quarta-feira, 15 de abril de 2015

Com 007 só se vive duas vezes (1967)


James Bond vai para o Japão! Engraçado como Japão ainda fascina e gera curiosidade dos ocidentais. Se hoje ainda gera isso, imagina lá atrás em 1967? E o título do filme é bem proposital. James Bond "morre" no começo do filme, mas na verdade estava tramando sua morte para que pudesse investigar o desaparecimento de um ônibus espacial que foi engolido por uma outra nave espacial não identificada em pleno espaço. Por isso, "Só se vive duas vezes".

O filme parece um pouco propaganda de como o oriente é (em especial o Japão), pois pelo menos na metade do filme foca muito nas diferenças de costume entre o oriente e o ocidente.


No começo do filme Bond está na cama com uma chinesinha, a Lin. E ela pergunta pra Bond se na opinião dele as garotas asiáticas são tão diferentes assim como falam por aí. EU RI PRA CARALHO, KKKKK! Calma, vou explicar:

Nos tempos da faculdade, quando eu só namorava japonesinhas, as minhas amigas sempre me perguntavam: "Alain, a periquita das japonesas é na horizontal mesmo igual todos dizem?". E eu não entendia isso, sempre que eu ia pra cama com elas era... Normal! Depois me contaram que existe uma lenda urbana que diz que garotas asiáticas tem uma vagina horizontal. E quando pesquisei no Google descobri que esse mito é do século XIX! E muitas amigas que me vieram me perguntar isso disseram que foi o João Gordo que disse que a xoxota de orientais é vertical.

Existe uma estória por detrás desse mito urbano. Parece que chinesas que imigravam pros EUA não encontravam trabalho, logo acabavam sendo obrigadas a se prostituir. E aí elas criaram o mito de que suas vaginas eram horizontais para atrair mais clientes. Mas só pra constar: não, a xoxota oriental não é horizontal. E parem de me perguntar isso, cacete.

Bond diz que fala japonês, mas fala aquele "sayonara" arrastado e cheio de sotaque que quem fala inglês diz. Nem pra dar uns toques de pronúncia pra ele. Agora que já falamos de buceta, vamos pra outra cena da curiosidade do ocidente pelo oriente:


Tem uma cena onde Bond está com Tanaka, o chefe da Inteligência nipônica, e o japonês chama Bond pra tomar banho numa espécie de Soapland (eu morro de vontade de experimentar isso no Japão, hahaha!).

Soapland não é prostituição, exceto se você pagar pelo happy ending. Mas basicamente é uma casa de banho onde as mulheres te banham. É tipo um fetiche japonês, eles são um povo muito tarado. E dizem que os homens atingem até o orgasmo, porque tem umas... "Massagens" e tal. Mas sei lá, não tenho coragem também, hahaha! Mas a minha curiosidade pra experimentar é grande!


A trama é bem simples. 1967, no meio da Corrida Espacial, Blofeld fica sequestrando naves em órbita. Primeiro uma americana, depois uma soviética, e os dois países ficam acusando uns aos outros, prestes a explodir uma guerra nuclear. Mas na verdade quem estava sequestrando era o Blofeld, e as colocando em sua base no Japão, que fica dentro do que parecia ser um vulcão.

Pessoal caprichou no set de filmagens (acima). Essa é a base do Blofeld!


O serviço secreto japonês resolve até disfarçar Bond de japonês (!), com direito a maquiagem até corte de cabelo novo(!!). Eles até fazem um casamento arranjado (!!!)  e ensinam até ninjutsu pra Bond (!!!!). Tudo isso para que o vilarejo perto do tal vulcão que escondia a base do Blofeld não desconfiasse que aquele japonês no fundo era britânico.

Realmente gente, que trabalheira danada! Precisava elaborar um plano tão complicado assim? Que trabalho de japonês português isso.

E temos a aparição dele, Ernst Stravo Blofeld:


Blofeld é para James Bond o que Darth Vader é pro Luke Skywalker (não o pai de Bond, mas o arqui-inimigo). Ele tinha aparecido em Moscou contra 007 e no anterior, 007 Contra a Chantagem Atômica. Porém, era só o braço acariciando o gatinho. Foi nessa cena acima a primeira vez que seu rosto apareceu.

Esse vilão serviu de base para muitos dos arquétipos do mal em diversos filmes de espionagem que pegaram carona no sucesso de James Bond! Até mesmo anos depois Mike Myers criou o "Dr Evil" baseado no próprio Blofeld em Austin Powers.


Os métodos de assassino de Blofeld foram motivos de paródia durante todos esses anos também. No filme ele tem um lago com piranhas, onde não é preciso dizer que a pessoa que nada lá não vive pra contar história. Essa coisa de alçapão escondido (acima) que a pessoa anda e cai é invenção do maquiavélico Blofeld. O Sr Burns, nos Simpsons, é um exemplo de um personagem que tem seus castigos baseados no Blofeld. Até os dos cachorros!

Em outras palavras, Blofeld foi o primeiro vilão que matava pessoas com estilo, hahah. Hoje é caricato, mas teve um dia que isso era perverso e diabólico!


E a revolução tecnológica pra época: o helicóptero portátil que aparece até no poster do filme. É bem engraçada a cena do Q no Japão montando o treco. Ele trouxe tudo em malas e foi encaixando ali mesmo, deixando a japonesada boquiaberta. A cena do vôo é meio chatinha, é só o Bond voando com o helicóptero enquanto uns malfeitores (de helicópteros também) aparecem pra trocar uns tiros. Mas, como de praxe, Bond escapa ileso matando a tudo e a todos!

Bom, o filme é no Japão. Então as BondGirls são japonesinhas?

Se você apostou isso, acertou! E são DUAS japonesinhas muito gatas (que hoje, devem estar bem diferentes, mas tudo bem, tá registrado que em 1967 elas eram lindíssimas!).


A primeira é a Aki (interpretada pela atriz Akiko Wakabayashi), uma agente da Inteligência japonesa! Ela tem aquele sotaque de japonês falando inglês quadrado, e a personagem dela é toda safadinha. Parece as japonesinhas me dando mole no Japão, todas querendo provar um "sabor ocidental", hehe (e pergunta se o molengão aqui fez alguma coisa? Só fala e faz nada...).

É uma gracinha! Ela volta e meia dá uns beijinhos em Bond e vai pra cama com ele pelo menos umas duas vezes. E é uma fofa! Tem um baita corpão também. Ela morre no filme, com um ninja a envenenando enquanto dormia.

Quando a gente pensa que já viu todos os dotes da beleza com os olhos puxados que todos nós gostamos tanto, aparece Kissy Suzuki (Mie Hama), ainda melhor que a primeira BondGirl:


Que corpaço, mano! Depois fala que japonesa é tudo tábua! Fiu, fiu!

É ela a outra agente que colabora com Bond, só que dessa vez num casamento disfarçado. Engraçado é que antes de Bond a ver, o Tanaka-san fica dizendo que ela tem rosto de porco de tão feia. Se ela é a "feia", pelo amor de deus, guardem umas cinco dessas pra mim, pra eu ir buscar!


Ela fala inglês muito bem, além de ser tão boa atriz quanto a Aki. Ela aparece na segunda metade do filme só, mas vendo ela dá aquela vontade que sinto quando vejo essas japonesas kawaii: levar pra casa na hora! Hehehe. Dá vontade de ficar só olhando o dia inteiro. Que olhar lindo, não acham?

Uma gatinha! ;)

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