quarta-feira, 8 de abril de 2015

007 contra Goldfinger (1964)


Goldfinger. 1964. Nem mesmo o pessoal da EON estava pronto pro sucesso que esse filme faria. Simplesmente chutou o balde. É o terceiro filme de James Bond, e foi esse filme que consolidou a febre James Bond que continua até hoje.

Só pra ter uma noção: o filme rendeu na época 124 milhões de dólares, hoje corrigidos seriam 820 milhões. O próximo filme depois desse, 007 contra a Chantagem Atômica, foi o único que rendeu ainda mais. E esse lucro continuou insuperável por quase cinquenta anos, sendo superado apenas em 007 Operação Skyfall agora, em 2012 (878 milhões de dólares).

Acho que só esses números já mostram o quanto Goldfinger é também considerado por muitos o filme ícone de James Bond, o favorito de 7 a cada 10 fãs da série. Mesmo quem o assiste consegue perceber que o filme é redondinho: roteiro bem escrito, atuações memoráveis, efeitos bem bolados, vilão cativante. Tudo em Goldfinger virou ícone, de tão bom!


Falando em vilão, o mesmo que dá nome ao filme, Auric Goldfinger (Gert Fröbe) é nele em que a história gira. Basicamente é um empresário do ouro que durante o filme pensamos que ele quer três coisas: a primeira, é ter domínio do ouro mundial. Aí descobrimos que não é bem assim, na verdade ele quer todo o ouro do Fort Knox (o forte onde está todo o ouro americano). E no final descobrimos que o plano dele era bem mais ousado, é explodir uma bomba atômica chinesa no Fort Knox, deixando esse ouro por décadas inutilizável e multiplicando seu patrimônio dourado por dez vezes, já que ele possui tanto ouro que tinha até uma pistola de ouro (acima).

Sim, ele era o "homem da pistola de ouro" antes do vilão Francisco Scaramanga de 007 contra o homem da pistola de ouro.

Como eu disse que Goldfinger tem vários ícones da série, um dos ícones é esse:


Hahaha, essa perninha subindo é tão sensual quando aparece no filme! ;)

Talvez não reconheçam Jill Masterson nessa posição (até eu tô pegando o jeito de falar os trocadalhos de James Bond), mas mesmo quem nunca viu o filme lembra da "mulher dourada" de Goldfinger, que virou uma imagem icônica das aventuras de James Bond.


É uma BondGirl que é morta logo no começo do filme, em Miami depois de dormir com Bond, sufocada com essa tinta dourada que a matou (eu não sou o roteirista, não peçam que eu faça isso parecer ter sentido, ok?).

No filme ela ficava naquela posição da primeira foto acima ajudando Goldfinger a trapacear em apostas de jogos de cartas enquanto ela via as cartas dos adversários dele e passava informações via rádio.


E o que falar da música-tema na voz de Shirley Bassey? Outro ícone! Uma vez li que foi bem complicado pra Shirley Bassey cantar a música, porque parece que ela teve que sincronizar com os créditos da abertura e a animação que aparece. E teve que segurar a nota lá em cima, como dá pra ouvir aí! Ela mesmo disse que no final quase ficou sufocada! Hahaha!

Outro ícone é o fiel empregado de Goldfinger, um koreano mal-encarado com uma força sobrehumana, um chapéu que corta igual do Kung Lao do Mortal Kombat e que só fala murmúrios: Oddjob.


Vamos levar em conta que o filme se passa em 1964. A Koréia mal se recuperou da guerra de divisão que o Kim Il Sung maluco estourou por lá. Se hoje a Koreia é um país rico de pessoas que dançam Gangnam Style, na época era um país miserável e de mão de obra barata. E Goldfinger tinha dinheiro, e precisava de funcionários nas suas fábricas de ouro.

E Koreia sem Gangnam Style, o que deve ser mais triste ainda. :(

E tem a icônica cena do laser de Goldfinger que ia cortar James Bond no meio. Essa cena virou ícone em filmes de ação, acho que qualquer pessoa que vê um pouco de cinema consegue ver pelo menos uns dois ou três filmes que possuem uma tentativa de morte maquiavélica parecida com essa que se popularizou em Goldfinger.


Bond: "Do you expect me to talk?"
Goldfinger: "No, mr. Bond, I expect you to die!"

Cena imortal!

E por fim, a BondGirl dessa vez é Pussy Galore (Honor Blackman), com seu jeito bruto, ignorante, chega a ir no mano-a-mano com James Bond (e o derrota nas duas, haha), colocando Bond no chinelo.


Uma deusa! Corpaço de deixar o queixo cair no chão. Peitão, cinturinha e bundão, hehe. E isso porque o sutiã daquela época era aqueles coisas bizarras e pontudas, não tinha a coisa confortável que é bojo de hoje (nunca usei, mas dizem que é confortável. E sempre deixa os seios maiores e num formato bonitinho!).

A primeira cena que ela aparece foi depois que Bond é toma um dardo tranquilizante e capota, acordando com ela fitando-o com uma arma num avião e ao vê-la James Bond só poderia dizer uma coisa: "I must be dreaming..."



Realmente, um sonho! :)

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