quinta-feira, 12 de julho de 2007

Uma corrente de um rio segue para um local. Não importa, ar, terra, peixes, tudo é tragado e levado com ela. Não é como o mar, onde a liberdade e a palavra é navegação. No rio, uma única correnteza te leva para um único local, você não tem escolha.

Imagino as escolhas e atitudes das pessoas como uma grande correnteza. Tudo é tragado por ela, e uma vez tragada você deve se adaptar a ela, ou aceitá-la. A escolha mais simples que você pode fazer é segui-la, e ela te levará para um lugar em comum com os outros elementos que também fizeram tal escolha. Independente do seu destino, saiba que jamais estará sozinho, pois muitos irão com você e dividirão o mesmo trajeto.

No final todos se encontrarão, e não importa se for ruim ou bom, todos se encontraram. Um imenso cardume pode se dirigir, uma família inteira, e lá eles vão. Alguns fracos de mente seguirão os outros exatamente por temerem suas escolhas e não querendo se sentir sozinhos. Outros, desistirão de enfrentar a correnteza e irão apenas ser levados. Outros sabem que podem passar, mas por uma imensa humildade jamais passarão.

O outro tipo irá lutar com todas as forças para ir contra a correnteza. Talvez tenha um ideal, talvez não. Talvez tenha um objeito, ou ainda não. Ou quem sabe algo que o fortaleça, ou apenas influência de um primeiro peixe que encontrou com a água pura da nascente do rio.

Existe ainda um outro que prefere ainda não arriscar-se nem por um, nem por outro. Que não se deixa ser levado, mas também não luta contra, prefere ficar estático em seu local calmo, apenas vendo a vida passar.

Eu sempre me achei como um idiota que vai contra a correnteza. Não adianta, sou teimoso! Mas nas minhas meditações eu procuro uma resposta. Pra quê? Gosto de meditar, e quando tenho tempo eu medito mais ainda. Eu não costumo meditar na clássica posição de lótus, mas sou um adepto da meditação enquanto eu ando. Gosto de andar distraído nas ruas pensando na vida. Até um carro me pegar me cheio, claro. Mas como isso até hoje graças a Deus não aconteceu, eu continuo a minha caminhada.

É bom pensar, é bom meditar. O problema é que eu penso demais e isso ás vezes acaba com a graça de umas poucas coisas boas da vida e acabam me levando para tanto conclusões benéficas como maléficas. Pode chamar isso de algo como filantropia mas ao mesmo tempo pode considerar como uma reação totalmente maquiavélica. Pois bem, duas conclusões.

A primeira é no simples quesito de ser exibido. Eu gosto de me exibir, sou chamativo por natureza, mas chamava mais atenção com cabelo vermelho. Mas gosto de que as pessoas prestem total atenção em mim e que se foquem em mim. Claro que quando eu cheguei nessa conclusão eu vi que, se eu vou contra a correnteza é apenas para chamar a atenção? Apenas pra isso?

Como sou contraditório até comigo mesmo, andei pensando ainda mais...

E cheguei a segunda conclusão. Talvez eu chame a atenção sim por ser diferente dos outros. Mas ao mesmo tempo sempre gostei que todos me tratassem igual ao que os outros tratam e igual eu os trato. É exatamente por "ser diferente" e "chamar a atenção" que eu tento lhes mostrar que é esse o caminho. É algo como uma grande campanha publicitária, onde eu crio um novo produto que chama a atenção por ter aquele rótulo verde-fluorescente na plateleira, mas ao mesmo tempo quando você abre e vê e usa o produto, você vê que era aquilo que você sempre precisou, que facilitou sempre e muito sua vida daquele ponto em diante.

Não gosto de seguir as pessoas em sua totalidade. Gosto de desafiar o desconhecido e ir por outros caminhos. Ora, ora... Eu já estou perdido mesmo! E como o caminho em que trilho não há ninguém do meu lado, aqui vou eu sem medo. Se alguém quiser me seguir, siga as pegadas no chão, pois nesse momento já estarei longe. Muito longe. =)

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