sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Final Fantasy VI (1994)



Mais um Final Fantasy terminado para a lista! Na última quarta (6) terminei Final Fantasy VI, jogando um remake ruim pro PlayStation (lerdo pra caramba, comparado com a versão original do SNES), mas não deixei isso abalar. Pra muitos, o melhor Final Fantasy. Talvez o único que poderia competir com o lendário Final Fantasy VII como o melhor da série por muitos fãs. Sempre tem o time que gosta do 6 e o time que gosta do 7. E o time que gosta do resto, hehe.

Final Fantasy VI é um grande jogo. Eu tinha começado na época que eu havia começado a jogar o oitavo, mas acabei deixando de lado porque simplesmente fiquei perdido sem saber o que fazer no jogo. Tentei retomar depois que eu terminei o oitavo, mas eu tava perdido na segunda parte do jogo e decidi começar do zero de novo no começo do mês passado. Não me arrependi! E lembrei o quanto o jogo havia me emocionado e... Pasmem, me emocionei nas mesmas partes.


O que tem de mais legal em FF6 é que existem vários personagens. E todos, sem exceção, tem sua história individual desenvolvida. Logo, cada pessoa que joga tem o seu personagem favorito, pois cada um é diferente e cada um tem um roteiro único e independente, o que é sensacional. E é o primeiro episódio da série que tem uma protagonista feminina! É a Terra Branford (acima, arte do Dissidia).

O jogo se passa num mundo bem apocalíptico. É um mundo onde não existe magia, e a tecnologia domina tudo. No meio dessa rolada, o malvado imperador Gestahl acaba usando uma garota, a única pessoa do mundo que possui magia, para aprimorar suas armas de Magitek (Magia + Tecnologia) e a envia para uma cidade gelada, chamada Narshe, para raptar uma coisa chamada Esper. Só que acaba não dando certo, os guardas da cidade acabam com eles, e a menina desconhecida cai em uma caverna inconsciente.

Um ladrão caçador de tesouros chamado Locke, que faz parte dos Returners (tipo a Aliança Rebelde do Star Wars) que não curte muito o império resolve ir lá na caverna salvar a menina. Ela estava sendo controlada por uma coroa, e mesmo com seus sentidos recobrados ela não lembra de nada, exceto seu nome: Terra. Locke se junta com Edgar, o rei de um castelo próximo dali, e o irmão gêmeo desse rei, Sabin, e os quatro começam a proteger essa estranha menina com poderes mágicos que o imperador, e o mágico da sua corte, Kefka Palazzo (abaixo), estão atrás.


Por mais que os protagonistas sejam legais, o vilão Kefka rouba toda a cena. Ela é um maníaco psicopata, sem nenhuma noção, mas que passa o começo do jogo inteiro com uma ânsia imensa por poder - poder esse que ele tem zero, mas não mede esforços, nem moralidade, nem ética para conseguir isso! Kefka manipula até mesmo o imperador a fazer o que ele quer, e chega ao ponto de até invadir o mundo dos Espers em busca de uma maneira de conseguir magia. É um vilão muito único e divertido.

Peraí... Espers?

Sim, Espers! Espers nesse jogo são criaturas que possuem magia, que vivem em seu próprio mundo, escondido e longe dos humanos. Kefka quer o poder dos Espers pra ele se tornar a criatura mais forte do mundo, e deixar sua carreira de bobo da corte no passado. Porém, mais pra frente, descobrimos que a Terra Branford é na verdade um ser híbrido: sua mãe, Madeline, humana, acabou caindo no mundo dos Espers e lá se apaixonou por Maduin, e Terra é o fruto desse amor, meio Esper, meio humana, raptada pelo Imperador Gestahl para ser criada por ele pra dominar o mundo.

O passado dela é uma das partes mais bonitas do jogo:


E no decorrer do jogo Kefka fica ainda mais maluco, a ponto dele mesmo ganhar poder, se rebelar contra o imperador (mesmo depois do imperador ter mostrado desejo de parar a caça aos Espers e a Terra) e abalar o equilíbrio do mundo, tirando do lugar três estátuas sagradas que cuidavam do equilíbrio do mundo, tudo isso pela sua sede incontrolável de poder, destruindo completamente o mundo.

E são as duas partes do jogo. Primeiro no World of Balance, e depois jogando no mundo destruído por Kefka, o World of Ruin, onde você começa jogando com a Celes (uma das muitas personagens do jogo) onde ela tem a missão de achar o povo todo que estão espalhados pelo mundo depois do que Kefka fez.

A Celes é uma general do imperador Gestahl, que depois de ver as barbaridades do imperador e do Kefka, resolve se rebelar, e aí ela se junta aos Returners. É engraçado que num determinado momento em que eles devem achar Setzer, a única pessoa que tem uma Airship no mundo, eles descobrem que Celes é a cara cuspida da cantora de ópera mais famosa daquelas bandas, e resolvem disfarçar ela pra servir de isca pra atraírem o Setzer, que tem uma queda pela real solista.


(sim, eu chorei nessa parte também. Tão bonitinho! Hahaha)

Essa canção, aliás, foi muito homenageada pela internet afora. Desde uma versão vocalizada em japonês e até mesmo cantoras de opera fazendo uma versão fudida dela. Isso sem contar diversas outras versões no Youtube afora. Minha favorita é essa aqui, com uma orquestra inteira (comece aos 4m30s)!

A Celes é uma das minhas personagens favoritas. Ela quem sozinha tem que juntar a galera toda depois que o mundo é destruído pelo Kefka, no meio do jogo. Ela havia sido resgatada pelo avô dela, Cid, e ele cuidou dela durante muito tempo numa ilha isolada no que restou do mundo. E quando o avô dela não resiste e morre, ela resolve tirar sua própria vida, já que não tinha ninguém, nem família, nem amigos:



Ela só ganha esperanças depois que um pombo traz pra ela a bandana do Locke, o "love interest" dela. Celes ruma sozinha pelo mundo em uma jangada pra achar seus amigos. E depois de uma jornada imensa, achar todos os amigos em cada canto do mundo, a turma resolve ir até a torre de Kefka acabar com os planos diabólicos dele. É uma fase bem complicada, e os chefes então, nem se fala.

E tudo isso seria difícil por si só se o Kefka, de palhaço bobo da corte que tinha força apenas pra matar baratas, não se tornasse um fucking... DEUS:


Bom, não sei muito o que dizer do jogo além disso. FF6 é um jogo completo, perfeito e redondinho. É impossível não perceber isso depois de jogar. Talvez um problema seria você ficar meio perdido no World of Ruin com todas as cidades com nomes difíceis em cada canto do mundo, mas tirando isso é um jogaço. Você cria carisma pelos personagens a ponto de expontaneamente treinar eles, deixar todos eles fortes pra que na fase final você controle nada menos que doze personagens em três grupos!

E na batalha final contra o Kefka, doze contra um? Cada um que vai sendo nocauteado vai sendo trocado (e olha que eu perdi uns seis pra derrotar o Kefka! Carinha difícil da porra!). E o final é aquela coisa de esperança depositada para um novo e reconstruído mundo, sem mais o Kefka com sua "Light of Judgement" ditando as regras de quem vive ou morre.

O jogo está disponível pra smartphones, como no Google Play.

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