sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Uncharted 4: A thief's end (2016)


Eu sou super fã da série de games Uncharted. Já terminei a trilogia do PS3, e terminei hoje o quarto volume, o Uncharted 4: A thief's end. Só não joguei ainda o Golden Abyss, mas preciso antes de um PSVita, haha.

Na verdade eu sou super fã da produtora Naughty Dog, eles fazem uns games muito cinematográficos, que pra quem joga é toda aquela emoção de estar no controle do personagem como sempre quisemos fazer num filme. E pra quem assiste, é como estar sentado vendo um filme na telinha. Quase nada na tela pra causar o máximo de imersão, diálogos espontâneos e ações inesperadas.

Nesse jogo Nathan Drake está vivendo uma vida feliz com sua esposa, a Elena Fisher, quando seu irmão mais velho Sam aparece e o chama para viajar atrás do tesouro do lendário (e real) pirata Henry Avery. E Drake tem que aceitar essa empreitada, senão o jogo não acontece!

Eu gostei dos gráficos
Ser desenhista 3D na Naughty Dog deve ser tanto um trabalho muito recompensador como incrivelmente frustrante. Recompensador porque os gráficos são de outro mundo, são realmente muito detalhistas e lindos. Talvez as figuras humanas sejam uma das mais realistas pra um game. Mas as paisagens, putaqueopariu:


Isso acima é gráfico de jogo, não é gráfico de cutscene. Você pode mexer câmera, andar nisso tudo e explorar. E aí que vem a parte frustrante de ser desenhista 3D da produtora: imagina quantas horas, dias, semanas ou meses que os caras levaram pra desenvolver toda essa paisagem, com todos os detalhes de texturas, vegetação, iluminação e plano de fundo. E tem gente que passa por toda essa maravilha de carro, a mil por hora, e nem para pra apreciar a paisagem. Eu não sou fã de gráficos realistas, mas quando aparece algo assim é impossível no mínimo respeitar muito o trabalho dessa equipe.

Eu gostei da história
Embora no jogo você controle o Nathan Drake, que é um caçador de tesouros (ou ladrão, como preferir), é muito bacana como o jogo também apresenta diversos fatos históricos, já que o Drake só se interessaria por coisas que tivessem alguma história ou valor de venda alto. E normalmente em todos os jogos eles sempre usam alguma lenda que eles vão atrás. No primeiro era El Dorado (América do Sul), no segundo era Shamballa (Himalaia) e no terceiro o Irã dos Pilares (Oriente Médio). Nesse a busca é por Libertalia, uma cidade lendária fundada pelo rei dos piratas, Henry Avery, ali perto das quebradas de Madagascar.



Como se a busca pelo tesouro já não rendesse muitos plot twists, no roteiro conseguem desenvolver como ninguém a estória individual de cada um. Minha cena favorita é essa acima. Drake aprontou muito nos outros três games da série, e nesse jogo ele está feliz e casado com a gatinha da Elena Fisher (que aparece desde o Uncharted 1), mas ele mente pra ela dizendo que ia fazer um trabalho na Tailândia e vai em busca do tesouro de Henry Avery com seu irmão Sam. A hora que ela descobre tudo é esse vídeo acima quando a casa cai. Independente se jogou ou não, é incrível as atuações, os detalhes, as vozes, ângulos de câmera e iluminação. Não é cinema, mas é uma baita aula de cinema.

Eu gostei de interagir com os cenários
O jogo é bem linear. Muita gente não gosta, eu sinceramente não ligo muito. Significa que assim que você passou de uma área, você não consegue mais voltar lá. Por isso nessas horas que não tem tiroteios, nem nenhum precipício pra escalar, é legal ficar brincando com as coisas que aparecem. E tem tudo quanto é raio de cenário, desde mansões, florestas, vilas, ilhas desertas, cavernas, enfim. Minha parte favorita era uma cidade que você vai buscar pistas sobre Avery:



Tem esse mar de gente e muitas possibilidades. E você pode ou andar e passar batido sem interagir com nada ou pode brincar como no vídeo acima. A pessoa comprou uma maçã e depois interagiu com o lêmure, que roubou a maçã. Engraçado que o Nate comenta dizendo que quer ter um cachorro, e que iria colocar o nome de Victor (zuando o amigo na sua frente, que se chama Victor Sullivan) quando tudo acabar e no final do jogo o que acontece? Uma cadelinha chamada Vicky. Sensacional!

Eu não gostei da falta de opções
O jogo é muito cinematográfico. E é verdade que você tem meio o poder em suas mãos, mas o jogo é linear igual um filme também. Não tem como saber o que aconteceria se a Rose deixasse o Jack subir naquele pedaço de porta depois do Titanic afundar (e a internet provou que existia espaço! Rose que foi fdp mesmo!). Ok, eu entendo que se Uncharted te desse todas as opções do mundo como um GTA teria que pagar o custo desse espaço todo em algum lugar, como gráficos ruins, sei lá.


Mas tirando as interações e os tesouros a se buscar não se tem muito mais o que fazer a não ser seguir em frente. Uma sugestão, sem ser mundo aberto? Algumas quests! Ou o seu carinha ganhar experiência e melhorar as habilidades de luta, meio estilo RPG. É possível fazer isso, mas o jogo não apresenta muito isso. Acho que essas coisas dariam mais opções e mais diversão ao game, já que ele é muito, muito, muito linear.

Eu gostei do motion capture
Um dos motivos do jogo ter um CGI é porque o jogo abusa do motion capture. Os atores reais contracenam com aquela caralhada de sensores e captam tudo, desde o rosto, até movimentos, e com esses registros fazem o jogo muito mais realista. Não é aquele jogo que todos andam daquela forma quadradinha, sabe? Isso só aconteceu pois o jogo conta com atores reais por detrás de tudo.



Acima mostra como foi feita. Primeiro os atores (que também fazem as vozes) atuam e registram tudo. Depois passa pro computador os movimentos pros bonecos, e adicionam as luzes, texturas, fundo, e outras coisas pra deixar ainda mais realista. Resultado? Algo sensacional, como acima.

No mais, o jogo é sensacional. Levei mais ou menos uma semana pra terminar, e é incrível a melhoria dos gráficos. Menção honrosa aos dubladores, em especial os que dão voz ao casalzinho Nate e Elena, os atores Nolan North e Emily Rose, respectivamente. São grandes dubladores que ao fazer Uncharted só provaram que são os melhores mesmo. Jogo nota mil!

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