quinta-feira, 11 de junho de 2015

Off the wall (1979)


Michael Jackson é outra coisa que me influenciou muito. Como já fiz review todos os filmes de James Bond, Michael merecia um espaço. Nesses dez anos de blog acho bom preencher ele com algum conteúdo no mínimo relevante e que signifique algo pra mim também. Por isso quero falar do Michael Jackson e dos álbuns dele! Então vamos nessa.

Vou começar do começo. Off the wall foi o primeiro álbum solo de Michael já na Epic/Sony. Sim, Michael começou lá atrás, no Jackson Five na Motown, depois na própria Motown ele conciliava uma carreira solo, e antes de fechar de vez com a Sony ele ainda estava com o grupo The Jacksons pelo selo Epic. Tudo ao mesmo tempo.

Nele, Michael firma sua parceira com o lendário Quincy Jones. Parceria essa que se estenderia por quase dez anos, pelo menos até o lançamento de Bad (1987). Quincy Jones foi o responsável por trazer muita maturidade musical pro Michael, que ele mesmo admite isso numa dedicatória linda ao Quincy que ele oferece no livreto do álbum HIStory - Past, present and future Book I. E de fato, o Quincy o recria totalmente e dá um super up na imagem do Michael Jackson - que até então era um prodígio musical, mas pertencia à Motown, que vivia ruins das pernas.

Notemos também a qualidade do trabalho. Foi o primeiro álbum em estúdio de Michael Jackson. Na Motown era meio capenga, e eles gravavam com microfones e tudo junto sem divisão de faixas, tudo era tocado ali, ao vivo. Em canções de estúdio (como Off the wall) cada faixa, cada instrumento e inclusive a voz são gravados separadamente em fitas mestras. Por isso a qualidade é muito superior.


E foi com essa mesma edição que em 2001, junto com o álbum Invincible a Sony lançou uma versão especial (acima) com entrevistas com Quincy e Temperton além das gravações-teste originais de Don't stop 'til you get enough e Workin' day and night (esse último com direito a "participações especiais/acidentais" do Randy e Janet ajudando o irmão Michael na gravação, hahaha! é mole?).

Nesse álbum também possui também canções escritas pelo lendário Rod Temperton, Steve Wonder, Carole Bayer Sager e até o Paul McCartney, ainda naquele tempo que ele era amigo do Michael (teve uma treta aí quando no final da década de oitenta o Michael comprou os direitos de todo o catálogo dos Beatles. Direitos que só foram perdida agora, pouco depois da sua morte).

Off the wall fez sucesso pra caralho. E mesmo só por ele, Michael já tinha mais que garantida sua presença na Sony, tinha começado com o pé direito. Mas ninguém, nem mesmo o Michael esperavam o próximo álbum... Aquilo sim seria inesperado!

Vamos pras músicas!

1- Don't stop 'til you get enough (Michael Jackson)
A famosa música do Videoshow:


(mas hoje em dia mudou, videoshow não tem mais essa música... #chatiado)

Que música boa! Esses efeitos também devem ter sido o "ó do balacobaco" na época, essa coisa de duplicar o Michael e tal. O resto foi Chroma-key, com certeza. A música fala da vibe de estar numa danceteria (hoje chamamos "balada") curtindo com os brotos (hoje chamamos de "as mina"). Mentira vai, não é tão velho, haha. Mas a letra fala muito sobre manter o pique e só parar quando estiver satisfeito! Rebolando e descendo até o chão, chão, chão!

Gosto muito dos arranjos da música. As músicas do Michael usam muitas camadas de som, e isso com certeza foi herança do Quincy Jones nessa época e sua influência. Se tinha algo nos tempos da Motown era muito discreto, pois lá o que prevalecia era estar sempre afinadinho. A percussão é muito boa, mas o que domina mesmo é essa trombeta! É uma mistura perfeita de R&B com ritmos dançantes, realmente é uma ótima música.

2 - Rock with you (Rod Temperton)
Eu acho o Michael um cantor e dançarino genial. Mas como compositor, meu deus, como as letras são idiotas. Não sei se o Quincy pensava o mesmo que eu, pois não colocava muitas composições do Michael nos álbuns. Rock with you foi escrita por Rod Temperton, que escreveria mais tarde nada menos que... a canção Thriller. Gosto muito das rimas, da letra suave, do ritmo, enfim, compositor bom é outra coisa!

Essa é a segunda (e última) canção de Off the wall com clipe:


É, o clipe é meio fraco, mas é legal esses efeitos, roupa brilhando e tal. Se talvez achassem que na época era cafona, hoje é um clássico. É uma música tanto pra dançar agarradinho com sua namorada(o) quanto também dançando juntos na balada.

3- Workin' day and night (Michael Jackson) :: Link para ouvir na Rádio UOL
Essa música é tão empolgante! É pura batinda funk e tal, realmente é uma música muito contagiante. Gosto muito dos sons de batida no fundo perfeitamente sincronizados com o beatbox do Michael, além de é claro, a música, que fala de um pobre trabalhador dando duro pra dar do bom e melhor pra sua mina. Eu adoro o refrão! As músicas compostas pelo Michael sempre tem um refrão que repete, repete, repete, repete até grudar na cabeça nossa assim você me mata ai se eu te pego ai se eu te pego.

4- Get on the floor (Michael Jackson, Louis Johnson) :: Link para ouvir na Rádio UOL
É, junto da última faixa, as únicas duas que eu não gosto muito nesse álbum. Mas são músicas boas! Eu gosto muito do solo no meio, é muito empolgante. Música com clima de danceteria mesmo, mas parece meio deprê, falta tômperro, como diria Erick Jacquin do Masterchef Brasil. A letra fala sobre cair na pista de dança com o eu-lírico e dançarmos juntinhos. Os arranjos são muito bons, super clima de danceteria (eu tô falando muito isso?). Mas é o clima do álbum! ;)

5- Off the wall (Rod Temperton) :: Link para ouvir na Rádio UOL
A música título! Nunca Michael desaponta. E ainda com composição do Rod Temperton, putz, difícil não sair algo legal. A música é completa. Começa com um som meio de terror, parece até Thriller. Aí a letra começa, praticamente apenas Michael e um ritmo no fundo, coisa bem simples, falando sobre a responsabilidade e as dificuldades da vida, até o momento em que ele fala que viver a loucura é o único jeito, hehe! Live off the wall, como a música diz, viver fora do muro, sem restrições, sendo o que você realmente é. Afinal, esse momento pra mostrar esse seu lado é no hoje, e agora. A letra é uma poesia à parte, e o refrão é tão cheio de ritmo, e sempre termina com o "If you live off the wall, Life ain't so bad at all (live life off the wall)". É uma música muito boa!

6- Girlfriend (Paul McCartney) :: Link para ouvir na Rádio UOL
O Beatle que eu menos gosto (ele não havia morrido?) era um grande amigo do Michael nessa época. E bem, sempre suas composições são todas cuti-cuti, e nessa não seria diferente. O ritmo é todo romântico, com sons agudos chamando a atenção e um baixo arrebentando no fundo (sim, eu adoro o som do baixo, mesmo que ninguém consiga ouvir!). Michael abusa dos agudos nessa música, coisa que só iria melhorar depois da primeira plástica no nariz, depois de Thriller, quando ele enfim consegue puxar uns graves. A letra? É bonitinha. Mentira, vai. Fala de um caso extraconjugal onde o eu-lírico diz que tá dando uns pegas na mina que tem namorado e desafia ela a falar o que eles andam "fazendo", if you know what I mean. Safadinhos. Metendo chifre no boi da mina, Michael?

7- She's out of my life (Tom Bahler) :: Link para ouvir na Rádio UOL
É ENGRAÇADO ELE CANTAR "ELA ESTÁ FORA DA MINHA VIDA" DEPOIS DE CANTAR "GIRLFRIEND", NÉ? Hahaha. Isso que dá. É claro que ela iria voltar pro namorado, cara. Pode voltar a trabalhar dia e noite, hehe. Brincadeiras à parte, essa música é uma obra de arte. Embora a letra seja bem triste objetivamente, acho que no fundo tem também uma boa dose de positividade, como se fosse um aprendizado depois que a menina que a gente gosta deixa nossa vida e escolhe outro. Era essa música que Michael nos shows chamava uma fã pro palco pra ele cantar abraçadinho com ela (isso até os seguranças virem puxá-la. E claro que era BEM difícil e elas faziam escândalo pra caralho). Na turnê HIStory foi substituída por You are not alone, bem menos triste, e que caberia em 80% dos filmes românticos do universo.

8- I can't help it (Steve Wonder, Susaye Greene) :: Link para ouvir na Rádio UOL
Viram quem escreveu, né? Claro que a música é bem melosa, haha, grande Steve Wonder. É um meio termo entre a felicidade enjoada de Girlfriend e a tristeza absoluta de She's out of my life. Eu adoro esse teclado no fundo! Super anos setenta. A música é uma romântica mais dançante, e a letra é bonitinha, sobre como é impossível resistir ao amor. Gosto muito!

9- It's the falling in love (Carole Bayer Sager, David Foster) :: Link para ouvir na Rádio UOL
It's the fallin' in love, that's makin' me high, it's the being in love, that makes me cry, cry, cry!! Sempre tem um dueto nos álbuns do Michael. E nesse tem Patti Austin! Poxa, eu adoro essa música! Quando eu ouço o comecinho dela eu já começo a cantar sozinho. Parece uma música meio sádica, porque ela é tão pra cima, tão alto astral, mas fala de tristeza no amor, HAHAHA. Mas eu ainda assim amo demais essa música! A voz dos dois combinam muito juntos nesse dueto.

10- Burn this disco out (Rod Temperton) :: Link para ouvir na Rádio UOL
Como eu disse, é a que eu menos gosto, junto da Get on the floor. Mas não é ruim não! Só a acho muito parecida com Off the wall. Talvez se trocasse o número, e Off the wall fosse a última, eu diria que ela que se parece com Burn this disco out. Mas é legalzinha! Super empolgante, sobre danceteria e tals, dançar até cair duro no chão. Só os arranjos que poderia mudar, pois os vocais são ótimos, a letra é muito boa, as a canção é muito parecida com Off the wall na minha opinião. Mas e daí? Eu nunca pulo quando ouço o álbum, hehe.

Faixa bonus - Don't stop 'til you get enough (Demo) :: Link para ouvir na Rádio UOL
Se é demo, é do satanás. Brincadeira, haha. Na edição especial, além de faixas com entrevista com Rod Temperton e Quincy Jones, temos demos, faixas inacabadas, mas que mostram que as músicas não mudaram muito, a essência é a mesma. Engraçado ouvir que a letra mudou um bocado, mas o ritmo e os vocais, não. Vale ouvir!

Faixa bonus - Workin' day and night (Demo) :: Link para ouvir na Rádio UOL
No começo dá pra ouvir baixinho a voz dos irmãos Randy Jackson e Janet Jackson (ainda uma pirralha, nada do mulherão de hoje, afinal é a caçula) no estúdio aprontando com o irmão Michael. Basicamente Randy manda um: "Michael, desliga essa porra, caralho, meu ouvido vai estourar!". Michael e eu somos crianças sem jeito mesmo, hehe. Assim como a anterior, só ouvindo mesmo e comparando. Preste atenção na batida! Não tem habilidade, mas tem muito coração. =)

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