segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Final Fantasy X-2


Quinta-feira passada (28/11) terminei mais um capítulo da série Final Fantasy, o amado por nenhum e odiado por muitos Final Fantasy X-2.

Minha opinião? Me juntarei ao grupo de duas ou três pessoas que gostaram do jogo. Gostei ainda mais do que o próprio Final Fantasy X, que muita gente adora, mas eu não gostei muito. O antecessor, Final Fantasy X tem um péssimo modo de batalha, que consegue ser pior que o de turnos básico do Final Fantasy I. A diferença é que este é de 1987, enquanto o décimo é de 2001. E isso torna tudo muito chato, e consertaram muito isso no Final Fantasy X-2.

O modo de batalha é uma delícia. Dá até vontade de ficar subindo o nível só pelo prazer de entrar nas batalhas. É muito mais dinâmico, menos cansativo, com muito mais opções e tem classes, coisa que não tinha no FFX. No FFX a classe estava atrelada ao personagem, então sempre o Tidus seria um Warrior, a Yuna um White Mage, a Lulu uma Black Mage, etc. Mas em FFX-2 temos as Dresspheres, que são roupinhas que a Yuna, Rikku e Paine trocam durante a batalha, e elas trocam a classe e habilidades das três. As animações são muito divertidas:


Eu joguei com Walkthrough, mas mesmo assim me perdi um pouco no detonado e faltou pegar uma ou duas das Dresspheres, isso sem contar algumas que eu mal tive como usar direito. Eu queria terminar logo o jogo pois meu irmão pediu o PS4 de volta, e era o único jogo que eu havia comprado que faltava terminar, hehehe.

Outra coisa boa: o jogo é bem menos linear que o original FFX. E como na história ele se passa depois dos eventos de Final Fantasy X, você agora pode revisitar os locais e saber o que aconteceu depois que a ameaça do Sin foi aniquilada, reencontrando os amigos, personagens, e vendo o que aconteceu em Spira na ordem que você bem entender. Ainda assim o jogo tem capítulos (são cinco no total), e ele não é tão longo para os padrões de hoje, mas talvez na época do PS2 (que ele foi lançado originalmente) devia ser um tempão. Ah, e o capítulo 4 é talvez o único linear mesmo, muito pra preparar a história a ser fechada no capítulo seguinte.

Eu gostei também do rework das personagens. A Yuna, óbvio, tá totalmente diferente da Yuna toda freira e sacerdotisa virgem do FFX. Aqui ela está toda funkeira, com shortinho, decote e cabelo repicado. Mas não apenas isso, é uma Yuna livre, sem mais o peso de ser uma Summoner, agora ela quer é curtição, aventuras, sexo, drogas e rock 'n roll e caçar esferas com suas amigas ao redor do mundo! Eu prefiro mil vezes essa Yuna do FFX-2!


A Rikku continua toda desmiolada e engraçada, e a Paine é a rabugenta do trio que tem até um nome: as Gullwings! E voando pelo mundo afora elas vão coletando esferas, que foram apresentadas no FFX, que são como se fossem espíritos das pessoas encapsulados em bolinhas, que servem pra tudo: desde salvar o jogo, até filmes contendo a história da pessoa falecida.

O ponto fraco talvez que muita gente deteste nesse jogo mesmo é a história. Eu já disse o quanto detestei Final Fantasy X antes, um jogo cansativo, muito linear, e um tédio muitas vezes. Porém o carro chefe é seu roteiro: acho que todos os Final Fantasy lançados, FFX está lá no topo como uma das melhores histórias. É um filme mesmo, tem reviravoltas, a história te envolve, tem bom humor, tem paradigmas, e muito, muito, mas muito romance.

Mas Final Fantasy X-2 e história é muito fraquinha. E nem é por ele não ser linear que significa que não conta uma história. Existe um enredo, mas é muito sem graça. Talvez a única coisa aproveitável mesmo são os desfechos no capítulo final depois de todas as quests que você faz no decorrer do jogo. Mesmo a história individual das protagonistas é muito aquém, deixa muito a desejar. A Paine, que não aparece no antecessor, é muito subaproveitada. Eu pensei que ela teria uma história foda, mas ficou mais como uma tapa buraco mesmo.


Acima está a comparação da Yuna no FFX-2 e FFX, respectivamente. Que mudança boa!

Eu gostei muito do jogo. Me emocionou bastante, me prendeu, e me divertiu. Não sei o que o povo falava tão mal desse jogo, eu achei chato mesmo foi o FFX, embora ele tenha me feito chorar quase o jogo inteiro de tanta emoção, hahaha. FFX-2 é um RPG pra se divertir, dar uma relaxada, ir explorando os locais, fazendo as quests e as missões, e não tem todo aquele peso e responsabilidade de levar a Yuna até o Sin para salvar o mundo. O mundo está salvo. Vamos então viver livres e criar nossa própria história!

Pois assim como a Yuna diz: "It all begin when I found this sphere of you". Ao contrário do Tidus no FFX que começava com um: "Listen to my story. This may be our last chance".

Nota: 8,5

Agora vamos começar os Spoilers do enredo!
O review acaba aqui, se não quiser spoilers, é só não ler abaixo!


Eu pensava que o jogo seria como uma busca do Tidus pela Yuna. No final do FFX o Tidus, que havia sido transportado do presente em que ele vivia para mil anos no futuro apocalíptico de Spira (onde se passa o game), ao terminar sua missão ao lado da Yuna e dos outros (derrotando o Sin), e trazer a "Calma" de volta ao mundo, ele tem que voltar para a sua época e deixar a Yuna. Só que aí ela já era sua namorada, e o final é super triste.

O próprio FFX-2 tem um pequeno vídeo prólogo onde depois de dois anos depois dos eventos de FFX mostra a Rikku achando uma suposta esfera mostrando o Tidus, e esse é o gatilho para os eventos de FFX-2: saber se era o Tidus mesmo ali na esfera e se havia uma esperança de que ele estivesse ali vivo.


O que acontece é que nessa busca para saber se era o Tidus ou não (no final, nem era ele), descobrem duas coisas: que havia uma máquina gigantesca chamada Vegnagun, que poderia destruir o mundo, e que essa máquina estava sendo controlada por Shuyin, um espírito de uma pessoa que viveu há muito tempo atrás, e que como não podia ficar com sua amada, uma moça chamada Lenne (na foto acima, à esquerda), domina o corpo de um dos líderes da nova Spira para reativar essa máquina.

Logo elas devem correr para evitar que Vegnagun seja reativado. Porém sem o Sin para fazer aquela limpa nas pessoas e diminuir a população de Spira, as pessoas andam com um clima de rivalidade para saber quem vai ser os novos líderes, e Yuna, Rikku e Paine devem tentar apaziguar os ânimos e evitar que as pessoas que antes focavam na guerra contra o Sin para salvar suas vidas, hoje não guerreiem entre si.



O jogo é bem girl power, e muitas vezes bem girly também. Tem várias músicas (acima, a minha favorita, quando a Yuna decide fazer um show para unir Spira e evitar uma guerra entre eles próprios). Mas como eu disse, também não é uma odisséia da Yuna para achar seu amado (embora tenha sido o gatilho disso tudo), mas ela se encontra na história, se recria, e ver todo esse processo é bem inspirador. Deixa de ser a menina meio frágil do jogo anterior e se torna um mulherão da porra.

Jogaço! Mas não se esqueçam de jogar com um walkthrough. Tem muitos detalhes que a gente acaba perdendo se não jogar com um guia. 

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