quarta-feira, 8 de julho de 2015

O vilão da estória.

Hoje fazem cinco meses exatamente.

Todos nós temos medo de enfrentar o inevitável. Existem coisas na vida que nunca sinceridade vai mudar. Mas quando temos que enfrentar a coisa, inevitavelmente temos que aceitar. E eu aceitei dois fatos.

O primeiro, é que como você disse, jamais ficaríamos juntos. E desde que aceitei isso, comecei a viver de alguma forma melhor. É verdade que infelizmente sou meio tolo e não consegui te esquecer, menos ainda apagar esses sentimentos nesses cinco meses.

Quanto tempo dura uma paixão mesmo? Eu nunca disse que era paixão, não é mesmo?

Mas se eu não posso fazer nada, pra que ficar insistindo em algo que nunca vai dar certo? Poderia ter fugido, poderia ter tentado manter as coisas como estavam antes, mas sei que cairia inevitavelmente de novo. Nutriria esperanças e claro, nunca aconteceria nada. Nos machucamos bastante há exatos cinco meses naquela conversa franca que tivemos.

O segundo seria que inevitavelmente eu viraria o vilão dessa história também. Mas eu não ligo.

A arte imita a vida, e em muitas coisas normalmente o vilão começa sendo o malvado, mas depois o jogo pode eventualmente mudar. O que não se pode mudar é a sinceridade. E eu sei o quão sincero sempre foi o que eu sentia por você.

Por isso que, por mais que taquem pedras, por mais que apontem o dedo pra mim dizendo que eu sou o vilão da história de Marie Leprince de Beaumont, eu estou tranquilo em ser julgado assim. Eu não sou mau, sei da sinceridade dos meus sentimentos, e sei que esse amor não está baseado em paixão, desejo ou qualquer coisa. O que sempre senti por você foi um imenso desejo de te fazer feliz.

E para isso, eu preferi me prender. Poderia sim voltarmos a nos falar como antes, mas eu sei que invariavelmente eu cairia de novo nessa armadilha e nutriria esperanças por você. No fundo, nesse tempo todo, vi que somos completamente iguais. Especialmente nos sentimentos. Você se sente presa, e eu me sinto preso também. Até mesmo no fato de tentar conhecer novas paixões (e olha que estamos trabalhando nisso, e como), parece que tem algo prendendo, sei lá.

Ás vezes me dá um medo desgraçado porque eu penso que os budas vão me punir sem dó nem piedade. Que ás vezes fazem eu passar por isso sem apagar esse sentimento pra que eu aprenda uma lição dura na carne mais pra frente. Mas eu não posso temer isso também.

Minha prisão é essa, a de viver sem ter você fazendo parte da minha vida, perdendo nossa amizade, nossas conversas, nossa relação. E como eu sinto falta. Mas eu não posso arriscar uma terceira vez me declarar. Minha escolha é ficar de longe, te desejando seu bem, que independente de encontrar alguém ou ficar solteira, mas que seja feliz. Mesmo que eu seja visto como vilão dessa coisa - seja por você, ou pelas outras pessoas com as quais você compartilha sua visão sobre mim - eu não ligo. Não ligo de ser humilhado, alvo de fofoca, que levantem coisas sobre mim, nada disso vai me atingir pois eu sei o quão sincero é esse amor que sinto.

Eu nunca deixei de te amar. E te amo muito. Mas esse amor que sinto está como nunca te dando suporte para que você seja enfim feliz, pois nunca foi paixão, ou posse. Tudo o que mais me nutriu desde o começo foi o desejo de te fazer feliz como nenhuma outra. Eu sempre te vi como uma pessoa triste, e já que sua escolha não foi eu, o mais correto é deixar meu coração aberto e aceitar você ser feliz com quem seja. E estou disposto a ser visto como vilão, seja por você, ou por tantos outros, eu não ligo!

Porque a coisa que mais me moveu desde o começo foi esse coração batendo por você. E te ver feliz é o amor mais grande e puro que tenho a te oferecer. Mesmo que seja de longe. Mesmo que eu tenha que vetar nossas relações e amizade. Mesmo que eu sofra muito. Mesmo que eventualmente veja coisas que me machucariam.

O que sempre impulsionou esse amor todo foi o desejo sincero de te ver... Feliz! :D

Por favor, seja feliz. Com quem quer se seja. Se mesmo de longe eu ver seu sorriso, estarei certo de que esse amor é algo mais grandioso do que qualquer coisa que senti na minha vida mesmo.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog