terça-feira, 28 de abril de 2015

007 O amanhã nunca morre (1997)


É o melhor filme da era Brosnam. Mas não é o meu favorito, porque 007 contra GoldenEye ainda tem um espaço grande na minha preferência, mas não tem como negar que 007 O amanhã nunca morre é ligeiramente superior - as poucas coisas que o antecessor errou, esse acertou. Depois desse filme, na minha opinião, caiu muito a qualidade dos filmes de Pierce Brosnam. Desculpaê falar assim! Esperava bem mais!

Por isso eu ainda acho que 007 O amanhã nunca morre é uma versão melhorada de 007 contra GoldenEye pois em muitas coisas ambos são muito similares. Linguagem, velocidade do roteiro, vilão e até BondGirl. Vamos começar pelo começo?


O começo é bem similar ao do antecessor! James Bond dando uma de Rambo, ele sozinho contra um exército no meio da neve. E escapa num avião também! A diferença maior é que essa cena pós-gunbarrel não tem importância nenhuma pro que vem a seguir. É mais uma daquelas cenas mostrando um dia de trabalho comum depois que Bond bate o cartão como todos nós proletariados! Tem gente que é bom em fazer relatórios no escritório, Bond é bom em explodir coisas!

Estamos em 1997. E existe algo mostrado no filme que era a maior novidade na época, que hoje é... Super comum e trivial: GPS.


Não sei se é conhecimento de todos, mas GPS é uma tecnologia militar. É só hoje que você consegue usar no seu carro, pois até então era exclusividade das forças armadas. E a treta do filme, pelo menos até que o vilão fale do seu plano diabólico, é o medo de uma guerra acontecer entre China e Reino Unido. Pois esse localizador GPS havia sido bichado, e estava apontando outra direção para os tripulantes de um navio britânico que acreditava estar em águas internacionais.

Acontece que o navio acabava invadindo águas chinesas sem se dar conta disso, no mar da China Meridional. E o GPS dele apontava que eles estavam longe da costa ainda, só que ele acaba sofrendo um ataque, mas não do governo chinês, mas de uma broca muito louca vinda de um local desconhecido:


Essa coisa bonitinha simplesmente abre um rombo no casco, tritura algumas pessoas, afunda o navio e os sobreviventes acabam sendo fuzilados ali na água mesmo. No dia seguinte é estampado nos jornais de todo o mundo que a tensão entre China e Reino Unido se intensifica.

Só que, sem ninguém entender, um magnata da mídia dinamarquês, Elliot Carver, sabe de tudo antes mesmo que os serviços de Inteligência saibam direito o que rolou. Logo, começam a suspeitar que talvez ele saiba de algo que o MI6 não saiba, e mandam Bond descobrir o que tá rolando, e investigar como Carver sabe de tudo antes.


A pessoa mais próxima é a esposa de Carver, Paris Carver (acima), que além de ser uma socialite gostosíssima, ainda teve um rolo com Bond no passado (nunca apareceu em nenhum filme, só pra constar). E claro que mesmo ela sendo casada ela quer dar uma molhada no biscoito com Bond, pelos velhos tempos.

Essa é uma cena icônica pra mostrar como o sexo é mostrado na era Brosnam. Isso porque teve uma outra cena ainda super explícita com a professora de dinamarquês, logo do começo do filme, mas eu ainda prefiro essa cena pois é um pouco mais sutil, embora ainda assim mostre a bela lingerie que Paris Carver usava, junto com sua sensual cinta-liga:


Gosto muito da cena com o Q, como sempre, espetacular! Dessa vez apresentando um novo BMW, com controle remoto no celular Ericsson (que na época era uma marca boa). Fala sério, deve ser muito foda controlar um carro assim. Fica tipo um videogame:


E olha só quem é a BondGirl? Aliás, a Wai Lin (Michelle Yeoh) é uma BondGirl diferente de todas que apareceram. Ela é uma agente da Inteligência Chinesa, e ela tem uma relação de até uma certa rivalidade com Bond desde o momento que ela aparece. Sempre que Bond está num local investigando algo ela aparece no mesmo lugar também. Ás vezes causando problema, outras vezes apenas dando um susto mesmo.

A primeira aparição dela é muito legal também, na festa de anúncio dos satélites do Carver (abaixo). Eu adoro atrizes chinesas! Elas são como as japonesas, só que falam inglês bem, hahaha!


E são lindas também, Jesuis! Eu gosto mais dela do que a Lucy Liu, por mais que ela seja lindíssima também. A Zhang Ziyi tem uma beleza mais clássica chinesa, acho que a Michelle Yeoh ainda é insuperável, uma verdadeira dama do cinema asiático!

E como já disse antes, o carro é controlado pelo celular. Quando vi esse filme quando era moleque meu sonho era ter um carro que fizesse isso. Fala sério, quem não queria? Se viesse com esses foguetes e mísseis acoplados, melhor ainda:


É a minha parte favorita do filme! E mesmo a qualidade do filme, tem elementos parecidos e melhorados de GoldenEye. O humor continua bem sutil, mas o interessante é o caminhar da cena. A comparação que consigo fazer é com a cena do tanque em GoldenEye. Muita ação e explosões!

Quando Bond encontra a Paris morta, conhecemos o tal do Dr Kaufman. Esse personagem aparece pouco no filme, só nessa cena, mas é muito bizarro o personagem, haha. Ele é um doutor em tortura, basicamente, sabendo várias técnicas e tal. E o Carver, não sei se é ironia do filme, mas o objetivo dele é sempre estar divulgando as notícias de amanhã hoje - no caso, a morte de Bond no jornal, que seria morto naquele dia pelo Kaufman - e por ironia do destino nenhuma das notícias ele consegue dar, porque Bond sempre estava lá antes pra evitá-las.


Engraçado como Bond sempre escapa! Nunca o cara chega por trás e dá um tiro logo nele, hehe. Tem que ter um diálogo, um lero-lero, uma explicação, ou até contratar um doutor em tortura especializado em simular suicídios nos outros. Qual a dificuldade, meu deus? Faz parte do clichê.

Eventualmente Carver pega Bond e Wai Lin, e os dois escapam da maneira mais bizarra possível, que é ambos, algemados um ao outro pelo Carver, pulam do edifício dele da China rasgando o imenso poster dele com aquela pose estilo "Steve Jobs moderfóquer":


E depois os dois ainda algemados um ao outro tem que fugir do Carver, e pegam uma moto numa cena que é muito bem feita. Primeiro por conta da sincronia dos dois: é muito complicado fazer isso tudo numa moto em movimento. Segundo por conta do exército de gente que aparece, e tudo foi gravado numa favelinha na China. E terceiro é que são os dois que devem trabalhar juntos, pois estão algemados. Cada um fica com um braço no guidão da moto. Adoro essa cena também:


E temos uma atualização no arsenal!

James Bond sempre tem umas marcas registradas. Sua bebida é Vodka Martini (batido, não mexido), seu carro é Aston Martin DB5, e sua arma, sempre foi a Walther PPK, que ele troca logo no começo do primeiro filme com o M (antes Bond usava uma Beretta M 1934). E nesse filme, temos uma mudança na arma.


Wai Lin dá pra Bond uma arma que de acordo com a fala dele já havia sido pedida pro Q mudar. Sai a Walther PPK e entra a Walther P99. Diferente, mais robusta e pesada. Não sei, gosto mais da PPK mesmo, mais compacta, leve e fácil de usar. Esse treco é muito grande e não faz o estilo espião.

Ah, e sabe qual era o plano do Carver querendo explodir uma guerra entre China e Reino Unido? Ele queria tirar do poder os chefões da China para que ele enfim conseguisse instalar seu grupo de mídia no único lugar do mundo que ele não tinha chegado ainda: a China, afinal, lá tem censura e tudo é fechado lá. Carver quer o controle do mundo pela mídia, de todo centímetro do globo. Mas causar uma guerra pra isso tudo, bicho? Que radical...

E no final Bond vai enfim no tal "navio stealth" do Carver, que só é stealth pra radares mesmo, porque eu consigo vê-lo tranquilo a olho nu:


Bom, Bond aparece lá com a Wai Lin e ambos tocam o puteiro no navio. Cena clássica de explosões, sangue, tiros. A parte mais legal é a morte de Carver! A tal da broca submarina fica esse tempo todo sem nem aparecer no filme, e ela era parte do arsenal de Carver para causar essa confusão toda.

E Bond, bem... A usa! Liga a broca e joga em cima de Carver. Não mostra nada, claro, mas é uma morte bem cruel pro vilão:


Minha única questão é: se eu respirar oxigênio e libero gás carbônico, tecnicamente se eu fosse tentar dar ar pra Wai Lin não ia adiantar muito como Bond faz na cena, não? Porque o gás carbônico é venenoso ao ser humano, e quando eu expiro eu solto gás carbônico.

Sei lá! Mas ainda assim, faz parte do romantismo da cena. Bond desde o começo da cena insiste pra Wai Lin que ambos irão terminar a missão juntos. Já Wai Lin tava disposta a se sacrificar para salvar o mundo. No final todo mundo se salva, todo mundo fica feliz, e mais uma vez quando o mundo precisa de um herói, James Bond atende o chamado.

Eu já falei acima um pouquinho da BondGirl, mas deixar uma beldade como Michelle Yeoh de fora seria um pecado mortal! Eis a nossa amada Wai Lin:


Outra BondGirl completa! Viu só como vale a pena buscar talento além de beleza? ;)

Inclusive ela dispensou dublês em muitas das cenas perigosas! Realmente uma menininha sem noção do perigo. O que mais gosto dessa personagem é que ela até rivaliza em pé de igualdade com Bond. Ela é uma espiã também, e à sua maneira tenta ir buscar as pistas contra o Carver. E o caminho acaba se cruzando com Bond, e os dois resolvem se unir contra o inimigo comum dos dois países.


O que eu mais gosto nela? Autenticidade! Wai Lin está trabalhando tanto quanto Bond, e não abaixa a cabeça nunca pra ele. Como nessa cena da moto, acima. Cada um está com a mão do guidão da moto, e os dois devem abaixar a cabeça pro parceiro pra que ambos consigam o objetivo comum: que é fugir do Carver louco atrás deles.

E além de tudo, luta Kung fu! É bom não mexer com ela, que ela tem bala na agulha!


Ah, me dá um sorrisinho, vai! Quanto amor, meu deus! =D

Michelle Yeoh foi vencedora do Oscar® por essa atuação. O Oscar do meu coração®. Hahaha!

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