quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Os dez mandamentos.

É difícil eu assistir novela. Mas de vez em quando alguma me chama a atenção.

Eu assisti uns pedacinhos da novela sobre José (o do Egito, não o pai de Jesus) e achei legalzinha, mas não foi o suficiente pra prender minha atenção. Como minha família inteira tava assistindo essa última "Os dez mandamentos" resolvi dar uma chance. E achei que ficou bem legal.

Uma coisa que eu gostei muito era a pesquisa que fizeram. Como por exemplo, as pragas do Egito e a relação delas com a cultura egípcia da época. Claro que eles não iriam fazer com explicações científicas as pragas do Egito (como muitos já fizeram), mas os efeitos especiais ficaram bem melhores do que imaginava.

Minha praga favorita é a da chuva de granizo em chamas. Tipo a música da Adele, "Set fire on the rain":


Ficou bem legal! Sem contar o climão com os hebreus prestes a serem enfocados por causa das pragas assolando o Egito.

Eu gostei muito da trama em si. Eu achei que teria sido mais legal ter feito em meio termo. Talvez um filme fica muito curto, e uma novela, por conta do desenvolvimento dos personagens, das mil tretas que ocorrem, do perfil psicológico que é traçado em cada capítulo (todas, características da teledramaturgia) deixou diversos episódios bem chatos, onde não acontecia basicamente... Nada.

Talvez porque desde o começo a novela ficou com três grupos de personagens: os hebreus crentes, os hebreus descrentes e os egípcios. Os hebreus crentes eram os chatos (tipo a Eliseba) que não tinham humor, eram chatos, e nada poderia ser falado. Os hebreus descrentes eram muito chatos também pois simplesmente não davam o braço a torcer, mesmo vendo todas as pragas, abrindo o Mar Vermelho e tudo mais. E os egípcios eram um grupo legal pois apesar de, caso fosse um roteirista, o caminho padrão fosse destacar a diferença entre hebreus e egípcios, os roteiristas fizeram o caminho inverso, mostrando na verdade muitas semelhanças.

Como por exemplo na última praga, a morte do primogênito, a praga mais terrível do Egito (coitado de mim, eu sou o primogênito, hahaha). Como a morte de um filho sempre é dolorida, a dor é compartilhada, seja pelos hebreus arredios que tiveram filhos mortos, quanto pelos egípcios. Só achei chato porque a roteirista acabou salvando algumas crianças egípcias, e a única que morreu mesmo foi o filho do faraó. Eu tava torcendo pra ver mais carnificina, mas o bispo Macedo não deixou (e isso foi um saco).

Maquiagem nota mil, figurino nota dez mil. Parece muito com o figuro de Cleopatra, aquele da Elizabeth Taylor. É clara a inspiração. Acho que na verdade em quase tudo foi inspirado nessa coisa épica e tal, deu pra ver que gastaram bastante, e o trabalho ficou muito bom. Eu vi mais do período das pragas até hoje (quando terminou). Os primeiros capítulos eu via de vez em quando porque era muito chato ver o desenvolvimento dos personagens quando o que eu queria ver eram as pragas matando todo mundo.

Em suma, um ótimo trabalho. Na questão da fé também, mesmo eu sendo budista. Foi algo bem inspirador, tocante, ver toda a fé, toda a crença deles, me fez repensar minha crença também. Não de abandonar e virar judeu, mas de inspirar e buscar o mesmo coração dentro do budismo. Sensacional!

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