sexta-feira, 27 de maio de 2016

Doppelgänger - MAKING OF (2)

Muito bem! Continuando o que começou no post anterior.

A ideia inicial sempre foi apresentar o Ar, e ele seria uma espécie de nêmesis do protagonista, o Al. O Doppelgänger é sequência pós-falecimento da garota do cabelo cor-de-berinjela, depois que o Al se aposenta e se afasta enfim das atividades da Inteligência. Em 2012, durante uma escala no aeroporto Charles De Gaule, Al é achado, e pedem para que ele volta à ativa novamente buscar uma pessoa que era um sósia dele.

Foi daí que o título veio também. Doppelgänger é uma palavra cuja conotação vai muito além de apenas um sósia. Tem a ver com moralidade também, como se fosse um "gêmeo malvado", mas tem muita referência nesse link que coloquei acima. E todas se encaixavam bem no que eu queria contar.

A história começa como se fosse apenas um diário do Al. E continua até sua "morte" no quarto capítulo. Foi algo que coloquei pra ser como se fosse um gancho dessa história com as anteriores (que foram escritas na primeira pessoa, como diário do próprio Al). Esse é o primeiro grande ponto de mudança, pois logo depois disso tem a entrada do Nezha como protagonista (que mais tarde quando se associa com o Ar vira Nataku, pra depois enfim se assumir como o original Lucca). No meio do caminho ele acaba sendo ajudando pelo próprio Al e tiram Agatha van der Rohe da prisão.

Nesse momento apresento também os vilões do Ar, os noBODIES. Schwartzman, Ravena e Sara aparecem na prisão, embora não sejam apresentados oficialmente.

Depois disso tem o prelúdio da busca de Al pelo mestre, enquanto Agatha, Nezha (Lucca) e Victoire ficam na Europa se metendo em encrenca enquanto o Al deve ir pra América Latina se encontrar com o mestre dele.

O mestre Artax é uma pessoa que existiu na minha vida real, hahaha. Ele foi um amigo que foi meu "mestre" quando eu jogava um RPG em fóruns baseado em Cavaleiros do Zodíaco (de 2003 até 2007 mais ou menos). Inclusive o Artax real tinha vários discípulos, que ensinava como lutar, etc, e ele me chamava de "discípulo tolo" na vida real também, mas não escondia que eu era o que mais iria longe dentro daquele jogo porque minha cabeça era diferente dos outros (ele quem dizia isso!). Basicamente eu era muito emotivo, e isso poderia ser usado ao meu favor, não ao contrário.

Esse parágrafo acima, baseado na minha vida real, é praticamente um resumo do encontro do Al com seu mestre, hahaha. Mas eu dei uma dramatização maior. No meio do treino Al acaba sendo pego pela mediúnica Ravena (Amanda Figuerola), e ele acaba caindo num loop mental, que é quando a obra ganha um "INTERLUDE", que são capítulos que só ocorreram na mente de Al, enfim, é licença poética do autor. Tanto que a história para no capítulo 30, acontece esse interlúdio de sete capítulos, e volta do 31. O tempo passa diferente na cabeça, pareciam anos, mas foram apenas alguns minutos. Eram sonhos mesmo.

A minha parte favorita dessa parte é justamente a do meio do treinamento, onde o mestre faz o Al ser obrigado a lidar de frente com todos os medos dele. Todas as falas são copiadas exatamente de outras dessas crônicas que escrevia do passado de Al. Foi um dos mais legais de se escrever, que até me emocionou.

A partir dessa parte o foco sai do Al pra entrar nos dilemas dos outros personagens. Nezha é pego por Ar e começa a revelar seu passado, e rola uns atritos entre Agatha e Victoire. As duas são bem diferentes, e começa a mostrar as diferenças e valores de cada uma nessa parte.

O esquema da história é que existe uma investigação real, e todos são muito bons em achar pistas. Porém o esquema é que o Ar sempre está um passo a frente, e sempre de maneira que ninguém sabe explicar. Mas isso fica o livro inteiro e só é explicado no final mesmo, que o Ar estava na verdade era manipulando todo mundo, na clássica tática de deixar eles achando que estavam comandando tudo, pra que fossem manipulados mais facilmente.

Al só volta mesmo no capítulo 43. E, bem, os três patetas (Agatha, Victoire e Nezha) já haviam feito muita bagunça... Nesse meio tempo Nezha vira Nataku e começa a trabalhar com o Ar, pra libertarem uma mulher que estava sendo mantida em cativeiro, chamada Sheryl Saunders. Al, Victoire e Agatha interceptam Nataku, mas era tudo uma armadilha do Ar, que usa um gás similar ao sarin pra tentar matá-los. Mas Nataku, ainda duvidando de ambos, resolve tentar proteger a tal senhora Saunders sozinho, mas ela acaba sendo misteriosamente assassinada na frente dele.

Ah é, sem contar que já tem um tempo que estão com a ajuda do super hacker Neige. Acho que muita gente não sacou que é um nome francês, que significa literalmente "neve", e se lê "né-gi". Al vai em busca de informações sobre o passado do seu irmão, e vai atrás de Natalya Briegel, que é uma personagem assim como o Neige que eu gosto muito, mesmo sendo coadjuvantes, e que vou usá-los mais nas continuações.

Enquanto isso, rola a segunda luta contra os noBODIES de Ar, dessa vez contra a psíquica Sara (Erika Lakatos) contra Agatha. Eu gosto muito de temas paranormais, acho que talvez seja a coisa mais próxima de fantasia que eu posso colocar sem precisar fazer o povo soltar Kamehame-ha. A Victoire tem uma participação decisiva na luta, levando a vitória pro time do Al. Mas era uma luta que eu fiquei muito tempo batendo a cabeça pra bolar, afinal ela tem poderes psíquicos. Mas achei que seria mais convincente se na verdade os poderes psíquicos fossem mais pra um aspecto ilusório do que telecinética mesmo.

Agatha acaba achando as ilusões eram coisas reais, e lembro que tinha lido em algum lugar que existe uma tática de tortura/execução que se causa um ferimento na pessoa e fazem com que a pessoa acredite que na verdade é bem maior que de fato é de tal maneira que a pessoa acredita que realmente está a beira da morte, quando não está. E que o cérebro aceita a morte como algo inevitável e... Morre. Esse é o mecanismo que a Sara usa contra a Agatha, mas graças à dica da Ravena, ela faz uma "troca de almas" entre Agatha e Victoire, e sem conseguir entender o que estava rolando, Sara acaba sendo derrotada por Victoire no corpo de Agatha.

Com a Sheryl Saunders morta, Nataku segue a última pista dela, algo sobre "Sentado no banheiro". Que depois dele literalmente sentar no banheiro, vê uma dica sobre as "iniciais". Demora um tempo até Nataku ligar que as iniciais que foram indicadas eram as iniciais de "Sentado no banheiro" (Sat on the toilet, em inglês), que é o nome de uma organização ultra-secreta de insiders, pessoas que guardam segredos cabeludos do mundo inteiro.

O nome é uma viagem mesmo. Mas eu dei uma boa desculpa! SOTT (Sat on the toilet) tem esse nome pois eles apenas ouvem os segredos das pessoas, mas não têm poder nenhum sobre isso pois apenas ouvem. É como as pessoas que ficam sentadas em banheiros públicos e ouvem sem querer pessoas importantes conversando enquanto usam o toalete. Mesmo depois que o Nataku consegue alguns segredos que Saunders lhe passa, ele ainda assim não compartilha grande coisa com o Al, e continua sua busca solitária pela verdade.

E a verdade é a busca de uma pessoa que servia como o "backup" dos segredos de Saunders. Cada pessoa dentro do SOTT tem uma espécie de anjo da guarda que carrega grande parte dos segredos que sabe, pois nada é anotado, tudo é memorizado. E Nataku vai então atrás dessa pessoa, que atende pelo sobrenome de Vogl, e mora perto do Alexandra Park, do outro lado de Londres (a casa de Saunders fica em Surrey, ao sul, e o Alexandra Park fica no norte, em Haringey).

E aí somos apresentados pra minha personagem favorita: Eliza Vogl! E chegamos à metade do livro!

Mas no próximo eu continuo, hahaha!

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog