quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O triste destino do vôo 2933

Na noite do dia 28 eu estava muito mal. Achei que era apenas o resfriadinho enchendo o saco do corpo, dando aquela canseira e tosse, mas havia algo a mais. Não consegui dormir direito naquela noite. Quando preguei os olhos, acordei depois. Fui ao banheiro, e quando vi o relógio era mais ou menos 1h00.

Voltei a dormir, e no outro dia até que acordei bem. Mas ao ligar a tevê fiquei chocado com o que estavam noticiando. O voo com todo o time do Chapecoense caiu perto de Medellín, na Colômbia.

Desastres aéreos me fazem sempre passar muito mal. Acho que talvez seja um carma. Comecei a ter muito medo de avião quando eu era criança, e vi as cenas chocantes dos corpos carbonizados nos jornais do acidente do Fokker 100 da Tam, no dia 31 de outubro de 1996. O acidente do voo da Germanwings, o 9525 também me deixou profundamente triste, ainda mais se tratando de um suicídio. Até hoje presto muitas preces ao Andreas Lubitz e todas as tristes vítimas desse acidente.

Esse acidente com a equipe do Chapecoense me deixou muito triste. Era um time pequeno, indo pra sua primeira conquista internacional, acabando no triste destino nas montanhas de Medellin. E sei que talvez muitas pessoas estejam com muita raiva do piloto Miguel Quiroga, dizendo que ele é um assassino, que ele fez isso de propósito, mas acho que talvez poucos entendam que ele foi uma infeliz vítima desse acidente também.

Uma das coisas principais da Shinnyo-en, a comunidade budista que eu frequento, é estender preces sem distinção de amigos ou inimigos. Independente de uma guerra existirem vitoriosos ou derrotados, todos os lados sofrem perdas. E elas doem para todos os lados. E esses dias ofereci preces sinceras não apenas ao Miguel Quiroga, mas também a todos os outros que estavam no avião e não sobreviveram a essa triste fatalidade.

Assisti tudo desde o começo, até o funeral coletivo feito em Chapecó. Nessa hora vimos como existe empatia pela dor alheia. A linda homenagem no estádio do Atlético Nacional na Colômbia, os atendimentos médicos às vítimas, e todo o carinho pra confortar o Brasil que nessa semana substituiu o time do coração pelo Chapecoense.

Eu também, por aqueles dias eu não fui corintiano. Fui chapecoense em homenagem a todas às vítimas dessa triste tragédia.

Uma das coisas que mais me tocaram foi que teve uma repercussão internacional também. Acho que o minuto de silêncio que a torcida do Liverpool fez em homenagem foi sem dúvida de emocionar. Pra quem não viu, veja:


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