quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A inflamação de ouvido.

A virada do dia 31 foi bem diferente pra mim. Justo nesse dia acordei com o ouvido completamente tampado. Pior: a única coisa que ouvia do lado esquerdo era como se ele estivesse imerso na água. Uma sensação péssima.

Nesse dia começou a dar dor também. E por mais que eu tentasse me mexer, pular, balançar a cabeça, essa "água" parecia não sair do ouvido. E não conseguia imaginar o que se passava. Foi meio culpa minha, devia ter procurado um médico logo naquele dia, mas pra não preocupar meus pais fiz toda minha rotina normal, cozinhei, ajudei minha mãe, e só reclamei mesmo que parecia que meu ouvido estava tampado.

A noite piorou tanto que simplesmente dormi e só acordei faltando cinco minutos pra meia-noite. Dei feliz ano novo e capotei de novo. No dia primeiro continuou ruim, o ouvido tampou ainda mais, e muitas vezes por conta do desespero tentava colocar cotonete pra ver se tirava aquela bendita água (não façam isso, nunca), mas era sempre um alívio momentâneo.

Dia 2, sem aguentar de dor, enfim fui no pronto-socorro, e passei com um otorrino de plantão.

Óbvio que não estava nada bem. Ele examinou e tudo mais, e lembro que ele até comentou "Cara, parece que rompeu algo aí de dentro", e eu gelei na hora. Acho que estava com apenas uns 5% de audição do ouvido esquerdo (que historicamente nunca foi meu melhor ouvido). Estava melhorando um pouquinho desde dia 31, mas ainda estava muito mal.

Acho que foram umas duzentas pratas em antibióticos, anti-inflamatórios e soluções pra pingar no ouvido ruim. O médico mesmo falou que a melhora só iria começar dentro de três dias, e justo dia 3 meus pais foram viajar pro nordeste, e eu e meu irmão iríamos cuidar da casa.

Se pudesse dar um adjetivo pra essa primeira semana de janeiro de 2017, eu diria: "Desesperadora". Pois ouvido é um órgão muito sensível, e que demora muito a fazer efeito. Pois primeiro os antibióticos teriam que fazer efeito matando os organismos ruins no ouvido. E como isso doía! Três dias de anti-inflamatórios pesados e compressas de água quente pra ajudar na dor. E a recuperação foi a passos de tartaruga. Não é como uma sinusite, que mesmo o médico passando uns cinco dias de antibióticos, no terceiro a gente já tá bem. Até o ouvido reagir demora, e isso era o mais desesperador, pois do jeito que estava indo devagar eu temia que começaria 2017 surdo de um ouvido.

Talvez o pior dia foi a noite da terça, dia 3. A dor era tão grande que eu não consegui fazer o jantar, e tivemos que pedir uma pizza. Mas meu irmão colaborou bem vendo meu estado, ajudava a arrumar a casa enquanto eu cozinhava, realmente sou muito grato a isso.

A primeira vez que o ouvido destampou mesmo foi na noite do dia 9, uma semana depois do tratamento. A melhora foi bem gradual, aos pouquinhos a audição foi voltando, a "água" dentro foi saindo, e o ouvido destampar foi só mesmo uma semana depois. Mas foi uma semana horrível, e tudo poderia ter se resolvido com duas gotinhas de álcool etílico. Calma, vou explicar:

No natal eu fiquei o dia inteiro na piscina. Gavião Peixoto quase quarenta graus. E eu sentia que tinha água no ouvido, bem pouquinho, mas deixei lá. Eu nadei por anos, isso era normal. Mas quando retornei dia 29, aqui estava tão quente quanto lá, e eu dormi literalmente embaixo do ventilador, tomando vento, inclusive no ouvido com água, dois dias consecutivos. Acho que foi isso que ferrou tudo. Talvez, se antes de tudo eu não tivesse pingado duas gotinhas de álcool etílico (dica do otorrino) pra desentupir o ouvido, nada disso teria acontecido, certamente.

Mas tudo o que acontece com a gente de ruim é ótimo pra aprendizado, e estou extremamente grato que tudo terminou bem e hoje estou com o ouvido bem e saudável. Mas que foi horrível, ah, isso foi.

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