sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Final Fantasy V (1992)


Pois é! Esse ano estava planejando jogar pelo menos três Final Fantasy. Em janeiro terminei o Final Fantasy VI, agora joguei o antecessor, o quinto capítulo da maior franquia de RPGs da história, Final Fantasy V. Terminei na sexta dia 4, e, bem, Final Fantasy é sempre um Final Fantasy. Mas esse jogo, não sei, algumas coisas que não gostei muito, mas compensou outras coisas que gostei muito, então acho que ficou no zero a zero mesmo. Não chega a ser péssimo. Mas também não é excelente.


Acho que o ponto mais fraco que achei foi a história. Achei meio fraquinha, especialmente comparado com outros jogos. A sinope é assim: um milênio antes dos eventos do jogo, um mago chamado Enuo usando o poder de uma entidade chamada "Void" (o buraco negro da imagem acima) veio querendo destruir tudo. Porém a civilização da época lutou contra ele, mas não conseguiu deter o "Void", que era o vazio que estava dominando aquele mundo com vazio e escuridão. Foram obrigados a dividir aquele mundo em dois, com o "Void" no centro.

Porém as pessoas pra manter o equilíbrio do mundo, dividiram os quatro elementos em cristais, que cuidariam do balanço entre os mundos, evitando que o temido "Void" voltasse. Porém é óbvio que a paz não reinaria muito tempo, e criaturas malignas do "Void" começaram a invadir um dos mundos, com um demônio chamado Exdeath no comando. Porém um grupo de quatro heróis de um dos mundos selaram o Exdeath dentro dos cristais elementais.

Mas é óbvio que a paz não duraria muito tempo...


O vento é uma coisa meio essencial nesse mundo, pois é pelas navegações que tudo ocorre. Mas logo no começo do jogo o vento misteriosamente para, e o rei Tycoon, de um dos reinos do mundo, resolve ir lá ver o que rolou com o cristal do vento Quando chega lá, o cristal é quebrado em pedacinhos. Do outro lado conhecemos o protagonista, Bartz Klauser, um rapaz que vive com seu Chocobo numa vida tranquila no campo. Porém um dia um meteoro cai nas quebradas dele, e o moleque resolve ir lá ver, e encontra uma linda donzela de cabelo rosa, a Reina (acima).

A garota é a princesa do reino, filha do rei Tycoon. Bartz a salva e depois descobrem que perto do meteoro tinha um velhote chamado Galuf, que não lembra de absolutamente nada, mas como ele sabe lutar também, se junta à equipe. Mais pra frente, em uma caverna de piratas, encontram o líder dos piratas que pode arranjar um barco pra eles explorarem o mundo. Esse pirata se chama Farris, que também se junta à equipe. Porém "o" Farris na verdade é "a" Farris! É a irmã perdida da princesa Reina, mas preferiu deixar a realeza e viver uma vida como uma pirata pelos sete mares. Mais pra frente enfim acham o local do cristal que o rei Tycoon havia ido, mas ele se quebrou em pedaços, e o rei deixa uma mensagem pedindo pra eles protegerem o mundo.

E assim o jogo começa! A história é meio grande, mas se eu for ficar só falando da história vai ser meio chato. Mas eu, sei lá, achei os personagens meio sem carisma, a história meio óbvia demais, e o vilão apenas forçudo, nada mais. Achei que faltou uns dramas. Acho que o maior drama mesmo foi quando mais ou menos no segundo terço do jogo o Galuf, que estava contigo desde o comecinho do jogo, se sacrifica:



Gente, eu sei que são apenas alguns pixels, mas como eu chorei! Hahahaha. É bem triste a hora que a Krile, neta de Galuf, vê seu avô morrendo e fica lá gritando pra ele não morrer. Essa cena eu chorei pra caralho, hahaha. Mas sabe, apenas essa. Normalmente em um jogo do Final Fantasy eu choro de três a cinco vezes. Nesse jogo foi apenas essa. Por isso achei a história fraca, e história sempre é um negócio excelente num jogo de Final Fantasy.

Mas o jogo tem um sistema de jobs realmente muito bom, como todos dizem. E mesmo assim teve profissões que eu nem consegui jogar. Tem os clássicos (Knight, Thief, Black/White/Red Mage), e muitos novos (Geomancer, Ninja, Samurai, Chemist, Summoner, Ranger, etc) o que torna o jogo muito legal nessa parte. Mas a melhor parte é que você pode usar uma habilidade de outra classe, além da habilidade nativa do seu job.

Exemplo: ter um Black Mage com magia de ataque e ao mesmo tempo ter habilidade do White Mage de cura. E isso é sensacional e dá uma ampla gama de possibilidades de tirar a tampinha da cabeça. Acho que é um dos melhores, se não o melhor sistema de jobs da série. É um baita ponto forte.


Não achei o jogo muito difícil igual foi Final Fantasy III. Aquela merda era quase impossível! Mas senti falta de um pouco mais de ação que não fosse apenas chegar nos castelos/calabouços, ir até o final e derrotar o chefe. O mundo fica difícil depois que se experimenta a criatividade mágica que é FF6, que veio depois desse. O vilão Exdeath (foto acima) tem esse nome estranho por uma história curiosa.

Em japonês o nome é Ekusudesu (エクスデス) e aqui parece que traduziram errado o nome dele, talvez o correto seria "Exodus", pego da bíblia mesmo, o livro do êxodo. Mas parede que quem traduziu achou que o "desu" do final do nome era de "death", não de "dus", então o nome ficou Exdeath mesmo e a Square não arrumou até hoje, hehe.

A batalha final contra ele é bem bacana. Ele se junta a uma árvore maligna dentro do Void e se funde com outros monstros pra formar o "Neo Exdeath". É uma batalha sensacional! E o final é bonitinho. Mesmo controlando a neta do Galuf, a Krile, no seu lugar, é bonitinho no final do jogo ver que eles foram em paz e estarão pra sempre junto deles. Chorei nessa parte também! Oh, pobre Galuf.

O jogo é bom, não é ruim não. E sei que pra algumas pessoas é o Final Fantasy favorito. Mas pra mim, até agora, foi o que eu menos gostei. Mas é um jogo correto, muito bem bolado, mas acho que faltou um tiquinho de tempero. Mas também indico fortemente!

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