sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Batman: Arkham Knight (2015)


Eu nunca fui muito fã do Batman. Eu gosto mais do Superman. O Batman é muito chato, legal mesmo são os vilões dele, que são os melhores do universo. Mas jogos do Batman, entre todos os super-heróis, é sempre sinônimo de sucesso. Sabe lá deus o motivo.

Talvez porque seria muito chato controlar um imortal como Superman, ou iria ficar muito parecido com Sonic um jogo do The Flash. Mas Batman? Batman é luta contra o crime e investigação! Isso é sempre garantia de sucesso mesmo.

Eu gostei da caracterização dos personagens
Normalmente filmes de heróis sempre são trajes bem escuros. Um pretinho básico funciona bem na telona. Mas como é um game, existe a possibilidade de fazer o que o cinema não permite, uma caracterização bem bolada. E o game se baseou muito bem nas obras em HQ. Dá pra destacar muitos personagens, até o Robin ficou (quase) nada viado. Mas a minha caracterização favorita foi da Arlequina:


(DAT ASS!!)

Hahaha! Ok, talvez não seja o melhor close da roupa da Arlequina, mas em cada jogo ela tem um visual diferente. E nesse jogo, em que talvez ela esteja ainda mais psicótica depois da morte do Coringa no jogo anterior, deixando-a ainda mais aterrorizante. De enfermeira no Asilo de Arkham (2009), indo pra esposa gostosa (2011) e viuvinha (2015):


Eu não gostei dos desafios do Charada
Eu adoro o Charada! Depois do Coringa é meu bat-vilão favorito. E nesse jogo você deve salvar a Mulher-gato que teve uma coleira explosiva colocada nela pelo próprio Edward Nygma. Mas pra conseguir ter sua batalha final contra o Charada você tem que resolver DUZENTOS E QUARENTA E TRÊS enigmas dele espalhados por Arkham. FUCK. Isso é muito chato. Eu fiquei três dias direto jogando, e isso porque eu usei um guia que achei na IGN.

Mas pelo menos o final compensa:


Ao contrário do Mario que nunca ganha um beijinho da Princesa Peach, o Bruce Wayne lascou um beijão na Selina Kyle (também né, com aqueles peitos e dando aquele mole!). Mas acaba sem os dois juntos, né. Afinal, Bruce gosta mais de uma boa pimenta-síria, que só encontra com a Talia Al-Ghul.

Eu gostei das muitas opções de lutar
Eu e meu irmão jogamos bem diferente. Eu gosto de jogar mais stealth, tomando cuidado pra não ser visto, acabando com todos os carinhas sem chamar a atenção. Já meu irmão mais novo não tem paciência, ele é dos que gostam de aparecer no meio da briga e bater em todo mundo. Eu gosto de eliminar os carinhas fazendo armadilhas ou pegando-os por cima. Já meu irmão gosta de usar o subsolo e pegar eles.


Além disso, se você tiver um parceiro pra lutar, você pode alternar entre os dois pra quebrar o pau em dobro. E isso você pode fazer com o Asa Noturna (o Dick Grayson, primeiro Robin), Mulher-gato, e o Robin (aqui, o Tim Drake). É ótimo experimentar a mecânica de outros personagens.

Eu não gostei da história
Não sei, não ornou muito. Eu gostei muito da história do antecessor, o Batman: Arkham City. No antecessor o maior obstáculo era a luta contra o tempo pois o Batman havia sido infectado pelo Coringa e ia perder o controle da sua mente até que ele recuperasse a cura desse vírus. E nesse meio tempo luta contra o próprio Coringa.

Depois que o Coringa acaba morrendo no jogo anterior (ele não consegue a cura a tempo), Arkham é ameaçado pelo Espantalho, que vai despejar sua toxina por toda a cidade. Só que um vilão desconhecido se junta ao Espantalho, com um exército de milicianos, o Arkham Knight:


Parece saído do Kamen Rider da vida. Mas ele fica com sua identidade desconhecida o jogo inteiro. E ao invés de ir revelando aos poucos, nada. Fica aquele roteiro meio Scooby Doo, onde o vilão tira a máscara no final e se revela. E o Coringa no jogo fica na forma de alucinação pro Batman, por causa de, novamente, uma toxina do Espantalho que faz só o Batman ver o Coringa. Precisavam drogar o Batman de novo? Que falta de originalidade...

Eu não gostei dos trocentos comandos
É um aspecto bom o jogo te dar a possibilidade de dar várias opções de combate. Mas o jogo não é nem um pouco intuitivo, e existem trocentos comandos, habilidades, e modos diferentes de lutar. E como eu tô ficando velho, fica difícil ter tanta destreza com as mãos (e a cabeça) pra desempenhar todos os comandos. Especialmente quando mais se precisa deles.


Acima é a árvore de habilidades. E dentro de cada uma dessa opções tem mais uma porrada de coisa dentro. Pra quem tem essa capacidade, ótimo. Mas quem é um pouco mais lerdinho como eu, fica osso. Podiam ser um comandos mais fáceis, mais lembretes na tela pra fazer, e uns tutoriais por mais que fossem chatos, ajudariam. Eles tem muito a aprender com o Metal Gear Rising, por exemplo, um dos controles mais geniais que já vi nos games.

Eu gostei do Batmóvel
Logo no começo do jogo você encontra... Tcharam! O Batmóvel! É DO CARALHO!! Faltou só o Ace, o Bat-cão pro jogo ter tudo do Batman. É o único jogo que você pode controlar o lendário carro do Batman, construído pelo Lucius Fox. E se já é legal ver nos filmes aquele calhambeque, quando você tem ele nas suas mãos é sensacional. A primeira cena que o Batmóvel aparece é de arrepiar:



Ah, e ele não vira moto igual ao Batmóvel do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Mas com ele você pode perseguir carros, correr, saltar, voar, atirar mísseis, entrar no modo de combate, escanear pistas, jogar um pulso no solo, lançar-se no céu, metralhar coisas, além de ter aquele papo esperto com o Alfred ou a Oráculo (Barbara Gordon, aka Batgirl). Só não faz café. Uma pena.

Eu gostei das vozes
E pro elenco chamaram ótimos dubladores. A começar pelo Batman, que o dublador clássico Kevin Conroy deu vida. O Coringa tem a voz do Mark Hamill (sim, o Luke Skywalker!), Tara Strong como a Arlequina, Nolan North como Pinguim, e muitos outros.



Tantos bilionários no mundo, e ninguém tentou usar a grana pra virar o Batman ou criar um Batmóvel desses. Esse mundo tá perdido mesmo. Enfim, é um jogaço! Completei 100%. Então eu devo ter gostado mesmo! Hahaha!

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