sábado, 24 de agosto de 2019

Final Fantasy XII


Nossa, é sério que o último Final Fantasy que eu terminei foi o quinze em 2017? Já tem dois fucking anos? Eita preula...

Pois bem, ano passado por volta de novembro, comprei Final Fantasy XII - Zodiac Age, um remaster do Final Fantasy XII original do PS2 só que para o Playstation 4. Existem algumas mudanças principais (além da melhoria dos gráficos) como um novo sistema de jobs, baseados em signos do zodíaco! Na verdade esse Final Fantasy é muito interessante pois tem várias referências aos signos do zodíaco, seja nos jobs, nos Espers (os monstros que você invoca para lutar ao seu lado), itens, e por aí vai.

A história e os personagens são os mesmos, e outra adição interessante também é o desafiador Trial mode, onde você entra numa competição de cem etapas, indo desde os monstros mais fraquinhos, como os ratos do esgoto, até os mais fortes, como o Yiazmat com seus milhões de HP (mas é uma batalha reduzida, não é com o mesmo HP de 50 milhões que lutamos no jogo, mas sim "apenas" 3.5 milhões, mas dá trabalho também...), o Omega Mark XII (que é um absurdo de forte) e no desafio final contra os cinco juízes do jogo ao mesmo tempo (incluindo o Gabranth que é um dos chefes finais do jogo).


Final Fantasy XII começa como todo filme ou novela termina: com um casamento. As bodas da princesa Ashe de Dalmasca e o jovem lorde Rasler de Nabradia. Esses dois reinos são pequenos reinos no meio dos dois impérios que são as potências do mundo: o império Archadia ao norte e o império Rozarria ao sul. O casamento entre os dois fortaleceria ambos os reinos, porém é óbvio que ter um reino independente vivendo no meio de dois impérios em guerra inevitavelmente iria dar merda.

É então que o império Archadia invade Nabradia, e o príncipe Rasler, e também herdeiro do trono, vai até lá lutar para proteger seu reino, deixando a sua esposa em Rabanastre (capital do reino de Dalmasca). Porém o império Archadia simplesmente passa por cima do reino de Nabradia, dominando a região e matando o próprio Rasler. Não demora muito para que eles também invadam Dalmasca e o anexem ao seu império. O rei de Dalmasca é morto em uma emboscada por um de seus mais leais cavaleiros, o lorde Basch von Rosenburg, e também correm rumores que a princesa Ashe havia morrido também.

O sucessor ao trono de Archadia, Vayne Solidor, é apontado consul de Rabanastre, e apesar da cidade viver em relativa paz, existe também muita opressão do governo. E aí que entra o pior protagonista de um jogo do Final Fantasy: Vaan, uma criança de rua que vive com sua melhor amiga, Penelo, roubando nas ruas de Rabanastre para comer. É óbvio que eles vêem como suas vidas pioraram com o governo Bolsonaro de Vayne Solidor, e percebem movimentações de insurreições para depor e libertar Dalmasca do controle de Archadia, e acabam se unindo a essas forças de resistência.


O império de Archadia parece muito o Império Romano. O Senado não tem muita força, quem tem o controle sobre o exército e a força são os cinco Juízes (imagem acima), que usam meios nada pacíficos para impor a vontade de seu império. Eles em si são bem fortes, e são como uma guarda pretoriana leais ao império de Archadia.

Vaan e Penelo se unem a dois Sky Pirates, o Balthier e a Fran, e eventualmente encontram a princesa Ashe (que achavam que havia morrido) sendo a líder da resistência contra Vayne Solidor no submundo, e também o verdadeiro Basch von Rosenburg, o capitão leal à Dalmasca, cujo seu irmão gêmeo, Gabranth, havia se passado por ele para queimar sua reputação e lhe fazer parecer um traidor. Esses seis então se unem para uma jornada ao redor do mundo para evitar um cataclisma e tentar restaurar um pouco a paz ao mundo.

A questão maior é que além de poderio militar, Archadia e Rozarria lutam para ter também uma arma de destruição em massa, os Nethicites. São pedras que guardam dentro de si uma quantidade de magia muito forte (ou Mist, como chamam no jogo) e que é capaz de destruir países inteiros com muito pouco. Ashe (que pra mim é muito mais protagonista que o Vaan) se junta aos seus amigos para encontrar os Nethicites e destruí-los, impedindo que eles sejam usados para o o mal. Para isso ela deve dialogar com tanto Rozarria quanto Archadia, fomentando a paz, matando cientistas loucos, e salvando suas populações muitas vezes de si mesmas.



Uma das maiores diferenças desse jogo da franquia é que os Espers, os monstros que você invoca para te dar uma força no jogo, não são os tradicionais, como Ifrit, Shiva, Bahamut, que sempre tem uma versão diferente em cada jogo. Em FF12 existem treze, cada um correspondente a um signo do zodíaco (mais o signo de Serpentário), e nenhum deles tem algo a ver com os outros clássicos. São todos novos e exclusivos.

Acima tem um vídeo de todos os ataques finais de cada um. A animação é muito boa! Destaque para o Ultima (signo virgem) e o Zodiark (signo serpentário) que são os mais fortes e os mais difíceis de se pegar. É claro que eu peguei todos, mas esses dois são duas batalhas muito complicadas no jogo, apesar de serem opcionais. O Zodiark, por exemplo, tem o temido golpe Darkja, que tem chance de matar TODOS os membros da sua party, fazendo você ter que começar a lutar com ele do zero de novo, o que é chato pra caralho.

Eu fiz questão de conquistar todos os troféus do jogo, fazendo todas as missões, pegando todos os itens, completando bestiário derrotando cada um dos inimigos do jogo, e, enfim, fazendo tudo. Levei mais ou menos 130 horas de jogo, é um jogo bem extenso e bem complicadinho, mas consegui pegar o último trofeu na última quinta, vencendo a última batalha do Trial Mode contra os cinco Juízes simultaneamente. Fiquei quase uma hora e meia direto lutando, afff... Que sufoco do inferno.


Eu gosto muito do modo de luta desse jogo! Não é RPG de turnos como sempre foi, inclusive seu antecessor (FFX). Muito pelo contrário! É tudo os bicho solto no mundo e você vai lutando contra eles. Sempre que você manda uma ação, como atacar ou usar magia, uma seta aponta quem vai atacar, e também vice-versa. Tudo acontece dinamicamente na sua frente, é um modo de batalha bem interessante.

Mas mais interessante que isso é o Gambit System. Nele você controle a inteligência artificial do jogo. Então eu posso colocar o seguinte: "Ao encontrar um inimigo, ataque", ou "Se o inimigo for fraco contra fogo, use Fire", ou "Se o HP dos meus aliados estiver abaixo de 50%, use cura neles", e tudo isso automaticamente. Claro que existem também outras opções mais avançadas, mas se você fizer direitinho uns básicos, tudo o que você tem que fazer no jogo é sair andando que ele vai batendo automaticamente de acordo com as ações que você programou. E se você quiser também dar comandos mesmo assim, é livre também para fazê-lo ao seu bem entender. Mas é óbvio que sabendo usar o Gambit System tudo fica muito mais simples!

O jogo também permite que você assimile jobs a cada personagem. Cada um desses jobs possuem características diferentes, e cada um ajuda no combate de maneira diferente. Knight (cavaleiro) por exemplo usam espadas, possuem um bom HP e são ótimos para dar dano nos golpes. Black mages usam magias elementares como fogo, gelo ou trovão, e White Mages são os que curam e jogam magias para aumentar os status dos membros da sua party. São no total 12 jobs, e cada um, obviamente, representa cada signo do zodíaco.



O signo de áries são os White Mages (para curar, etc). Touro são os Uhlan (especialistas em lanças). Gêmeos por sua vez são os Maquinists (que usam pistolas para atacar). Temos câncer como Red Battlemages (que tem um pouco de magias de cura e elementais, e também servem para bater, são uma classe bem coringa, embora não especialistas em tudo), e leoninos óbvio que são os Knight (cavaleiros, que usam espadas para atacar, clássico dos RPGs). Virgem ficou com Monk (que usam bastões e até combate corpo-a-corpo), Libra é representado pelos Time Battlemage (que usam magias que aceleram/atordoam, mexendo com a duração do tempo da batalha), Escorpião são os FoeBreaker (que usam martelos e machados e são ótimos pra tankar o dano dos inimigos), sagitário óbvio que são arqueiros (que usam, pasmem, arco-e-flecha), capricórnio são os Black mages (que usam magias elementares), aquário são os bushi (que usam katana) e peixes, por fim, são os shikari (especialistas em adagas).

E como você pode por atribuir dois jobs por personagem, dá dois para cada um dos seis protagonistas. Eu, por exemplo, coloquei a Penelo como Monk/White Mage, o Vaan como Shikari/Bushi, a Ashe como Time Battlemage/Knight, Fran como Archer/Black mage, Balthier como Machinist/Red Battlemage e o Basch como Uhlan/Foebreaker. Achei que equilibrei bem até.

Outra coisa interessante também que tem em todo Final Fantasy são os limit breaks. São golpes poderosos que normalmente se dá quando você está desesperado e quer arrasar um quarteirão inteiro de monstros com uma rajada só. Nesse jogo temos os Quickenings, que cumprem essa função. E assim como os Espers, cada um tem uma animação incrível.



Eu sou apaixonadinho pela Ashe, então ela tem os Quickenings que eu mais gosto. Mas eu gosto dos da Penelo também! Inclusive tinha um troféu dificílimo onde se deveria realizar todas as Concurrences, que são uns golpes ainda mais fortes que fecham os Quickenings, só que eles só aparecem de acordo com uma certa combinação de golpes, enfim, é muito difícil fazer. Rola muita sorte também.

A música também é outra coisa a parte. Eu adoro as músicas do jogo, são todas orquestradas, muito bem arranjadas. Deixa o jogo ainda mais com um clima épico, trazendo as emoções de cada região e tudo mais. Essa versão do PS4 teve uma remasterização das músicas, mas ainda tinha algo que me incomodava muito desde o PS2 que continuava praticamente inalterada no PS4, que talvez seja uma das minhas únicas reclamações, que é a dublagem.

Não sei se pegaram dubladores ruins, ou se gravaram meio em baixa qualidade, mas a versão ocidental ficou horrível se comparar com a versão japonesa. Algumas poucas vozes se salvam, como o Balthier, mas as outras é difícil achar algo bem gravado ou interpretado. Nesse vídeo abaixo compara bem as mesmas cenas nas vozes ocidentais e as japonesas:



E olha que estamos falando do Japão, hein? Embora seja um país onde eles sabem interpretar muito bem, é um país que parece que só existem três padrões de vozes masculinas (a voz de moleque, a de herói positivo e a super grossa e grave) e dois femininos (ou é uma voz de menina super kawaii ou uma voz grave feminina de vilã de Sailor Moon). Então pra eu gostar mais da versão dublada em japonês é porque algo de muito errado saiu na versão ocidental.

Mas tirando isso, não tem como negar que Final Fantasy XII seja um dos maiores destaques dessa franquia que eu gosto tanto. Caminhar junto do Van, Penelo, Ashe, Balthier, Basch e Fran nesse mundo imenso de Ivalice, encontrando todo tipo de gente e no meio de tantas aventuras, vai deixar saudade. A história é sempre muito complexa e com diversas reviravoltas, criamos carinho pelos personagens e entramos em suas vidas quase que como se fôssemos parte de suas vidas. Coisas que todo Final Fantasy sabe fazer como ninguém.

Eu cheguei a jogar esse jogo na época que lançou para o PS2, mas deixei de lado, e quando vi meu irmão já havia se livrado do PS2 e não consegui terminá-lo. Se não me engano eu joguei até a luta contra o Esper Matheus (talvez uns 60% do jogo completado). Quem diria que eu levaria mais de dez anos para jogar de novo, mas agora que joguei, fico feliz e vejo o quanto é um jogo bom. Deu um trabalhão platinar, mas se eu já havia gostado do jogo sem terminar como foi da outra vez, hoje sou ainda mais fã dessa obra prima.



Faltou só nessa versão do PS4 essa intro maravilhosa que tinha no PS2! Nossa, toda vez que eu ia jogar eu tinha que parar e assistir antes de começar. Ainda mais com o tema da série Final Fantasy na minha versão favorita!

Nota 10/10.

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