terça-feira, 23 de junho de 2015

Diário de Fotógrafo #25 - Virada Cultural 2015

A última vez que eu fui na Virada Cultural foi em 2011. Na verdade nem mesmo aqui no blog eu postei as melhores fotos daquele dia, sabe lá deus porquê. A Virada Cultural é uma oportunidade ímpar que eu tenho de fazer o que eu mais gosto: fotografar a cidade. Afinal, temos o centro de SP e temos policiais, e bastante segurança. Só na Virada mesmo.

Em 2012 eu tentei ir pra Virada Cultural. E eu lembro que justo no dia da Virada eu comecei a escolinha de budismo que eu frequentei no templo. Lembro que aquele dia foi essencial, pois eu poderia faltar na aula e ir pra Virada, mas decidi não ir na Virada e fui pra aula.

Por mais que eu quisesse ir pra Virada, eu não me arrependi em nenhum momento da minha escolha, e ir pra Virada nesse ano foi como um flashback pessoal dos últimos três anos da minha escolha, e como tudo na vida, tem uma hora certa pra acontecer e um motivo nobre. Os três anos de curso passaram, concluí o curso avançado e esse ano, quatro anos depois da última vez que fui, lá estava eu.

O mais importante de tudo? Lembrei o quanto eu amo fotografia. Por isso esse Diário de Fotógrafo é diferente! É um cronograma de por onde eu andei e cliquei durante a virada com minha Nikon D60 companheira de sempre. Enjoy!


Meu ponto de partida no domingo foi o local que eu queria visitar: a Sala São Paulo, na praça Júlio Prestes. Eu tive muita sorte, pois o dia estava muito bom e com uma luz muito boa. A primeira foto foi essa acima, da Estação Pinacoteca, ao lado da Praça Júlio Prestes.


E claro que não poderia deixar de tirar uma foto daquela torre imensa da Estação Júlio Prestes! Foi nesse local que eu terminei a Virada Cultural anterior, mas nesse ano foi daqui o ponto de partida.


Ali dentro tem um número infinito de coisas pra se prestar atenção. Mas essa abóbada é simplesmente sensacional e tinha umas cores bem bacanas. Ficou uma foto com efeito legal!


E esse é o salão de espera do concerto na Sala São Paulo. Muito bonita a arquitetura. Nem parece que estamos no meio da cracolândia. Atrás de mim nessa foto tem uma lanchonete. E logo ali na frente não pude deixar de usar o belo banheiro deles. Eu mijei na Sala São Paulo, mano! É nóis!


Toda foto na Sala São Paulo sai meio zuada. A câmera não sabe direito traduzir as cores, sempre a foto sai meio alaranjada. Mas aí já é dentro da sala de concertos! Pensei que fosse maior, e foi o único local que eu entrei em toda a Virada. Um concerto fudido com Strauss, Ravel e Nielsen. Precisa de mais alguma coisa? Eu adoro assistir orquestra, e me emocionei.


Saindo de lá saí da bagunça da Júlio Prestes fui andando na Rua Duque de Caxias e parei na Praça Princesa Isabel onde não existe uma imagem da nossa princesa, e sim do Duque de Caxias. A maior estátua equestre do mundo (de fato, é grande pra caralho) e lá tinham muitas barraquinhas de comidas de chefs bacanas, onde eu comi uma paella. Sim, com frutos do mar e tudo (mesmo eu detestando). E quer saber de uma coisa? Adorei. ;)


De lá eu me perdi (PRA VARIAR), eu não conseguia sair da cracolândia, caralho. Todo mundo me encarando, foi foda. Quando vi que estava definitivamente no local errado voltei todo o caminho pela Avenida São João (e sim, eu cruzei com a Avenida Ipiranga, e como na música alguma coisa aconteceu no meu coração), mas antes, tirei uma bela foto da Igreja de Santa Cecília, acima. Que cores!


Continuei andando pela São João até chegar no Largo do Paiçandu, local onde na outra Virada de 2011 teve 24 de shows dos Beatles. Mas a vista é a mesma. O prédio símbolo de São Paulo, o Banespa!


E do lado, o prédio dos Correios. É um dos prédios mais bem conservados dali, adoro muito os seus detalhes. Sempre ótimo pra tirar uma foto.


Enquanto eu decidia pra onde eu ia, resolvi tirar uma foto "daqueles que são invisíveis", os garis da cidade que estavam fazendo hora extra nesse dia de Festival. Junto do Grafitti na rua, e só depois reparei na simpática cara da senhora. Uma das minhas fotos favoritas!!


Passei pela Praça das Artes, já no Anhangabaú, onde estava cheia de comida. Cheguei na Praça Ramos de Azevedo, onde tava tendo um show de hip-hop, olhei pra cima e vi muita maconha o Theatro Municipal. Pouca gente tira foto do Theatro Municipal visto da Praça Ramos. Ficou legal!


Essa foto é de praxe. Eu adoro a Ferradura da Avenida Prestes Maia, ao lado da Prefeitura. Acho que a vista ali do Viaduto do Chá é sempre sensacional. De lá fiquei vendo uma apresentação na rua de chorinho (eu adoro chorinho!) na Praça do Patriarca. E de lá vi uma placa apontando pra Sé, e a segui...


 ...Só que eu parei no começo da praça, e quando olhei pra trás vi um prédio rosa e fui ver o que era. E enfim conheci um local de SP que eu sempre quis conhecer. O Pateo do Colegio. Foi aqui que os Jesuítas fundaram essa cidade, em 25 de janeiro de 1554! Eu adorei esse local, eu me senti tão em casa, parece um oásis no meio da cidade.


A Secretaria de Justiça é um prédio magnífico. Cliquei junto do poste de luz pra dar um enquadro legal. Ali na praça eu tive a segunda (e última) refeição do dia: cachorro quente francês. Eles estão na feira gastronômica do Butantã, e é sensacional (mesmo sendo uma merda criada nesse país de bosta chamado "França").


Gostei muito dos dois prédios da Secretaria de Justiça, no Pateo do Colegio. O prédio branco eu curti muito, pois ele é muito branquinho e a luz estava perfeita. Perfeita pra levar ao gozo o fotógrafo aqui. Vocês não tem noção de como um fotógrafo fica feliz quando encontra a luz perfeita pra uma foto.


E andando ali do lado entro no Casa da Imagem de São Paulo (aka Casa Número Um)! É uma das antigas mansões da Marquesa de Santos (aquela que deu uns pegas do Dom Pedro I). É um museu dedicado à fotografia! Entrei pra ver a exposição e pra fazer xixi no banheiro limpinho com sabão cheiroso pra lavar a mão!


Uma das exposições era sobre papéis efêmeros da fotografia, com esses "conselhos para fotógrafos amadores" que eu fotografei acima. É engraçado que as dicas não mudaram muito de como se tirar uma boa foto.


Parece aquelas casas antigas do interior, só que no meio do centro de SP. Tem até uma varanda, onde dá pra ver o Banespa. Eu não sei explicar, mas simplesmente adorei a atmosfera do lugar. E nem foi por causa do banheiro que me salvou de ir nos banheiros químicos da rua. Havia algo lá que não sei explicar.


E essa é a tal "casa rosa" que me chamou a atenção. É o Solar da Marquesa de Santos. Tem fotografias antigas de São Paulo sensacionais, além da banheira em que a própria Marquesa tomava seus banhos de lua.


Essa era a área gastronômica do Pateo do Colegio. Foi realmente uma surpresa conhecer! Eu me senti respirando história (e nem tava fedendo tanto a mijada dos mendigos).


Chega! Vamos pra Sé. Monumento em homenagem ao Padre José de Anchieta, que similar ao Papa Chicão, era Jesuíta também.


Parece Londres, Paris, mas é a fachada da Sé. Deixei em preto-e-branco pra dar esse realce às expressões. Ficou bem legal!


Eu tirei umas vinte fotos dentro da Catedral da Sé, mas a que eu mais gostei foi essa. A luz dos vitrais deu esse colorido todo nas pilastras, ficou algo sensacional.


E claro que antes de ir não poderia deixar de tirar uma foto de uma das cinco maiores catedrais neogóticas do mundo, a nossa Praça da Sé. Realmente grande pra caralho.


Peguei ali a Rua Benjamin Constant até a Faculdade de Direito. Tava tendo shows de rock lá e muitas barracas de comida.


E ali no Largo São Francisco que eu vi o emprego dos sonhos. Se o Forrest Gump gosta de pilotar o carro de cortar grama porque eu não posso sonhar em ser lixeiro com esse carrinho coletor? Deve ser o maior emprego do mundo!! Deve ser MUITO legal ficar nesse carrinho o dia todo, fala sério!


De novo eu me perdi (lol) e fui parar na Rua Líbero Badaró, onde o Banespa aparecia novamente, imponente. 


Eu adoro tirar fotos de pessoas batendo foto. Se "aparelho excretor" foi o hype de 2014, sem dúvida de 2015 o hype é o pau... O "pau de selfie"!


No fundo os moradores de rua loucões são os que mais aparentam ser felizes na vida, fala sério. Improvisando um Michael Jackson só no sapatinho.


Por fim fui pro Mosteiro de São Bento, o dia estava acabando e o Banespa ficou laranja com a luz do poente. Assisti uns vinte minutos da missa no Mosteiro, nunca tinha ouvido o tal canto gregoriano, e achei simplesmente SENSACIONAL (afinadíssimo!). Missão cumprida, dia acabando, fiz o que mais eu queria (entrar na Sala São Paulo e ver um concerto) e voltei pra casa com dever cumprido.

Ah, antes de sair eu tirei uma foto do Mosteiro de São Bento, e fiz minha primeira foto HDR. Eu sei que passou a modinha, mas ficou até legal, vai:

1 comentários:

Cris disse...

Alain! Finalmente tive tempo para entrar aqui e ver todas as suas fotos. Me fizeram lembrar vários momentos bons que tivemos naquela virada em que fomos fotografar juntos. A do próximo ano vamos repetir??? (Diz que sim!)
Adorei as imagens, a Virada é realmente uma oportunidade única de andar com a câmera sem medo pelas ruas do centro, que é tão bonito!
Beijosss

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