segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Hora dos marmanjos babarem.

Dia 20 de dezembro vai rolar o próximo concurso de Miss Universo! Como tradição, e dessa vez, bem antes do concurso rolar, quero falar das que eu mais gostei e também comentar o que achei da Marthina Brandt, a Miss Brasil 2015 nessa competição.

Assistir qualquer concurso de Miss aqui em casa é sempre a mesma coisa. Fica eu e minha mãe assistindo juntos, fica parecendo que estamos naquele episódio do Chaves:


Aja biscoitos! A gente não perde um. E minha mãe acerta mais no bolão do que eu (isso prova que eu tenho um gosto bem peculiar para mulheres). Mas quero começar falando sobre a vitória da Marthina Brandt, a Miss Brasil 2015, mais uma gaúcha, tchê:


Normalmente nos concursos de Miss Brasil fica aquele empasse enorme entre gaúchas e mineiras. Mas nesse ano não sei o que aconteceu, mas a Miss Minas Gerais parecia uma quarentona. Logo, o resto do Brasil teve uma chance de fisgar a coroa de miss. Mesmo eu sendo paulistano, raramente eu torço pra alguém daqui. Por um simples motivo: São Paulo pode ser a terra onde todas as etnias do Brasil se encontram, mas também é o local com maior número de mulher feia por metro quadrado. Se quiser mulher bonita vai pro Rio de Janeiro. Em São Paulo só tem tribufu.

Só existe um lugar no estado inteiro que se salva. É a área centro-norte do estado, região de Ribeirão Preto/Araraquara. Ali parece até outro país, nem parece São Paulo por ter tanta mulher bonita. Curiosamente é o local de onde a que eu achei que iria ganhar tinha vindo, a Miss São Paulo Jéssica Voltolini Vilela, mas ela ficou no top 3. A Miss Bahia e a Miss Distrito Federal foram paixões à primeira vista, mas não foram mais além na competição.

E a Miss eleita, a Marthina Brandt? Uai, vamo vê, né? Não é a Melissa Gurgel do ano passado (que arrebentou!), mas os concursos sempre são aquela caixinha de surpresas. Mas não botei muita fé nessa gaúcha não. Mais um ano que acho que vamos amargar derrota. Beleza muito comum.


Uau! Quem é essa negra maravilhosa? Gana? Haiti? Não! Ela é Miss de um dos países mais racistas do mundo, ainda assim a beleza dela permitiu ela representar esse país nesse ano. Seu nome é Ariana Miyamoto, e ela é a Miss Japão! Como dá pra ver, sim, ela é mestiça. O pai dela é afro-americano e a mãe é japonesa. Cresceu em Nagasaki e mesmo no Japão sofreu muito preconceito por ter a beleza fugida do padrão nipônico. E quer saber? Tô torcendo pra ela ganhar e sambar na cara da japonesada racista. Chupa um canavial de rola, japoneses racistas!


Saindo da terra do sol nascente e vindo aqui pras Europa, a Miss Portugal Emilia Rosa Araujo mostra que não é apenas de rostinhos bonitos que se fazem uma boa miss. Ela é uma médica formada. Mas que fixe! Cura meu coraçãozinho apaixonado por ti, gaja? Me fala qual é a clínica senão meu coração vai parar!


Outra que me chamou muito a atenção foi a compatriota do cara mais "sorridente" da Fórmula 1, o Kimi Raikkonen (só que não). A Miss Finlândia me impressionou o contraste da beleza dela com outro fator: ela é uma tomboy assumida. Tomboy são as meninas mais... "Menino", que não tem frescuras de mulher, jogam videogame (e ganham de você) e que brincavam de carrinho ao invés de boneca. O nome dessa pérola caída do céu é Rosa-Maria Ryyti, e acreditem ou não a primeira vez que ela usou salto alto foi pra concorrer no concurso. E é séria como o Kimi Raikkonen, mas incrivelmente mais sexy que ele. Além de ser uma tomboy (eu adoro meninas tomboy!).


Essa é Flora Coquerel, representante do país merda chamado França. Filha de pai francês e mãe de Benim, um país que ninguém conhece na África, e saiu essa mistura lindona horrenda porque odeio franceses! Vive na Normandia, é sonâmbula como eu, além de ter esse sorriso lindo todo cariado. Precisa de mais alguma coisa?


Enfim uma chinesa bonita! Miss China ou eles acertam muito, ou erram muito. A concorrente Yun Fang Xue é um caso de acertar em cheio. Realmente muito fotôgenica, tem um lindo e esguio corpo, belas maçãs no rosto, sobrancelhas (coisa meio rara daquele lado de lá do mundo) e fala se não é uma das coisas mais bonitas que você já viu na vida? Super cara de modelo! :)


Assim como Minas e Rio Grande do Sul são sempre concorrentes fortes no Miss Brasil, a Miss Venezuela sempre é uma concorrente fortíssima no Miss Universo. Mulher brasileira pode ser até a melhor pro brasileiro, mas na América do Sul quem domina são as venezuelanas. Mariana Jimenez conversa de igual pra igual sobre esportes com qualquer homem, ela manja muito. Além de ser uma celebridade no país dela. Tem esse tom de pele latino bem bonito e não acho que vai dar o vacilo da outra Miss Venezuela no ano passado de engordar perto do concurso. Que corpaço!


A Holanda é o único país que eu trocaria o Brasil. E esse é um dos motivos, haha. Jessie Jazz Vuijk está indo representar os Países Baixos com tudo nesse ano. Além de ter um pacote de beleza incrível, ela tem essas sobrancelhas arqueadas que eu acho muito sexy. Além de ser bem alta (sonho meu...), ela super quebra o estereótipo dos holandeses meio frios, pois ela adora abraçar as pessoas. Eu queria um abraço também. :(


Mais uma quebra de estereótipo! Quem é essa morena com cara de mineira? É a Miss Alemanha, a linda Sarah-Lorraine Riek. Ela é uma das minhas favoritas por uma razão: ela tem uma cabeça muito boa. Como ela sempre viajou pelo mundo inteiro com a família dela que trabalhava em todo o canto, ela conheceu como ninguém todas as dificuldades de diversos povos ao redor do mundo, deixando ela uma pessoa extremamente madura. E embora muita gente goste do concurso de Miss Universo pela beleza da mulherada, a Miss Universo tem uma agenda cheia visitando países em conflitos, promovendo paz, estreitando laços e diminuindo diferenças. Eu já falei que achei ela linda também?


Lisa Drouillard, representante do Haiti, que beleza é essa meu deus? Entre a beleza negra eu sempre fico no embate imenso entre Jamaicanas e Haitianas, mas essa aí tirou o meu fôlego nesse ano. Que brilho na pele, que cabelos, que olhar, que lábios! Acho que seria uma boa pra ela ganhar também pra chamar a atenção pro seu país, que passa por tantas dificuldades. De quebra, muito haitiano no Brasil ia adorar ver ela ganhando também.


Ano passado minha torcida latino-americana era pra Argentina, nesse ano minha torcida tá com a equatoriana Francesca Cipriani! Gostei muito das fotos dela, realmente estonteante. Tem esse ar sério (que eu adoro) e esses traços que só o pessoal desse lado do globo conhece. Espero que vá adiante na competição, gostei muito dela!

domingo, 29 de novembro de 2015

Doppelgänger - #115 - Sonho e realidade.

Al desceu do carro e deu a mão pra Victoire para ajuda-la a descer também. Eles estavam na frente da Bolsa de Valores londrina, um dos muitos prédios do ponto mais seguro de Londres: o distrito do Bank. Não muito longe dali, talvez uns cinco minutos de caminhada, estava também o Banco da Inglaterra, a maior instituição financeira do Reino Unido.

“Chegamos”, disse Al pra Victoire.

“Porque você me trouxe aqui?”, perguntou Victoire.

Al olhou nos olhos de Victoire. Estava sério.

“É uma pista que tenho. Um informante me ligou, ele não se identificou, mas disse que o Ar estaria aqui, nesse exato horário. Vim aqui conferir, e enfim colocar um ponto final nessa estória toda”, disse Al.

O relógio apontava 21h55.

“É verdade isso que você disse mesmo? Você fugiria comigo?”, disse Victoire.

Al olhou pra ela e sentiu a imensa dúvida que a garota tinha. Ela ainda estava incrédula que tudo aquilo estava acontecendo. Ela se sentia tão bem! Aquilo era como se depois de tanto sofrimento com os sentimentos que ela nutria pelo Al enfim haviam chegado no coração dele. Ela só aguardava a confirmação daquilo que parecia um sonho.

“Sim, Vicky. Eu já disse que tô cansado disso. E eu não tenho muito tempo de vida pra ficar desperdiçando por aí. E se for pra ficar ao lado de alguém, gostaria que esse alguém fosse você. Se você aceitar também, claro”, disse Al.

Victoire respondeu sem pestanejar.

“Claro que eu aceito!”, ela disse, pulando de alegria.

Victoire sempre sentia que o amor transformava as pessoas. E aquele era o final feliz dela. O amor dela transformou Al, que saiu de um canalha que só queria sexo com ela para alguém realmente apaixonado – a ponto de abandonar tudo e ir junto dela, para enfim viverem juntos.

Aquilo era como se fosse o filme favorito dela: A Bela e a Fera. Ela era a Bela, a mulher que com seu sentimento puro e sincero transformou a Fera em príncipe encantado. A pessoa que suportou todas as mazelas que esse sentimento havia criado nela, todas as humilhações, todos os foras, e enfim a aceitação dela, o amor dela, havia transformado o seu Fera em príncipe. Victoire deu um pulo e abraçou Al com muita ternura. O cheiro dele era tão bom! E agora ela teria esse cheiro pelo resto da eternidade que os dois teriam juntos.

“Saia daí, Victoire”, disse uma voz masculina atrás de Victoire.

Ela continuou abraçada. Quem estaria naquela hora no Bank, andando na rua? Já era tarde, ela pensou que poderia ser coisa da cabeça dela. Continuou abraçada com Al.

“Victoire, solte ele agora, vamos logo”, disse a voz masculina novamente. O timbre era inconfundível. Era Al.

Quando Victoire se virou não acreditou no que seus olhos viram. Ofegante, como se tivesse vindo de uma maratona, estava um outro Al, com um terno e um sobretudo preto, arfando, transpirando. E na sua frente, tinha acabado de se soltar do abraço com o mesmo Al.

Era dois Al na sua frente. Pareciam sósias, nem ela sabia como diferençar. A voz idêntica, o jeito de falar, o olhar, até o perfume!

O Al que estava abraçado com Victoire estava com uma cara de espanto, enquanto o outro Al parecia saber exatamente o que estava acontecendo.

“Impossível... Quem é você?”, perguntou o Al que estava abraçado com Victoire.

“Corta essa, Ar”, disse o outro Al, acendendo um cigarro, “Se você chama isso de parecer comigo, sinto te dizer, mas você vai ter que esforçar mais. Tá uma bosta”.

O outro Al começou a tossir. De fato, a idade, artificialmente avançada, estava começando a mostrar os sinais de desgaste no corpo. Fumar um cigarro, que ele tanto apreciava, já não era mais tão fácil de fazê-lo sem dar umas tossidas junto.

“Minha nossa, o que tá acontecendo aqui?!”, disse Victoire, gritando.

“Calma, Vicky. Esse aí com certeza é um impostor. Ele quer te confundir. Fica comigo, presta atenção em mim, sim?”, disse o Al que estava abraçado, confortando Victoire, colocando-a sobre seu peito.

“Victoire, sai daí que eu tenho negócios a tratar com esse idiota. Sua parte da missão termina aqui. Vai logo!”, disse o outro Al.

Nessa hora, Victoire, em prantos, se virou para o outro Al e questionou:

“Como assim ‘parte da minha missão’? O que quer dizer com isso?”, perguntou Victoire.

“Victoire, não tinha outro jeito, eu tive que usar você como isca pra pegar o Ar. Passei uma ordem pro Neige, um código, 609C, que basicamente ele mostrava a localização dele, de propósito, é claro, de uma forma que o Ar pudesse saber onde estava. O Ar, é claro, mordeu a isca, e foi até vocês. Claro que o Neige estava pronto, e eu pensava que duas coisas poderiam ocorrer: ou ele poderia colocar a polícia no encalço de vocês dois, ou ele mesmo pessoalmente poderia tentar te raptar e eu te acharia pelo GPS no seu celular. Porém, vendo aqui, até nisso você foi imprevisível, Ar... Você se disfarçou de mim mesmo e foi lá encontrar a Victoire. Incrível”, disse o outro Al.

O Al que estava abraçado não esboçou nenhuma reação. Continuava firme, encarando o outro Al.

“Neige me alertou que o GPS no seu celular tava indicando que você estava por aqui. E claro, se você estivesse aqui, obviamente você devia estar junto do Ar também”, disse o outro Al.

Victoire caiu de joelhos no chão. Ela, que já estava lacrimejando, começou a chorar, como se seu coração estivesse despedaçado. Era lógico pra ela que o outro Al era o verdadeiro Al, pelo jeito de falar, pela frieza, e por outros quesitos. Mas ao lado dela estava o Al que estava abraçando ela com ternura, tentando dar forças pra ela, como se o Al que ela sempre idealizou estivesse ali, do lado dela. Era como se o sonho estivesse em confronto com a realidade.

“Calma, calma”, disse o Al que estava abraçado com ela, erguendo Victoire em prantos calmamente, “É tudo mentira, Vicky. Você confia em mim, não confia?”

Os olhos de Victoire se encontraram com os olhos do Al que estava abraçado com ela. E aquilo a acalmou. Eram olhos calmos, serenos, olhos de alguém que se importava com ela, que a amava. Ele a abraçou, e ela correspondeu o abraço, fechado seus olhos.

Quando ela abriu os olhos, viu na sua frente o outro Al. Sério. Compenetrado em sua missão. O outro Al fumava um cigarro, estava a uns três ou quatro metros deles, observando toda a cena. Victoire sentia os batimentos dela sincronizados com o Al que a estava abraçando. Porém, o outro Al, vendo essa cena, olhando nos olhos de Victoire, que já não estavam mais chorando, disse uma coisa que a fez desfazer o abraço no mesmo momento:

“E aí? Já acabou, Victoire?”, disse o outro Al, impaciente, vendo aquele abraço de longe e fumando seu cigarro.

Nessa hora Victoire largou o abraço que estava dando em Al e puxou sua arma, dando uns passos pra trás. Ela estava apontando alternadamente para os dois Al, tanto o que a abraçou e o outro.

“Calem a boca vocês dois!! Estou farta disso!”, disse Victoire, engatilhando a arma, “Se o verdadeiro não se apresentar eu vou é matar os dois!!”.
Al desceu do carro e deu a mão pra Victoire para ajuda-la a descer também. Eles estavam na frente da Bolsa de Valores londrina, um dos muitos prédios do ponto mais seguro de Londres: o distrito do Bank. Não muito longe dali, talvez uns cinco minutos de caminhada, estava também o Banco da Inglaterra, a maior instituição financeira do Reino Unido.

“Chegamos”, disse Al pra Victoire.

“Porque você me trouxe aqui?”, perguntou Victoire.

Al olhou nos olhos de Victoire. Estava sério.

“É uma pista que tenho. Um informante me ligou, ele não se identificou, mas disse que o Ar estaria aqui, nesse exato horário. Vim aqui conferir, e enfim colocar um ponto final nessa estória toda”, disse Al.

O relógio apontava 21h55.

“É verdade isso que você disse mesmo? Você fugiria comigo?”, disse Victoire.

Al olhou pra ela e sentiu a imensa dúvida que a garota tinha. Ela ainda estava incrédula que tudo aquilo estava acontecendo. Ela se sentia tão bem! Aquilo era como se depois de tanto sofrimento com os sentimentos que ela nutria pelo Al enfim haviam chegado no coração dele. Ela só aguardava a confirmação daquilo que parecia um sonho.

“Sim, Vicky. Eu já disse que tô cansado disso. E eu não tenho muito tempo de vida pra ficar desperdiçando por aí. E se for pra ficar ao lado de alguém, gostaria que esse alguém fosse você. Se você aceitar também, claro”, disse Al.

Victoire respondeu sem pestanejar.

“Claro que eu aceito!”, ela disse, pulando de alegria.

Victoire sempre sentia que o amor transformava as pessoas. E aquele era o final feliz dela. O amor dela transformou Al, que saiu de um canalha que só queria sexo com ela para alguém realmente apaixonado – a ponto de abandonar tudo e ir junto dela, para enfim viverem juntos. 

Aquilo era como se fosse o filme favorito dela: A Bela e a Fera. Ela era a Bela, a mulher que com seu sentimento puro e sincero transformou a Fera em príncipe encantado. A pessoa que suportou todas as mazelas que esse sentimento havia criado nela, todas as humilhações, todos os foras, e enfim a aceitação dela, o amor dela, havia transformado o seu Fera em príncipe. Victoire deu um pulo e abraçou Al com muita ternura. O cheiro dele era tão bom! E agora ela teria esse cheiro pelo resto da eternidade que os dois teriam juntos.

“Saia daí, Victoire”, disse uma voz masculina atrás de Victoire.

Ela continuou abraçada. Quem estaria naquela hora no Bank, andando na rua? Já era tarde, ela pensou que poderia ser coisa da cabeça dela. Continuou abraçada com Al.

“Victoire, solte ele agora, vamos logo”, disse a voz masculina novamente. O timbre era inconfundível. Era Al.

Quando Victoire se virou não acreditou no que seus olhos viram. Ofegante, como se tivesse vindo de uma maratona, estava um outro Al, com um terno e um sobretudo preto, arfando, transpirando. E na sua frente, tinha acabado de se soltar do abraço com o mesmo Al.

Era dois Al na sua frente. Pareciam sósias, nem ela sabia como diferençar. A voz idêntica, o jeito de falar, o olhar, até o perfume!

O Al que estava abraçado com Victoire estava com uma cara de espanto, enquanto o outro Al parecia saber exatamente o que estava acontecendo.

“Impossível... Quem é você?”, perguntou o Al que estava abraçado com Victoire.

“Corta essa, Ar”, disse o outro Al, acendendo um cigarro, “Se você chama isso de parecer comigo, sinto te dizer, mas você vai ter que esforçar mais. Tá uma bosta”.

O outro Al começou a tossir. De fato, a idade, artificialmente avançada, estava começando a mostrar os sinais de desgaste no corpo. Fumar um cigarro, que ele tanto apreciava, já não era mais tão fácil de fazê-lo sem dar umas tossidas junto.

“Minha nossa, o que tá acontecendo aqui?!”, disse Victoire, gritando.

“Calma, Vicky. Esse aí com certeza é um impostor. Ele quer te confundir. Fica comigo, presta atenção em mim, sim?”, disse o Al que estava abraçado, confortando Victoire, colocando-a sobre seu peito.

“Victoire, sai daí que eu tenho negócios a tratar com esse idiota. Sua parte da missão termina aqui. Vai logo!”, disse o outro Al.

Nessa hora, Victoire, em prantos, se virou para o outro Al e questionou:

“Como assim ‘parte da minha missão’? O que quer dizer com isso?”, perguntou Victoire.

“Victoire, não tinha outro jeito, eu tive que usar você como isca pra pegar o Ar. Passei uma ordem pro Neige, um código, 609C, que basicamente ele mostrava a localização dele, de propósito, é claro, de uma forma que o Ar pudesse saber onde estava. O Ar, é claro, mordeu a isca, e foi até vocês. Claro que o Neige estava pronto, e eu pensava que duas coisas poderiam ocorrer: ou ele poderia colocar a polícia no encalço de vocês dois, ou ele mesmo pessoalmente poderia tentar te raptar e eu te acharia pelo GPS no seu celular. Porém, vendo aqui, até nisso você foi imprevisível, Ar... Você se disfarçou de mim mesmo e foi lá encontrar a Victoire. Incrível”, disse o outro Al.

O Al que estava abraçado não esboçou nenhuma reação. Continuava firme, encarando o outro Al.

“Neige me alertou que o GPS no seu celular tava indicando que você estava por aqui. E claro, se você estivesse aqui, obviamente você devia estar junto do Ar também”, disse o outro Al.

Victoire caiu de joelhos no chão. Ela, que já estava lacrimejando, começou a chorar, como se seu coração estivesse despedaçado. Era lógico pra ela que o outro Al era o verdadeiro Al, pelo jeito de falar, pela frieza, e por outros quesitos. Mas ao lado dela estava o Al que estava abraçando ela com ternura, tentando dar forças pra ela, como se o Al que ela sempre idealizou estivesse ali, do lado dela. Era como se o sonho estivesse em confronto com a realidade.

“Calma, calma”, disse o Al que estava abraçado com ela, erguendo Victoire em prantos calmamente, “É tudo mentira, Vicky. Você confia em mim, não confia?”

Os olhos de Victoire se encontraram com os olhos do Al que estava abraçado com ela. E aquilo a acalmou. Eram olhos calmos, serenos, olhos de alguém que se importava com ela, que a amava. Ele a abraçou, e ela correspondeu o abraço, fechado seus olhos.

Quando ela abriu os olhos, viu na sua frente o outro Al. Sério. Compenetrado em sua missão. O outro Al fumava um cigarro, estava a uns três ou quatro metros deles, observando toda a cena. Victoire sentia os batimentos dela sincronizados com o Al que a estava abraçando. Porém, o outro Al, vendo essa cena, olhando nos olhos de Victoire, que já não estavam mais chorando, disse uma coisa que a fez desfazer o abraço no mesmo momento:

“E aí? Já acabou, Victoire?”, disse o outro Al, impaciente, vendo aquele abraço de longe e fumando seu cigarro.

Nessa hora Victoire largou o abraço que estava dando em Al e puxou sua arma, dando uns passos pra trás. Ela estava apontando alternadamente para os dois Al, tanto o que a abraçou e o outro.

“Calem a boca vocês dois!! Estou farta disso!”, disse Victoire, engatilhando a arma, “Se o verdadeiro não se apresentar eu vou é matar os dois!!”.

sábado, 28 de novembro de 2015

Minority Report (2015)

Eu adoro Minority Report. Simplesmente pois é um dos poucos filmes bons que juntam duas coisas que eu adoro: histórias policiais e ficção científica. Eu sempre gostei muito do filme original com o Tom Cruise, mas um dia, enquanto assistia Os Simpsons na Fox vi uma propaganda de um seriado de Minority Report. É claro que eu não ia perder!


Bom, eu não assisto seriados porque eu me vicio em qualquer porcaria. Vi muitas pessoas metendo o pau em Minority Report, enquanto outros diziam que era bom, mas como eu não sou parâmetro de pesquisa (porque eu me vicio em qualquer porcaria, como disse acima), pelo menos eu gostei pra caralho.

Existem diversos motivos pra eu ter curtido tanto a série. Vou tentar ser sucinto. O primeiro fator que me fez curtir logo de cara é que a protagonista não apenas é mulher (o que é ótimo) como também é negra (o que é raríssimo). A atriz Meagan Good deu vida à detetive da Metro PD, Lara Vega, a protagonista da série:


Lara Vega é uma detetive da Metro PD em Washington, DC, no ano de 2065, dez anos depois do fim da pré-crime, a divisão da polícia que previa os assassinatos usando três jovens que tinham visões das mortes, os Pre-cognitivos (ou Precogs). Isso já se é sabido do filme do Tom Cruise, mas como eu disse acima, o seriado se passa dez anos depois que a pré-crime foi terminada, porém, assim como mostra no filme do Tom Cruise, no final os precogs tem a chance de enfim terem uma vida comum. E aí chegamos nessa gostosura acima que é a Lara Vega.

(espero que os produtores e Hollywood não esperem até 2065 pra termos mais protagonistas mulheres e negras em seriados, ok? Chega de macho peludo fedendo a suor. Fica a dica).

Como não temos mais os precogs pra adivinhar os assassinatos, os policiais voltam a ter seus empregos como no tempo dos seus avós (que seria o nosso tempo atual): investigação. Porém, os três precogs, Dash, Arthur e Agatha estão soltos por aí, levando vidas comuns. Mas quem disse que eles pararam de ter as visões?


Aí que conhecemos Dash (o da direita, acima), um precog que quer mudar o mundo. Ele quer continuar parando os crimes que ele vê. E o caminho dele se cruza com a Lara e os dois começam a trabalhar juntos para parar assassinatos. De vez em quando os outros irmãos precogs que ele tem ajudam, como o Arthur (foto acima, na esquerda) e a Agatha (que parece que é meio vilã, não sei).

Cada episódio é um crime diferente a ser solucionado. Logo, você pode até começar a ver meio aleatoriamente que não tem muita ligação um episódio com o outro. Claro que alguns fatos são contados no macro (como a evolução do Dash ao entrar pra polícia, e a amizade e confiança junto da Lara), mas os episódios são bem interessantes, e os crimes desvendados também.

Outra coisa que eu curti foi, claro, a tecnologia! Lentes de contato com visões que deixariam o Superman no chinelo com sua visão de raios-x. Os computadores continuam com aquela coisa do Microsoft Surface que o filme tinha mostrado, mas uma coisa legal são as brincadeiras com o tempo.


O seriado se passa em 2065. Não dá pra saber o que vai acontecer entre 2015 até 2065. Mas se sabe o que passa em 2015. Tem um episódio em que a Lara encontra a mãe dela (que deve ter minha idade, mais ou menos), uma vovózinha já, claro. E ela comenta que no tempo dela as pessoas ainda se falavam por mensagens ou redes sociais. Em 2065 nem isso tem, hahaha. Aliás, o conceito de balada ficou bem... Digamos... "Vamos os finalmente", mais do que hoje em dia. Um computador analisa seu perfil e indica com quem você deve conversar por questão de afinidade. Nada mais de ver o gatinho na balada e ir papear com ele sem essa consultoria.

Outra brincadeira é quando a Lara, ao ouvir uma música de 2065 ela comenta que gosta de coisas mais vintage, como... Beyoncé. Pois é... Um dia Beyoncé vai ser vintage, meus caros!

Em suma o seriado é muito bom, eu gostei bastante!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Doppelgänger - #114 - Vai dar tudo certo.

21h47

Al tinha acabado de ser jogado da Opera House em Covent Garden. Estava ainda abismado com o encontro com Francesca Vittorio, mas ele não tinha tempo. Tinha que correr. Tinha apenas dez minutos para parar a Insurreição de Ar. E não sabia direito por onde começar.

Porém, como que por magia, seu celular tocou. Era Neige.

“Al! Tá me ouvindo?”, disse Neige. Parecia apreensivo.

“Diga, Neige”, disse Al.

“É a Victoire! Acabei de ver o GPS no celular dela! Está apontando pra City! Ela está perto da Catedral de St Paul!”, disse Neige.

Al começou então a correr.

“Entendi. Acho que consigo chegar lá. Vou pra Holborn pegar o metrô!”, disse Al.

O caminho de Covent Garden até Holborn passa pelo centro de Londres, primeiro passando pelo Soho, o famoso bairro noturno de Londres, cheio de pubs e casas noturnas, todas começando a esvaziar nesse horário. Al passou por todo o caminho correndo. A sorte era que, mesmo apesar de procurado pela Interpol, pessoas não se assustavam muito por ele estar muito bem aparamentado. Estava de terno e um grande sobretudo, que depois de tanto correr estava começando a ficar quente, transpirando.

Entrou em Holborn e usou seu Oyster Card pra pagar a passagem e pegar o trem da linha Central em direção à St Paul’s. Ainda faltavam cinco minutos para as dez quando desembarcou em St Paul’s.

Foi nessa hora que novamente seu celular tocou. Neige novamente.

“Pra onde eu vou agora?”, perguntou Al.

“Al... Não sei como dizer isso, mas ela está parada na frente da Bolsa de Valores de Londres. Tá fechada nesse horário, não? Estamos indo pra aí também!”, perguntou Neige.

Al desligou o celular. Começou a correr.

- - - - -

“Eu preciso ir!”, disse Eliza Vogl.

“Liza, é apenas um pendrive. Deixe que nós adultos façamos isso”, disse Neige.

“Acha mesmo? Coloque então o pendrive na USB e terá uma surpresa”, disse Eliza Vogl.

Estranhando o pedido da menina Neige pegou o pendrive e colocou na unidade de USB do seu laptop. O pendrive não foi reconhecido. Neige ficou branco como a neve.

“Caralho! Puta merda, eu queimei o pendrive? Não tá lendo!!”, disse Neige.

“Não. É segurança. É um computador isso, não é apenas um pendrive. Ele somente ativa com a minha impressão digital ou da senhora Saunders”, disse Vogl.

“Merda... Pelo visto não tem jeito, você tem que ir mesmo... Liza, eu não posso ir com você, mas vou confiar você ao Neige. Por favor, tome conta dela, por favor”, disse Lucca.

Neige estava abismado. Quanta responsabilidade tomar conta dela. Não que Eliza Vogl fosse uma criança rebelde ou arteira. Eliza era a menina que estava com o destino do mundo em suas mãos. E como se isso não bastasse, ela era caçada por todos os agentes em todo o Reino Unido naquele momento. Viva ou morta.

Mas tinha o outro lado. Eliza Vogl tinha um peso emocional imenso para Lucca. Era como uma filha que ele tinha adotado. A menina que, enquanto o mundo inteiro estava contra ele era a criança que abraçava e o fez voltar a ser quem ele era. Cuidar dela era uma responsabilidade imensa.

“Você vai tomar conta dela, me prometa, Neige!”, disse Lucca, depois do silêncio de Neige pensando sobre a sua responsabilidade.

“Tudo bem. Vou proteger ela com minha vida, Lucca. Obrigado por confiar em mim”, disse Neige.

“Vamos então! Vamos ajudar o Al!”, disse Eliza.

“Espera, Liza! Vem cá”, disse Lucca.

Ele a abraçou com muita ternura e deu três beijos na testa da menina. Ela ficou vermelha. Mas retribuiu o carinho. Lucca ainda sussurrou algo que ele nunca imaginava que diria pra uma menina que ele mal conhecia até pouco tempo:

“Eu te amo, viu?”, disse Neige, no ouvido de Eliza Vogl. Foi o amor declarado com maior sinceridade do mundo.

Eliza ficou com os olhos marejados. Ela nunca conheceu o pai, mas sempre quis ter um pai. Lembrou-se das dificuldades de ter sido abandonada pela mãe e criada pela avó. Ou pelo menos ela que acabou cuidando mais da avó do que o contrário. Eliza sempre sonhou em ter alguém pra cuidar e amar ela como um pai. E parece que enfim havia encontrado isso. E isso deixou ela profundamente emocionada.

“Também te amo, pai...”, Eliza rapidamente corrigiu: “...Quer dizer, Lucca!”.

Lucca se afastou e sorriu pra ela. Aquilo era prova de amor suficiente.

“Promete que vai voltar?”, disse Lucca, estendendo o dedo mindinho.

“Prometo!”, disse Eliza, cruzando o mindinho com o de Lucca.

De alguma forma aquilo confortava ambos. Promessa feita. Nada no mundo iria impedir daquilo se tornar real. Quando Lucca viu Eliza saindo pela porta junta de Neige ele desabou em lágrimas. Agatha, do seu lado, o confortou.

“Calma. Calma”, disse Agatha, dando o ombro pra Lucca chorar.

Mas Lucca estava desesperado. Estava temendo o pior. Mas nessa hora Agatha disse algo que fez Lucca parar de chorar.

“Ei, eu vou te ensinar o mantra invencível. Só repetir. Nada vai impedir as coisas darem errado se você o fizer”, disse Agatha. Lucca parou de chorar e olhou pra ela, aguardando ela terminar sua fala, “O mantra invencível é: Vai dar tudo certo”.

“Vai dar tudo certo...”, disse Neige, ainda em prantos.

“Isso! Fica tranquilo. Vai dar tudo certo com sua nova filhota. Confie. Energia boa atrai energia boa”, disse Agatha, confortando Lucca. Ravena do lado ficou muito emocionada vendo a cena também.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Doppelgänger - #113 - O dilema de Frost.

“Frost”, disse Agatha, no telefone, “Preciso que fique nos arredores da Catedral de St. Paul aguardando a próxima ordem. Vá pra lá o quanto antes, é urgente!”.

“Certo. É sobre o embate do Al e do Ar?”, perguntou David Frost.

“Isso mesmo! Preciso que você grave tudo. O Al vai interrogar o Ar e preciso que você grave todas as declarações dele! Ele vai ter que revelar todo o plano dele, e você não pode ser visto nem nada, é uma operação de segurança máxima. Entendeu?”, disse Agatha.

“Sim, madame”, disse David Frost, desligando o celular.

No seu quarto, onde havia atendido a ligação, dentro de uma gaveta do seu criado mudo havia ainda na embalagem um gravador de áudio, desses que jornalistas usam, de última geração da Sony. Ainda estava na embalagem. Ele havia comprado e tinha muita vontade de usar. Porém, como seu trabalho se limitava a pequenas matérias no The Guardian, ele nunca teve a chance de usar aquilo em reportagens de campo que ele tanto queria participar.

Naquela hora Frost sabia que não tinha outra opção a não ser enfiar sua cabeça no buraco em que estava – já que até esse momento ele estava até o pescoço nisso. Era hora de desembalar uma das maiores ferramentas de um jornalista. Mas sua esposa estava do seu lado, apreensiva.

“Você vai mesmo fazer isso, Dave?”, disse Justine, sua esposa.

“Querida, eu sei que provavelmente seremos caçados, que não teremos essa vida confortável que temos aqui, mas uma coisa me fez muito repensar tudo isso. E inclusive o sonho que eu tenho, que eu sempre tive”, disse David Frost.

“E qual seu sonho?”, disse Justine.

Nessa hora David Frost olhou pra Justine Frost, sua esposa. Ela era ruiva, sua pele era sem absolutamente nenhuma sarda, e seus cabelos vermelhos enferrujados contrastavam com seus olhos verdes. Além de tudo Justine era um mulherão. Belos seios, cinturinha e bumbum bem mais interessantes que o padrão de mulheres britânicas, todas quadradas. Ás vezes nem ele acreditava como uma mulher tão linda foi dar bola pra ele, e depois de tantos anos estarem casados, mesmo sem filhos ainda.

Mas naquela hora Frost parecia dividido entre perseguir o seu sonho como jornalista ou continuar naquela vida com sua esposa. Parecia que devia tomar a decisão.

“Justine, meu amor, provavelmente serei caçado, tentarão a todo o custo me matar com as informações que eu quero levar a público, mas uma coisa, apenas uma coisa é o que me move”, disse David Frost.

Justine permaneceu em silêncio, ouvindo seu marido.

“As pessoas vivem suas vidas como nós vivemos. Sei que as pessoas nesse país preferem saber do resultado do The X-Factor ou sobre o Bebê Real mais do que os problemas políticos e econômicos que esse país está sofrendo. E cada vez mais pessoas não têm acesso a essas informações, vivem suas vidas adormecidas nesse torpor de apenas trabalhar, estudar, ter filhos e se aposentar. Muitas coisas estão acontecendo debaixo dos panos, e não posso mais deixar o governo e empresas fazerem o que bem entendem com as pessoas sem que elas sequer saibam o que está ocorrendo! Mesmo que ninguém se mexa, o meu objetivo é que pelo menos uma pessoa a mais saiba o que está acontecendo no seu país e no mundo, e que ao menos possa se sentir inspirado em fazer essa mudança”, disse David Frost.

Justine permanecia em silêncio. Seus olhos estavam marejados. Por mais que Frost nunca achasse que aquele mulherão fosse muita areia pro seu caminhãozinho, nessa hora ele foi corajoso o suficiente pra expressar seu sonho, sua motivação. Mas ele não contava com o questionamento ríspido de Justine:

“Entre eu e sua profissão, o que você escolhe então?”, disse Justine.

Nessa hora David Frost ficou pasmo.

“Eu te amo muito. Eu não gostaria ter que escolher, mas eu escolho minha profissão”, disse Frost, pegando o gravador e colocando no bolso.

Justine estava com os olhos em prantos, vendo seu marido passar por ela. Ainda assim ela não se virou, mas ouviu ele girando a maçaneta.

“Justine!”, exclamou David Frost, “Ainda assim, você viria comigo, meu amor?”.

Justine se virou e correu pros braços de Frost, beijando sua boca.

“Eu vou, eu vou, eu vou, eu definitivamente vou!”, dizia Justine.

Ela deixou tudo pra trás. Pegou algumas libras e umas três mudas de roupa, colocou numa bolsa e foi junto do marido. Ambos entraram num carro, dirigido por Bose, que os levaria até o ponto que Agatha havia indicado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Os dez mandamentos.

É difícil eu assistir novela. Mas de vez em quando alguma me chama a atenção.

Eu assisti uns pedacinhos da novela sobre José (o do Egito, não o pai de Jesus) e achei legalzinha, mas não foi o suficiente pra prender minha atenção. Como minha família inteira tava assistindo essa última "Os dez mandamentos" resolvi dar uma chance. E achei que ficou bem legal.

Uma coisa que eu gostei muito era a pesquisa que fizeram. Como por exemplo, as pragas do Egito e a relação delas com a cultura egípcia da época. Claro que eles não iriam fazer com explicações científicas as pragas do Egito (como muitos já fizeram), mas os efeitos especiais ficaram bem melhores do que imaginava.

Minha praga favorita é a da chuva de granizo em chamas. Tipo a música da Adele, "Set fire on the rain":


Ficou bem legal! Sem contar o climão com os hebreus prestes a serem enfocados por causa das pragas assolando o Egito.

Eu gostei muito da trama em si. Eu achei que teria sido mais legal ter feito em meio termo. Talvez um filme fica muito curto, e uma novela, por conta do desenvolvimento dos personagens, das mil tretas que ocorrem, do perfil psicológico que é traçado em cada capítulo (todas, características da teledramaturgia) deixou diversos episódios bem chatos, onde não acontecia basicamente... Nada.

Talvez porque desde o começo a novela ficou com três grupos de personagens: os hebreus crentes, os hebreus descrentes e os egípcios. Os hebreus crentes eram os chatos (tipo a Eliseba) que não tinham humor, eram chatos, e nada poderia ser falado. Os hebreus descrentes eram muito chatos também pois simplesmente não davam o braço a torcer, mesmo vendo todas as pragas, abrindo o Mar Vermelho e tudo mais. E os egípcios eram um grupo legal pois apesar de, caso fosse um roteirista, o caminho padrão fosse destacar a diferença entre hebreus e egípcios, os roteiristas fizeram o caminho inverso, mostrando na verdade muitas semelhanças.

Como por exemplo na última praga, a morte do primogênito, a praga mais terrível do Egito (coitado de mim, eu sou o primogênito, hahaha). Como a morte de um filho sempre é dolorida, a dor é compartilhada, seja pelos hebreus arredios que tiveram filhos mortos, quanto pelos egípcios. Só achei chato porque a roteirista acabou salvando algumas crianças egípcias, e a única que morreu mesmo foi o filho do faraó. Eu tava torcendo pra ver mais carnificina, mas o bispo Macedo não deixou (e isso foi um saco).

Maquiagem nota mil, figurino nota dez mil. Parece muito com o figuro de Cleopatra, aquele da Elizabeth Taylor. É clara a inspiração. Acho que na verdade em quase tudo foi inspirado nessa coisa épica e tal, deu pra ver que gastaram bastante, e o trabalho ficou muito bom. Eu vi mais do período das pragas até hoje (quando terminou). Os primeiros capítulos eu via de vez em quando porque era muito chato ver o desenvolvimento dos personagens quando o que eu queria ver eram as pragas matando todo mundo.

Em suma, um ótimo trabalho. Na questão da fé também, mesmo eu sendo budista. Foi algo bem inspirador, tocante, ver toda a fé, toda a crença deles, me fez repensar minha crença também. Não de abandonar e virar judeu, mas de inspirar e buscar o mesmo coração dentro do budismo. Sensacional!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Doppelgänger - #112 - Rosebud.

21h45

“Lucca!!”, gritou Eliza Vogl ao ver Lucca, deitado num leito do University College Hospital.

Ela foi correndo em sua direção e pulou em cima dele, abraçando-o. Agatha e Ravena estavam do lado de Lucca, sentados em cadeiras simples.

“Liza! Que surpresa maravilhosa!”, exclamou Lucca, feliz da vida ao encontrar sua menina, “Peraí, você não tá ferida não, né? Ninguém te fez mal, né?”, disse Lucca, afastando a garota e dando uma olhada nela dos pés a cabeça. Ele parecia um pai preocupado com sua filha.

“Não! Nadinha!”, disse Eliza, dando uma voltinha, “Eu tô inteirinha! Nossa, é tão bom ver você bem! Eu pensei que você fosse morrer!”.

“Morrer eu não vou. Mas vou ter que ficar uns dias aqui nesse hospital. A Briegel conseguiu me colocar aqui, e não num hospital militar”, disse Lucca, aliviando a menina.

Nessa hora entrou Neige no recinto.

“Natak... Quer dizer, Lucca? Puxa vida, você dessa vez nos assustou em ir enfrentar aquele judeu maluco sozinho, huh?”, brincou Neige.

“Pois é. Mas estou sendo bem cuidado aqui. Olha só quem está no leito do lado”, disse Lucca, apontando a cabeça.

Neige tomou um susto. Era Sara. Completamente dopada, adormecida.

“É melhor mantê-la assim por enquanto. Pelo menos enquanto a investigação não termina”, disse Ravena, com dó da sua amiga, “Com certeza ela vai acordar uma fera comigo, mas ela vai ter que entender que eu fiz uma escolha – e não me arrependo”.

“Você é a mediúnica que trabalhava com o Ar, não? Vocês eram o trio junto do Schwartzman e a Sara, não é mesmo?”, perguntou Neige.

“Isso. Eu não ligo pro Schwartzman morrer. Mas gostaria que a Sara continuasse viva. É uma das únicas amigas que eu tenho”, disse Ravena.

“É apenas até a investigação terminar. Uma psíquica forte como ela andando por aí vai causar muitos problemas”, disse Agatha.

“Certo. Escuta, pessoal, preciso mostrar uma coisa pra vocês”, disse Neige, abrindo seu laptop.

Ele logou e mostrou um programa de busca que estava analisando todos os dados encontrados do que foi confiscado pelos Doe. E-mails, ligações, transações bancarias, tudo. E entre as mensagens trocadas havia algo que tinha chamado a atenção.

“Olhem só esses termos. Durante esses dias no mês de agosto tiveram várias trocas de e-mails entre eles, em um tom de preocupação, sobre algo que o Ar havia mandado eles buscarem”, disse Neige.

No computador haviam diversos trechos de e-mails:

“(...) destruir o rosebud é essencial para o sucesso da nossa insurreição (...)”

“(...) O rosebud que nosso líder nos mandou buscar é algo que deve ser de vital importância (...)”

“(...) Rosebud? Ele nos mandar achar isso é como uma agulha no palheiro. Impossível!”

Todos leram e se impressionaram com o termo rosebud. Parecia um código. Ravena quebrou o silêncio.

“Rosebud... Sim. Eu lembro disso. O Ar também nos mandou buscar, mas com tanta coisa ao mesmo tempo pra fazer nós não conseguimos focar e pedimos pros Doe usarem seus meios para buscarem isso, mas não conseguiram”, disse Ravena.

Eliza Vogl apenas ouvia, atenta.

“Rosebud? Que cacete de nome é esse?”, disse Agatha, “É alguma brincadeira do Cidadão Kane?”.

“Hã? Cidadão Kane? Quem é esse Kane?”, perguntou Neige.

“Nossa, do que adianta ser um nerd super hacker se nunca viu um dos filmes mais clássicos que existem? Cidadão Kane não é uma pessoa, é um FILME! É um dos mistérios do filme, é algo que é citado, mas nunca explicado. É a única coisa que consigo me lembrar agora... Eu vi esse filme há muito tempo”, disse Agatha.

“Tá, mas porque justamente você quis nos mostrar isso, Neige?”, perguntou Lucca.

“Ah, sim, claro. Olhem só. Tenho um e-mail re-encaminhado que foi enviado do John Doe (Bruno Andrada), o líder dos Doe para o próprio Ar. Foi parar na caixa do árabe. Nele existe uma explicação do que é esse rosebud”, disse Neige, mostrando o conteúdo destacado do e-mail:

“(...) Rosebud é um programa capaz de entrar na raíz do VOID, destravando toda a segurança dele, (...) o VOID contém a Dawn of Souls, é o computador que nos ajudará em nosso plano (...) deve ser detido a todo custo e trago até mim para ser destruído”.

“Puta merda!”, exclamou Agatha.

“Temos que avisar o Al, e achar esse rosebud! Se conseguirmos parar o VOID conseguiremos parar o Ar e sua insurreição! É tudo o que precisávamos!”, disse Neige.

“Fácil dizer. A Insurreição do Ar está pra acontecer a qualquer momento. Mesmo se conseguirmos, teríamos que saber onde o tal VOID está, sua central. Esse rosebud não vai cair do céu, Neige”, disse Agatha.

“Err... Na verdade...”, disse Eliza Vogl, que estava quieta até então.

Todos olharam pra ela. E ficaram em silêncio.

Ela mostrou o colar dela. Parecia um pingente.

“Desculpe não ter contado pra vocês antes. Como ninguém me perguntou, eu também deixei quieto. Mas como agora confio em vocês, acho que posso contar a estória disso. Isso não é um pingente comum”, disse Eliza Vogl.

“Liza...?”, disse Neige.

“É um pendrive superpotente. Como eu era a parceira da senhora Saunders, assim que ela morreu, eu recebi isso como um espólio enviado por ela, postumamente. Quando eu abri vi que havia um programa pesadíssimo, chamado rosebud. Talvez Saunders e eu não estejamos sendo procuradas apenas por nossos segredos como insiders. Mas também pelo fato de nós termos o cobiçado rosebud”, disse Eliza Vogl.

Todos ficaram atônicos. Todos. E Eliza não sabia o que falar também vendo a expressão incrédula de todos eles. O silêncio de todos, que estava cheio de esperança, foi interrompido por um som de bip emitido pelo laptop de Neige.

Neige se virou e abriu a janela no laptop.

“...Minha nossa, Eliza!”, disse Lucca, “Minha bandeira da Inglaterra! Você vai salvar o mundo inteiro!”.

Eliza Vogl era só sorrisos. Mas Neige estava aflito vendo a tela do seu laptop.

“O que foi Neige? Fala logo! Que cara é essa?”, perguntou Agatha.

“É a Victoire”, disse Neige, “O GPS no celular dela tá indicado que ela está em movimento... Ela está passando pela Catedral de St Paul agora, no centro de Londres! Pra onde ela está indo?”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Final Fantasy III (1990)



Terminei na quarta (18) o remake pra Nintendo DS do Final Fantasy III. Mais um jogo pra coleção dos que estou terminando (já comentei aqui o primeiro, segundo, quarto, décimo-terceiro e décimo-terceiro dois). Eu tinha muita relutância de jogar, porque achava que era um jogo muito parecido com o primeiro, mas não sei o que aconteceu que deu na minha cabeça de começar há jogar há mais ou menos um mês e meio atrás e cá estamos, mais um capítulo da série concluído!

O jogo, assim como todos esses primeiros Final Fantasy estão todos disponíveis pra smartphones (tem até no Google Play) e tá bem baratinho!

Bom, vamos falar do jogo.

Dizia eu que a aritmética Como eu disse antes, eu tava com muito medo de encarar o jogo pois eu achava que ele era muito parecido com o primeiro Final Fantasy pois os personagens principais eram também "Four Heroes of Light" (Quatro heróis da luz). Mas ainda bem que eu me enganei. Não tem nada a ver, completamente original comparando com o primeiro.

Você controla o grupo de quatro amigos, Luneth, um jovem latino-americano sem dinheiro no banco e sem amigos importantes, o Arc, o melhor amigo meio-gay do Luneth, a Refia, a menina do grupo e filha de um ferreiro que usa espeto de pau, e Ingus, um jovem mal encarado que serve a princesa Sara (na imagem do topo, da esquerda pra direita: Refia, Luneth, Ingus e Arc).

Você vive num mundo flutuante, onde nem tudo é perfeito, mas dá pro gasto. Como todo bom Final Fantasy você tem várias aventuras, missões pequenas, e aí você descobre que esse grupo de quatro condenados que você controla são os tais Quatro Heróis da Luz, que têm a missão de trazer o equilíbrio entre as trevas e a luz de volta ao mundo. Porém, você vive num continente flutuante, e depois que você libera tudo nesse continente você descobre que esse continente era apenas um grão de areia comparado com o imenso mundo da superfície abaixo.

O mundo da superfície abaixo está inicialmente dominado pelas trevas. Com o sacrifício de uma sacerdotisa (a única alma viva que sobrou no mundo da superfície), temporariamente a luz volta, e você terá que explorar esse mundo atrás dos cristais da luz para poder enfim levá-los para a Torre de Cristal e parar os planos do malvado Xande que quer lançar as trevas eternas sobre o mundo invocando a temível Cloud of Darkness (essa mulher pelada aqui na direita), a antagonista do jogo.

Até agora é, de longe, o Final Fantasy MAIS DIFÍCIL QUE JÁ JOGUEI.

Cara, é muito difícil, cacete! Os outros eram complicados também, mas esse, nossa, é de longe bem mais complicado. Falo das batalhas mesmo. Existem umas batalhas que beiram o impossível, como contra o chefe Garuda e a batalha final contra a Cloud of Darkness com seu temido Particle Beam. E olha que muitas vezes eu tive que ir buscar umas dicas de como matar porque, fala sério. Bem complicadinho!

Mas existem muito mais coisas boas. A primeira é o Job System. Você pode mudar a profissão do seu carinha dentro do imenso leque de opções que o jogo de dá. Você pode ser desde um cavaleiro, até um ninja. E todos eles têm golpes e habilidades diferentes, e um carinha pode ser quantos você quiser e do jeito que você quiser.

Minha party era um clássico: Knight/Monk/White Mage/Black Mage. Mas durante o jogo fui mudando, conhecendo outros jobs, e na batalha final a única coisa parecida era o Knight: Ninja/Ranger/Knight/Devout. É meio confuso no começo, mas depois de dar uma lida em guias internet afora você entende como funciona. E é muito legal.

Outra coisa legal é a estória. Você percebe que foi aqui que a coisa começou a ser menos quadrada, com diversos plot twist no meio da trama (como sua nave ser bombardeada, ou o convidado da sua party se sacrificar pra te salvar, ou as diversas naves que você pode ter no jogo). Os personagens são bem carismáticos também. A música é meio fraca, mas tudo bem, era um remake de um jogo pro finado NES.

Mas em suma, um jogaço. De emocionar (chorei umas três vezes, hehe).

Agora deixa eu voltar aqui que eu tô no final do FF8 e FF6!

domingo, 22 de novembro de 2015

Doppelgänger - #111 - A origem de todo o mal (3)

21h25

“Al, desligue seu monitor”, disse Francesca. Ela sabia que havia uma escuta com o Al, e que Neige e os outros estavam todos ouvindo tudo o que estava acontecendo. Al não tinha escolha, e desligou.

Francesca Vittorio continuou fitando Al em silêncio, apoiada na mesa. Al, vestido de terno e gravata estava ainda não acreditando que tinha justamente caído na frente dela. E estava se culpando por isso.

“Poderia ser qualquer pessoa, menos você”, disse Al. Seus olhos queimavam em fúria.

“Ora, não me olhe assim. Estamos apenas nós dois aqui. Se quiser colocar ponto final em alguma coisa, a hora é agora”, dizia Francesca, abrindo uma garrafa de uísque, e colocando num copo.

“Eu te...”, disse Al, bufando de raiva, “Eu te odeio, sua vaca”, disse Al, ainda em volume baixo.

Nessa hora Francesca despejou gelo no seu copo e olhou pra Al, fazendo uma cara irônica.

“Está se esforçando bastante pra conter essa raiva, não?”, disse Francesca, “Al, meu querido, por acaso eu te fiz alguma coisa?”.

Al deu uns passos pra frente, passos pesados, e apontou o dedo pra ela.

“Sua cínica! Ainda tem coragem de me dizer isso!?”, disse Al, falando um pouco mais alto do que seu tom normal, “Você acabou com a minha vida! Você matou a minha esposa, depois de ter feito nós nos casarmos, mesmo sem a vontade dela!”.

“Eu não matei ninguém, Al. Ela já era uma maníaca depressiva. Eu só dei um empurrãozinho pra que ela se suicidasse. O problema claramente era ela”, disse Francesca.

“Você foi a pessoa que me usou pra achar a Dawn of Souls, me fez buscar vingança contra todas as pessoas que haviam trabalhado para meu irmão mais velho quando ele era vivo, e no final enganou a todos nós e... Sumiu com a Dawn of Souls!”, disse Al.

“Bom, isso é verdade”, disse Francesca, provocando, “E dei a Dawn of Souls pra alguém que saberia usar ela direitinho”.

“Hã? Não... Não me diga que você...”, disse Al, incrédulo.

“Sim, pro Ar, é claro! A mãe dele, que deus a tenha, deu o dinheiro, eu dei a força política, e a Dawn of Souls deu pra ele todos os agentes da Inteligência de todos os países. Foi só questão de tempo recrutar o pessoal. Um plano perfeito em três partes, exatamente como eu planejei. Não deu certo com você, mas deu certo com ele”, disse Francesca.

“Não deu certo comigo? Como assim?”, perguntou Al.

“Al, você grisalho parece muito o seu irmão mais velho, se ele estivesse vivo, é claro. Mas no que o Arch conseguiu escapar de mim. Já você, não teve a mesma sorte”, disse Francesca.

“Você tentou manipular meu irmão também?”, perguntou Al.

“Vocês são como divindades. Arch, Al, e Ar. E eu sou a pessoa que engana os deuses pra fazerem o que eu quero. Eu tentei sim, durante anos, te manipular. Eu era a sua chefe, era a sua sombra. Você não caminhava a não ser pros locais que eu queria que você caminhasse. Porém, depois que o idiota do Arch morreu, você virou esse grandalhão depressivo, e virou uma pessoa incorrupta – por mais que eu tentasse. E como eu tentei! Eu matei até a sua esposa, achando que você iria se revoltar e vir pro meu lado!”, disse Francesca.

Al nessa hora perdeu a força nas pernas e caiu de joelhos no chão. A única mulher que ele havia amado nesse mundo tinha sido morta pela pessoa que estava na sua frente. Pessoa essa que ele pensou que também estaria morta, mas voltou como um fantasma do passado pra te atormentar.

Aquilo era viver um pesadelo. A verdade que ele tanto buscou durante anos a fio, o acerto de contas que ele tanto desejou, a conversa que ele tanto almejou que acontecesse estava acontecendo e ele estava sabendo de toda a verdade. E conhecendo a pessoa que serviu de origem para todo o mal na sua vida.

Ouvindo as palavras dela seus olhos lacrimejaram. E por um momento ele olhou pra cima e pensou se existiria um deus que o protegeria. Pois se existisse um, provavelmente ele o detestava, pois transformou sua vida num verdadeiro inferno, levando a vida da mulher que ele mais amou.

“E aí depois que aquela menina do cabelo roxo...”, nessa hora Francesca parou, e viu que havia errado sua fala, “Ah, desculpe... Eu quis dizer cabelo cor-de-beringela, né? Enfim, depois que ela, sua esposa, morreu, você simplesmente sumiu da Inteligência, e a velha decidiu que você deveria viver uma vida comum, longe da Inteligência, ter uma nova esposa, uma vida comum em algum país por aí nesse mundo, com uma nova identidade, e aí o mundo me dá alguém que tinha o seu sangue, mas infinitamente mais esperto que você...”.

“Arthur...”, disse Al, de joelhos no chão, chorando, olhando pra baixo.

“Exato! Ar, o seu sobrinho. Aquele que você mesmo treinou. Aquele que você queria que fizesse o que você não conseguiu ser pro seu irmão mais velho, o Arch. Aquele que te abandonou depois que sua esposa faleceu e você caiu na depressão. E agora, seis anos depois de tudo, em pleno 2012, você me vem pra Londres pra parar justamente o seu sobrinho! Você quem criou ele, fofinho! Independente do destino que esse mundo terá a partir de hoje, será por culpa exclusivamente SUA! Olha pra mim, Al, levante esse rosto...”, disse Francesca, erguendo o rosto de Al com o dedo pelo queixo.

“Sabe quem sou eu?”, disse Francesca Vittorio, como se dominasse a presa, “...Eu sou a origem de todo o seu mal”.

Nessa hora Al pulou e agarrou firme o pescoço de Francesca com suas mãos, querendo esgana-la. Francesca começou a gritar, e Al apertava ainda mais forte o pescoço da velha.

“Isso!! Faça isso!! Como se a minha morte iria trazer seu irmão de volta! Como se minha morte fosse trazer sua querida esposa de volta!!”, dizia Francesca, no meio dos gritos.

Entrou então dois seguranças pessoais de Francesca Vittorio na sala. Eles estavam armados, e viram a cena toda do Al tentando enforcar Francesca com suas mãos.

Porém Al estava determinado em ver aquela mulher morta, mesmo que ele fosse morto também.

“Você... Nunca conseguiu sup... Superar a morte do Arch. No fund... Fundo foi isso o quê... Mais frustrou meus planos. Era pra ser você... No lugar... Do Ar agora...”, disse Francesca.

Os olhos de Al estavam lacrimejando. Ele então soltou Francesca, que caiu no chão, respirando com dificuldades. E Al, vendo a pessoa que havia arquitetado todo o mal que havia acontecido na sua vida, a pessoa que havia trago tanta maldade, tanta morte, tanta coisa ruim para ele mesmo ali, livre, simplesmente não conseguia parar de chorar.

Porém, essa cena não tocava nem um pouco o coração frio de Francesca Vittorio.

E Al, frustrado, triste, em ver que tinha nas mãos a vida de uma das pessoas que acabaram com sua vida escapar, entre as lágrimas e soluços fez apenas uma pergunta:

“Porquê? Porque fez isso tudo comigo?!”.

Francesca de pé, do outro lado da mesa, deu uma ordem final aos guardas:

“Tirem esse idiota daqui”, disse Francesca.

Os guardas pegaram Al e tiraram ele do recinto.

- - - - - -

21h27

Victoire sentia o pênis de Al entrando na sua vagina. Tinha apenas entrado metade. Seus músculos vaginais eram, assim como o resto do corpo dela, bem fortalecidos.

Vendo a dificuldade de penetrar, Al se virou pra Victoire, olhando pra ela.

“Você tá tensa hoje”, disse Al.

Victoire ficou vermelha.

“Eu vou relaxando. Pode continuar metendo. Mas vai com calma”, disse Victoire.

Al estava por cima, papai-e-mamãe com Victoire. Ela estava bem lubrificada. O toque da pele era sensacional, ele sentia como se tivesse uma língua ali dentro da vagina de Victoire. Os músculos vaginais dela pareciam que apertavam e soltavam seu pinto, era uma sensação muito boa.

Já Victoire sentia pontadas de prazer cada vez que o pênis de Al ia abrindo o caminho. Vai. Vem. Vai. Vem. Vai. Vem. Depois de algumas investidas o pinto já estava todo dentro e, enfim, ela estava relaxada. Parecia que toda a vez que aquilo entrava ela sentia uma fisgada de prazer, com um tiquinho de dor ainda, já que ela não estava totalmente relaxada.

Mas Al continuou. Ele olhava pra ela como um leão olhava pra sua presa, a devorando com os olhos. Se deliciava com cada centímetro da francesa e isso deixava ela com muito tesão. Ela sentia como se tivesse o poder sobre Al naquele momento – afinal, era ela quem tinha a vagina. Mas Al não parava de meter, e depois, deus do céu, como isso era bom! Victoire estava nas nuvens, sentindo toda aquela força entrando nela. Não havia mais aquela dorzinha de início de sexo. Agora era apenas aqueles pequenos prazeres, subindo pelo corpo, entrando na corrente sanguínea.

“Vamos mudar de posição, rapidinho”, disse Al.

E Victoire ficou de quatro. Arrebitou a bunda pra cima e desceu seu tronco. Os grandes lábios estavam lá, arreganhados, esperando serem penetrados. Al, de joelhos, foi sem dó. E começou a meter bem forte.

Victoire gemia alto. Sempre era uma sensação ótima as transas que tinha com Al. O barulho da bunda dela batendo na pélvis de Al iam ficando cada vez mais frenéticos e altos, e ela sentia o seu homem pegando nos seus peitos com as mãos, acariciando seus mamilos, e dando uns beijos na sua nuca, deixando ela arrepiada.

Ela queria ser a vadia. A vadia do Al. Queria que ele batesse na sua bunda, e foi exatamente o que ele fez. Deu um tapinha carinhoso na sua bunda que a fez gemer ainda mais. Mas acima de tudo, fazer sexo com Al, a fazia naquele momento sentir-se amada pelo Al.

Victoire sempre amou muito Al, mas ele sempre amou a sua falecida esposa, a menina do cabelo cor-de-beringela. E ela nunca aceitou isso. Porém, se submetia a isso. Se fosse o contrário, se Al fosse a mulher e Victoire fosse o homem, provavelmente ficaria apenas no fora e Victoire, sendo o homem, teria que se satisfazer com umas punhetas imaginando como seria.

Mas Victoire era mulher. E sendo mulher, era muito mais fácil conseguir sexo. Era apenas mostrar estar disposta. E achava que se submetendo ao Al conseguiria, por meio das transas, fazer com que ele a amasse. Pelo menos naqueles momentos que os dois tinham juntos ela era feliz. Eram doses de felicidade que ela tinha, o sentimento que ela tinha de desilusão, como se naquele momento em que os dois estivessem fazendo amor o Al faria algo diferente do que apenas cair fora no dia seguinte.

Sendo mulher, era muito mais fácil conseguir sexo. Mas conseguir amor, era muito mais difícil.

E embora aquilo pra ela fosse o ápice do coração cheio de amor dela para o Al, para Al era apenas... Uma transa. Victoire não significava nada pra ele. Era apenas a menina que queria dar pra ele (e ela estava lá pra oferecer). E ele, como homem, só tinha apenas que ir lá e... Comer. Que homem faria diferente?

O entra-e-sai fica cada vez mais frenético e Al começa a soltar uns urros. Ele estava chegando no orgasmo. E momentos depois dos urros ele joga bem pro fundo da buceta dela o seu pinto inteiro e goza. Ela sente o sêmen jorrando, parecia que incessantemente, dentro dela. Al continua gemendo, e ela gemendo junto, enquanto sentia a semente sendo plantada. Até que enfim Al tira seu pênis de dentro dela, todo lambuzado.

Ele deita pro lado, suado, cansado, com o pênis ficando flácido, cheio da meleca branca característica. Ela olhava pra ele e o abraçava. O que ela queria era que tudo aquilo não durasse apenas uma noite...

sábado, 21 de novembro de 2015

Until Dawn (2015)


Esses dias meu irmão chegou em mim e disse: "Cara, você tem que jogar esse jogo! Eu duvido que você não vai ter um cagaço!". E me mostrou Until Dawn.

Pra mim é super difícil ter medo de jogos. Existem alguns jogos que até hoje eu não jogo, mas eram jogos antigos de terror, como os primeiros Silent Hill, Resident Evil e Alone in the Dark. Eram jogos que não tinham gráficos, eram bem zuados mesmo, mas eram extremamente aterrorizantes. Muito mais dos que os de hoje que tem muito mais poderio gráfico e realista. Existem diversos pesquisadores e teóricos em games que explicam o motivo desses jogos antigos/toscos darem mais medo do que os de terror atualmente. Mas esse não é o ponto desse post.

Until Dawn mostra o que vai acontecer em muito breve que todos andam predizendo: games substituirão o cinema. E é bom que você que ainda tem preconceito saia desse conceito de que games são "joguinhos" apenas. Games hoje em dia possuem roteiros, imersão e desenvolvimento de personagens tão bons quanto o cinema. E Until Dawn (assim como tantos outros) mostra pra que veio.

Bom, sendo sincero, não me deu medo algum. Eu tomava uns sustos com os sons (inevitável), mas nada de ficar traumatizado ou algo do gênero. O jogo te põe na mão pra criar o desenrolar de uma história de um daqueles thrillers adolescentes americanos. Tipo "Pânico", saca? E tem até o casting de atores reais que atuaram no game (usando motion capture, claro).

A mais famosa é a protagonista Sam, interpretada pela Hayden Panettiere (Pânico 4, Eu te amo Beth Cooper, e a voz da Kairi em Kingdom Hearts):


Sim, isso é gráfico de jogo. Ficou bem perfeita, eles conseguiram fazer um ótimo trabalho de motion capture. Só pra modos de comparação, essa é a uma foto da Hayden real, cujo foi baseada pra fazer a Sam, que ela mesma atuou:


Um ótimo trabalho, do caralho mesmo.

Além disso tem outros atores também que todos eles tiveram os movimentos e atuações captados pelo motion capture (tipo o Tom Hanks em "O Expresso Polar"), além de emprestarem suas feições para os personagens.

Como todo thriller adolescente, temos um time multi-étnico:



Loiras, brancas, negros, ruivas e até uma asiática. O plot é o seguinte: um ano antes dos acontecimentos do jogo esse grupo de adolescentes, que estavam passando um feriado numa casa de campo no meio do nada, fizeram uma brincadeira malvada com a Hannah e Beth, que são gêmeas e irmãs mais velhas do Josh (controlável no jogo). Elas ficaram tão putas e desesperadas que saíram correndo da casa e acabaram caindo num desfiladeiro, e nunca mais foram encontradas.

Um ano depois o mesmo grupo se reúne no mesmo lugar pra curtir o feriadão e aí que a trama se desenrola. Ao mesmo tempo que todos vão investigando o que aconteceu com as gêmeas mortas, eles percebem que tem um maníaco à solta e seres estranhos mutantes na espreita.

Mas o mais legal do jogo são duas coisas: o sistema de decisões e os relacionamentos entre os adolescentes.


Esse sistema de decisões te põe com as mãos no roteiro mesmo. Existe um tal de "efeito borboleta" que sempre é ativado de acordo com a decisão que toma no jogo, e isso acarreta coisas que acontecerão com você por ter tomado a decisão. Por exemplo: A Emily é ex-namorada do Mike, e enquanto você tá controlando o Matt (que é o atual namorado da japinha) ele vê com binóculos o Mike e a nova namorada, Jessica, se pegando. E nessa hora a Emily aparece, e você tem que decidir se mostra pra ela os dois se pegando (pra ela ficar mais puta) ou se você a protege e diz que viu nada (acalmando ela).

E essa decisão pode acarretar coisas no relacionamento dos jovens. É muito legal! É tipo um jogo de relacionamento, mas temático terror!


E isso entra no relacionamento dos personagens. Você pode fazer um fulano te odiar ou te amar, e isso pode acarretar fatores mais pra frente no jogo, como ele te salvar do maníaco que está solto ou te empurrar precipício abaixo. Por exemplo, quando eu jogava eu fiz de tudo pra Ashley ficar demonstrando medo e pro Chris ficar encorajando ela, cuidando dela. Resultado? Os dois se beijaram e rolou um affair. É bem interessante (e eu sempre vou ajudar o nerd babão e comer alguém, coitado).

Além disso no game você tem que pesquisar sobre o tal maníaco que está a solta, sobre o que havia acontecido no passado no local, e o que diabos aconteceu com as gêmeas que morrem no começo do jogo.

Agora o terror, sei lá. Meu irmão tinha muito medo de jogar (ele só jogava de dia, com o quarto iluminado e eu do lado). Já eu, fazia de tudo pra tentar ter medo (desligava a luz, deixava o som alto, jogava de noite), mas não conseguia sentir medo, porque achava muito legal ficar "causando" na relação entre os adolescentes e ver o resultado disso, haha! É como ser o diretor do filme e poder mudar o roteiro ali na hora com os personagens!

E no final, o mais legal: uma entrevista de making-of com os atores que ajudaram a fazer esse belíssimo jogo.


É bom que abram os olhos, hein! Os games estão cada vez mais cinematográficos. Não duvido que será questão de tempo que serão tratados como a evolução do cinema. A Academia que se cuide!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Doppelgänger - #110 - A origem de todo o mal (2)

21h15

Al estava sem ar. Uma brisa gélida havia tomado lugar no seu estômago, e ao perceber que era Francesca Vittorio que estava lá ele simplesmente não sabia o que fazer. Estava pálido e suando frio na mesa. Não imaginava que encontraria ela assim, tão cedo.

“Senhoras e senhores”, disse Francesca para todas as pessoas no recinto, “Essa reunião emergencial foi para contar a vocês que nosso plano logo será enfim colocado em ação. Pontualmente às dez da noite Ar irá causar o caos econômico no mundo retirando grande parte do capital em circulação. É óbvio que nosso alvo não são as empresas do senhores que são fieis ao nosso plano. O Legatus vai enfim começar a maior insurreição que esse mundo já viu”.

Insurreição? Espero que o Neige esteja ouvindo isso tudo pela escuta, pensou Al.

“Ar vai enfim se estabelecer como a força que move esse mundo – mesmo que ninguém conheça seu rosto. Governos que não forem fiéis aos nossos planos cairão, organizações terroristas serão patrocinadas, empresas irão falir uma após a outra, e tudo isso graças ao controle que ele terá de todo o capital do mundo dentro de alguns minutos”, disse Francesca Vittorio.

Os calafrios de Al não passavam. Ele estava todo arrepiado só de ouvir essas coisas.

“E tudo isso para seguir com nossos planos. Um controle total de governos, exército e economia. Tudo para construir esse novo mundo que todos nós temos vontade de ver. Um mundo que respeitará a voz e a vontade de apenas uma única pessoa, levada pelos desejos de um visionário que morreu como um assassino”, disse Francesca Vittorio, virando sua cadeira.

Nesse momento uma tela desceu atrás dela, branca. As luzes foram ficando fracas até se apagarem. Um projetor foi então ligado, e um vídeo, com gravações oficiais foi mostrado. O rosto que Al via era inconfundível.

Era um vídeo com cenas do seu irmão mais velho, Arch.

Mano? Porque diabos estão mostrando ele?!, pensou Al.

“Arch para alguns morreu como um traidor. Mas ele na verdade tinha planos bem maiores para nossa sociedade. Arch pensava numa sociedade mais justa, onde pessoas fossem livres, e ao mesmo tempo pudessem aproveitar paz, sem serem usados como ferramentas do governo ou de empresas. Ele nunca foi alguém de direita, ou esquerda, mas tinha crença em algo tão superior que sabemos hoje que ele era alguém na posição ‘acima’ de todos. E com esse controle de Ar vamos enfim caminhar para realizar esse mundo que o nosso deus desejou!”, disse Francesca Vittorio.

Na hora que ela disse “deus” uma foto de Arch apareceu, como se estivesse subindo aos céus, como se estivesse acontecendo uma apoteose.

Todas as pessoas gritavam com orgulho ao ver aquela imagem. Já Al, ficava cada vez mais abismado ao ver aquilo tudo.

Isso é medonho. Parece um culto ao meu irmão mais velho... Como se ele tivesse realmente se tornado um deus!, pensou Al.

“E graças ao Ar, o único indivíduo nesse mundo que possui o sangue do nosso deus, dotado de imensa compaixão para com todos nós, decidiu dividir a glória do título com nossa equipe de agentes que estão a postos, prontos para ajuda-lo nessa insurreição, nos quatro cantos do mundo. Ar, nosso líder generoso, os chama todos para serem também ‘Filhos de Arch’ e herdarem esse legado do nosso deus!”, disse Francesca Vittorio.

Filhos de Arch? Mas que merda... Essas pessoas nem sequer devem ter conhecido o meu irmão na vida real. E eles estão aqui fazendo esse culto, e Ar está usando a imagem do meu irmão para reforçar alguma espécie de liderança nele também para criar um mundo baseado na ideologia do meu irmão! Isso é bizarro, é doentil..., pensou Al.

“Daqui a alguns minutos gostaria de passar a palavra ao senhor Hershlag, nosso economista chefe, e ele explicará melhor a execução do plano de Ar nessa noite...”, disse Francesca. Porém, ela pausou durante alguns segundos sua fala ao ver que Al estava na mesa, sentado, observando tudo. O silêncio dominou o local, e algumas pessoas olharam para Al, talvez se perguntando o motivo de Francesca Vittorio estar com o olhar fixado nele, “...Ah, desculpe. Faremos uma pausa de dez minutos, está bem? Já voltaremos, aproveitem a refeição que preparamos para vocês”.

Vários garçons apareceram de súbito. Al resolveu aproveitar a bagunça e sair discretamente. Deixou a cadeira na mesa e começou a andar, meio agachado, entre o mar de garçons que surgiram servindo as pessoas naquela reunião. Porém o mar de pessoas era muito grande, não sabia da onde tinha saído aquele monte de pessoas. Ficou bem difícil se guiar na sala pra chegar na porta.

Mas que droga, a porta parecia tão perto... Não posso deixar a Vittorio me ver, ela já sabe que eu tô aqui!, pensou Al.

Porém, o destino é de pregar essas peças nas pessoas. Al acabou encontrando a porta e a abriu. Entrou calmamente e a fechou. Mas parece que o destino queria que ele se perdesse no meio das pessoas e caísse justamente no gabinete de Francesca Vittorio, onde ela estava discutindo os detalhes da próxima palestra.

Ao ver Francesca na sala, Al não sabia o que fazer. Exceto o fato de que sabia que estava perdido. Permaneceu imóvel. Não tinha mais o que fazer.

“Por favor, faça assim, tudo bem?”, disse Vittorio, dando uma última orientação ao seu palestrante. Depois que ele deixou a sala Vittorio foi em direção de Al.

“Fiquei surpresa de te ver aqui. Mas por outro lado, fiquei muito feliz também”, disse Vittorio ao ver Al. Pelo visto a conversa seria longa.

- - - - -

21h17

Al e Victoire estavam em um ninho de amor.

Ele, depois de puxar a toalha de Victoire caiu de boca nos mamilos duros da francesa, sugando-os carinhosamente. Victoire virava os olhos vendo aquele homem a acariciando.

Sua mão passava no corpo dela e ia beijando cada centímetro. Ela tinha um cheiro bom. Um cheiro de perfume doce – doce como a personalidade dela. Ela sentia a pegada forte dele, a mão grande dele parecia que a dominava, e era exatamente isso o que ela mais queria e sonhava. A mão dele passava na cintura e descia para a sua xoxota, com o dedo gentilmente entrando e saindo na sua molhava vulva.

Antes dele tentar fazer sexo oral nela, ela o parou e foi de boca direto no pau dele. Victoire chupava de um jeito único, alternando entre carinho e agressividade. Parecia que sabia o ritmo que o seu parceiro queria, sempre que vinha aquela onde de prazer com a chupada mais agressiva, depois acalmava com a chupada mais calma, mais tenra. E assim ia e voltava, sem parar. Al sentia tanto prazer que parecia que explodiria a qualquer momento. Sempre era uma experiência diferente ir pra cama com Victoire, e dessa vez não era diferente.

Al puxou as pernas dela pra sua cabeça e os dois fizeram a posição “meia-nove”. Já que ambos eram altos, deu tranquilo para fazer. A vulva de Victoire era toda depilada, parecia que milimetricamente cuidada, era muito lisa e cheirosa e ligeiramente rosada. A língua de Al ia penetrando na vagina dela, até chegar ao clitóris. Alternava os movimentos, sugando, mordiscando e lambendo. Ás vezes a onda de prazer era tamanha que Victoire – que estava do outro lado fazendo seu “serviço” no pau do Al – parava tudo pra gemer de prazer. Al como sempre sabia o que tinha que fazer.

Depois de alguns minutos de aquecimento era hora de partir pro jogo. Eles iam começar com o clássico papai-e-mamãe. Quando o pênis de Al entrou na buceta da Victoire ele viu que ela estava muito molhada, bem mais lubrificada que pensava. Eles estavam sem nenhum tipo de proteção pro sexo. E aí começaram os movimentos do sexo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Pegasus Wings Decade 05-15 - #2

Eu nessa época ainda era muito influenciado por rock japonês (J-rock) e animes. Tanto que os próximos dois layouts são sobre isso. O ano ainda era 2006, a garota de cabelo cor-de-beringela havia passado pela minha vida, como um furacão, jogando tudo para o alto. Ao mesmo tempo estava fazendo uma faculdade que eu não curtia, arquitetura. Hoje em dia eu até curto, mas na época detestava!

Mas o final do ano chegou junto do vestibular pro Senac, e minha vida seria bem diferente daquele 2007 pra frente. Enfim iria começar a faculdade que eu gostaria, a profissão que amo, ser designer. Nesse ano de 2006 eu tinha muitas brigas com meu pai e tive muitas crises de depressão bem pesadas. De facto, não estava lá tão pronto para a vida que estava por vir. E ainda cursar uma faculdade que não gostava me dava mais medo ainda de ter um destino que eu não queria muito - ser arquiteto.

Os posts desse ano eram cheios de melancolia e tristeza. Eu os achei sempre tão bonitos! Dava pra quase ser um poeta.


#5 - Sakura no nie [桜のにえ] (Ago/2006 até Set/2006)
Eu adoro Saint Seiya, Rurouni Kenshin e outros animes, mas existe um mangá que eu adoro muito que é uma obra não tão conhecida da CLAMP, chamada X/1999 e seu predecessor, Tokyo Babylon. É uma história gay, mas quem disse que eu, sendo hétero, não posso admirar uma história gay? Pois eu achava simplesmente animal! E queria homenagear o meu personagem favorito, Seishirou Sakurazuka nesse layout.

Tanto que durante muito tempo eu usava o nome "Sir Alain de Paula Sakurazuka" pela internet afora em homenagem a esse personagem. O layout tem os elementos que fazem parte do personagem, desde o Subaru (que é a paixão dele), o cigarro, o pentagrama invertido, e óbvio, pétalas de cerejeira. Foi um layout bem legal de fazer, bem diferente daquele primeiro que queria lançar. O trabalho ficou bem melhor e mais condizente com o personagem que queria homenagear.


#6 - redDie (Out/2006 até Nov/2006)
Um tributo ao guitarrista da minha banda de J-rock favorita: Dir en Grey. O guitarrista é o Die (no caso, se fala como em inglês mesmo, algo como "da-i"), e ele sempre gostou da cor vermelha, que é minha cor favorita e a cor do meu cabelo nessa época, hehe. É outro layout com toques de flash no topo, era um efeito meio mizera de gotas caindo num espelho d'água, mas quebrava um galho.

Como era rock japonês, com todo o seu aspecto caótico, tentei passar isso de alguma forma no layout. Existem muitos elementos que quebram o contínuo do layout do blog, se vocês repararem. Formas aleatórias, ficou algo bem curioso. Além do vermelho. Vermelho é uma cor bem difícil em design, pois é muito gritante. Mas ainda assim ficou um resultado interessante. A brincadeira do nome "redDie" tem a ver com "red" (vermelho) e "Die", o nome do guitarrista.


#7 - Pegasus Legacy (Dez/2006 até Jan/2007)
Primeiro layout do aniversário do blog! Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça! Esse foi mais um design inusitado. Eu queria usar o tema de "legado", isso é, o que cada coisa em cada época da minha vida deixou de influência. Talvez eu bebê não tenha deixado muita coisa de influência (eu só coloquei uns brinquedos), mas a imagem está lá, no topo esquerdo. No topo direito está eu numa foto da pré-escola com o que mais me influenciou na época: Saint Seiya.

Na parte debaixo temos eu na oitava série, cujo legado dessa época que deixei pra mim mesmo foi ter o Michael Jackson como inspiração máxima, aí tinha uma foto atual minha cabeludo em 2006 (dava um trabalho do capeta manter o cabelo assim, eu gastava muita tinta pra deixar ele ruivo) e do outro lado eu na formatura do ensino médio com Rurouni Kenshin como influência.

Os posts do blog apareciam nesse centro aí. Era uma div com overflow em HTML (ok, isso é grego pra muitos leitores). Dá pra ver a barrinha ali pra descer a página. O layout era basicamente isso, e os posts tinham que ser lidos ali no centro. É o meu primeiro e único layout "horizontal", que não usava a barra do navegador pra descer a página. Se deu certo? Sei lá. Mas ficou bem diferente.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Doppelgänger - #109 - A origem de todo o mal (1)

21h01

Al estava apenas de toalha, sentado na cama, esperando Victoire.

Quando ela apareceu, esta estava com um olhar provocante, com um singelo sorriso malicioso. Estava com duas toalhas, uma na cabeça, enrolada como um turbante para secar seu grande cabelo e outra no corpo. Esbanjava sensualidade em cada respiração.

“E aí, tá pronto?”, ela perguntou (como se precisasse perguntar isso).

Ela tirou a toalha da cabeça e seus cabelos castanhos balançaram no ar. Ela se aproximou da cama e empurrou Al para se deitar e, ainda os dois de toalha, ela montou nele, segurando-o pelos braços.

Aquela era uma sinfonia em silêncio. Os dois ficaram se olhando como nunca haviam se olhado. Pouco a pouco o pênis ereto de Al ia tomando forma, mostrando o volume embaixo da toalha. Mas Victoire permanecia com aquele mesmo olhar estranho de todas as vezes que eles faziam sexo.

Um olhar ao mesmo tempo de entrega, e de dúvida. Pois ela sabia que não havia sentimento de paixão por parte de Al, ou que aquela relação nunca havia sido feita para perpetuar. Era algo líquido, como todas as relações do mundo atual. E é óbvio que não era isso que ela queria.

Mas um outro lado dela gritava forte para que ela se entregasse. Afinal, aquele era o homem que ela amava – mesmo que ele não nutrisse a mesma coisa por ela. Ainda assim era o homem que ela gostaria que ficasse do seu lado, mesmo apesar de todas as coisas que ela havia feito pra ele, destruindo sua vida, acelerando seu processo de envelhecimento para que sua morte fosse o mais prematura e natural possível.

Como todas as mulheres, Victoire era um ser indecifrável. E muito instável. Como uma pessoa ao mesmo tempo nutre um ódio e amor pela pessoa? Como pode funcionar o coração das mulheres assim? E porque tinha que ser justo com o Al? Questões que ela não sabia o motivo.

Depois de muito se olhar, eles se beijaram.

E a dança havia começando.

Al puxou com um único movimento a toalha da sua cintura, ficando completamente nu na frente da francesa. O beijo dos dois estava cada vez mais quente, as línguas se tocavam como num baile, e logo ele havia tirado Victoire de cima dele e estava com ela do seu lado.

“O que foi?”, disse Victoire ao perceber que Al havia parado de beijá-la.

“Desculpe, entrou cabelo aqui na boca”, disse Al, tirando da sua boca um pouco do cabelo de Victoire que havia ficado.

O que Victoire sentia ao beijar Al?

Sabe aquela sensação que pessoas apaixonadas sentem quando suas bocas tocam com a da pessoa que amam? Chega aquele misto de ansiedade com uma recompensa, como se aquela troca de salivas fosse algo que satisfizesse ela de tal maneira que nada mais importava.

A troca de respiração, sentir e compartilhar o mesmo ar que a pessoa sente. Beijar é tampar a respiração e mergulhar num mar desconhecido onde as línguas se tocando ditam o andar da carruagem. Fechar os olhos e apreciar cada momento, cada toque, como se ambos entrassem em uma meditação profunda, em um transe um com o outro, como se fosse uma hipnose que não era apenas dita por um pêndulo, mas pelo movimento do corpo do casal.

As cabeças se virando, beijar era também uma forma de travar um duelo entre predadores. Não se sabe como, mas os movimentos, que parecem “mordidas” carinhosas sempre acabam sincronizadas. Beijar é como dar e receber prazer. Uma vez era Al que abria a boca e chupava Victoire. No outro momento era o inverso. E os dois ficavam nesse movimento. Um vai-e-vém que simplesmente não se aprende – parece que nascemos com isso. Instinto.

Victoire era uma mulher que beijava muito bem. Talvez porque sabia como ninguém se entregar. Gostava daquilo, gostava de sentir que estava com um homem – mesmo com o fato de Al ser um fumante inveterado. Gostava de sentir a barba baixa dele pinicando nela, as mãos grandes dele na sua cintura, seu braço grande a envolvendo.

“Opa”, interrompeu Al, “Cabelo de novo”.

Victoire deu risada depois da interrupção. Quando ela olhou pra baixo viu que Al estava sem toalha, e pelo estado do seu pau, ele tava mais que pronto.

Al então puxou gentilmente a toalha dela. Agora estavam ambos, enfim, nus.

- - - - -

21h03

“Identifique-se, por favor”, disse a gentil atendente, uma bela negra britânica.

“Bruno Andrada”, disse a voz.

“Pode entrar, senhor. Eles estão te aguardando na...”, ela disse, mas foi interrompida pelo homem que completou:

“Crush Room, sim?”, disse o homem.

“Sim senhor. Tenha uma ótima reunião!”, disse a atendente.

A Crush Room não era uma sala muito grande dentro da Royal Opera House. Para a importância e magnitude do que estava prestes a acontecer ali esse local parecia simples e pequeno até. Ele estava no covil dos ladrões. Todos ali eram pessoas renomadas – empresários, políticos, e todos os tipos pessoas influentes na sociedade global. Todos reunidos secretamente para discutir o futuro do mundo.

Era nessas reuniões que tudo parecia ser arquitetado. Havia uma mesa imensa, com diversos lugares. Garçons serviam canapés e champanhe da melhor qualidade. O carpete vermelho e os quadros na parede lembravam quase que um palácio francês. De fato, aquele lugar era só pra nobreza da sociedade atual.

Conforme o homem ia atravessando o recinto, ia percebendo que algumas pessoas ao verem mostravam uma cara de susto e depois começavam a cochichar entre si.

Porém, ele não entendia o motivo desses cochichos todos. Ele estava trajado de black-tie como todos os outros convidados e convidadas. E mesmo assim não eram todos que cochichavam.

No seu ouvido havia uma escuta.

“E aí? Já foi abocanhado por alguma cobra nesse covil?”, brincou Neige.

“Não. Mas não sei o que tá acontecendo, algumas pessoas olham pra mim como se tivessem visto um fantasma”, brincou o homem, falando baixinho.

“Bom, mas pelo menos você entrou, Al. Tente não chamar muito a atenção. Lembre-se de agir como o nosso amiguinho que nos livramos dele. Aí você é o brasileiro Bruno Andrada”, disse Neige.

“Sim, comandante”, disse Al, fechando a conversa.

Mal deu pra provar um canapé e todos ficaram em silêncio, se virando pra frente. Uma pessoa sentou na mesa, no canto oposto dela. Era uma mulher, era bem velha, um pouco gorda, e estava vestindo uma roupa social simples e preta. Suas sobrancelhas eram arqueadas pra cima, e tinha uma cara imensa de esposa de mafioso.

“Senhoras e senhores, desculpe o atraso, vamos começar a reunião”, disse a mulher.

Al ficou abismado ao ver quem era. Era Francesca Vittorio.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O fundo do poço.

Ficar sabendo que você está namorando me acorrentou de vez no fundo desse poço.

Como se eu estivesse nesse fundo há quase um ano. Acorrentado com uma âncora na minha perna direita, com água até a boca, tendo apenas momentos de respiração rápidos no meio do desespero de tentar se livrar dessa âncora.

Essa água que sempre me sufoca é ouvir esses seus julgamentos sobre mim. Parece que é bonito me fazer sofrer com a desculpa de que "isso é pro meu bem", e "eu sei o que é melhor pra você". Ou aquele julgamento triste sobre eu ser uma pessoa mega orgulhosa, e tudo mais.

Mas será que já pensou o contrário? Será que você não é a orgulhosa que tanto aponta o dedo pra mim? Eu estou apenas lutando pra viver. Ter uma vida digna com o resto de respeito que sobrou entre a gente.

E se você não fosse a pessoa orgulhosa da estória? E se não mostrasse um mínimo de compaixão e maturidade ao invés de só atacar alguém que já está no chão? Será que jogar água nesse poço em que estou ancorado no fundo dele, com água até o pescoço, lutando pra respirar não é o suficiente?

Pois hoje ao saber a verdade eu me afoguei de vez. Vi que esse carma não dá pra se lutar. Game over. Talvez eu deveria deixar mesmo essa coisa de budismo, dar um jeito na minha vida, procurar um emprego e enfim ficar longe de você.

Lutei com todas as minhas forças contra esse carma. Mas perdi a luta. Eu não aguento mais...

Adeus.

Arquivos do blog