domingo, 7 de maio de 2017

The Legend of Zelda (1986)


(cara, esse jogo é dois anos mais velho que eu!)

E pensar que esse jogo inspirou o Robin Williams (que deus o tenha!) a batizar sua filha de Zelda. Minha experiência com a franquia Zelda começou bem depois desse, com Zelda: A link to the past (1991) e jogando esse jogo dá pra entender as coisas que serviram de base para toda a franquia até os tempos de hoje.

Como é contado na história do jogo, muitos anos atrás o príncipe da escuridão Ganon (ou estilizado Gannon, com dois "n", fica ridículo!) roubou a Triforça do Poder. A Princesa Zelda que tinha a Triforça da Sabedoria a divide em oito partes para esconder do Ganon, antes de ser capturada. Agora resta para o orelhudo que veste verde mais sem noção do universo (ou para os íntimos: Link) ir atrás desses oito pedaços para restaurar a paz em Hyrule.

Só isso. Hahaha. É o NES, uai. Tem até bastante história se comparar com outros games!

Eu gostei da dificuldade
Sabe, estamos em 1986, talvez as pessoas eram mais inteligente, e nós gamers de hoje ficamos burros com games que salvam e criam checkpoints a cada cinco minutos. E vou ser sincero que achei o jogo MUITO difícil, e morri dezenas de vezes. A minha sorte é que eu achei um guia completo de como terminar o jogo pegando todos os itens no Zelda Dungeon que eu altamente recomendo a todos.


Depois de pegar corações, uma espada decente, um escudo que protege de algo, e uma roupa que corta metade do dano, aí sim o jogo fica jogável. Essa geração atual nos desacostumou demais. Nesse Zelda até se você salva você volta tudo, no primeiro mapa, no caralho's house com três corações e tem que andar tudo de volta. Pode parecer meio ruim mas no fundo é uma coisa muito boa no jogo! Esse desafio, de cada vez passar sem tomar dano, de avançar tela por tela, de se matar para matar o inimigo é coisa difícil de ver em jogos hoje em dia, e revivi bastante jogando esse aí.

Eu gostei do mapa imenso
É difícil de imaginar que o jogo é tão grande. O mapa inteiro jogo (todas as telas) tem imensos 4096 x 1344 pixels, e isso estamos falando de 1986 (o ano, não a medida em pixels, sua anta)! O jogo pesava imensos 128kb pra época, e foi um dos primeiros jogos a ter a opção de salvamento. Cara, nem uma foto de celular você consegue deixar leve desse tamanho, e isso é o peso do jogo INTEIRO. Tem uns trinta anos, mas é difícil de imaginar nos dias de hoje.


Ainda assim o mapa, a exploração, achar as dungeons e coisas escondidas toma um tempo danado. Isso sem contar os monstros que encontra no caminho, as milhares de coisas escondidas, o dinheiro que tem que juntar pra comprar umas poções pra sobreviver mais tempo, e as mudanças de cenário. Florestas, montanhas, praias, e até cemitério! Faltou só Kakariko Village mesmo.

Eu gostei da nostalgia
Como eu já falei antes, como esse foi o primeiro jogo da série dá pra ver diversos elementos que continuam até hoje. Até o som de pegar os itens e o som de quando resolvemos os quebra-cabeças é o mesmo. E dá pra ver a primeira versão de muitas coisas que continuariam na série nos jogos seguintes. Vejamos o inventário do jogo, por exemplo:


Arco-e-flecha, bumerangue, bombas e poções acho que todos conhecem. Mas temos uma vela (que reaparece em A link to the past), carne, flauta e varinha mágica (que também aparece em A link to the past). Agora itens de exploração, que são os acionados automaticamente, temos jangada (?), escada (??), anéis de proteção, uma chave mestra (que substitui a necessidade das small keys) e um bracelete da força (que te permite empurrar coisas pesadas).

Duas menções honrosas: a flauta serve como warp para você chegar na porta das dungeons visitadas (alguém já viu isso em outro lugar?) e o arco-e-flecha pode ser poderoso, mas cada flecha te faz gastar 1 rupee. E como dinheiro é osso de achar nesse jogo, você não vai querer gastar um centavo, hahaha!

Eu gostei das dungeons
As dungeons do jogo não são necessariamente templos como são nos games seguintes. São nomes como "The Dragon", "The Lion" e até "The Manji", que tem esse nome, pois o mapa parece uma suástica (manji é suástica em japonês). Elas são incrivelmente desafiadoras e, olha só, o Ganon nesse jogo não está no castelo de Hyrule. Ele está na Montanha da Morte (pobres Gorons amigos que nem existiam ainda!).


O jogo não tem diálogos, nem dicas. Imagino como deve ter sido complicado jogar esse jogo na década de oitenta, povo deve ter gastado horas e várias revistas de games pra poder entender o que devia ser feito. Existem dungeons que são obvias e fáceis de achar. Mas as últimas estão bem escondidas, e se você não resgatar as oito partes da triforça espalhadas nos oito templos não tem como ir pro embate final com o Ganon. Mas ainda assim todos os quebra-cabeças, os enigmas e as dificuldades das dungeons nos fazem encher o coração de saudade e nostalgia. :)

Eu gostei da batalha final
Estava lá eu, jogando na Death Mountain, o último templo do jogo, tinha pegado já todos os corações e tinha duas poções - sim, tinha, pois bebi todas, pois a fase tem muitos carinhas e é extremamente difícil de jogar. Minha vida tava mais ou menos a desse vídeo:



Minha sorte é que o Ganon, mesmo sendo uma batalha com todo seu ar épico, é bem simples. Imagina se fosse complicada? Ele fica invisível e você tem que acertar a espada nele (é bem no chute mesmo, completamente aleatório). Acertou quatro golpes e sobreviveu pra contar a estória ele fica marrom. Basta jogar uma flecha de prata e já era, matou o porquinho malvado e encontrou a Zelda (que não te mostra os peitos, infelizmente).

É engraçado que o jogo é tão "o primeiro jogo" que a triforça só tem DUAS partes. Não seria melhor chamar de "biforce"? Hahaha. Mas ainda assim é um puta jogaço, e adorei jogar.

Mas jogar apenas com walkthrough, é claro!

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