segunda-feira, 22 de agosto de 2016

As diversas emoções das olimpíadas.

Pois é, acabou! Eu estive assistindo o tempo todo as Olimpíadas. Foram duas semanas boas e ao mesmo tempo sofridas. E quando o Brasil passava para as fases seguintes, era mais duro ainda, pois em muitos esportes que achávamos que nos daríamos bem acabamos perdendo. Mas ganhamos muito também! Fico imaginando que isso tudo rolou pois os nossos atletas tinham muita raça e garra mesmo, pois investimento que é bom... Nada. Espero que esse seja o maior legado dessas olimpíadas, e desperte nas grandes empresas e empresários desse país o quão valioso é se investir nessa galera e no esporte.

Queria então fazer um post sobre emoções que eu senti durante as olímpiadas! Como eu disse, eu vi muita coisa. Acho que vale a pena compartilhar.

Superação
O que é o impossível? Tênis de mesa é um daqueles esportes que é meio "dominado" por uma etnia, como atletismo e natação, por exemplo. Nele quem reina mesmo são asiáticos. Mesmo no Brasil, o melhor que o país teve nas Olimpíadas foi um brasileiro de ascendência asiática, o lendário Hugo Hoyama, em Atlanta 96. Mas o carioca Hugo Calderano, um jovem que apenas vinte anos, que nasceu justamente lá em 1996 quando Hugo Hoyama se tornava uma lenda no tênis de mesa, foi um dos que eu mais vibrei.


Era a terceira rodada, e Calderano enfrentou Tang Peng, o número 15 do mundo. Realmente parecia que tinha tudo pra terminar em tristeza pro Brasil, mas ainda assim ele superou e seguiu em frente e incrivelmente derrotou um tenista de mesa que era - em teoria - anos luz de distância dele. Infelizmente Hugo Calderano caiu na próxima rodada pro japonês Jun Mizutani (que ganhou o bronze!), mas ali o impossível havia sido quebrado. Imagina esse moleque nas próximas olimpíadas, cara. Esse tem chão!

Alegria
Eu acho que países que ainda sofrem por serem pobres são aqueles que mostram as maiores alegrias e sinceridades na hora da conquista. Afinal, se já é difícil pra uma Simone Biles ou Michael Phelps que vivem num país bom, imagina pra esses atletas que vivem em países miseráveis. E não teve vitória que mais emocionou do que as meninas da Sérvia contra os Estados Unidos.


Óbvio que eu me emocionava com as conquistas do Brasil, e fiquei triste demais quando o vôlei feminino perdeu pras chinesas (mas também puta-que-o-pariu, aquela gigantona da Zhu Ting não deu um respiro pro Brasil, porra!), mas quando as sérvias ganharam, putz, eu que choro até em campeonato de futebol de botão chorei de alegria igual criancinha, hahaha.

Acho que nessa hora passa um filme de todas as dificuldades, todas as lágrimas por terem batido o país que era impossível de se bater no vôlei, e, enfim, o melhor lugar do mundo era naquele abraço, com toda emoção da vitória. Infelizmente as sérvias não conseguiram bater as chinesas, mas ter chegado numa final olímpica era um feito inédito pra elas. Foi marcante demais! E elas desabando no chão depois da vitória suada de 3x2, nossa, vai ficar na minha memória.

Raiva
Se quiser provocar um mesa-tenista, diga que o esporte que ele joga é "pingue-pongue". Se quiser provocar um jogador de Badminton, diga que o esporte que ele joga é "peteca". O Brasil pela primeira vez estava participando com Badminton, e o mais emblemático era que justamente nosso melhor atleta, Ygor Coelho de Oliveira, era um de tantos que foram revelados em projetos sociais e salvos de uma vida de crimes. E a torcida, bem, a torcida do Brasil é aquela emoção toda até em campeonato de truco. O adversário era o número 68 do mundo, Scott Evans.


A raiva não é tanto pelo irlandês ter eliminado o brasileiro. Mas a torcida jogou tanto com o Ygor, e o moleque merecia tanto, e jogou tão bem no começo que isso provocou muito o irlandês. Quando Evans terminou como vitorioso ele tirou a camisa e começou a xingar a torcida, a provocar, e nossa, muito chato isso. Tudo bem que depois o cara até se desculpou, foi meio no calor do momento, mas precisava disso tudo? O placar e a eliminação já eram certos, não precisava pisar nas pessoas.

Err... Hã?
Não sei bem o que comentar sobre Ryan Lochte. Ok, o cara errou, mentir é muito feio e faz o nariz crescer igual do pinóquio. E embora todo mundo queira crucificar o cara, eu fico pensando que o que o Brasil teve foi muita sorte. Muita sorte que foi uma mentira. O Brasil em si é um país violento, e nas capitais a coisa é infinitamente pior. Seja Rio, São Paulo, Fortaleza, Belém, Porto Alegre, todos lugares são muito perigosos, especialmente pra quem vem de países de primeiro mundo. Turistas são roubados, mortos, estupradas, sequestrados, enfim. Isso é um facto e ninguém argumenta contra.


A questão é: se Ryan Lochte tivesse sido assaltado mesmo, qual seria o discurso? Claro, provavelmente chegariam e dariam aquela desculpa básica que é culpa dos problemas sociais, e tal, mas como tantos outros casos ficariam apenas nas desculpas. É fácil depois que o cara admite que mentiu dizer que nós nos sentimentos com o orgulho ferido e que isso que ele fez manchou nossa "imagem" (como se ela fosse boa no quesito violência urbana...).

Mas o caso de Ryan Lochte é uma mentira no meio de centenas de verdades. Verdades essas que são os infelizes casos de violência que ocorrem a turistas aqui. Foi mancada, foi. Mas se fosse verdade? Será que fariam o de sempre? Apenas desculpas e nenhuma ação eficaz pra proteger os brasileiros e turistas da violência epidêmica do nosso país? Antes de apontar o dedo dizendo que ele mentiu e errou, será que não é bom apontarmos o dedo pra nós mesmos e cobrarmos das autoridades que não haja violência nenhuma pra que nem casos como mentira de Ryan Lochte da vida acontecessem?

Tristeza
Toda eliminação que o Brasil sofria em qualquer esporte era dramática. Já falei das meninas do vôlei. A do futebol também foi tensa, mas infelizmente era o jeito das suecas jogarem, fechar o time atrás e deixar a loteria dos pênaltis decidir (e fiquei feliz quando as alemãs deram uma surra nelas!). Mas não teve eliminação mais doída na minha opinião do que a do handebol feminino. Não era tipo Neymar que tá lá cagando dinheiro e uma medalha a mais ou a menos não fazia diferença na conta bancária.



O handebol feminino foi campeão em 2013, e grande parte das jogadoras daquele título ainda estavam lá. Era certeza de medalha. E elas lutavam muito num país que tem muitos talentos (tanto no masculino quanto no feminino) e quase nenhum apoio ou patrocínio. Mas as holandesas foram muito táticas, e todas as vezes que o Brasil conseguia encostar no placar, as holandesas se distanciavam mais. Foi um jogo muito sofrido que terminou em derrota.

Óbvio que elas mereciam mais, eu chorei horrores, pois na derrota sempre parece que o esforço de anos é jogado no lixo. São anos de treino pra decidir em dois tempos de trinta minutos na quadra. Mas faz parte, apesar da tristeza. Quantas estórias não conhecemos de atuações ruins em olimpíadas que serviram de força pra buscar o ouro na seguinte? Dezenas! A torcida fez sua parte, e pareciam gritar mais ainda pra apoiar a seleção que nas olímpiadas nunca passou das quartas. Foi a derrota mais triste que vi.

Gargalhadas
Normalmente atletas sempre são aquelas pessoas super focadas e sérias, talvez apenas na vitória é que mostrem alguma felicidade, mas não teve como não cair na risada com a nadadora chinesa Fu Yuanhui. Se você dar uma googlada apenas no nome dela vai ver diversas fotos dela fazendo caretas até dizer chega, e justo ela, que veio de um país asiático que como muitos são conhecidos pelo seu jeito sério de ser. Yuanhui é uma porra louca muito engraçada!



Quem não riu quando a repórter chinesa veio dar os parabéns pra ela ter ganhado o bronze e nem mesmo ela sabia, hahaha! A expressão dela é sensacional, depois que ela se aposentar do nado pode virar atriz ou comediante que estarei lá na primeira fila pra assistir! E mulher engraçada então é muito raro e difícil, mas ela não media esforços para isso. Ela é tão descontraída que é impossível não se apaixonar por essa chinesinha louca! Como não amar essas caretas? Ganhou meu coração!

-------

Enfim, esses são os momentos que mais gostei que talvez não tiveram tanta divulgação como os outros mais famosos. Óbvio que vibrei com a conquista da judoca Rafaela Silva, fiquei abismado com a velocidade (e as mulheres que ele come) do Usain Bolt, a "zika" da Hope Solo, a eliminação da Larissa e Talita (e posterior prata da Ágatha e Bárbara), o Michael Phelps e as marcas por "dormir em cima das medalhas" no corpo, a imbatível Simone Biles, e o nosso mais novo herói nacional Isaquias Queiroz dos Santos.


Mas apesar das vitórias ou derrotas, foi a olimpíada mais legal que já vi. Parabéns a todos! E vídeo do Japão aquecendo pras Olimpíadas? Puxa, colocaram uma fantasia perfeita no Shinzo Abe, ficou muito perfeito de Mario! Parecia mesmo que ele tinha se transformado, de tão perfeita que era a fantasia! E fiquei abismado como o Japão além disso abriram um buraco no centro da terra ligando o Japão e Rio de Janeiro pro primeiro ministro passar AO VIVO. Deu pra ver no vídeo, foi sensacional, só queria saber quanto tempo vão reformar esse buraco no meio do Maracanã que dá no Japão.

Perigo enorme de alguém cair ali, cara.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O mundo depois de Pokémon Go


Como ontem eu e meu amigo Guilherme estávamos de bobeira, resolvemos ir ao Parque do Ibirapuera jogar Pokémon Go. Aproveitar que é um parque e tal, ar puro, e também de quebra fazer uma caminhada maneira. Achávamos que por ser uma quinta-feira seria um dia de parque vazio, mas vimos como o tal Pokémon Go anda mudando e repovoando os locais da cidade.

Mal entramos e começamos a buscar os PokéStops pra ir angariando alguns itens. Chegamos ali perto da marquise do Ibirapuera e um primeiro susto: um monte de gente. Gente sentada, gente de gravata aproveitando o horário de almoço, jovens, velhos, homens e mulheres, tinha umas trinta pessoas, no mínimo! Era um local onde tinham vários PokéStops juntos, então os caras ficam ali sentados pegando itens e evoluindo sem precisar ficar andando muito.

Além de que eram PokéStops com Lure Module, como esse:


Essas pétalas flutuando significam isso. Nele era só ficar parado lá que os Pokémon (mais uma vez, "Pokémon" é plural e singular. Você não fala "ônibuses", menos ainda "pokémons") apareciam volta e meia. E engraçado que como os mesmos apareciam pra mim e pra ele, deu pra voltar com o bolso cheio de Zubat, hahaha (mentira, apareciam outros também. Até Tangela!).

Continuamos andando e encontramos uma renca de gente. Tirei até a primeira foto do post, lá em cima. Muita gente ali, pois era igual ao outro ponto da entrada: quatro PokéStops com Lure Module ativo, ainda mais fácil de conseguir Pokémon lá. Só de Psyduck eu peguei uns oito. Até um Dratini nós descolamos!

E engraçado que chegaram até excursões escolares, e a molecada veio me perguntando se ali tava tendo muito Pokémon. Molecada de sete ou oito anos, que nasceu bem depois de Pokémon, mas que sabiam muito bem quem eram. Tipo esse molecada de hoje em dia que sabe todas as músicas antigas do "É o tchan", sabe? Mas que nasceram quando o grupo já tinha sumido. Essa sociedade da comunicação é um treco bizarro.

Enfim, as nossas baterias começaram a morrer. O Guilherme tinha ainda um Powerbank (coisa obrigatória, já que o jogo come a bateria fácil!) e estávamos carregando um mínimo possível quando olhamos ao nosso redor e um monte de gente começar a correr, gritando, enfim, era algo bem parecido com isso:



Fomos correndo também pra ver o que era, mesmo sem bateria no celular nem nada, e quando chegamos lá um carinha nos falou que um Dragonair tinha aparecido lá, e gente de todos os lados do parque apareceram correndo lá pra ver se pegavam também, e uns sortudos conseguiram até! Pena que a bateria tinha terminado e não deu pra gravar um vídeo disso decente. Mas era algo muito similar como quando um Vaporeon apareceu no Central Park em Nova Iorque (vídeo acima).

Mas eu não sabia que era assim. Em plena quinta-feira tanta gente no parque caçando Pokémon, todo mundo com celular e pessoas correndo desesperadamente quando alguém grita que um Pokémon raro apareceu. É um negócio completamente insano, hahaha.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Nunca perder de vista a compaixão.

Esses dias uma grande amiga que trabalhou comigo postou no blog pessoal um desabafo. Na época que eu saí da empresa onde trabalhávamos ela estava começando a luta contra um câncer de mama, e venceu. Mudou muito como pessoa e hoje está inclusive vivendo em outra cidade, casou, arranjou um ótimo emprego, e está numa vida bem feliz. Mas esses dias apareceu nos feeds de blogs que sigo que ela está passando por um novo câncer agora. E agora foi justo parar no cérebro.

Doenças sempre são coisas terríveis, mas câncer parece ser o terrível dentre os terríveis. E pude sentir ao ler as palavras dela toda a tristeza de começar o tratamento de novo, a perda de novo do cabelo, o corpo que reage de maneira péssima, os quilos perdidos, enfim. Ela não compartilhou em nenhuma rede social, nem nada, e talvez por blogs serem coisas que hoje não têm tanta audiência como anos atrás, talvez foi a forma que ela encontrou de compartilhar sem causar muita comoção. Fiquei lendo e refletindo o quão difícil foi pra ela também ir lá e escrever isso.

Nessas horas lembrei de um conceito budista muito forte. A compaixão. É verdade que minha vida também não está nada boa. Estou há anos lutando contra uma depressão horrível, desencadeada por diversos fatores, como desemprego, problemas amorosos, questões familiares, dificuldades financeiras.

Mas ao mesmo tempo não consigo deixar de sentir compaixão pelas outras pessoas, e desejar e orar pelo bem estar deles muito antes do meu. Quantas e quantas pessoas eu não meditei e orei arduamente pra que conseguissem um emprego no meu lugar? Acho que nesses dois anos foram incontáveis. E muitos conseguiram, e ao mesmo tempo não tenho coragem de pedir algo para mim. Gostaria sinceramente de ver uma pessoa a mais feliz, pois a tristeza, bem... Pra quem já viveu tanto tempo assim acho que posso aguentar mais um pouquinho. Ver a felicidade dessas pessoas é o maior de todos os presentes pra mim!

Emprego, namorada, felicidade, vão chegar uma hora e eu não ligo de esperar. Mas essas pessoas precisam de muito mais do que eu. Como essa amiga que está novamente lutando contra o câncer.

Ando meditando muito e desejando o melhor para ela. Eu tenho muita sorte. É verdade que infelizmente algumas vezes não deram certo, mas a grande maioria foi êxito. E sei que mesmo eu não tendo força alguma, eu tenho uns budas maneiros do meu lado que sempre dão aquela força quando peço ajuda pros outros! Ser humano é difícil, vivemos nesse mundo de sofrimento e também sinto que recebo muita compaixão dos budas também.

Apesar de muita coisa por um lado estar ruim, não consigo deixar de ver o quanto de coisa boa também está acontecendo ao mesmo tempo. Por isso agradeço por hoje estar aqui e poder fazer uma diferença - mesmo que muita gente nem tenha idéia que eu fiz algo desejando seu bem. A ideia nunca foi nem mesmo receber um "obrigado". Mas se a cada dia que eu puder abrir os olhos, sentar no meu altar, meditar e orar pedindo com que todos ao meu redor superem tudo e tenha uma vida com tudo de bom, eu continuarei fazendo isso até que a chama da minha vida acabe.

Essa minha amiga, assim como da outra vez, superará novamente esse câncer. E, como eu disse antes, agradeço muito a compaixão não apenas estendida a essas pessoas mas pra mim mesmo, que apesar de muitas coisas nesse momento estarem dando erradas na minha vida, que sinceramente continue dando certo na vida dos outros. Afinal, é isso que me faria mais feliz! O sorriso dos outros! :)

Não vou falar seu nome aqui, mas estou contigo minha amiga! Força!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida (2016)


DC parece que está vindo com tudo mesmo. Esses dias fui no cinema ir assistir, e engraçado que tinha uma fila enorme mesmo pra um dia de semana. Pelo menos em marketing o filme cumpriu sua missão. Talvez a Rotten Tomatoes tenha um contrato com a Disney, pois todos os filmes da Marvel têm boas notas dos críticos. E o público deu uma nota maior ainda pra Esquadrão Suicida (70%) do que pra Batman v Superman: A Origem da Justiça (65%).

Enfim, DC está começando nos filmes agora, e tá sendo bem melhor que as tentativas iniciais da Marvel. Como esquecer os péssimos Homem-aranha 3, Demolidor, Elektra, e Quarteto Fantástico (que apesar de ruim, eu gosto pra caramba)? E olha que a DC está indo muito melhor que a Marvel naquele comecinho, que só começou a acertar mesmo depois que fundou seus estúdios. E ainda assim volta e meia entrega filmes péssimos, como Vingadores: Era de Ultron, Incrível Hulk, Thor 1 e 2, e cagaram até no Homem de Ferro 3. Porra, Stark!

É normal. Pra acertar um pouco na vida tem que se errar muito antes.

Esquadrão Suicida mostra a tentativa do governo de montar uma força tática com os piores supervilões do mundo para enfrentar uma ameaça onde eles mesmos podem ser eliminados com um clique caso queiram agir como malvados sem seu consentimento.

Eu gostei da Amanda Waller
Se você pudesse fundir a maldade do Coringa, Lex Luthor, Flash Reverso, e do próprio satanás, duvido que conseguiria chegar na maldade que acho que Amanda Waller encarna. Eu sempre tive medo dela, pois ela não tem escrúpulos, não tem ética, e está sempre acima do bem e do mal. Viola Davis então soube criar uma Amanda Waller ainda mais fria e calculista, e absurdamente real. Sim. Essa mulher rouba toda a cena e é mais vilã que todos os vilões juntos.


Amanda Waller é um personagem recorrente. Aparece sempre nos quadrinhos, seriados e filmes dos heróis por aí. Particularmente minha favorita era a Amanda Waller das séries da DC do canal CW (interpretada pela gatinha Cynthia Addai-Robinson). Era. Ver Viola Davis dá pra ver como foi levado a outro nível e me fez ter mais medo dela ainda. Você pode até simpatizar com vilões como Coringa, ou Lex Luthor. Mas Amanda Waller é pra colocar o rabinho entre as pernas e sair correndo de medo!

Eu não gostei do vilão (ou vilã!)
Acho que num filme onde vilões são protagonistas é complicado sempre achar um vilão à altura. Tem que ser muito bom. E achei que foi o ponto mais fraco do filme. Muita gente reclamou que o Coringa do Jared Leto aparece pouco, mas eu achei que ele apareceu na medida certa, não senti mais falta dele. Mas senti falta de um vilão bacana.


Os vilões são a Magia (acima) e seu irmão Incubus, que abrem um buraco negro no meio de Midway City e transformando as pessoas em uns bichos com cara de colméia (isso é de arrepiar de bizarro). Eles são fortes e tal, mas achei que faltou eles aparecerem mais, darem mais surra nos suicidas, e enfim, serem mais vilões que os vilões protagonistas. Ficaram apenas taxados como fortões sem personalidade. Umas cenas a mais não faria mal.

Eu gostei do Coringa e da Arlequina
Quem é Margot Robbie? Ah, é aquela mina que o DiCaprio comeu em "O Lobo de Wall Street", realizando sonhos eróticos que toda menininha (hoje, quarentonas) viúva do Jack do Titanic deve ter por esse babaca até hoje. Mas sabe, a partir de hoje ela vai ser conhecida como a Arlequina. E virar talvez um mito tão grande quanto o de Heath Ledger com seu Coringa. Recriou o personagem com uma maestria impecável.


Muita gente tava com medo dela ser apenas mais um pedaço de carne. Mas não! Ao contrário do Will Smith que começa o filme bem e termina muito mal, a Arlequina mantém as atenções do começo ao fim, com seus comentários engraçadíssimos, sua força fora do comum (sim, ela é boa na porrada!), e sua paixão pelo Coringa. Isso é o mais legal. Dois psicopatas juntos.

Pra não ficar uma relação muito abusiva do Coringa (mas plenamente consentida pela Arlequina), colocaram cenas que os dois se dão mal juntos. Como uma cena em que o Coringa diz pra Arlequina se ela viveria por ele mesmo depois de se jogar num tanque da Ace Chemicals, e ela diz que sim e se joga sem hesitar, seguindo depois pelo Coringa que se joga e os dois se beijam no meio de líquidos tóxicos. Chupa essa, DiCaprio.

Eu gostei dos ganchos com o universo DC
O filme não é algo solto no espaço sem cronologia dentro dos filmes da DC. Uma coisa que me espantou muito é que ele está inserido como uma continuação de "Batman v. Superman". Afinal, porque raios a ARGUS teria que ir atrás de vilões se tem um kriptoniano que usa cueca vermelha por cima da roupa aí pra surrar qualquer vilão? Porque ele morreu, oras, no final de "Batman v. Superman".


O Ben Affleck e até o Grant Gustin Ezra Miller aparecem nos seus papéis de Batman e Flash, respectivamente. Com direito a Batmóvel e tudo (acima). E no final tem até uma cena onde o Bruce Wayne recebe da Amanda Waller papéis com informações sobre onde estão os outros membros da Liga da Justiça. Logo, é bem possível que o Coringa do Leto apareça ainda mais em outros filmes do futuro, junto dos outros vilões apresentados. Se prepara, Liga da Justiça! Vocês vão ter trabalho!

Eu não gostei da ética dos vilões
Vilões tem coração? Não sei, haha. Mas sei lá, a minha concepção de "Esquadrão Suicida" é que eles só trabalham como bonzinhos pois existe uma ameaça real de morte. Desde que a DC criou isso existe um elemento primordial que é a microbomba no cérebro que pode matá-los a qualquer momento. E o bacana do Esquadrão Suicida é isso: eles sabem que têm que trabalhar para o bem, mas eles ao mesmo tempo querem se dar bem também e escapar disso e aproveitar a liberdade. Pois é a única chance que eles têm.


Afinal, eles são vilões, ora bolas. Por exemplo, o Floyd Lawton, aka Pistoleiro, o Will Smith fez ele muito bonzinho, como sendo um papai que tem saudades da filha, quando minha visão do Pistoleiro é um cara completamente sem escrúpulos, que matou a própria esposa e que acredita em sua própria justiça.

No final das contas o Rick Flag destrói o controle remoto das bombas cerebrais deles e eles resolvem fazer o bem mesmo assim. Fuck! Isso cagou tudo!

Onde estão as ameaças, o medo deles traírem quem os estão controlando, o constante medo de perderem suas vidas e a adrenalina disso tudo? Que moral o Pistoleiro vai ter nos próximos filmes quando o Batman for atrás dele? Enfim, sei que teve quem gostou, mas eu detestei isso. Vilões são legais pela maldade. Se eu quisesse um herói, eu iria atrás do Chapolin Colorado...

E o Coringa do Leto?
Ouvi falar de gente até que queria pedir o dinheiro do ingresso de volta pra Warner por "propaganda enganosa", pois está colocado no poster o nome do Jared Leto (Coringa) e ele, de acordo com essas pessoas, não aparecia muito. Bom, o Mark Hamill tá lá bem grande no poster do Star Wars VII e ele só aparece no final e por uns trinta segundos. Mas o Coringa, como eu disse acima, não senti que ele apareceu pouco não. Ele não faz parte do Esquadrão Suicida, e está lá mais mesmo pra causar o bom e velho caos. E isso ele faz muito bem nas cenas que aparece.


Li por aí que o Leto fez um trabalho muito similar ao Ledger pra interpretar o comedor da tia do bátima. Espero que ele não se mate depois, haha. Mas brincadeiras à parte, foi uma ótima interpretação e ótimo conceito de Coringa também. Talvez seja um dos mais próximos dos quadrinhos com um toque a mais, como as tatuagens e o sorriso metálico. Mas como o filme era do Esquadrão Suicida, ele não apareceu tanto quanto a Arlequina ou o Pistoleiro. Mas quando apareceu foi bom sim, e me deixa mais tranquilo saber que o maior vilão do Batman está em boas mãos.

E aquela risada? Puxa, o cara mandou bem mesmo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

E o tal Pokémon Go?

Desde que foi lançado já tinha gente correndo atrás desse jogo, até tutoriais dizendo como burlar e baixar se passando por alguém da Austrália, o que fez os servidores caírem no mundo todo. Eu baixei e criei o meu perfil, e vi até um professor meu da faculdade que também está andando por aí capturando Pokémon (e sim, "Pokémon" é plural e singular, não existe "Pokémons").

Ontem estava voltando do templo budista no ônibus e aproveitei que no ônibus estou em movimento sem precisar caminhar e fui jogando. Engraçado que sentou do meu lado um casal com um tablet jogando, e na hora que eles me viram que eu estava jogando também eles "Ah, você também!". Sinal de que não fomos os únicos a nos cruzarem jogando isso, haha.

Povo viciou e tudo mais, mas o facto é que achei o jogo na verdade bem chato. Eu comecei a jogar Pokémon lá nos anos 2000, na época do Pokémon Red, e posteriormente Silver. Não peguei a geração do GBA (Ruby/Sapphire e Firered e Leafgreen), mas botei minhas mãos nas versões Diamond, e SoulSilver (óbvio que eu prefiro o Lugia do que o Ho-oh!). Até hoje tenho meu Gameboy e as fitinhas guardadas com todo carinho. As últimas versões Black/White, X/Y, AlphaSapphire/OmegaRuby não coloquei as mãos. Mas sei que Pokémon continua com aquela receita insuperável, que continua vendendo rios de dinheiro, e mesmo que eles adicionem e modifiquem diversas coisas, a estrutura continua a mesma, e isso é demais.

O facto é: pra quem jogou os jogos, Pokémon Go ainda é muito limitado. Espero que a Nintendo e a Niantic invistam mais trazendo novidades pra ficar cada vez mais parecido com o jogo. Porque o jogo basicamente só tem duas coisas: andar por aí e capturar Pokémon (sem batalhar!), e ter uns combates nos diversos ginásios por aí. Só, basicamente. Eu baixei, super me empolguei quando peguei meu Squitle e o batizei de ShellShocker (que aliás, acho que poucos saberão a referência). Aí, sábado, indo pro templo no ônibus saquei pra jogar e no trajeto de uns 14 km, só apareceu um Venonat e um Pidgey furado cagando na minha cabeça. Só.

O jogo ainda é muito cru. Sei que teve gente que pirou, mas é gente que não viveu a experiência do jogo lá, inteiro, bonitinho. Tem um potencial enorme, e a Nintendo pode também fazer rios de dinheiro com o jogo se quiser. Mas achei... Chato. Espero que não percam o timing e vão mandando novidades sempre, pois é um jogo que ainda tem muito a se explorar - exatamente por ter uma audiência enorme!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Harmonia entre religiões.

Um conceito muito forte no budismo que pratico (Shinnyo-en) é a harmonia entre as religiões. Não é o sentimento de "dominar" o mundo, nunca foi essa a ideia, mas sim de criar harmonia entre as outras crenças, onde todas possam continuar desempenhando seu papel de ajudar as pessoas a terem vidas felizes e, se os conceitos budistas ajudarem a pessoa a chegar a esse objetivo, melhor ainda. Budismo não busca o domínio, e sim a harmonia.

Eu tenho muitos amigos que são meus afilhados das mais diversas religiões. Como nunca vamos pregar algo como "somente nós estamos certos e o resto do mundo está errado", dá pra aplicar conceitos do budismo em outras crenças e sem problema nenhum de terem ela como "segunda religião". Afinal as práticas budistas não ofendem nenhuma outra crença, a pessoa pode estudar e usar isso no seu dia-a-dia, independente da religião ou crença pessoal.

Esses dias eu tive a chance valiosa de sentir como é essa harmonia. Tenho muitos amigos, e tenho amigos muçulmanos também. Uma dessas amigas muçulmanas veio desabafar comigo sobre um problema que estava tendo com uma colega que frequenta a mesma mesquita que ela. Parece que essa colega dela é uma pessoa muito solitária, que acabava sempre machucando as pessoas, e não tinha muitos amigos.

Depois de ouvir o caso todo, achei que seria uma boa indicar de uma forma amiga uma ajuda pra essa minha amiga, pois essa colega dela estava provocando muito ela. Pedi pra que ela se colocasse no lugar dessa colega, que no fundo devia sofrer muito por não ter amigos que frequentassem o templo deles, e que tivesse mais paciência com ela.

Essa minha amiga disse que havia falado com essa colega já pra que ela mudasse, mas a colega não havia mudado. Comentei com ela então que atos falam mais alto que palavras, e que se essa minha amiga mostrasse pra sua colega toda a bondade que tem no coração o caminho das pedras pra essa colega seria mais fácil do que apenas falar "seja assim", ou "faça isso". Demonstrasse bondade por meio dos seus atos, e que mostrasse pra ela como se portar melhor pra ajudar essa colega a entender com seus atos como mudar e ter novos amigos. Sem dúvida essa colega veria a minha amiga como exemplo de bondade, e a seguiria, e veria que estava agindo de maneira errada e eventualmente melhoraria como pessoa.

Me deixou muito feliz a oportunidade de ouvir a estória e poder aconselhar. Espero que sinceramente as duas se entendam melhor, e que tenham vidas mais felizes!

Arquivos do blog