sábado, 15 de abril de 2017

Liesl Pfeiffer - Criação & Conceito

Já falei dos três principais, agora vamos partir para os coadjuvantes!

Acho que muita gente talvez não saiba como pronunciar o nome dela. Eu sempre fui super fã das Brumas de Avalon e sei como é difícil encarar uns nomes mais complicados (como Gwenhwyfar, que eu sempre quando passava o olho eu via apenas um monte de letras juntas que significavam o nome de uma personagem) e acho que talvez algumas pessoas achem "Liesl" um pouco complicado. Mas se colocar no Google tradutor e digitar "Liesl" e clicar em ouvir, vai ver que o nome dela é mais fácil de ler do que "Alain". É algo como "Lí-zel".

Eu desde o começo queria fazer a morte da sua prima Margaret como um grande mistério na história. A Liesl só apareceu por volta do meio pro final da primeira parte da história, e ela é talvez a caçula no meio de tantos grandões, como o coronel Briegel, Schultz e a Alice. Mas isso não quer dizer que ela não esteja longe do nível deles. Liesl é tão capaz de tão inteligente quanto, claro que ainda falta maturidade, mas isso vai se ganhando com o curso da história. Até mais madura que a menina de Guernica ela está agora, e a tendência é apenas melhorar.

Liesl Pfeiffer é um fruto do amor. Do amor entre um judeu e uma alemã ariana. Claro que haverão outros judeus, até mais "puros" na história, mas acho que raramente autores retratavam pessoas meio a meio. A minha inspiração na Liesl é um pouco da história da Anne Frank, mas não é a Anne. Uma das pessoas do livro dela, Albert Dussel (que na vida real se chamava Fritz Pfeffer) era um judeu que tinha um relacionamento amoroso com uma alemã ariana (Charlotte Kaletta), um amor que foi brutalmente separado por conta da Segunda Guerra Mundial por motivos óbvios. Até se casaram postumamente, tamanho era o sentimento. Eles não tiveram filhos, mas gostei da poética. Daria pra criar uma personagem meio ariana e meio judia, e aí nasceu a Liesl.

A Liesl é uma pessoa muito madura pra idade dela. Era muito criança pra perceber todo o ódio que se estava instaurando na Alemanha contra ela, por ser judia. E essa inocência toda foi perdida quando teve que rumar pela Europa junto da sua prima, Margaret Braun, que tinha nada de judia, mas que amava profundamente sua priminha. Perder os pais, enviados a um campo de concentração, depois perder a prima, a única família, assassinada misteriosamente na sua frente, abalou muito a menina. Mesmo ela tendo apenas dezesseis anos, Liesl é uma pessoa extremamente responsável, eficiente e o braço-esquerdo do Briegel (já que o direito é mais o Schultz).

Mas ao mesmo tempo ela é apaixonada pelo próprio Briegel. Será que esse amor vai vingar? hahaha. Quem leu minhas histórias sabe que eu não sou uma pessoa muito de romance. E normalmente as pessoas que são apaixonadas na minha história sofrem muito. Muitas vezes até são desiludidas, independente de serem homens ou mulheres. Como será o desenrolar da relação da Liesl com o Briegel? Será que eu vou criar um casalzinho bonitinho? SE-GRE-DO! Hihihihi!

Outra inspiração para as duas são minhas cachorras, a Lisa e a Meggie. Engraçado que comecei a chamar a Lisa de Liesl e ela super responde, e a Meggie me responde mais quando a chamo de Margaret, hahaha. A personalidade delas bate muito com a das cachorras também. É uma forma de homenagear meus dois amores aqui de casa! <3 p="">

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