sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O mundo depois de Pokémon Go


Como ontem eu e meu amigo Guilherme estávamos de bobeira, resolvemos ir ao Parque do Ibirapuera jogar Pokémon Go. Aproveitar que é um parque e tal, ar puro, e também de quebra fazer uma caminhada maneira. Achávamos que por ser uma quinta-feira seria um dia de parque vazio, mas vimos como o tal Pokémon Go anda mudando e repovoando os locais da cidade.

Mal entramos e começamos a buscar os PokéStops pra ir angariando alguns itens. Chegamos ali perto da marquise do Ibirapuera e um primeiro susto: um monte de gente. Gente sentada, gente de gravata aproveitando o horário de almoço, jovens, velhos, homens e mulheres, tinha umas trinta pessoas, no mínimo! Era um local onde tinham vários PokéStops juntos, então os caras ficam ali sentados pegando itens e evoluindo sem precisar ficar andando muito.

Além de que eram PokéStops com Lure Module, como esse:


Essas pétalas flutuando significam isso. Nele era só ficar parado lá que os Pokémon (mais uma vez, "Pokémon" é plural e singular. Você não fala "ônibuses", menos ainda "pokémons") apareciam volta e meia. E engraçado que como os mesmos apareciam pra mim e pra ele, deu pra voltar com o bolso cheio de Zubat, hahaha (mentira, apareciam outros também. Até Tangela!).

Continuamos andando e encontramos uma renca de gente. Tirei até a primeira foto do post, lá em cima. Muita gente ali, pois era igual ao outro ponto da entrada: quatro PokéStops com Lure Module ativo, ainda mais fácil de conseguir Pokémon lá. Só de Psyduck eu peguei uns oito. Até um Dratini nós descolamos!

E engraçado que chegaram até excursões escolares, e a molecada veio me perguntando se ali tava tendo muito Pokémon. Molecada de sete ou oito anos, que nasceu bem depois de Pokémon, mas que sabiam muito bem quem eram. Tipo esse molecada de hoje em dia que sabe todas as músicas antigas do "É o tchan", sabe? Mas que nasceram quando o grupo já tinha sumido. Essa sociedade da comunicação é um treco bizarro.

Enfim, as nossas baterias começaram a morrer. O Guilherme tinha ainda um Powerbank (coisa obrigatória, já que o jogo come a bateria fácil!) e estávamos carregando um mínimo possível quando olhamos ao nosso redor e um monte de gente começar a correr, gritando, enfim, era algo bem parecido com isso:



Fomos correndo também pra ver o que era, mesmo sem bateria no celular nem nada, e quando chegamos lá um carinha nos falou que um Dragonair tinha aparecido lá, e gente de todos os lados do parque apareceram correndo lá pra ver se pegavam também, e uns sortudos conseguiram até! Pena que a bateria tinha terminado e não deu pra gravar um vídeo disso decente. Mas era algo muito similar como quando um Vaporeon apareceu no Central Park em Nova Iorque (vídeo acima).

Mas eu não sabia que era assim. Em plena quinta-feira tanta gente no parque caçando Pokémon, todo mundo com celular e pessoas correndo desesperadamente quando alguém grita que um Pokémon raro apareceu. É um negócio completamente insano, hahaha.

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