terça-feira, 21 de abril de 2015

007 Um novo dia para morrer (2002)


O último filme do Pierce Brosnam! Eu gostava do cara. E esse filme foi fechar com chave de ouro. Como eu já disse em posts anteriores, ficar jogando os russos como vilões do mundo já cansou. Coitados, o mundo não pode viver mais sem Vodka. Logo, o vilão da vez é Coréia do Norte. Sim, THE BEST KOREA, hahaha.

Pierce Brosnam começou super bem sua carreira como Bond, em 007 contra GoldenEye. Aí foi meio que caindo, 007 O amanhã nunca morre é legal ainda. Esse filme em específico, o 007 Um novo dia para morrer é um daqueles filmes que a gente vê que tem todo o estilo tecnológico de filmagem que bombava na época. Lembram que na década de setenta a moda era aqueles pianinhos eletrônicos tipo da trilha sonora do Laranja Mecânica? Esse filme aqui mostra todo o zumzum tecnológico dos filmes influenciados por games de meados de 2002. Vou falar mais sobre adiante.

A canção-tema gruda na cabeça igual chiclete. Cortesia da Madonna:


Bom o comecinho é essencial para se entender. Bond está investigando uns coreanos do norte que estão buscando diamantes de sangue da África. 007 vai pra lá, toca o puteiro, e mata um tal de Coronel Moon, um moleque mimadinho que tem muito poder militar (tipo o Kim Jong-Un), o que em outras palavras significa: vai dar merda. Porém, Bond acaba traído e preso na Coréia do Norte, passando mais de um ano sendo torturado. Graças a um acordo entre os países, eles trocam Bond por Zao, um dos norte-coreanos boludos, já que a Coréia precisava dele, e o ocidente de Bond. Foi uma negociação.

Mais tarde descobrimos a trama que é muito trabalhada na maconha, porque é viajada pra caralho. Aquele tal de Coronel Moon que todo mundo pensava ter morrido fez tratamento genético (sim, não citam nem mesmo cirurgias plásticas pra ficar mais... "Realista"), deixando de ser coronel Moon e virando... Gustav Graves. Naaaaaada a ver:


O da esquerda vira o da direita. Hollywood é muito mais racista com asiáticos do que com negros, já dizia meu professor de cinema. Porque negros em filmes eles ainda aparecem e têm papéis (infelizmente nos filmes morrem antes do branco... Repensem isso, diretores de Hollywood!), mas asiáticos sempre estão em segundo plano, sem falas, sem participação nenhuma. E quando temos a chance de ter um vilão asiático, ele vira um branco. WTF?

E não é por falta de ator. Tem muito ator asiático que é bom pra caralho. Mas filmes por aqui sempre foram muito racistas com asiáticos. Perdemos muitos talentos por preconceito besta.

Pra não dizer que é um filme com vilões koreanos, sim, temos enfim um vilão asiático. Minha mãe achou ele bem bonito. E ficou mais impressionada com a maquiagem que fizeram no cara. Mas antes vou falar do capanga, o braço direito do Coronel Moon/Gustav Graves, o Zao:


Esse sim é um vilão dos bons! Zao é um badass norte-coreano maluco terrorista explosivo e imortal. Se ele estivesse no dicionário, essa seria a definição dele. Ele aparece no começo do filme, e enquanto Bond tá sendo torturado ele foi até Hong Kong e explodiu uma reunião importante de políticos, foi preso pela política chinesa e mais tarde trocado por Bond como prisioneiro de estado.

E ele também é alvo do mesmo tratamento genético (igual ao Coronel Moon), se tornando um super-homem forçudo e imortal, em uma das maquiagens mais fudidas de um vilão de um filme de James Bond. Irreconhecível:


Bond depois do quase um ano que ficou na coréia do norte prova uma coisa: que no regime comunista lá não existe lâmina de barbear, pois o cara volta parecendo um mendigão. Todo barbado e com cabelo grande:

Gilette, a lâmina de barbear dos opressores capitalistas!


Mais um pouquinho o filme deixava de ser 007 e virava algum da franquia Piratas do Caribe. Cabeludos, com suas madeixas desgrenhadas e oleosas, marcas de sujeira, roupas sujas... Pierce Brosnam é Jack Sparrow... Ou melhor: capitão Jack Sparrow! Hahaha.

James Bond vai para Havana também, tomar um mojito. O filme não é filmado em Cuba, e já que pouquíssimas pessoas estiveram em Cuba pra dizer se ali era Cuba ou não, os diretores safadinhos filmaram na Espanha as cenas da tal "Cuba". Mas engana direitinho, vai:


E o filme tem uma das melhores cenas de luta com espadas da série. Protagonizada por Bond e Graves! Ficou bem interessante, e ficaria melhor ainda se o Graves não ficasse toda hora fugindo e correndo de Bond. Vira homem, rapá! Cai em cima!


Uma das vilãs é Miranda Frost, uma agente do MI6 que acaba indo pro lado do Graves. Ela é bem bonita, e por um momento eu pensei que era a mesma atriz do filme anterior, a vilã Elektra King. Mas não! Ela fez a Jane Bennet de Orgulho e Preconceito, a lindíssima Rosamund Pike:


Grande parte do filme a personagem dela fica tratando Bond com frieza. Um óbvio trocadilho com o Frost do sobrenome da menina. Bond por mais que dê em cima dela, ela nunca libera a perseguida. Mas quando libera, ah, libera geral!

É engraçado que na versão dublada quando ela tá no bem-bom com Bond na cama ela vira a cabeça pra cima e grita: "AI QUE LOUCURA!", hahaah! Lembrando que era 2002, a Narcisa Tamborindeguy era uma ilustre desconhecida.

O filme tem umas homenagens singelas pra série James Bond. Além da Halle Berry saindo do mar igual à Ursula Andress em 007 contra o Satânico Dr. No, na parte do briefing das traquitanas do Q tem lá vários objetis nostálgicos da série. Até a mochila-a-jato do filme 007 contra a Chantagem Atômica. Quem gosta da série achou essa cena demais!


Como se não bastasse o vilão começar asiático e terminar branco, o plano do cara é tão baseado na maconha quanto sua transformação.

Como todo vilão gosta de complicar a destruição da Terra, o vilão Graves criou um satélite que possui uma espécie de espelho gigante de diamantes, que na potência certa consegue disparar um raio solar tipo o do Bulbassaur, mas em escala de cidades, pra queimar nós seres humanos como nós queimamos formigas com uma lupa.


Realmente, vilões de James Bond não conseguem pensar em algo mais simples.

E tem também lasers! Que coisa mais ano 2002! Hoje em dia é boring, lasers é algo muito last year. Lembram dos memes da época, tipo aqueles cat with lasers? Mas naquela época era tecnológico, era algo do balacobaco!


O mais legal é que o guardinha que Bond luta em inglês se chama "Kil" (similar a "kill", o verbo "matar" em inglês) e pra não perder a piada com o nome, em português o seu nome foi adaptado: de "Kil" em inglês, para "Matar" em português.

É engraçado quando ele aparece e fala "Meu nome é Matar", e Bond brinca "É um nome de respeito". Se alguém me dissesse "Meu nome é Matar", eu responderia, "Parente do Maurício Mattar?". HAHAHA.

E no final o tal vilão Gustav Graves está num avião com uma armadura que parece que saiu de algum jogo do Hideo Kojima, cujo poder basicamente é dar choque nas pessoas (que poder de merda), além de controlar o tal satélite Ícarus:


É verdade que muitas cenas do filme parecem ser bem inspirada em games. Agora que assisti o filme, não sei, mas vi algumas similaridades com um game de James Bond que foi lançado mais ou menos nessa época pra Gamecube, chamado 007 Agent Under Fire.

Vilão que mexe com DNA, uma maneira complicada de destruir o mundo, perseguições de carros bem parecidas, conspirações e afins. Sabe, nessa época de 2002 eu lembro que esse papo de DNA era algo que todo mundo queria falar, muitos filmes falando de clones de seres humanos, e outros falando que era errado, antiético e pãs. Em 2002 a moda era clonar! Era o hype e conspiração da época. Clonar ovelha tudo bem, mas um ser humano, aí não pode!

E no final, depois de 20 filmes, enfim James Bond fica com Moneypenny:


Rá! Pegadinha do Mallandro! Esse vídeo acima não mostra, mas era tudo realidade virtual da Moneypenny usando um dos trecos inventados pelo Q. E quando o Q a encontra ainda comenta: "It's rather hard, isn't it?" e ela diz: "Yes. Very.". Duro!

Já vou falar que é a Halle Berry como BondGirl. Sei que o post ficou grande, mas isso vai te fazer ir até o final, né? ;)

Ela é Giacinta Jones, Jinx para os íntimos. Uma agente da NSA que está também investigando a rolada do Graves. Ela protagoniza uma cena de sexo bem quente com Brosnam no começo do filme! Com direitos a gemidos BEM realísticos. Como se não bastasse ela ser ótima de interpretação, ainda é boa nos gemidos. Olha... Deu pra imaginar muita coisa naqueles gemidos! Foram bem reais, haha.


Foi a primeira BongGirl negra. E foi ninguém menos que a Halle Berry, que é um espetáculo à parte! Essa mulher é um sonho! A cena de biquini como eu disse antes foi baseada na primeira BondGirl da história, lá atrás, até colocaram um cinto nela com uma faca, pra ficar parecido com a Ursula Andress.

Só faltou um detalhe. A faca era usada pra pegar conchas. E Halle Berry sai sem conchas, logo aquela faca ficou meio sem sentido lá. Detalhe pro diretor que passou, nada ali estava por acaso ou era charme! Dessa vez passa.

Sem comentários pra beleza estonteante da Halle Berry. Corpaço, linda, maravilhosa!


Mas como se não bastasse, Halle Berry é atriz pra caralho. Ganhadora de Oscar, né velho (mas não por esse filme, infelizmente). Halle Berry talvez seja uma das BondGirls vai completas da história. Ótimo papel, ótima atriz, ótima interpretação e além de tudo, linda.

A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte! Nós não queremos BondGirls apenas bonitas, a gente quer bonitas, boas atrizes, em bons papéis e arrebentando a boca do balão!


Precisa de mais alguma coisa? Cai na minha rede, Jinx! Bem melhor que o pokémon homônimo, hahaha.

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