segunda-feira, 27 de junho de 2016

20 factos sobre mim!

Dias atrás um meu amigo e irmão Charlie Tutida me colocou numa corrente bem bacana dessas do Facebook, onde a gente era desafiado a falar um número de factos sobre a gente mesmo de acordo com o número que a pessoa nos passasse. Ele me deu vinte, e putz, eu levei quase duas semanas pra achar uns 20 factos (e ainda trocaria alguns, como eu não citei meu pavor de altura!). Achei bacana e vim compartilhar aqui. Isso dá um belo registro pro futuro, hehe.

1- Eu já fui ator e dançarino. Amador, claro, num grupo de teatro na escola.
Sim, foi entre 2001 até 2003. E éramos até que relativamente famosos, tínhamos feito até apresentações de dança no Playcenter, na Noites do Terror. Óbvio que não tinha cachê, nem nada, mas pra gente que era adolescente na época era o máximo poder ir no Playcenter de graça e ainda se apresentar!

2- Eu me vicio em qualquer porcaria muito fácil. Por isso eu nunca usei drogas, e também nunca assisti Game of Thrones. Eu me conheço: sei que vou viciar muito, porque tenho cabeça fraca.
Acho bom quando a pessoa tem consciência da sua cabeça pequena e facilmente propícia a viciar em qualquer coisa. Talvez seja uma característica minha de gostar mesmo de coisas que outros acham chato. Mas não quer dizer que eu não faça críticas. Existem várias coisas que eu tenho toneladas de críticas mas ainda assim eu gosto!

3- É estranho eu sendo hétero gostar de girl-bands/girl-idols, mas gosto muito. De Little Mix, até Ayumi Hamasaki. Até aqueles k-pop super girly eu curto, tipo Girls’ Generation, Baby VoX, SES, etc (mas não conta pra ninguém, ok blz flw).
Eu descubro essas coisas do nada. Little Mix eu descobri quando viajei pra Londres em 2012, eu as peguei estourando no início da carreira. Atualmente eu ando ouvindo muito o álbum "Get Weird" delas. Mas tenho que admitir que não é apenas a música que me atrai. Eu acho todas elas gatíssimas. Especialmente as minas do Girls' Generation. Tenho uma queda por essas perninhas magrelas e tortas de asiáticas, hahahahaha!

4- Sou extremamente pontual. Britânico, saca?
Ah, eu sou. Muito. Sou desses que chega no mínimo 15 minutos antes, que calculo quanto tempo vai levar, melhor caminho, evito trânsito e tudo mais. Isso é muito difícil de alguém ser pontual nessa cidade, mas eu não fico muito puto com quem não é pontual não (eu disse que não fico muito puto, não quer dizer que em algum grau eu não fique!).

5- Tenho um blog pessoal ativo desde 2005 com mais de 1700 posts. E eu gosto de fuçar meus posts antigos pra saber o que tava rolando comigo nos anos anteriores, etc.
Esse aqui, haha! Hoje em dia eu não posto mais tanto sobre a minha vida, mas vejo meus textos de quando eu morria de amores por donzelas em 2006-2007 e, nossa, eram textos imensamente profundos, acho que hoje não conseguiria escrever um negócio assim. 

6- Não existe nada que eu odeie mais do que cheiro ruim. Eu fico desesperado, tampo a respiração, quero ficar distante da fonte do cheiro ruim custe o que custar. Tenho um olfato muito sensível, acho que é de longe meu sentido mais aguçado. E eu reconheço muita gente pelo perfume também.
Meus pais são fumantes, e todo o câncer que eu inspirei passivamente durante anos me deixou muito sensível a cheiros fortes. Eu tenho um olfato muito sensível. Eu reconheço muita gente pelo cheiro, e minha comida que faço sempre é muito perfumada. Não como coisas com cheiro ruim também. Um bom prato me ganha pelo cheiro!

7 - Sou budista, e pratico a Shinnyo-en há seis anos e meio (e adoro, e sou muito feliz!)
Eu poderia escrever parágrafos e parágrafos sobre isso, mas eu tenho orgulho e falo pra todo mundo que sou budista e pratico a Shinnyo-en. É verdade que ás vezes eu não sou um super praticante exemplar, mas eu me esforço porque sei que é a imagem de algo que amo tanto que está em jogo de acordo com meus atos. Não quer dizer que deixe de fazer coisas que eu goste, mas eu sempre fui muito certinho, então não é tão difícil pra mim.

8- Eu adoro andar na chuva. Sem guarda-chuva. Se for verão então… Melhor ainda!
Eu gosto de andar na chuva, mas detesto molhar o calçado. Só pra constar!

9- Eu tenho uma memória fotográfica secreta pra bumbuns femininos. Já me aconteceu várias vezes de eu reconhecer alguma amiga no meio da multidão quando a vi de costas. Me julguem. Hahaha!
Se você é mulher, e conviveu comigo mais de 15 minutos, pode ter certeza: eu já vi. E se me desafiar e pedir pra fazer um retrato-falado do seu traseiro, eu desenho o formato. E se me desafiar ainda mais e fizerem um teste à cegas comigo (deixando, óbvio, apenas o bumbum a mostra) eu vou dizer quem é quem com 90% de exatidão. Ah, e nunca vão me pegar olhando, hehehe (afinal, eu sou um gentleman!).

10- Eu odeio calor. Odeio verão. E como os verões estão cada vez mais próximos do inferno, a cada verão que termina eu chego ao ponto de agradecer muito por sobreviver mais um (sim, é verdade, eu sempre fico com medo de morrer de calor).
Isso é muito facto. Quando tá calor eu fico desesperado quando abro a previsão do tempo e vejo uma temperatura acima de 28C. Teve um período nesse ano antes da chegada do frio que durante umas três semanas foi ensolarado com temperatura entre 33C e 36C. É fobia do calor mesmo, cara, eu fico desesperado, e anda fazendo tanto calor fora de época que eu não sei como eu não morri ainda, porque eu fico muito mal, sem dormir, perco apetite, mal-humorado, nossa, é um inferno. Ás vezes, literalmente. 

11- Eu calço 44. Sim, é um pé enorme, e extremamente difícil de encontrar calçados no meu número (e não, pelo amor de deus, 43 não cabe!).
Muitas vendedoras chegam em mim e falam: "Tenta o 43, que ele tem a forma larga". Forma larga teu cu. Ás vezes até o 44 já é difícil de entrar, cacete. Uma vez eu fui nessa e comprei um All-Star número 43. Até hoje tá seminovo, pois por mais que até entre no pé, dói tanto que sinto os tendões se espremendo, de tão apertado.

12- Eu durmo abraçado com um Banana de Pijama de pelúcia. É o B1.
Não é todo dia, haha. Mas dizer isso limpa minha barra? 

13- Eu sofro de um profundo respeito e cavalheirismo com garotas, e muitas meninas acabam achando que não tenho interesse amoroso por elas. E mesmo quando eu me declaro, entrego flores, ou cartas de amor, todas fogem. Mas eu gosto de pensar de que se eu vivesse na década de 50 esse meu jeito de ser funcionaria super bem! Só estou paquerando moças do jeito certo na época errada, hehehe. Não consigo paquerar do jeito agressivo/canalha que os caras fazem hoje em dia, me falta essa capacidade, hahaha!
História da minha vida em um facto. Meninas: não é porque eu não sou canalha que eu não fodo. Eu fodo, e muito forte (se vocês quiserem, óbvio). A diferença é que vou ligar pra você no outro dia. #fikdik

14- Sou super fã de Cavaleiros do Zodíaco. Sei nome de todos os cavaleiros, constelações, história, batalhas, tudo. E durante anos me juntei a outros viciados e jogava um RPG online em fóruns, era muito loco.
Cavaleiros do Zodíaco faz parte do que eu sou também (além do Michael Jackson, e outras coisas). Sou bem nerd!

15- Sou muito tímido. Mas ninguém acredita. Minhas mãos tremem ao falar em público, sou introspectivo, e tenho vergonha até de ir numa loja comprar um salgadinho. Como eu faço pra viver? Sei lá, eu tento enfrentar o medo da timidez. É meio um leão por dia, 365 dias por ano.
Mais uma vez, ninguém acredita. Quem é mais íntimo de mim percebe a diferença. Eu gosto de agir de maneira descontraída pra fazer as pessoas se sentirem bem comigo enquanto a amizade começa. Quando eu me sinto mais à vontade com a pessoa eu mostro esse meu lado tímido e introspectivo. Eu sou super sério com meus amigos mais antigos (sério não quer dizer chato!), não brinco muito. Gosto de ficar sozinho, de andar sozinho, passear sozinho, sou bem solitário e gosto disso, embora eu também ande com bastante gente.

16- Eu morro de medo do escuro. Com vinte e sete anos nas costas.
Hoje em dia é menos. Se tem uma frestinha de luz eu fico confortável. Mas sempre que vou dormir na casa de alguém eu peço pra deixarem algum abajur, ou qualquer luz acesa. 

17- Eu adoro matar baratas. Mas morro de medo de insetos peçonhentos. Não por serem insetos (insetos são legais!) mas por medo de ser envenenado por eles, óvbio!
Eu morro de medo de aranhas, escorpiões, centopeias, etc. Como disse, não é medo deles, mas medo de ser picado por eles. Volta e meia tenho pesadelos com eles aparecendo sem eu perceber e me picando. Se dói pacas em um sonho, imagina na real?

18- Eu adoro Michael Jackson! Michael foi minha base pra eu ser quem sou hoje.
Outra coisa que daria um post só disso. Ou melhor... Eu já escrevi sobre isso!

19- Eu estudo praticamente de tudo. Tudo por conta própria. Sou MUITO curioso. Gosto muito de artes plásticas, física, química, línguas, medicina, psicologia, astronomia, filosofia, cinema, games, história, matemática, engenharia, e design (minha profissão). Mas meu sonho sempre foi ser um acadêmico.
Passo horas na Wikipédia hoje igual quando eu era criança passando horas lendo a Larousse, ou a Barsa. Eu seria amigo desse tal de Leonardo Da Vinci, eu acho!

20- Eu já tive catapora duas vezes. Achou estranho? Volta e meia eu sofro de infecção urinária (muito rara em homens). Mas nada se compara a pedras no rim. Foi a pior dor da minha vida, e desejo isso a ninguém.
Eu também só tive três dentes do ciso. E eu tenho todas as características "mais primitivas" do ser humano que falam nesse vídeo, hahaha! Todas! Eu acho que podia ser estudado... Hehe.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Samurai X - O Inferno de Quioto (2014)


Depois do sucesso do primeiro filme parece que decidiram fazer a continuação, mostrando a saga de Quioto (a do Makoto Shishio!). Nessa sequência, Kenshin deve deter os planos do seu sucessor como monarquista, Makoto Shishio, que quer derrubar o governo Meiji e tomar o controle do Japão. Mas será que Kenshin tem força suficiente e conseguirá ganhar a luta mantendo seu voto de nunca mais matar?

Eu gostei da versão dublada
Eu não tenho nada contra filmes dublados. Eu diria, aliás, que o Brasil hoje em dia tem ótimos dubladores e uma ótima equipe de tradutores pra fazer uma adaptação boa. E colocaria a qualidade dos dubladores brasileiros junto dos japoneses e franceses - que são ótimos também! Vi o filme com áudio japonês original, mas quando mudei pro audio em português tomei um baita susto! Eles usaram as vozes originais do anime!


Isso não aconteceu no primeiro filme. Mas nesse segundo (e no terceiro) colocaram os dubladores originais do anime, como Tatá Guarnieri (Kenshin), Denise Reis (Kaoru), Affonso Amajones (Sanosuke), Patrícia Scalvi (Megumi), e até o Wellington Lima (Saitou). A única talvez que não combinou muito foi a Scalvi como Megumi (engraçado que pro anime é a voz perfeita pra Megumi), e senti falta da Daniela Piquet como a Misao (acima) com a inconfundível voz da Sakura Kinomoto aqui no Brasil. Mas ainda assim ficou um ótimo trabalho! As vozes combinaram bem com suas versões humanas até.

Eu gostei das adaptações do roteiro
Isso foi algo que se manteve bem, apesar de ser uma continuação. E as mudanças que fizeram ficaram legais até. Por exemplo, a cena onde o Kenshin se despede da Kaoru antes de partir pra Quioto não ficou com a Kaoru com aquela cara de songa chorando do mangá, ou aquele pranto desesperador com os vagalumes do anime.


Óbvio que ela fica triste, mas não chora, e no final se mostrou alguém bem mais forte. Mas não ficou apelativo como no anime, nem tão sem graça quanto no mangá. Outra parte que eu gostei é que a fragata Purgatório do Shishio mal aparece em dois capítulos no mangá até ser destruída pelas granadas do Sano. Mas no filme ela é super importante, forte, destruidora e tudo mais! Inclusive é o palco da batalha final do próximo (ops! Falei demais!).

Eu não gostei do Shishio
Pois é. Não sei o que faltou nesse Shishio. Não gostei do ator. Primeiro porque ele é baixinho. Shishio era bem mais alto que o Kenshin, e isso dava um ar imponente nele. A maquiagem da queimadura ficou até bem realista, mas o ator não foi lá essas coisas (e isso porque Shishio nem é tão difícil de se atuar... É um vilão-padrão básico). Mas existe algo a mais que eu detestei:


A ausência de um nariz. Ok, o cara é asiático, ter um nariz não-amassado é pedir muito, mas será que não tinha uma prótese, ou talvez dispor essas ataduras de uma maneira diferente, ou melhorar um pouco esse "penteado chanel de ataduras" do Shishio? Ficou parecendo aquela múmia tosca do Chapolin. Parece alguém tão simples de transpor pra versão humana, mas todas as tentativas (inclusive de cosplayers) sempre foram péssimas.

Eu não gostei do Aoshi
Eu já disse no review do filme anterior que talvez o único erro do roteiro tenha sido não colocar o Aoshi no primeiro filme ao lado do Kanryuu. Aqui o Aoshi não tem nem um pingo da motivação original do mangá/anime. Basicamente ele e a Oniwabanshuu estavam protegendo o castelo de Edo durante o Bakumatsu, mas aparentemente era pro Kenshin estar lá ajudando, e por conta disso a Oniwabanshuu e o Aoshi foram massacrados pelas forças do Xogunato.


E daí que ele ficou revoltado e quer matar o Kenshin. QUE MOTIVAÇÃO DE BOSTA, NÉ? No original a Oniwabanshuu não lutou essa batalha, embora eles quisessem, e ficaram anos como uma guarda de ninjas secreta. A rincha do Aoshi veio por conta do Kanryuu metralhar todos seus companheiros ao ver a iminente derrota pro Kenshin.

O Aoshi ficou muito deslocado no filme, e acho que mesmo quem não conhece vai ficar pensando qual a utilidade nele nessa história. Mas acreditem: no mangá/anime era bem melhor.

Eu gostei da luta contra o Chou
Das lutas da saga de Quioto uma das mais legais é sem dúvida a do Kenshin contra o Chou, membro da Juppongatana, o colecionador de espadas que vai atrás do Seikku Arai pra afanar a última espada do lendário ferreiro (e seu pai), Shakku Arai. Kenshin é obrigado a usar a última espada de Shakku pra salvar o Iori, bebêzinho, filho do Seikku.


Detalhe pro sotaque de Osaka dele, muito engraçado, haha. E a luta manteve esse clima tenso do Kenshin quase quebrar o voto de não matar pra salvar a vida do garoto. E no final a espada final de Shakku era a Sakabatou Shin-uchi (f*ck!). E a luta ficou animal, quase tão legal que no original. Muitas acrobacias e tal, ficou muito bem sincronizada e bem feita. Nota mil!

Eu não gostei da trilha sonora
Uma das coisas que eu mais gostava da trilha sonora original do anime era que ela era de excelentíssima qualidade. Tinha de Bonnie Pink até L'Arc~en~ciel, muita gente de altíssimo calibre no cenário pop japonês. Mas não conseguiram fazer uma trilha sonora legal na versão live-action. Digo... No primeiro filme ficou até legal, porque ficou uma trilha sonora "épica", sabe? Muita batucada, orquestra, gritos em coral, com um toque feudal japonês.


Mas fica muito repetitivo. E não mudou muito ao longo dos filmes. Não tem nenhuma música cantada, por exemplo. O tema do Kenshin (acima) eu não sei que maconha a japonesada fumou pra criar isso com tanta criatividade, mas faltou muito no filme. Essa canção é aquela que mesmo que tenha anos que você viu o anime, com certeza vai lembrar. Não tem nenhuma dessas no filme.

Eu gostei da batalha final
Como eu disse antes, a aparição da fragata de ferro do Shishio, a Purgatório, é bem apagada no anime/mangá. Mal aparece e o Sano as explode facilmente. Mas aqui não apenas a tentativa dos homens de Shishio de incendiarem Quioto é melhor retratada, como até o Soujirou rapta a Kaoru e a leva pra fragata de ferro, deixando Kenshin, obviamente, puto da vida e desesperado.


E no meio disso existe uma batalha muito legal entre o Aoshi e o Okina, muito fiel ao mangá! É engraçado que acharam um ator que é um vovôzinho e super atleta, dando suas piruetas e lutando mesmo com uma ótima atuação!

Eu gostei da luta contra o Soujirou
Soujirou Seta sempre foi meu personagem favorito da série, e eu não posso reclamar que ele apareceu bastante nos filmes. O braço-direito do Shishio, o "espada celestial", tem uma batalha animal contra o Kenshin, similar ao mangá, no vilarejo Shingetsu. Uma pena que na versão dublada não chamaram a voz original, o Fábio Lucindo. Mas ficou bom mesmo assim!


E colocaram detalhes fieis ao original também! A luta termina em empate, pois a Sakabatou do Kenshin é quebrada no meio, e a Kotetsu do Shishio (que é usada pelo Soujirou na luta) é trincada totalmente. Diga-se de passagem uma Kotetsu é uma espada muito cara na vida real, feita por um dos maiores ferreiros do Xogunato japonês. Nem esse detalhe faltou no filme! Muito bom.

Eu gostei do gancho no final
O final é muito bem bolado. Depois do Kenshin tomar aquela surra do Shishio na sua fragata, ele cai no mar e fica desacordado. Até ele chegar numa praia, onde é resgatado por uma pessoa bem importante do seu passado...


...Sim! Deixaram o treinamento com o Seijuroh Hiko pro próximo filme! Essa parte é uma que eu fiquei com o queixo no chão. Animal! Mas a sequência disso ficou pro próximo filme. :)

domingo, 19 de junho de 2016

Doppelgänger - MAKING OF (6)

E o futuro?

Sim, os preparativos pra sequência de Doppelgänger comecei a bolar mais ou menos um mês depois de terminar. Nessa sequência eu quero voltar pro passado, na Europa em plena Segunda Guerra Mundial.

Nele, quero contar uma história com dois personagens que eu sempre gostei muito, mas por conta deles terem morrido (de velhice mesmo) não consegui criar ainda uma história bacana com eles. São o Ludwig Schultz e Roland Briegel. Os dois foram tutores de Arch, e, indiretamente, causaram todo esse caos e ideologias que o Ar usou como pretexto pra insurreição dele.

Talvez a maior dificuldade é exatamente o contexto histórico. Ambientar num período conturbado como a Segunda Guerra Mundial requer acima de tudo foco. Tem que focar em alguns acontecimentos-chave pra ambientar a história toda no meio deles. E óbvio que eu vou querer colocar o Projeto Manhattan no meio! Yes, nós temos bombas atômicas!

Não vou contar mais senão vai ser muito spoiler. A única coisa que posso adiantar é o título: Amber. Quero ver se até setembro ou outubro eu já começo a escrever. Vão ter muitos personagens novos, mas também muitos personagens conhecidos, mas dessa vez ainda jovens, em pleno anos quarenta.

O foco vai ser a amizade entre os dois protagonistas: Schultz e Briegel, que apesar de terem personalidades muito diferentes, os dois complementam um ao outro de uma maneira bem legal. Ambos são agentes da SD, a inteligência nazista, mas como todo bom agente da inteligência, sabem das barbaridades que o regime de Hitler está fazendo com o mundo. Tecnicamente eles são da SD meio que só por nome mesmo, pois não apoiam de maneira nenhuma o nazismo, e são obrigados a terem muito jogo de cintura pra fazerem suas investigações e manterem uma fidelidade maquiada ao Führer. E junto disso quero ambientar uma história toda na Segunda Guerra, com personagens históricos, acontecimentos reais, e uma trama bem bacana.

Depois disso quero voltar pro presente. O terceiro volume vai se passar em 2015, com Al e sua tchurminha de novo. Mas isso não vou contar ainda não, hehe! Vamos antes curtir Amber! ;)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Samurai X - O filme (2012)


Esses dias eu vi os três filmes live-action de Rurouni Kenshin, conhecido por essas bandas como Samurai X. Sim, estou revivendo o anime, re-re-re-relendo o mangá e não podiam faltar os filmes! E tenho que admitir que foram filmes muito bons, embora com seus errinhos clássicos, mas em suma ficaram muito bem adaptados (de verdade!). Vamos começar falando do primeiro filme!

O filme conta a história de Kenshin Himura, um andarilho que no passado foi o terrível Battousai, o retalhador, um monarquista que lutou contra o Xogunato japonês pra abrir o caminho para a era Meiji. Depois de se instalar no dojo Kamiya, Kenshin se vê obrigado a salvar sua amiga Megumi Takani que estava sendo usada pra fabricar ópio para um traficante local.

Eu gostei da escolha dos atores
Sempre que vão fazer uma adaptação para as telonas de qualquer coisa a escolha dos atores é fundamental. Pode ser uma escolha ruim, uma escolha boa, ou uma escolha excelente (dessas que até reinventam o personagem!). E nisso, todos os atores ficaram excelentes. Não tem como não reconhecer na primeira olhada. Talvez o mais ruinzinho seja o Sanosuke (mas a atuação do cara salvou, pelo menos). Mas quando junta uma atuação ótima e aparência impecável, nós temos isso:


Eu nunca gostei muito do Hajime Saitou no mangá. Mas no filme, putz! O cara simplesmente foi o melhor. De longe. Eu nunca achei o Saitou egocêntrico, e sim, uma pessoa com controle na situação sempre. E esse cara que atuou parece que pegou o espírito do cara: não fala muito, não fica com raiva, sempre mantém a seriedade e tudo mais. Aquele é o Saitou que eu sempre imaginei, e o ator Yosuke Eguchi mandou super bem. Tirem o Oscar do DiCaprio, que ele não merece, e deem para esse homem!

Fiquei muito na dúvida se a Megumi foi minha favorita (a atriz foi também sensacional, e ela ficou parecidíssima, até os "olhos de raposa"!), mas como o Saitou apareceu mais que ela, fico com ele! Mas todos os atores foram escolhas de nível elevadíssimo, sem dúvidas.

Eu gostei das adaptações do roteiro
Fazer um filme sobre uma série é bem complicado. Adaptações são imprescindíveis. E a gente que conhece Rurouni Kenshin se acostuma com o jeito meio enrolado do autor, Nobuhiro Watsuki, de contar a estória. Mas depois que vemos o filme, vemos a ordem dos acontecimentos sendo bem diferente do mangá, a gente para e pensa: Porque raios nunca foi assim? Ficou perfeito!


No mangá/anime tem uma estrutura básica de apresentação de personagens (Kenshin, Kaoru, Yahiko, Sanosuke), depois entra a história da Megumi e o Kanryuu, a história do Jin-e Udou, e histórias pequenas (Raijuuta, etc).

Mas no filme, por exemplo, não existe a Oniwabanshuu ao lado do Kanryuu (que divide o posto de vilão com o Jin-e), o Jin-e meio que trabalha pro Kanryuu, a luta entre Kenshin e Saitou acontece nesse filme (e não na saga de Quioto), e depois que o Kenshin salva a Megumi das mãos do Kanryuu, na mesma hora do outro lado a Kaoru é sequestrada pelo Jin-e. Parece meio bagunçado de falar, mas a sequência dos acontecimentos no filme fez muito mais sentido que no mangá/anime! Ficou bem legal.

Eu não gostei do Aoshi não ter aparecido
Eu gosto muito do Aoshi. E uma das questões dessa adaptação foi ter tirado a Oniwabanshuu e o Aoshi como protetores do Kanryuu. E o cagada foi tão grande, que acabou complicando a sequência também. Aoshi não tem apelo, e as motivações são bem vazias (como se já não eram antes, no mangá original). Mas se ele tivesse aparecido aqui, seria um detalhe a mais que daria um gás melhor pro personagem dele no próximo.


Quem protege o Kanryuu na verdade são o Gein (acima) e o Banjin Inui. Pra quem viu o mangá e não se recorda, eles são dois dos "Seis companheiros" da trupe de Enishi Yukishiro na saga da Vingança dos Homens (Jinchuu). O Gein sem máscara parece um cara saído de uma banda de J-Rock. E o Inui, nossa, é uma versão bem mais "low-cost" do original dele no mangá. Bem tosquinhos.

Eu gostei do flashback da Tomoe
Minha personagem feminina favorita de Rurouni Kenshin é a Tomoe Yukishiro (ou Himura), a falecida esposa do Kenshin nos tempos de retalhador. E embora a cena assim nem exista no mangá, é muito interessante a dramaticidade da cena, e quando assisti, foi de arrepiar.


É uma cena minúscula, mas é minha favorita do filme. E dá um tiquinho de esperança de que vão fazer um quarto filme com a saga da Jinchuu. A cena tem toda uma chuva, o cara que luta pra viver, o Kenshin como um assassino frio, é uma cena muito, muito, muito bem feita. Aqui nesse link tem um pedacinho da cena.

Eu não gostei da ausência do Battousai
A luta do Jin-e no final é sensacional. Muitos movimentos, muitos golpes super rápidos, a Kaoru com uma atuação de tirar o fôlego (literalmente!), mas embora eu que conheça a série saiba que nessa luta o Kenshin andarilho volta a ser um retalhador sanguinário pra salvar a Kaoru, não fica explícito no filme. E imagino que as pessoas que assistam e que não conheçam o mangá e anime vão ficar na dúvida e achar que era o Kenshin andarilho querendo salvar a Kaoru, e não o espírito do Battousai, o retalhador que havia se apossado dele.


E o Kenshin volta a ser um retalhador em duas ocasiões-chave na série original. A primeira é essa contra o Jin-e Udou, onde ele volta ao normal graças aos berros pedidos da Kaoru. A segunda parte é na luta dele contra o Saitou, no começo da saga de Kyoto, onde nem a Kaoru nem ninguém consegue tirar ele da sede de sangue (quem tira é o Toshiyoshi Kawaji, político, ex-monarquista). Acho que isso daria um sentido melhor pra quem não conhece a série entender que havia muita coisa por detrás dessa cena.

Eu não gostei da luta contra o Sanosuke
O filme foi muito bem adaptado, mas imagino que seria complicado colocar o Sanosuke no meio da parada toda sem forçar muito. Primeiro que o Sano conhece o Kenshin na prisão, depois que o próprio Kenshin salva o dojo da Kaoru de fanfarrões. E depois o Sano vai comprar briga com o Kenshin e os dois começam uma luta meio chata no meio da cidade.


E termina de um jeito brochante similar à luta do Batman contra o Superman. Não, a mãe do Kenshin e do Sano não se chamava Martha, mas sim depois dos dois se baterem um tempo o Kenshin vira pro Sano e fala algo assim pra ele: "Você vai mesmo servir um cara como ele?", apontando pro Kanryuu. Aí parece que o Simancol do Sano faz efeito e SIMPLESMENTE ELE PARA DE LUTAR!! Cara, ficou muito zuada essa parte. Não tem nada daquela capacidade sobrehumana do Sano de aguentar golpes do Hiten Mitsurugi, a Sekihoutai, o capitão Sagara, o ódio do governo Meiji, nada. Nada. Nada. Não gostei!

Eu gostei de manterem as falas originais
Isso parece algo óbvio, mas raramente um filme adaptado de outra mídia segue essa regra básica. E Rurouni Kenshin sempre teve falas bem memoráveis! Coisas que a gente acaba memorizando, mesmo sem querer. E o pessoal que adaptou resolveu manter muitas dessas falas memoráveis, como a abaixo, de quando o Kenshin salva o dojo da Kaoru e diz que "Técnicas de espada são técnicas para matar. Por mais que tente disfarçar, essa é a verdade. Mas mais do que essa amarga verdade, eu prefiro acreditar na doce mentira da srta. Kaoru":


Mas ainda assim senti falta de algumas falas! Uma das que eu mais senti falta foi a que a Kaoru grita pro Kenshin: "Eu não quero que Battousai, o retalhador fique! Quero que você, o andarilho fique!", hahaha. Essa fala é bonitinha!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Doppelgänger - MAKING OF (5)

Agora é hora dos malvados!


O Ar começou muito bem, mas no final não ficou tão legal (na minha opinião). Se bem que, se eu tivesse orquestrado um plano por anos e justo no final tudo desse errado, uma atitude humana plausível seria ficar p* da vida igual ele ficou e perder todo o controle. Mas durante a história tudo o que o Ar mostrou era o que o Al menos tinha: autocontrole. Seja de si mesmo, ou controle da situação. A história toda você lê pensando que o Al está tendo um avanço, mas tudo era planos do Ar, que enganou todos, inclusive os leitores.

Ele é um vilão extremamente racional. Tanto que seu plano final, que seria o Zeitgeist (que existe de facto) é um plano muito bom de aperfeiçoamento da humanidade, tipo uma evolução com muito mais sentido de outras teorias socialistas. Eu diria até que, tecnicamente, o Al seria o vilão, por ter parado talvez a única pessoa que conseguiria fazer isso. Mas a que custo tornar o Zeitgeist real?

Como é revelado na história, seu nome real é Arthur Blain, e dentro da Inteligência sua letra-codinome é R (que em inglês se fala "Ar", agora entendeu da onde veio o apelido?). O Al também tem uma letra, que é L, e como foi revelado no final, seu nome real é Alexander Saint-Claire (mas ninguém o chama assim). Note que o Blain não é sobrenome do Arch, e sim da Émilie, sua mãe. Ar, como se não bastasse ser um gênio e uma pessoa com uma lábia incrível, ele tem muito poder político herdado da mãe e poder monetário herdado da sua última mentora, a temível Francesca Vittorio.

E isso torna Ar uma arma por si mesmo. Talvez a arma definitiva que Francesca Vittorio poderia usar para enfim exterminar Al, pois se Ar é o vilão, Francesca é quem está por detrás de tudo. Durante grande parte da história Ar é meio uma incógnita, aparecendo de uma maneira similar à Equipe Rocket no Pokémon (prepara-se para encrenca!) e embora ele não nutra nenhum sentimento pessoal pelo Al, que foi a pessoa que o criou, ele seria capaz de inclusive matá-lo para conseguir seus objetivos. O inverso seria praticamente impossível.

Além das motivações político-econômicas e os diversos momentos de "surpresa, peguei vocês", o Ar é um personagem que não aparece muito na história, exceto no final mesmo. Exceto talvez na parte que ele usa sua semelhança com o Al pra enganar a Victoire e transar com ela. Pra um cara que é tão manipulador, pra que raios ele faria isso? Acho que o objetivo dele não era tanto desestabilizar o Al (já que este não tem sentimentos pela Victoire), mas sim trazer a Victoire pro lado dela, afinal ela é extremamente forte e inteligente, e seria um coringa nas mãos de qualquer um. Ou a Victoire poderia trazer a "vitória" para o lado que a tivesse (desculpe o trocadalho!).

Qual seria a decisão da Victoire infelizmente somente ficará a cargo da imaginação, já que ela não teve tempo de fazer escolha (acabou sendo baleada por Al antes mesmo disso). Mas uma coisa é certa: se o plano do Ar tivesse dado certo, e Victoire tivesse ido pro lado do mal, sem dúvida o Al nem ninguém viveria pra contar história. Talvez seja por isso que o Al teve que chegar ao ponto de atirar nela, pra além de tudo evitar o pior. Ar é um gênio, assim como a Émilie, e sempre soube manipular muito bem o Al. E o que ele fez com a Victoire é apenas a ponta do iceberg do que esse cara é capaz de fazer pelo objetivo.

Nas histórias futuras tenho altos planos maléficos pra ele, hehe!


Ar tem a ajuda de três outras pessoas pra dar cabo de seus planos. Ele é inteligente, e sabe que poderes paranormais poderiam ajuda-lo ainda mais em sua ascensão, e aproveita que as pessoas acham que tais poderes são coisas fantasiosas pra usá-las em seu máximo. Pra isso ele tem uma mediúnica, conhecida pelo codinome Ravena. Mas seu nome mesmo é Amanda Figuerola.

Cada um dos vilões tem um trauma diferente. Amanda é latina, filha de pai sueco e mãe costa-riquenha. Como o pai morreu cedo, sua mãe a criou. E ela foi vítima do clássico machismo e moralismo latino. Era uma menina que tinha visões de espíritos, e mesmo morando em um país latino e fervorosamente católico, ter esse tipo de visões eram "coisas do demônio". E exatamente por ter essas visões, pessoas a diziam que era uma bruxa, algo abaixo de um ser humano, e achavam que poderiam cometer atrocidades com ela, já que por ela ter essas visões de espíritos ela não seria considerada um "ser humano".

Por conta disso, Amanda foi cruelmente estuprada por seus próprios primos quando ainda era adolescente, pois diziam que ela era uma "bruxa" e "bruxas" mereciam isso. Foi espancada até perder a consciência, mas foi achada mais tarde por Arch e Lucca que estavam em uma missão de espionagem para o governo com o objetivo de deter traficantes - ironicamente os primos estupradores de Amanda. Com vergonha de voltar pra sua família, Amanda pediu pra ser levada embora de lá, e foi erradicada como americana, e inspirada pela pessoa que a salvou de seus violentadores, resolveu entrar na Inteligência e trabalhar como médium.

Depois da morte de Arch ela continuou, usando seus poderes mediúnicos pra solucionar casos. E depois se juntou a Ar, e usou seus poderes pra espionagem industrial e manter Ar atento a todas as coisas que aconteciam pelo mundo. É uma grande usuária de hipnose, inclusive faz isso no seu combate contra o Al, fazendo-o se reencontrar com o espírito de sua falecida esposa. Encontrar a garota do cabelo cor-de-berinjela e receber o perdão dela dá forças para que ele siga em frente depois do treinamento com o mestre. Amanda não foi morta, continua vivinha da silva.


A maléfica Sara é uma psíquica, que usa seus poderes para ajudar Ar lendo a mente de pessoas pra conseguir informações pra ele, e induzindo pensamentos nas mentes dos mesmos. Eventualmente até controlando. Mas não possui muitos poderes telecinéticos (mover coisas com o poder da mente). Se com a Ravena eu explorei o moralismo e machismo latino, com a Sara eu explorei a instabilidade política no leste europeu na sua história.

Sara, cujo nome real é Erika Lakatos é húngara, um dos países com a política e democracia mais abalável do mundo. Ela faz parte do povo roma (ciganos) sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, e sua família foi durante massacrada na falha revolução húngara em 1956, onde na Hungria (então parte da URSS) um grupo de separatistas tentaram tirar a Hungria da União Soviética e foram massacrados pelo Exercito Vermelho.

Mas Erika Lakatos viveu numa ditadura comunista e claro que eles nunca iriam descansar até achar todas as pessoas que fizeram parte do levante. E seus pais foram mortos na sua frente, mas ela conseguiu se juntar com a vizinha, também cigana, e fugiram se instalando na Holanda. Erika foi obrigada a mudar de identidade, e se tornou filha dessa vizinha, se chamando a partir de então Marlene Horvath.

Ao conhecer o mundo além da cortina de ferro, a então Marlene estudou muito e conheceu diversas ideologias. Virou uma feminista bem radical. Porém cruzou com Agatha van der Rohe no caminho, que, bem, não é alguém que é muito amigável com qualquer ideologia, e sempre bateu muito de frente com Marlene que dizia que as mulheres eram fracas e precisavam de ajuda, enquanto Agatha dizia que sempre conseguia o que queria e achava que isso era coisa de pessoas fracas.

Foi a partir desse momento que as duas de bicaram pela primeira vez, e a Agatha acabou dando uma surra enorme nela. Isso enquanto elas ainda eram jovens. Porém, mesmo levando essa surra que levou da Agatha, Marlene acabou desenvolvendo uma atração enorme por Agatha, e queria de alguma forma "dominá-la", desenvolvendo um estranho sentimento passional por ela. Marlene, mesmo sendo uma mulher que seguia o movimento feminista, acabou fazendo justamente o que o movimento repudia, e embebedou Agatha e abusou dela sexualmente. Agatha não se lembra disso, e até hoje pensa que foi levada lá por rapazes e transado com eles enquanto estava bêbada.

Quando Marlene chegou na sua casa depois de abusar da Agatha, viu que haviam diversos policiais e descobriu a verdade: sua vizinha e mãe adotiva era na verdade uma espiã soviética que estava mandando informações para os soviéticos. Óbvio que foi presa, mas Marlene não sabia de nada. Agora ela estava sozinha e com a vida adulta na sua frente. E viu que ali seria uma chance pra ela e pede pra entrar na Inteligência, e o Coronel Briegel (um dos mentores de Arch) a coloca pra trabalhar com seus poderes de leitura de mentes pra ajudar na Inteligência e resolução de crimes.

Anos depois se junta a Ar. Ela aparece muitas vezes na história, e sempre se mostrou uma pessoa sem escrúpulos mesmo. Sua arma principal é usar seus poderes psíquicos pra causar ilusões tão fortes e realistas que as pessoas literalmente morrem, e sempre teve uma fixação enorme em ser a mais forte, muito por essa cicatriz de ser fraca que a Agatha deixou nela. Tanto que ela tenta dominar Agatha, e a luta delas é bem legal. Mas durante a história várias vezes a Sara usa seus poderes pra fazer jogos mentais. Dentro da trupe do mal do Ar é a minha favorita, disparada!


Schwartzman é um psicopata. Ponto.

Talvez apenas assim dá pra definir os atos dele. Ele é como se fosse um Josef Mengele (o médico nazista que fazia experimentos em judeus vivos em campos de concentração) exceto pelo fato de ser judeu. Não um judeu que siga as tradições (ele nem é circuncidado), mas um judeu étnico. Talvez pareça por um momento que foi meio por vingança, por ter visto os pais serem mortos brutalmente quando era criança que serviu como estímulo para seus atos, mas na verdade foi essa cena de ver os pais mortos brutalmente que o despertou e o tornou livre pra ser o que ele sempre foi.

Psicopatas não têm cura, pois exatamente não possuem empatia. Mesmo quem sofre tem empatia, mas psicopatas não. Por isso todas as coisas que ele faz com os outros ele faz exatamente pois não tem nenhum julgamento para isso. Talvez seja por isso que ele fez o que fez com o Lucca. É verdade que se não fosse por isso dificilmente o Lucca estaria vivo, mas estar nas mãos de Schwartzman com certeza foi muito pior. Especialmente sendo cobaia nos diversos experimentos dele.

Se Sara lê mentes dos empresários para Ar, e Ravena usa os espíritos pra saber o que eles sabem, Schwartzman tem uma perícia incrível como químico. Pode criar diversos tipos de venenos, alucinógenos, drogas, e tudo mais para causar delírios, torturar, e até mesmo matar pessoas facilmente. É o terceiro braço do Ar que o ajudou a chegar onde ele está hoje.

Schwartzman foi o único dos vilões que foi morto mesmo. E talvez tenha sido morto pois é o único que não tinha jeito mesmo. Ou será que o método de Ludovico funcionaria nele?

------

O Ar tinha um quarto "noBODY", além da Ravena, Sara e Schwartzman, que era o Dietrich. Dietrich é um personagem controverso, que apareceu bem pouco nesse livro, pois o papel dele era algo muito mais feito nas sombras do que na luz. Ele apareceu bem no comecinho, quando Agatha, Victoire e Lucca foram pra Itália, e embora ele tenha morrido nesse livro, vai ter uma importância bem grande nas sequências.

Uma outra malvada que deu as caras aqui é a Francesca Vittorio. Ela é uma personagem muito importante no passado de Al, pois ela era a chefe dele, e inclusive por influência dela Al acabou se casando com a garota do cabelo cor-de-berinjela. Mas no final ela se mostrou uma grande traidora e trouxe muito sofrimento pro Al. E aqui ela é uma pessoa bem ligada ao Ar. Mas como deu pra ver, ela é outra que escapou e não foi pega. Isso significa que ela vai voltar! Afinal, ainda continua um mistério do motivo dela ter tanta sede de acabar com o Al.

Teve um que começou bonzinho, mas virou a casaca, o Rockefeller. Eu nunca gostei muito dele, acho que tenho que desenvolver ele melhor. A única característica dele é ser uma pessoa bem fria e estrategista. Mas o Al sabia que ele iria traí-lo cedo ou tarde, mas achou que poderia servir de isca pra pegar o "peixe grande" (no caso, o Ar), mas não deu muito certo. Espero que nas sequências eu consiga aproveitá-lo melhor.

O Capitão Dawson, um capitão da Scotland Yard, é uma pessoa que apareceu bastante como o policial que está tentando prender os mocinhos. Mas dada sua burrice, ele não conseguia fazer seu trabalho direito. Acabou que secretamente ele estava também envolvido nos planos do Ar de mudar o mundo, mas o que aconteceu com ele foi, digamos, um bocado... Sórdido. Eu fiz uma brincadeira com ele, de que ele teria um filho chamado Jack que se casou recentemente com Rose. Jack e Rose. Entenderam?

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Unbreakable - Kimmy Schmidt (2015-2016)


Netflix ficou anos me recomendando esse seriado! Um seriado escrito por ninguém menos que Tina Fey, estrelando a super comediante Ellie Kemper é difícil de não causar boas gargalhadas! Pra fazer esse review diferente, vou usar apenas GIFs animados que roubei por aí.

O seriado é a vida de Kimmy Schmidth, uma mulher que ficou durante quinze anos presa em um bunker por um fanático religioso que disse que o mundo havia acabado, e depois de quinze anos é resgatada e tem que entender o que aconteceu no mundo nesse período entre 2000 e 2015.

Vamos nessa?

Eu não gostei do timing das piadas
No humor, timing é tudo. A piada tem que vir na hora certa, e em comédias é algo que exige extrema habilidade, pois a pessoa tem que gargalhar e dar o tempo de recuperar pra soltar a próxima piada. Fazer comédia é muito difícil, tem que admirar mesmo quem manja dessas coisas. E mesmo sendo escrito pela Tina Fey parece que errou no básico.


Não estou dizendo que não é engraçado. Mas muitas vezes as piadas são muito grudadas umas nas outras, e, sei lá, duas ou três piadas sem esse intervalo pra se recuperar, significa que você apenas riu de... Uma. Muitas vezes eu revi o episódio pra ver as piadas que eu perdi, e não foram poucas. Mas ri do mesmo jeito!

Eu gostei muito do Titus Andromedon
O melhor amigo da Kimmy é o Titus. Titus é um baita dum negão enorme, que canta muito, e seu maior sonho é entrar pra cantar no musical do Rei Leão. Diga-se de passagem na vida real, o ator Tituss Burgess é um cantor tenor de musicais da Broadway, haha. Titus é engraçado, irônico e ácido em diversos momentos. E, ah, ele é gay também. Mas onde está escrito que um cara hétero como eu não pode achar um personagem gay como o mais legal da série?


Titus é demais! Ele se torne bem amigo da Kimmy, e normalmente nos episódios são sempre duas histórias paralelas (tipo Simpsons, sabe?). E as confusões que ele se mete são as mais engraçadas. Tem até um episódio em que ele conta do passado hétero dele, onde ele até mesmo acabou sendo obrigado a se casar com uma mulher, haha. E isso sem contar que o cara canta muito. E volta e meia a gente ouve a voz dele que é simplesmente... Do caralho.

Eu gostei das caretas da Kimmy
Normalmente atores que são bons comediantes dão ótimos atores em geral. E comédia é com Ellie Kemper mesmo. Eu poderia ficar citando milhares de coisas que eu adorei na atuação dela, mas vou destacar uma que não se encontra todo dia: caretas. Afinal você aí, consegue dizer que conhece alguma mulher que faça caretas? Caretas reais mesmo, que desfigurem o rosto, e fazê-las sem medo? Eu não conheço nenhuma.

(ah, e não vale se você namora com ela, porque namoradas peidam, fazem caretas e arrotam juntos. Tô falando fazer caretas socialmente, sem medo da sociedade ou de ser feliz!)


E como se não bastasse na segunda temporada a Kimmy ainda ARROTA. Cara, se já é difícil encontrar uma mulher que faça caretas, achar uma que arrote é uma em um bilhão, no máximo! E são uns putas dum arrotos, e super aleatórios, e porra, não tem como não rir, hahaha! Ellie Kemper, onde você estava nesse mundo, mulher? Compartilhe sua sabedoria! Hahaha!

Eu gostei das piadas sobre tecnologia
Ficar quinze anos trancada num bunker fez Kimmy perder diversas coisas que aconteceram no mundo. Ela não sabe, por exemplo, quem é Katy Perry e usa tênis de luzinha mesmo tendo 29 anos. Mas as piadas que eu mais gosto, de longe, são as relacionadas com tecnologia, hahaha. Kimmy fica abismada quando ganha um celular - e ainda mais quando descobre que dentro dele tem com até se ver a hora! Ela não envia um e-mail, e sim, um correio eletrônico. E ela não fala hashtag, ela fala hashbrown!


Tem uma cena engraçadíssima que a Kimmy está flertando com um cara e ele pede pra ela mandar "nudes" pra ela. E ela, achando que é a esperta, e que é mania das pessoas hoje em dia mandar fotos peladas umas pras outras manda uma foto de pênis pro cara que achou na internet pra entrar na moda de "enviar nudes", hahaha. De todas as piadas que ela faz, as piadas de tecnologia são as melhores! Realmente é bizarro ver como o mundo mudou em quinze anos.

Eu gostei da abertura
É difícil eu não gostar de um tema de abertura. Tem que cagar muito pra eu não curtir. Mas a música de Unbreakable é muito, muito, muito legal, e muito diferente de qualquer outra coisa que já tenha visto!



Acho que ela reflete bem o espírito do seriado. Por mais que seja um seriado engraçado, tem a ver com superação. Kimmy foi uma menina que ficou presa num bunker e perdeu toda sua juventude, e depois de ver que o mundo não havia acabado vê que existe um novo mundo de possibilidades pra ela. E exatamente por isso ela não se abala por nada, nada a quebra (Unbreakable, sacou?). E toda essa força ela divide incentivando pessoas ao seu redor, como Titus, a Jacqueline (sua chefe, eventualmente) e a Lilian (a mãe do Pinguim, em Gotham). Não tem como não amar e, além de rir muito, ter várias lições de vida com esse seriado. Vale muito a pena assistir!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Doppelgänger - MAKING OF (4)

Hoje quero falar dos personagens de Doppelgänger! Nesse primeiro post vou falar dos protagonistas. E vou começar falando do protagonista, o Al:


Não sei dizer se ele é meio que o vilão da história também, porque o plano do Ar era muito bom, de reconstrução do mundo e tal, mas, enfim, o objetivo do Al desde o começo é deter o Ar. A questão nunca foi "salvar o mundo", e sim, "deter o Ar", pois como ele foi a pessoa que o treinou, ele sentia responsabilidade dele parar o discípulo que havia causado tantos problemas.

Al é uma pessoa que vive num imenso dilema interno. A minha inspiração maior dele é Hyoga de Cisne, de Cavaleiros do Zodíaco (além de outros personagens). Um cara que pra fora se mostra como um gelo em pessoa, mas quando mexe no passado, ou alguém que ele tem algum laço mais forte, ele perde o controle e fica bem emotivo. A maior prova disso é que ele tem essa cara de durão mas é de longe a pessoa que mais chora durante a história toda. Normalmente detetives sempre são pessoas bem frias e calculistas, mas o Al vive nesse dilema imenso de ser uma coisa que ele não é, isso é, não ser alguém frio que essa profissão exige.

Ele é um fumante inveterado, e por conta de um vírus que Victoire implantou nele anos antes enquanto ela planejava uma vingança contra ele, ele acabou desenvolvendo a Síndrome de Werner (que é uma doença real, e causa envelhecimento precoce). Por isso, embora na época que se passa Doppelgänger (2012) ele tenha 34 anos, na verdade ele parece ter pelo menos uns 50.

Ele também trancou diversos sentimentos no fundo da sua alma. Especialmente sentimentos que desencadeiem algum tipo de relação amorosa com mulheres. Al apenas amou uma única mulher (a Val, a.k.a. "a garota do cabelo cor-de-berinjela"), que morreu nos seus braços em 2006. Desde então ele escolheu não se envolver com mulher nenhuma, mesmo que existam algumas interessadas, como a Victoire, que iludida, acaba se submetendo a ser um objeto sexual dele, torcendo para que um dia ele a olhe de outra maneira. Mas isso nunca aconteceu.

E ele tem uma admiração, até um bocado exagerada, sobre o Arch, seu irmão mais velho falecido. Não que o Arch não tenha sido uma pessoa boa, mas ele tem uma visão de que seu irmão era alguém perfeito, e isso não existe. Ver o seu irmão caçado, torturado e posteriormente assassinado enquanto ele ainda era criança deixou um trauma imenso nele que o impede de confiar em qualquer pessoa também.

Em suma, uma pessoa bem complexada, em diversas áreas da vida, hehe.


Victoire Blain (ou Delacroix) é francesa. E o Al é britânico, e britânicos têm uma rivalidade de ódio com franceses, hehe. Acima está a arte dela que usei pra mostrar ela em meados de 2000 (com 21 anos) e ela depois, em 2012 (com 33 anos). Ela é integrante da parte médica e é irmã bastarda da Émilie Blain, esposa de Arch, e que durante anos enganou a Victoire pra acreditar que o Al havia matado sua irmã, chegando ao ponto dela usar isso pra lhe dar incentivo o suficiente pra virar uma bioengenheira e criar um vírus pra matar o Al envelhecendo suas células e ela ter sua vingança. Mas era tudo mentira inventada pra Émilie, mas já era tarde, e Al havia sido infectado.

Victoire é uma mulher muito forte. É uma agente de elite, extremamente inteligente, e seria uma agente perfeita se não fosse por um pequeno grande problema: seus sentimentos ilusórios pelo Al.

Ela sofre muito por esse amor não correspondido, e na história toda apesar dela sempre ajudar nos momentos decisivos e ser uma ótima guarda-costas pro Al (que além de estar velho, nunca teve muita perícia na auto-defesa), ela fica muito nesse dilema. E claro que o Al já falou que não quer nada sério com ela, mas ela na esperança (e falta de amor próprio) acaba se rendendo e muitas vezes se oferece pro Al, transando com ele, torcendo para que ele um dia a veja diferente.

Embora o Al nunca vai conseguir superar a perda da esposa e conseguir amar outra mulher, achei que seria uma boa não deixar a Victoire com um final triste. O Neige é claramente caidinho por ela, e no final, com os dois saindo pelo mundo pra trabalhar juntos é uma ótima oportunidade pra nutrir o amor e ir além daquele beijinho que eles deram perto do final do livro. Victoire é uma ótima mulher, o Al é que não vale nada. Mas quase todas as mulheres (sim, estou generalizando) só se apaixonam pelos canalhas, tenho diversos amigos que são os maiores canalhas na terra e sempre estão com mulheres. Victoire é uma dessas muitas que não sabe seu valor como mulher, e acha que é feliz com as migalhas que recebe.

Ela somente peca em não ver o valor que ela mesma tem. E, por nutrir essa paixão cega pelo Al, pois provavelmente vários caras legais passaram pela vida dela, e nada aconteceu por conta desse sentimento bobo. Depois de tanto chacoalhar, parece que enfim ela se ligou que nada valia continuar nutrindo sentimentos de uma menininha de doze anos.

Minha maior inspiração pra personalidade dela é a Carrie Bradshaw, do "Sex and the City" (que eu sou fã de carteirinha). Será que o Al seria uma espécie de Mr Big dela? Tem algumas coisas em comum e outras não. A Carrie é a personagem que eu mais detesto no seriado, mas muitas mulheres a adoram, mesmo ela sendo uma idiota (desculpe, mas é verdade). Eu odeio mulheres assim, loucas, que vivem no mundinho delas, e que tem maturidade amorosa de uma criança. E a história nunca foi pra incentivar isso dando um final feliz pra alguém assim. Talvez o incentivo maior a isso seria o Al se apaixonar por ela, mas isso não aconteceu. Talvez a solução para mulheres assim conseguirem desenvolver um pouco de amor próprio e pararem de se iludir seja algo bem dolorido, como aconteceu.

Não um tiro dado pelo Al, como aconteceu, mas a ferida que causou no corpo não era nada comparado com a ferida na alma dela. Mas foi necessário. Eu pessoalmente não acredito muito em amor. E acho que essa crença mais realista consegui demonstrar muito por meio da Victoire. Sofreu bastante, tadinha... Mas cresceu muito até o final da história.


Se a Victoire é meio a Carrie Bradshaw, a Agatha tá mais pra Samantha Jones, do "Sex and the City". Mas consegue ser um bocado mais hardcore. Agatha é uma pessoa que além de ter, vamos dizer, um acentuado apetite sexual, ela é uma mulher de muita atitude. Ela não nega em dizer que usa homens como seus "brinquedos sexuais", e por acreditar nessa superioridade dela, acredita que mulheres que dependem de coisas como feminismo são fracas, pois qualquer mulher pode fazer seu destino, basta lutar, e que isso de mulher ser inferior ao homem é uma crença de tolas, e não um fato.

Ela foi feita pra contrastar com a Victoire, basicamente. Victoire é meio neutra com essas coisas de ideologias, mas quando está perto da Agatha - uma mulher que, apesar de não ter um relacionamento com ninguém seja extremamente bem resolvida - vê o quanto a francesa é fraca perto da holandesa. Agatha é também a pessoa fisicamente mais forte da história. Aliás, ela e a Victoire são as mais fortes na porrada que talvez todos os homens juntos.

Mulheres são tão fortes fisicamente do que homens. É a sociedade que faz acreditar que elas sejam "delicadas" e "fracas". Com treino certo, derrubam qualquer marmanjo na porrada.

O passado dela daria um livro a parte, hehe. Ao contrário de quase todos os outros, Agatha vem de uma família abastada, o que eventualmente a tornou alguém que não precisa de uma ideologia pra viver. Ela apenas busca o que a satisfaz. E foi assim que ela entrou na Inteligência. Ela é o típico exemplo do cachorro que corre atrás do carro, mas não sabe o que vai fazer quando alcançar o carro. E ela alcançou o carro muitas vezes, e depois que alcançava o carro (que significa o ápice pessoal/profissional) ela corre atrás de outro carro, e sente total liberdade em fazer isso. É desimpedida de tudo mesmo.

Quando Arch foi assassinado, era como se esse carro que ela perseguia (que era ser melhor que ele, mas numa competição sadia) havia acabado. Então entrou pra um ramo extremamente perigoso - traficante de armas - e virou alguém extremamente rica, com rios de dinheiro sendo lavados. Tanto que ela é o "cofrinho" de todos depois que o resto da galera acaba tendo que trabalhar no status "disavowed". E mesmo com todas as viagens, se gastou 1% da riqueza dela foi muito.

Logo, Agatha é uma criminosa (inclusive está presa). E por ter uma força, dinheiro e mente excelentes como agente da Inteligência, Al embarca logo no começo pra ter ela no time, pois seria alguém essencial. Eu adoro escrever sobre a Agatha, acho que essa personalidade dela de "não preciso me curvar pra um homem, eles que curvam para mim" é a parte mais divertida nela.


O Lucca talvez seja a pessoa cuja trajetória parece uma odisséia. Eu acho ele mais protagonista da história do que o Al. Ele sai de um cara que mal sabia quem era, com os codinomes Nezha e Nataku, para enfim buscar quem ele foi realmente, incluindo entender que ele foi fruto de um experimento bizarro conduzido pelo próprio Schwartzman.

Os codinomes Nezha e Nataku são ambos os nomes chineses e japoneses da mesma deidade folclórica chinesa. Peguei emprestado do mangá X/1999 o conhecimento da deidade, embora o Lucca não tenha em nada a ver com o personagem Nataku do mangá. Mas o conceito dessa divindade, uma divindade que não possui alma, encaixou perfeitamente. Lucca foi o braço direito de Arch no passado, os dois eram os maiores amigos, e quando aconteceu o expurgo de Arch, Lucca foi caçado, e depois de anos ficar fugindo acabou sucumbindo e morrendo. Pelo menos era o que todos pensavam.

De alguma maneira bizarra ele foi ressuscitado, mas os danos no cérebro foram imensos. Ficou imerso em drogas durante anos, vegetando, e o cérebro ficou tão zuado que perdeu memórias. Foi aí que nasceu o projeto Nezha. Era um agente que ainda tinha as habilidades de investigação e de combate, mas não tinha personalidade, nem passado, nem memórias. E inclusive poderiam implantar personalidades nele (por isso ele "não tem alma"). Como a vez que implantaram nele a personalidade do senhor Schultz.

Mas conforme a história vai avançando, ele vai descobrindo sobre ele. E isso sem contar que ele já foi herói e já foi vilão na mesma história (quando se juntou com Ar ou Al, dependendo de quem ele estivesse mais magoado). Mas no final ele entende que deveria ele mesmo buscar a verdade dele mesmo. A luta dele contra o Schwartzman foi, pra mim, a mais legal de todas. Isso sem contar o sentimento que ele desenvolve pela pequena Eliza Vogl. Não tenho dúvidas que ele será um super pai pra menina!


Arch, embora mal apareça na história, é a pessoa em que tudo gira ao redor, se analisarem com calma. Mesmo estando morto.

Todos os personagens têm uma ligação com ele. Al tem ele como o irmão que faleceu como uma mártir. Victoire tem uma ligação bizarra com Émilie, sua esposa, e pessoa que arquitetou a morte de Arch. Agatha tinha uma admiração enorme. Mesmo os vilões, Ravena e Sara foram pessoas que foram salvas e treinadas pelo Arch, respectivamente. E mesmo o psicopata do Schwartzman, o Arch foi a única pessoa que o "domou".

Mas a relação mais interessante é o Ar, seu filho.

Quando Arch morreu deixou um vazio imenso. Não apenas na ideologia que ele acreditava, mas nas centenas de pessoas que foram inspiradas pela bondade dele. E Ar, sabendo disso, se coloca como não apenas o herdeiro desse homem, mas também coloca em pé de igualdade todas as pessoas que seguirem os ideais dele, chegando ao ponto de chamar todos esses de "filhos de Arch"(!) pra ter fiéis seguidores. É como se Ar fosse Jesus e Arch fosse Deus.

Ao mesmo tempo Ar não chegou a conhecer Arch. Quando Arch morreu Émilie ainda estava grávida, em 1988. Logo, Ar não teve o contato que Al teve com Arch. E isso o levou a ter uma visão bem distorcida sobre o que o Arch estava lutando. É verdade que Arch queria trazer ao mundo o Zeitgeist, mas ele não queria nunca usar a violência para isso, menos ainda uma insurreição. E Arch era uma pessoa tão centrada que mesmo que seu irmão mais novo não apoiasse seus ideais, ele jamais iria ir contra isso. Esse é um dos argumentos do Ar pra dizer que o Al está errado, e o final provou o contrário. Quem foi punido e preso foi Ar no final. Não o Al, que acertou em acreditar nas memórias e no caráter daquele que o inspirou tanto.

-------

Tem outros personagens menores também. Eu adorava escrever sobre a pequena Eliza Vogl. Queria mostrar uma menina que apesar de ser um gênio super-dotado (ela frequenta a universidade com menos de dez anos!), por dentro não passa de uma criança mesmo, insegura, com medo. Vivia com a avó, que é morta em um atentado no meio da história, e a partir desse momento ela ficou com muito medo, e não consegui explorar ela como deveria, como o super-gênio no grupo. Também não me fazia sentido mostrar toda a imensa inteligência da menina enquanto ela ainda estava traumatizada pela perda da avó e lutando para viver. Mas sem dúvida ela estará nas continuações e vai botar pra quebrar.

Uma outra personagem que eu coloquei como um link entre o passado e o presente é a Natalya Briegel. Ela serve meio como a voz da sabedoria e experiência, especialmente pela idade (58 anos!). Natalya é filha do Coronel Briegel, mestre de Arch, e o chefão da Interpol e uma lenda entre todos da Inteligência. Ela sempre foi uma pessoa que lutou muito pra não ser conhecida como "filha do Briegel" e realmente conseguiu firmar seu nome como uma das agentes de mais alto nível, assim como seu pai, por seus próprios méritos. Mas, para conseguir alavancar sua carreira, ela adiou muito os planos da maternidade, e quando engravidou já tinha 47 anos. E o filho nasceu deficiente mental. No capítulo sobre seu passado ela pensa seriamente em abortar a criança ao saber no pré-natal que ele nasceria especial (aborto é legalizado no Reino Unido). Mas ela decide ficar com o filho mesmo assim, mas óbvio que apesar do amor isso a machuca muito. E o filho é talvez o maior ponto fraco dela.

Entre todos esses personagens menores, o Neige é um que eu gosto muito. Neige tem uma amizade imensa com o Al, talvez seja uma das únicas pessoas que o Al possa chamar de amigo. É extremamente jovem, e é um analista da NSA, e talvez um dos únicos americanos que coloquei no grupo. É um grande ás na manga, pois tem uma perícia enorme com computadores, mas não conseguiu encontrar onde estava o VOID o tempo todo. E com o passar do tempo acaba desenvolvendo um sentimento lindo por Victoire, que mesmo tendo um cara bacana como ele do lado, ainda teima em continuar correndo atrás do Al.

Existe o jornalista também, David Frost, que além de ser zuado por ter o mesmo nome que um famoso jornalista, vive num dilema imenso quando vê que até a mídia está junta do Ar, sendo manipulada por ele. Frost é uma pessoa que tem uma vida comum, e investigar sobre o Ar junto do resto do povo é a chance que ele tem de lutar contra o tédio da sua vida. Ele tem uma esposa também, a Justine Frost, que é o maior exemplo de companheirismo que tem na história, pois ela abandona tudo pra se jogar nesse penhasco junto do marido.

Um personagem que apareceu pouquíssimo foi o mestre, Artax. Ele apareceu mesmo mais pra fechar o treinamento do Al, que ele havia abandonado havia mais de uma década, e enfim ensinar pro Al como usar suas emoções ao seu favor. Outro que apareceu pouco nessa (mas tem uma importância enorme) é o "n". Ele é um rival do Al, mas não é como o Ar. Ar não é rival, é o antagonista de Al. O "n" é um rival na acepção da palavra, quer ser melhor e provar ser o melhor, não matar o Al. Ele vai aparecer mais nas outras histórias, porque eu acho muito legal a relação que ele tem com o Al. E por fim, a falecida Sheryl Saunders, que apareceu pouquíssimo, mas a importância dela foi despertar o Lucca a buscar sobre seu passado, suas verdades, e seu destino.

No próximo post, vou falar dos vilões da história! Aguardem!

Arquivos do blog