sábado, 11 de abril de 2015

007 - O mundo não é o bastante (1999)


O ano é 1999. Lembram daquele medo que as pessoas tinham do bug do milênio? Essa molecada de hoje provavelmente era nem um espermatozoide naquela época. Eu, que era uma criança naquele ano, achava engraçado o pessoal correndo pra fazer filhos pra nascer no dia 01/01/2000, fazendo as coisas sem pensar no amanhã e tentando produzir o máximo pra entrar no novo milênio, pois inconscientemente acho que as pessoas tinham medo do mundo realmente acabar. E queriam deixar sua marquinha no século XX.

Esse filme mostra um pouco do climão desse ano de 1999. Mas não, o mundo não acabou! E se eu pudesse voltar no tempo, avisaria que existiriam outros anos do apocalipse depois de 1999, como 2012, por exemplo. E todos sobreviveríamos! E todos nós daríamos risada do Gugu no último programa de 1999 dizendo que estávamos dando boas vindas ao novo milênio - mas você sabe de nada, inocente! O novo milênio (e século) começaria em 2001, não 2000, Gugu tolinho!

Os filmes da era Pierce Brosnam todos tem esses títulos... Com frases poéticas. Como antes os filmes eram baseados nos romances do Ian Fleming, por mais que os títulos fossem estranhos, não tinha o que falar, pois foi obra do criador do personagem. Porém, o título de 007 - O mundo não é o bastante é o motto do brasão da família Bond na Inglaterra, como revelado décadas antes, em 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade:


Por isso o título do filme! ;) Orbis non sufficit. "O mundo não é o bastante", em latim.

Mas ainda assim, eu não sou fã desses títulos poéticos da era Brosnam. Tirando GoldenEye, todos os filmes tem esses versinhos de poesia como título: O amanhã nunca morre, o mundo não é o bastante, um novo dia para morrer... Decidi fazer uma brincadeira no Photoshop e dar meu título poético em um filme da era Brosnam. Ficou legal, e acho que venderia muito até:


E aí? Anda? Hahaha! Eu tenho outros títulos poéticos sugeridos pra era Brosnam:
- "007 Gosta de Verdura"
- "Com 007 o Café na máquina ou no coador é mais forte"
- "007 Com dez quilos de carne, dá pra vinte comer"

E por aí vai. MGM, me contrata!

O filme é muito bom! Sua trama é bem simples: uma filha do magnata do petróleo, Elektra King resolve sabotar todos os gasodutos da Europa jogando uma bomba no mar Cáspio, onde passam os gasodutos da Rússia pro ocidente, e fazendo o mundo inteiro depender das suas reservas de petróleo.


Esse roteiro seria simples e básico se a vilã do filme, Elektra King (Sophie Marceau), não roubasse a cena! Uma característica da era Brosnam é a Barbara Broccoli como produtora reduzir drasticamente o machismo que os filmes tinham até então. Colocar uma mulher do calibre de Elektra King coloca ela no hall de vilões sanguinários e manipuladores, deixando até outros vilões clássicos da série no chinelo!

Duvida? Acha que ela não faz nada e eu tô exagerando? Olha essa cena onde ela tortura James Bond. A mina é psyco!


Acho que a melhor maneira de definir Elektra King é como uma "Suzane von Richthofen que deu certo" (com meu perdão aos pais dela que faleceram).

Elektra matou o próprio pai (como a Suzane) e tomou as empresas dele. Além disso ela é claramente uma psicopata (como a Suzane), capaz de manipular absolutamente todo mundo a fazer o que ela deseja (como a Suzane), seja Bond, ou o outro vilão que faz o trabalho sujo que ela manda, o Renard (ou os irmãos Cravinhos, como a Suzane fez). Elektra é também bem bonita e muito atraente, já a Suzane... Errr... Melhor parar as comparações por aqui.

Em suma: Elektra King é a vilã das vilãs. James Bond hoje em dia tem abrir bem mais os olhos, pois mulherada tá fraca não, cara! E quer saber? Isso é muito, mas muito legal!


No filme temos a despedida de Desmond Llwelyn como Q. O filme foi lançado em novembro de 1999 e Desmond Llwelyn faleceu em dezembro do mesmo ano. No lugar, ele colocou seu sucessor, o R, interpretado por John Cleese. Já no próximo filme, 007 - Um novo dia para morrer já é com Cleese no papel de Q.

Deixou saudades, Llwelyn. :(



E temos a volta dele, a lenda, o fanfarrão, Valentin Zukovsky!

O mafioso russo agora está na frente de um cassino e tem uma empresa de caviar. Dessa vez ele não é tão malvado como em GoldenEye (ele era malvado em GoldenEye?). Na verdade Valentin ajuda, e muito, Bond a achar o paradeiro da Elektra e do Renard. E infelizmente, morre. Mas vendo a morte dele no filme dá pra entender que talvez ele tenha se redimido das besteiras que fez na vida.

A morte da Elektra é uma das mortes mais frias que Bond fez na história dos filmes. Mas depois de tudo o que essa daí fez no filme, quem assiste acha que foi até pouco. Não achei o trecho no Youtube, mas achei na IGN, que é quase a mesma coisa. Só clicar aí!

Renard, o outro vilão, durante muito tempo no filme a gente acha que ele é um terrorista e que age querendo matar a Elektra. Mas na verdade, Renard foi usado pela Elektra para que levasse o plano dela em execução. Ele é um terrorista russo que sobreviveu depois de levar uma bala na cabeça, que ficou alojada nele. Isso deu "super-poderes" pro cara, que não sente absolutamente nenhuma dor.


Tão apaixonado pela Elektra que resolve se matar no submarino levando uma ogiva nuclear pra explodir por ordem da própria Elektra. É engraçado a cena da despedida deles, eles dão um último beijo, e Elektra ainda mostra nojinho por ele depois dele ir pra sua derradeira missão. Ele não viu, claro. Embora Renard tenha mais cara de mal, é um mero coadjuvante na maldade.

E a Bondgirl? Acharam que eu ia esquecer dessa?


Bom, vamos começar pelo nome. Christmas Jones (Denise Richards). Sim, o nome dela é "Natal". Dá pra ver o amor que os pais devem ter pela criança, que até mesmo ela admite na primeira cena em que aparece:

Christmas Jones: "Doctor Jones. Christmas Jones, and don't tell me any jokes, I've heard them all."
James Bond: "I don't know any doctor jokes."



Ela me lembra muito a Holly Goodhead, de 007 contra o Foguete da Morte. É muito inteligente, e por ser uma física nuclear ela manja dos paranauê de urânio e bombas nucleares. Mas o que a Holly Goodhead tinha de simpática, Christmas Jones tem de azeda. Embora ela seja gostosona, eu não a acho muito bonita não. É beleza americana padrão, sei lá.

Falta charme, é sexy demais e parece forçado. A atriz tem cara de boazinha, e esses peitos é só dar uma pesquisada em outras fotos que dá pra ver que é fake um simples bojo. E a atuação foi meio fraca também. Mas tudo bem! BondGirl é BondGirl, entrou pro rol das musas dos filmes James Bond!

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