vai ficar se sentindo muito melhor", disse 'n'.

"Não. Hoje não estou muito afim...", eu disse.

"Hahaha! Negando uma foda? Cara, tô falando, conheço umas duas que é só jogar um lero que você come. Mas não esquece a camisola no peru, porque elas são meio rodadas. Você deve é estar virando um viadinho!", disse 'n'.

"Cala a boca, seu otário", eu disse.

"Só limpa os ouvidos pra me ouvir, tá: esquece essa menina de vez. Ela é uma desmiolada, não reconheceria um cara afim dela nem se ele estivesse a dois centímetros do nariz dela. Enrijeça esse seu coração outra vez, volte a ser como antes, quando você não acreditava em amor, pois você era mais feliz e sabia tratar as mulheres como mereciam. Arranja logo uma menina nova, e até lá, veja se não cai na armadilha do vamos ser amigos de novo com essa japonesinha aí. Você já tentou, e você sabe muito bem no que deu. E larga de frescura, vira homem, e vai logo comer alguém, que tá enchendo meu o saco você assim. Essa aí tá cagando e andando pra você", disse 'n'.

"Sabe, acho que se eu tivesse uma arma aqui, usaria com um tiro bem dado nessa sua boca cheia de bosta", eu disse.

"É, esse é o Al que conheço! Olha, eu conheço um bar ali na Vila Madá com umas loirinhas bem gatinhas. Praticamente é só você apontar e dizer: 'chupa!' que elas abaixam e fazem o serviço. Tratar as mulheres do jeito que você trata vai te levar a nada não. Mulher vale nada, você tem é que se espelhar em mim. Já me viu sozinho alguma vez? É assim que a banda toca. Nunca uma mulher que se preze vai te dar bola pra você com essas declaraçõezinhas e esse papinho de 'o sentimento sincero vai fazer ela se apaixonar por mim'. O mundo é bem mais legal, e tem muita bundinha redondinha aí esperando pra gente entrar dentro", disse 'n'.

'n' colocou um pacote de camisinhas no meu bolso. Entramos no carro e fomos beber alguma coisa.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Com 007 Viva e deixe Morrer (1973)


Depois de ver dois filmes que eu não sou muito fã, hora de ver um que eu sou fã de carteirinha! Com 007 Viva e Deixe Morrer foi o primeiro filme com Roger Moore no papel de James Bond. E começou com pé direito! O filme tem algumas diferenças com o livro (que eu já li, e tem até em português), mas é um filme bem legal e muito bem produzido!

Eu gosto tanto desse filme que eu nem sei por onde começar. O filme começa mostrando três mortes, de três agentes britânicos que investigavam traficantes de drogas. A morte do segundo carinha é a mais legal, como visto na introdução do filme:


Começa num cortejo fúnebre, e depois do agente ser morto, vira festa! Hahaha. O filme é um super retrato da cultura negra norte-americana, é um filme muito divertido nessa parte porque isso o faz muito original. Mesmo quando trata do racismo, que óbvio, é sempre uma merda, trata de uma maneira que vemos que infelizmente depois de tanto tempo a coisa não mudou tanto.

A canção tema é talvez pra mim a melhor, exceto por Nobody does it better, de 007 - O espião que me amava. Muita gente conhece a canção tema na voz do Guns 'n roses, mas na verdade a canção foi escrita por ninguém menos que Paul McCartney e sua esposa Linda (o nome, não adjetivo), e, com o perdão ao Axl e ao Slash, mas a versão do Paul continua insuperável:


Me dá calafrios de emoção só de assistir. É a introdução e uma das canções mais fudidas de toda a série!

Eu já falei aqui que normalmente a primeira cena que um novo ator no papel de 007 faz acaba sendo icônica. Com Roger Moore não é algo tão elaborado quanto o poker em que Sean Connery jogava em Dr. No, ou Timothy Dalton subindo a montanha. É uma cena dum pós-sexo na cama deitado com uma francesa que tem cara (e peitos) de uma espanhola:


Bond acorda 5h48 pra ir abrir a porta pro M, seu chefe, que veio lhe entregar o briefing e falar dos três agentes mortos pessoalmente. É um filme onde o Desmond Llwelyn (Q) não aparece. O próximo filme que ele não apareceria seria 2006, pois Llewelyn estava trabalhando em um seriado em 1973, e inclusive ganhou uma folga de três episódios para poder participar de Viva e Deixe Morrer mas ainda assim os produtores cortaram ele disse filme, dizendo que essa coisa de bugigangas do Q já tinha dado.

Mal eles sabiam que ele voltaria contudo no próximo e continuaria no papel até sua morte!


Bond vai então investigar no Harlem o reduto de um dos suspeitos de distribuir as drogas. E Felix Leiter, seu amigo de longa data da CIA está lá prestando assessoria. Sim, é David Hedson, que voltaria anos mais tarde no mesmo papel de Felix Leiter, em 007 Permissão para Matar. Ele aparece bastante, embora muitas das suas cenas seja aí, de boas, só falando no telefone com Bond.

O filme é cheio de gírias da negada americana. Tipo "honky", que é algo como "branquelo", uma forma racista dos negros americanos chamarem os brancos. E Bond é chamado disso várias vezes. Especialmente quando está no Harlem, que ao entrar num bar que era chefiado pelo Mr Big, um traficante aliado com Kananga, um premier de uma ilha que estava sendo investigada por produzir drogas, Bond acaba tendo uma recepção nada amistosa:


Dizem que é assim que até hoje eles reagem quando vêem um branco entrando num bar deles.

Tem uma piada engraçada que fazem quando Bond senta na mesa do Fillet of Soul, esse bar aí do Kananga. Quando sua bebida chega ele oferece umas vinte pratas pro garçom dar informações pra ele, mas nem precisa disso, pois a parede falsa vira e engole Bond, levando direto pro tal Mr Big:


E lá, ele tem o primeiro contato com Solitaire, a BondGirl desse filme. Ela tem um papel muito interessante, pois ela é muito hábil em previsões, especialmente usando tarot. E ela sempre acerta, tem uma capacidade de adivinhação insuperável!


Bond dá em cima da menina, e justo quando ela pede pra Bond tirar uma carta do baralho sai a carta "Os enamorados", deixando a menina ouriçada de tesão (isso é ficção, né?). Bond tem um contato visual com Mr Big mas é expulso do bar e quase morto, sendo salvo por um amigo outro parceiro da CIA.

Embora Kananga seja o vilão principal é nesse começo de filme que somos apresentados a mais dois vilões coajuvantes (que na verdade são MUITO mais legais que o vilão principal!).

O primeiro é Tee Hee, um negão imenso e muito forte com um gancho no lugar do braço que havia sido comido por crocodilos. Como se não bastasse, ele tem uma criação desses bichinhos adoráveis numa fazenda, que ele próprio os alimenta:


O segundo vilão é um bruxo vodu imortal, que usa sua magia negra para fazer muitas loucuras na sessão da tarde, e toda vez que aparece é um show à parte. E sua risada diabólica é outro item memorável que dá todo um carisma e assombração a esse personagem. Tanto ele, como Tee Hee trabalham pro Kananga. Eu lhes apresento Vera Verão Barão Samedi:


(êêêêêpa! Bicha não, meu amor!)

Como o Mr Big é o líder do Harlem, todos os negros de lá pertencem a quase que uma irmandade com ele no papel de uma espécie de Vito Corleone. Até mesmo uma agente da CIA, que durante um pedaço do filme se pensa que ela está do lado do Bond, acaba também num dilema entre escolher ficar ao lado de Bond ou de Kananga.


Ela tem uma morte bem impactante. Acontece que a própria ilha-mansão do Kananga onde a Solitaire é guardada por muitos espantalhos que possuem câmeras e atiram (hã?). E acaba pegando essa agente do black power.

Esse é o Kananga, só pra constar:


Nessa cena é uma das muitas consultas que ele faz com a Solitaire. E também é numa dessas cenas que revela que a Solitaire tem o dom da adivinhação pois é virgem e pura. E que a mãe e a avó também tinham esse dom da adivinhação, e perderam quando se entregaram ao carnal.

O Kananga é um dos meus vilões favoritos! A única coisa chata é o racismo meio chatinho por ele ser negro e mexer justo com drogas. Mas tirando isso, ele não é tão clichê chato, é um dos vilões com mais personalidade e inteligência. Só que mesmo ele sendo fudido, ainda tinha outros dois capangas que eram muito mais legais, o Tee Hee e o Barão Samedi. Aí acabou meio apagado.

A cena em que Bond enfim descabaça a Solitaire é sensacional:


Bond faz realmente de tudo pra conseguir uma transa, hahaha. Essa sacada de tirar a carta "Os enamorados" é clássica, e o mais engraçado é depois mostrar que o baralho de tarot tava já bichado, hehehe.

No outro dia Bond escapa com Solitaire e descobre as plantações de papoula do Kananga pro Mr Big. 007 pega um ônibus de dois andares e temos uma cena de perseguição. No final, eles se deparam com uma ponte baixa que o ônibus não passaria, só que ainda assim Bond acelera com todo e decepa certinho a parte superior do ônibus, parando a polícia que seguia em seu encalço.


Essa é a minha cena favorita do filme!

Bond foge com Solitaire, mas é pego de novo, só que dessa vez em um aeroporto. Inclusive a Solitaire acaba voltando pro lado do Kananga, e resta só Bond fugir sozinho, sem armas.


Tem uma cena de perseguição meio chatinha com o Bond num avião e uma senhora, que pensava que ele era seu instrutor de voo no dia. O avião nem acaba saindo do chão, Bond fica com o veículo só andando por aí escapando nos caras do Kananga.

Engraçado é que um dos agentes da CIA, que está ao lado de Bond aparece numa cena similar a do começo, do funeral. Só que os assassinos não matam o cara por ele ser negro, hahaha, por mais que ele fosse um agente da CIA que está obviamente, indo atrás do Kananga:


E mais uma vez Bond vai ao Fillet of Soul, o bar do Mr Big, e mais uma vez é engolido por uma alçapão escondido indo parar nas mãos do tal Mr Big.

Aí que tem um plot twist! Bond está conversando com o Mr Big, que está puto com o Bond porque ele comeu a Solitaire, tirando os poderes da menina. Bond não entende porque Mr Big está tão preocupado com a Solitaire, e aí descobrimos a verdade:



Mr Big = Kananga. :O :O :O

Isso não tem no livro. No livro apenas Mr Big é o vilão, Kananga nem existe. E engraçado que o ator era tão bom que além de usar uma máscara que mudava todo seu rosto, ele ainda falava de outra maneira, outro sotaque, enfim, era uma outra pessoa, tanto na aparência como nos trejeitos. Por isso Kananga é um dos vilões mais fudidos da franquia. Genial.

Essa é a cara da Solitaire, não mais virgem quando viu que estava apaixonada por mim:


Êta prazeres da carne, hahaha! Ela é muito linda, pqp... Mesmo com essas maquiagens e esse cabelo que é um meio termo entre Leia Organa e Padmé Amidala, ela é uma das BondGirls mais lindas, e mal vejo a hora de falar dela no final do post!

Como punição por ter "tocado" (leia-se "comido") a Solitaire, Bond é levado para a fazenda. Com uma "plantação" de jacarés do Kananga e Tee Hee. Se você jogou Donkey Kong Country 2, essa é a sua cena! Diddy Kong e Dixie Kong faziam isso de uma maneira tão natural e fácil...


Essa cena precisou de muitas tentativas e claro, coitado do dublê. Tiveram que colocar nele sapatos de pele de crocodilo, porque talvez fosse o único material que iria aguentar as mordidas do bichano. Tem até vídeo no youtube mostrando as tentativas falhas de fazer essa cena. Dá pra ver que em uma das tentativas quando o dublê pulou no primeiro crocodilo o último já esperava de boca aberta. Tenso!

Vi uma vez Roger Moore falando dessa cena. Ele confessou que não via a hora de tirarem ele daquela ilhota no meio do riacho do meio dos jacarés. Cagaço!

E olha quem temos! J.W. Pepper, o xerife trapalhão, em sua primeira aparição. Lembram dele de 007 contra o Homem com a Pistola de Ouro?


É muito comédia! Ele, depois de toda a cena de perseguição com barco que Bond protagoniza, o pobre xerife aparecer e soltar a pérola: "What are you? Some kind of doomsday machine boy? Well we got'a cage strong enough to hold animal like you here!". Aí explicam que ele é um agente britânico e aí tá tudo bem, tudo bom!

Bond vai então até a ilha do Kananga, San Monique, no Caribe, para dar um ponto final nessa putaria. A primeira luta é contra o Barão Samedi, que "ressuscita" de uma tumba usando seu poder vodu é pra jacu:


Vou deixar a risada dele pra vocês, HAHAHAHA.

Bond o mata jogando o cara num túmulo cheio de serpentes após salvar a Solitaire e mandar pros ares as plantações de papoula do Kananga/Mr Big. Eu li umas coisas da trivia que o ator morria de medo de cobras, e foi uma cena bem tensa pro ator que faz Barão Samedi fazer.

E aí temos a luta final com Kananga. Kananga faz uns cortes em Bond para sair sangue e decide mergulhar o espião num lago cheio de tubarões (porque não dá uma droga dum tiro na testa de Bond, pô? Sempre adoram complicar). E pra variar Bond escapa, e numa luta acirrada dentro dessa piscina com os tubarões, Bond faz Kananga engolir uma pílula com ar pressurizado usada para explodir coisas, e bem... Nem preciso dizer o que aconteceu. A cena é até meio chocante (acho que é por isso que embaçaram):


Sim, o cara explode como uma bexiga, literalmente. Pra não tornar a cena mais chocante, não tem sangue, nem víceras voando (que seria o mais realista), pois o boneco lá já é um bocado chocante inflando.

Bond vai então pegar um trem de volta. Felix até questiona o cara, afinal são dezessete horas de viagem. James dá uma olhadinha maliciosa pra Solitaire e diz que terão muita diversão nessa viagem. Deve ter rolado muita rola na buceta, sendo bem direto.

Solitaire danadinha, e isso porque começou o filme virgem, quem diria, hehe! Agora só quer saber da fruta do pecado. Parece namorados em começo de relacionamento, só pensam naquilo! Tudo bem, tudo bem! Seria um desperdício com essa beleza toda! Mas quem estava no trem atrás de Bond? Ele, Tee Hee, pra um acerto de contas final. Bond não consegue bater no cara, mas usa a cabeça (e um alicate de unha):


Bond corta os fios de aço do braço do Tee Hee e prende o cara na janela, tirando os movimentos do braço de metal dele. Depois joga o negão pra fora, que perde o braço mecânico e a vida. Pronto! Hora de voltar e aproveitar a Solitaire, que tá lá esperando, no ponto! Hohoho. Solitaaaaaaire, meu amorzinho, chegueeeei!

Falando em Solitaire (Jane Seymour), vamos falar rapidinho da nossa BongGirl!


Solitaire e seu cabelão. Sua cara de virgem imaculada, trabalhando para o vilão fazendo as previsões. Solitaire é o tipo de personagem que cresce durante o filme. Começa malvadinha e depois fica do lado dos mocinhos.

É uma atriz muito boa, que soube mostrar bem o psicológico da personagem, toda a dúvida, incerteza, a franqueza e pureza. Acho que não preciso dizer que o nome "Solitaire" é um apelido, baseado no jogo de cartas famoso presente no Windows até hoje, o "Paciência". No filme não mostra o nome dela, mas no livro o nome dela é Simone Latrelle.


Solitaire é séria, não sorri no filme inteiro, é uma BondGirl tímida, que não sabe direito que lado escolher. Entre ver que o Kananga realmente só a usava pra tirar a sorte, e Bond que simplesmente a "usava", ela escolhe Bond ainda assim.

Mas isso não a deixa pra baixo, nem nada. Solitaire é uma personagem essencial pra Bond chegar em Kananga, afinal, com Kananga vivo ela nunca poderia ter uma vida livre. Mas se fosse ao lado do Bond, poderia ao menos sonhar em ter liberdade, uns namorados e, porque não, umas boas noites com muito sexo?


E olha, mesmo hoje a Jane Seymour tá gatíssima. Mas ainda assim no filme ela era deslumbrante, um sonho de mulher!

Todos nós amamos Solitaire!

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