segunda-feira, 13 de julho de 2015

Pegasus Ghosts.


Acho que todo artista deve fazer pelo menos um auto-retrato seu em algum momento da vida.

Eu não sou artista, sou puramente amador, mas esse ano de aniversário do meu blog também está sendo um ano de rever tudo o que foi adquirido, como pessoa mesmo, nesses dez longos anos. E muitas vezes esse deve ser um processo meio dolorido, mas acho que a única maneira de realmente ajudar alguém deve ser quando a gente se despe de qualquer vaidade, não ficamos na defensiva, e mostramos empatia, descendo ao fundo do poço com a pessoa, dizendo que realmente nos sentimos como essa pessoa.

Fiquei pensando muito em como fazer um auto-retrato que mostrasse exatamente esse lado que talvez por meio do nosso ego queremos esconder. Depois de muitos rascunhos, reflexão, achei que valeria a pena mostrar os meus "fantasmas"! Aí nasceu o Pegasus Ghosts, um dos layouts comemorativos desses dez anos do blog.

E claro que eu não ia fazer um auto-retrato bonitinho! Eu quero mostrar meu lado ruim para tentar me aperfeiçoar e melhorar como pessoa de alguma maneira.

Muita gente que conheço diz que daria pra fazer um filme com a minha vida amorosa, haha. E no filme da minha vida, ainda estamos firmes e fortes (e solteiro, haha), e fico até feliz quando amigos que fico sem tempo sem ver me perguntam: "E a sua vida amorosa, como tá? Quero que conte tudo!". Assunto não falta. Todos conhecem sobre todas.

Eu não sou pegador, longe disso. Sou, talvez, uma pessoa romântica. Mas de uma coisa eu sempre tive certeza: se eu realmente sinto algo de especial por alguma mulher, eu corro atrás. E mesmo que todas tenham dado em nada, o que fica mesmo são as estórias. Talvez esse seria o tema do meu auto-retrato.

A arte demorei mais ou menos umas duas semanas. É totalmente pintura digital, teve um pouco de modelagem 3D bem básica, e rascunhos no papel também. A inspiração foram muitas coisas. Uma das coisas que me inspirou foram as obras de uma professora minha do Senac, a artista Isa Seppi. Desde que eu vi o auto-retrato dela eu pensei: "Cara, isso é muito foda".

Afinal, um auto-retrato nos tempos de fotografia deve mostrar coisas que a fotografia não mostra: isso é, o interior da pessoa. É onde a magia da arte acontece!

Outra inspiração foram algumas artes de artes promocionais do Demolidor, do seriado do Netflix, que via enquanto passava pelo túnel entre as estações Paulista e Consolação do Metrô de SP (#daredevilart). Essa vontade de fazer uma arte livre, mesmo que dê um trabalho, mas que fique legal no final.

Aí veio a ideia dos fantasmas. Mostrar a dualidade entre a razão e emoção, o coração na mão, a engrenagem querendo me tornar mais racional ferindo a mim mesmo, e o cérebro com os ecos das frases que sempre ouvia nos foras que mais doeram, desde "Você não tem dinheiro pra namorar comigo" indo até o "Eu gosto de você, só não quero ficar com você".

Os quatro fantasminhas são quatro damas que deixaram marcas em mim. Foram garotas que realmente mexeram muito comigo, a ponto de até hoje, mesmo com paqueras novas, o "medo" dos erros virem à tona - como fantasmas mesmo.

Todas passam bem, e felizes! Afinal, toda mulher que me dá um fora em mim encontra o amor da vida depois, hehe. Por um lado, fico bem feliz hoje em dia quando as vejo bem e realizadas, mesmo que não seja comigo.

Talvez eu conte um pouquinho sobre as fantasmas! Mas vai ficar pra outro post. :)

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