quarta-feira, 13 de abril de 2016

Atelier (2015)


Tava navegando no Netflix, vendo as séries originais de lá e vi a foto de uma japinha gatinha. Gostei! Entrei e vi que o nome era Atelier (no Japão o título é アンダーウェア, Underwear), e lá dizendo que um seriado sobre lingerie. Japonesinhas gatinhas de roupas de baixo. Tudo o que eu tava procurando, hahaha.

Mas ainda bem que era bem mais que isso, hehe.

Atelier é um seriado original da Netflix em parceria com a Fuji TV. É um dorama (do inglês drama, as clássicas novelinhas japonesas) feito no formato Netflix com apenas treze capítulos e cada capítulo com 50 minutos de duração. Nele contamos a vida de Mayuko Tokita, uma caipira menina do interior que é formada em moda e vem pra cidade grande tentar a vida na famosa grife de lingeries, a Emotion.

Sua chefe, Mayumi Nanjo, é a deuteragonista da série. É uma espécie de Miranda Priestly (O Diabo veste Prada), mas com muito mais sentido. Ao contrário da Miranda, nem sempre são provocações gratuitas, e a diferença na Mayumi Nanjo é que ela tem sentimentos. Pelo menos muito mais que Miranda Priestly.

Em suma, adorei! Sempre gosto de doramas, mas tenho preguiça de baixar. Ver um no Netflix é bem prático, e de excelente qualidade, roteiro, fotografia e cenários. Vale muito a pena assistir, indico fortemente! Mesmo sendo um tema bem feminino, não é entediante pra meninos assistirem. E é sempre bom ver essas estórias onde vemos crescimento dos personagens, independente da trama.

Eu gostei da trama dos personagens
Parece que a japonesada vê novelas brasileiras! Uma característica da teledramaturgia latina é que consegue desenvolver muito a história individual de cada personagem. Coisa que é muito difícil de ver em Hollywood, por exemplo. É verdade que a Mayuko e a Nanjo-samá (sim, até a gente começa a tratar essa velha com respeito depois de assistir!) são as principais, mas os outros personagens são muito bem desenvolvidos!


Acima é o casting inicial. Da esquerda pra direita, essa senhora de óculos é a Reiko, a braço direito da Nanjo-samá, que é a única que ajuda a Mayuko quando ela tá começando, ensinando os paranauê das calcinha e sutiã. Depois tem a Fumi-chan, de verde, designer das lingeries que sai da Emotion pra trabalhar pros rivais, e por um tempo leva a Mizuki-chan, essa de cabelinho curto e braços cruzados (fui procurar fotos da atriz e vi que ela fez muito trampo como Gravure Idol. Gata pra caramba!). Ela acaba voltando com o rabinho entre as pernas depois, e é uma das mais bonitas (mesmo com 35 anos!).

Em pé no meio com essas pernas magrelas é a Mayuko Tokita, e a sentada na cadeira do Poderoso Chefão é a Nanjo-samá, a outra protagonista. Os dois rapazes de pé são o Saruhashi-san (de preto) que cuida da parte administrativa do negócio, e por último é o interesse amoroso da Mayuko-chan, mas que deixa o emprego logo nos primeiros episódios e nunca mais volta. Mas ela se apaixona por outro bem mais legal, o estagiário, o Kaji-kun, que não está nessa foto.

Isso sem contar outros coadjuvantes legais que não estão aí, mas cada um com seu dilema existencial diferente e único. Tem tanta opção que pelo menos uns dez daí no mínimo mereciam um seriado só deles!

Eu não gostei da Mayuko
Eu em geral tenho uma queda por protagonistas. Mas não gostei muito da Mayuko. Atuação é até bacaninha, mas perde muito o brilho perto da veterana Mao Daichi (que interpreta a Nanjo-samá). A personagem é legal, mostra todo o desenvolvimento dela como pessoa, mas ela chega no topo muito rápido e depois fica muito apagada no seriado. Tem uns três episódios que ela mal aparece, por exemplo! Isso é coisa que protagonista faça?


Não tô dizendo que tenha sido ruim. Mas também não foi bom. Muitas caras e bocas, deixa a atuação meio falsa e infantil demais, não precisava ser tão exagerada. Mas é bacana ver o crescimento da personagem, de uma caipira que se vestia mal pra caralho, virando uma magrela gatinha das perna torta (acima). Isso sem contar que no começo ela era apenas uma "nerd de tecidos", que manjava muito de materiais de costura, mas no final começa até a construir suas próprias peças de lingerie e desponta como a excelente relações públicas da Emotion, organizando até um desfile fudido no meio da temporada!

Eu gostei da chefona Nanjo-samá
No começo a gente detesta ela tanto quanto a Mayuko detesta. Mas aí começa a ver que a velha manja dos esquemas, de estilo, de vestir-se bem, e até ser sexy. A chefe não é muito explorada no seu passado na primeira metade da temporada, mas da metade pra lá é ela quem toma o lugar da Mayuko como protagonista - e a história dela é muito, mas realmente muito mais interessante do que a de todos os personagens juntos.


O esforço imenso que ela deu pra criar e consolidar a marca, todo o preconceito da indústria por ela ter focado justamente em produzir roupa de baixo, a falta de reconhecimento, a fidelidade dos clientes (e eventual preconceito também), o jeito ríspido e rude, mas tudo isso fica em segundo plano quando aparece o filho dela (acima), que é a maior dor dela, pois como estava se dedicando em sua carreira não pôde dar a ele carinho e atenção, deixando-o ser criado pelo seu pai, que abandonou a Nanjo e casou-se com outra.

Parece que é a nova moda agora dos roteiristas. Mostrar uma cinquentona que abandonou filho em prol de sucesso profissional. Ando vendo muito isso ultimamente em tudo o que ando assistindo.

Eu gostei do desfile
Normalmente nas séries deixam coisas grandes no final pra ser um gran-finale, mas Atelier é diferente nisso. Deixaram a coisa principal no centro, o grande desfile da grife Emotion, e focaram no antes e no depois e as consequências do sucesso. Esperei ansiosamente, afinal eram modelos gatíssimas:


Bom, eu volta e meia tenho que ajudar na organização de eventos no templo, e tenho que admitir que toda vez é um trabalho muito chato e complicado (não nasci pra isso, francamente). E aqui dá pra ver a mesma coisa. Desde os primeiros rascunhos, achar um tema, até coisas que só acontecem no dia, como a modelo se machucar, ou um convidado VIP chegar atrasado.


Acima é a modelo principal. Eu achei uma mestiça meio feinha (viu, nem toda mistura dá excepcionalmente certo, ás vezes fica mais ou menos), mas com toda a produção e tal, a menina fica deslumbrante. É a modelo Sai Machida (interpretada pela atriz Nicole Ishida). A gente que assiste se sente dentro da problemática da coisa toda, e o final, bem, tem coisa melhor que ver um monte de meninas lindas só de calcinha e sutiã? Eu não reclamaria, haha.


Mudando de assunto...

Moda é moda, em qualquer lugar do mundo. Pode parecer bizarro e feio pra outras culturas, mas se for tendência por lá, foda-se. Mas que eu acho estranho pra caralho, eu acho sim. Vou mostrar antes de falar: Conseguem ver algo estranho nessa foto abaixo?


Essa é uma coadjuvante, a Yuri-chan, amiga caipirinha da Mayuko, que trabalha numa loja que confecciona vestidos de noiva. Uma ótima atuação, diga-se de passagem, mas pqp, que olhos são esses, cacete? Uma vez vi uma senhora (sim, SENHORA) com uma lente dessas aqui em SP, e cacete, como fica bizarro isso. Aumentar o tamanho da pupila não sei onde raios viram que isso é legal e deixa a mina mais bonita. Ás vezes uns exageros podem resultar em coisas medonhas, como isso:


Sim, de fato, seres humanos com pupilas dilatadas ficam mais atraentes do que o contrário. Mas a pupila é a "bolinha preta do meio do olho". O que essas lentes fazem é aumentar a RETINA, e fica feio pra porra. Perdem a emoção, parece. Seres humanos são um dos únicos seres desse planeta que tem a esclerótica (essa parte branca do olho) acentuada. Principalmente pra destacar emoções e nos diferenciar dos outros animais. Vendo esse povo andando com essas retinas quase dobradas de tamanho, nossa, me faz sentir mal só de olhar! Parece que ao contrário de reforçar o fator "kawaii" (fofinha), fica na verdade "kowai" (medonha).

Espero que seja moda passageira. Igual essa moda dos cara ter essas barba de bombril e se acharem estilosos. Brega pra caralho.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog