quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Livros 2016 [#8] The girl on the train (2015)


2016? Calma, não está errado! "Livros 2016" porque eu li esse livro em dezembro do ano passado, durante minha estadia na casa do meu avô. ;)

Muita gente recomendava esse livro pra quem leu outro romance policial, que eu já li por aqui, o Gone Girl, da Gillian Flynn. Porém, um não tem nada a ver com o outro. Em Gone Girl a Amy Dunne é claramente uma psicopata, e a Rachel Watson desse livro é mais uma derrotada que faz tudo errado mesmo.

Mas isso não quer dizer que seja um livro ruim!

O livro tem como foco a vida de três mulheres, Rachel, Megan e, posteriormente, Anna. Logo nos primeiros capítulos mostra Rachel como sendo uma mulher que bebe muito, que eventualmente nas bebedeiras acaba fazendo muita merda (como importunar o ex-marido Tom, que já está casado com outra, a Anna), e todas as vezes que ela voltava pra casa de trem olhava pras casas e via ao longe a vida de Megan, que ela achava ser perfeita e a cobiça em diversos momentos.

Esse começo é muito chato, e eu não dava muito pro livro só julgando pelo comecinho. Aí, pum, surpresa. Megan morre, e o Scott, seu marido, que Rachel também conhecia, é acusado como o principal suspeito do assassinato.

A partir desse momento começa a mostrar o passado da Megan também. E que ela não era tão santa assim, ou perfeita. Em um relacionamento com um namorado antigo, Megan acabou engravidando e ao dar a luz enterrou a criança viva cometendo um infanticídio que só foi descoberto depois que ela própria foi assassinada. E claro, somos levados a crer que talvez esse affair dela do passado que esteja querendo vingança.

Do outro lado temos a inclusão da Anna, que é a atual esposa do ex-marido da Rachel, o Tom. Anna detesta Rachel do fundo do coração. Chama ela de vadia bêbada, pois acha que Rachel sempre nas bebedeiras dela quer acabar com o casamento dela com Tom (que inclusive deu frutos, que Rachel não conseguiu enquanto era casada com ele, uma bebê chamada Ellie). Porém Tom parece ainda sentir muita pena da Rachel e a ajuda muito sempre que pode, enfurecendo ainda mais Anna a respeito de Rachel.

Scott acaba sendo inocentado por falta de provas, pelo menos por um tempo. E Rachel, que viu dias antes da própria Megan morrer o amante dela, chamado Kamal (que também é considerado suspeito pela polícia, mas também é solto por falta de provas).

Porém o mais legal do livro são as lembranças da Rachel. Nos porres dela parece que ela esquece de tudo o que rolou, e durante grande parte do livro é sempre uma busca enorme por essas lembranças. Afinal, mais pra frente ela revisita essas memórias dela, e descobre que ela tinha visto muita coisa, incluindo elementos-chave pra resolução do caso e descobrir quem diabos matou a pobre Megan.

(bom, aí fica muito final do livro mesmo, a única coisa que posso dizer é que é surpreendente)

O livro é bem escrito e bem estruturado. É interessante ver como as personalidades são bem construídas e distintas: Rachel sempre depressiva, Megan um pouco também (desmistificando o conceito que nós e Rachel temos dela) e Anna sempre muito barraqueira. É um caso relativamente simples, e é curioso ver o desenrolar da coisa toda, investigação, memórias, etc.

É legal ver a mulherada dominando a temática. Tem muitos livros atuais indo por essa tendência, e eu acho maravilhoso. Nada como nos ajudar a embarcar nesse mundo feminino e ajudando nós homens a entender melhor esse mundo louco. E tem filme também, foi lançado ano passado, com a Emily Blunt como a Rachel, Haley Bennet como a Megan e Rebecca Ferguson como Anna. Quero assistir! :)

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